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sexta-feira, julho 03, 2009

INICIATIVA LUTA SOCIAL

Sábado 04 de Julho, às 15h. na Biblioteca-Museu da Republica e Resistência (Edifício Cidade Universitária)

Inscreve-te no debate presencial, com e-mail para iniciativalutasocial@gmail.com .
Indica o nome (não será divulgado), a região/zona de residência e o ramo de actividade.

Agradecemos que nos envies também quaisquer propostas para o conteúdo e funcionamento da sessão:

Ordem de Trabalhos reunião aberta de dia 04 de Julho.

Nota: No início, pelas 15:15, será eleita uma mesa para conduzir os trabalhos.

Primeiro Ponto: Balanço de 4 anos de ditadura do capital disfarçado de «governo socialista». Será proposto um documento síntese resultante das contribuições dos diversos participantes.

Segundo Ponto: Propostas de estratégia e de acção para os próximos meses, numa perspectiva anti-capitalista e anti-autoritária.


Nesta reunião, propomos que se estudem as hipóteses de novas datas para continuação desta Assembleia de Militantes.

Pode ser noutro ponto do país

terça-feira, maio 12, 2009

Prós e Prós

A Fátima Campos Ferreira é uma trabalhadora que não está abrangida pelas novas regras que regem a avaliação da função pública. No entanto ela é funcionária de um serviço público da televisão. Mas a ela basta-lhe fazer uma auto-avaliação dizendo aos telespectadores o quão grande era o desafio daquele difícil programa com treze candidatos e como ela própria conseguiu ultrapassar esse objectivo com sucesso, tendo o programa afinal chegado a bom termo.

Mas nós, que vimos o programa sentimos que ali as regras não foram justas e que a Fátima dera as cartas marcadas. Houve ali gente a quem impôs disciplina mesmo antes de começar a falar e houve outra gente que teve o direito à vozearia, e ao diálogo com privilégios de imagem em detaque lado a lado, como uma bela competição entre candidatos. O formato já estava pensado.

Afinal de contas o programa Prós e Contras não é propriamente um exemplo de democracia: aquilo ali é o quintal da Fátima, é ela que põe e dispõe. E ora se interessa mais ora se interessa menos pelos assuntos e por lhes dar continuidade ou não. Um programa de informação pode pois hoje em dia ter esta liberdade na aplicação de critérios para os quais há sempre uma Fátima disposta a executar. E se executa não precisa de mais avaliação. O programa é anti-democrático. Também ela!

Uns participantes tiveram as deixas todas; outros tiveram que se despachar, porque a Fátima tinha pressa de ouvir estes para ouvir os outros, os que diziam coisas que ela queria deixar passar. Paulo Rangel teve todo o tempo para estender o seu guardanapo, foi o que mais falou; Vital Moreira esmifrava-se a procurar coisas para dizer, não tendo nada para dizer e tanto tempo para falar. Já os partidos menos radicais tiveram tempo para trocar em miúdos a sua falta de conteúdos programáticos: Laurinda Alves com a Europa do toma lá dá cá estamos todos no abismo cor-de-rosa, me dá um dinheiro aí que eu também vou… o MMS tão fraco de intenção. O PPM não se sentiu à vontade com tão curtos tempos de intervenção. Precisava de mais tempo para explicar como pode uma monarquia vir resolver os problemas da União Europeia, sendo o seu rei apenas uma figura decorativa.

O Nuno Melo falou o mais que pôde alegando a sua rouquidão não o deixar competir com o Vital que o interrompia sempre que podia.

O Miguel Portas safou-se, saiu-se bem na oposição que fez ao modo de governação generalizado. Mas estando dentro da União Europeia como executar essas políticas? Como as compatibilizar aceitando as leis da União Europeia que se colocam acima das nossas? Mesmo que haja um governo a querer impor uma lei que proíba os despedimentos, terá uma directiva por cima a liberalizá-lo e um código do trabalho a jeito que permita despedir sem justa causa. A Ilda Figueiredo a mesma coisa: conseguiu dizer quase tudo que levava para dizer, de forma esquematizada, por pontos; mas no fim mostrou o trabalho de casa feito na União Europeia, como estando a trabalhar em coisas muito importantes. Só que ela e o Miguel estão lá e a UE continua a praticar as mesmas políticas sem que se veja por cá o seu efeito.

O Partido da Terra, um nítido projecto de um partido europeu espalhando os seus tentáculos, o Libertas, com os dinheiros estrangeiros para colocar no Parlamento Europeu um grupo de deputados dos partidos de cada país ligado ao Libertas. Que defenderão eles lá em conjunto quando for o país de cada um que estiver em causa? E o PS e o PSD não têm eles também já lá os seus partidos europeus?


Ainda está para se ver os resultados, mas seja como for cada vez mais todos concordam em fazer as coisa por cima da nossa cabeça, a partir de órgãos de decisão política que estão lá na União Europeia, em Estrasburgo, e que nem sequer sabemos ao certo o que eles por lá dizem nas discussões. A União Europeia é assim uma espécie de cabecilha, com decisões que emanam de cima, de uns que não foram eleitos mas nomeados e de mais uns quantos cérebros em quem votamos para lá irem receber instruções para vir pôr em prática. E mesmo as nossas organizações sindicais não passam de marionetas na mão de uma concertação que se passa na Europa ao nível da CES (Confederação Europeia de Sindicatos) e cada vez menos perto dos trabalhadores com os seus sindicatos.

Os mais extremistas: um PNR xenófobo com as ideias no lugar quanto à farsa que é a União Europeia; o POUS que é o único que está ali para lançar uma campanha que exija a proibição dos despedimentos e que diz que para isso poder acontecer é preciso romper com as leis dos tratados da União Europeia, pelo que só com a ruptura com a União Europeia se torna possível.

O POUS foi especialmente desprezado pela Fátima. Sempre que a Carmelinda Pereira ia acabar de completar uma ideia ela interrompia e apressava. Já não é a primeira vez que vemos a Fátima a tirar as conclusões em vez de deixar falar. Como quem diz: já percebi onde queres chegar mas não é por aí que eu quero que o programa vá.

Resta saber se à Fátima Campos Ferreira basta fazer a sua auto-avaliação ou se tem que prestar contas a alguém ou seja, se os objectivos já vêm traçados de cima ou se saem da sua cabeça.: tens que deixar o bloco central falar o mais possível: esses é que são os defensores da UE; deixas falar um bocadinho aos que disserem que querem a UE, mas aqueles que a põem em causa é a despachar, são pequenos, ninguém vai notar que falaram menos, falaram de um modo proporcional ao seu tamanho. O actual estado da democracia permite estas coisas à Fátima Campos Ferreira. Uns são partidos maiores, falam mais, têm mais programas para falar; os partidos mais pequenos, falam menos. E pouco de cada vez para não poderem relacionar as coisas e denunciar o que é a União Europeia, que espécie de interesses serve, defende e perpectua, a avaliar até pela forma como gera e responde à crise.

No final a Fátima Campos Ferreira disse que o importante era ir votar. The show must go on.

Não gostei mesmo nada do programa, aliás não esperava outra coisa. O Prós e Contras sempre foi um programa anti-democrático, não é novidade para mim. Por isso todos lhe chamam na rua o Prós e Prós.

segunda-feira, maio 11, 2009

PoRtUgAl NeO-cOlÓnIa - projecto

imagem Kaótica


«Quando este projecto começou a germinar dentro de mim, percebi imediatamente que ele se devia a uma enorme frustração pelo que vejo e me apercebo do meu país. Pensei que tantas pessoas como eu têm vindo a exprimir essa raiva e frustração por tudo o que se está a passar aqui e agora. Mas a raiva, a indignação, a revolta, somente são algo de positivo, se desembocarem numa procura efectiva de solução para os problemas. Caso contrário, são apenas uma razão suplementar para amargar, para azedar interiormente. É por isso que lanço este apelo.» (Ler tudo AQUI)


Manuel Baptista

sexta-feira, novembro 28, 2008

Debate-tertúlia: Para uma educação livre ou ministeriada? ( no Domingo, dia 30 de Nov., às 17h30 no bar-livraria Gato Vadio, no Porto)

Prometeu Agrilhoado

Prometeu agrilhoado é uma imagem terrífica e espantosa para permanecer solidamente à entrada de uma Universidade. Trata-se da escultura que supervisiona o campus da U. do Minho, mas poderia estar em qualquer outro centro de ensino.

Mensagem insidiosa? Metáfora escultural da velha palmatória? Bicada-Punição ministerial? O que pode pensar o aluno do (deste) sistema de educação? A escola e a universidade estão pensadas hoje em dia para que o aluno se liberte do pesadelo prometeico?

Os professores do ensino básico e secundário enfrentam actualmente não o pesadelo, mas a realidade política de uma mentalidade preocupada não com o ensino, os alunos, as escolas, os professores, mas com os números, as estatísticas, os índices, a produtividade. Esta visão mercantilista da educação dificilmente pode ter como finalidade estimular a criatividade, a independência, a capacidade crítica e o desenvolvimento global dos alunos. Fazer da escola um comércio passa por cima da possibilidade de imaginar sujeitos livres, cidadãos autónomos, conscientes socialmente e capazes de ver além do estreito funil de tornar cada aluno um mero grão na engrenagem de um sistema de produção em série.

Perante a política educativa das últimas décadas que argumentos temos à vista para refutar que, na sua essência, ela está orientada de tal modo que à medida que o aluno avança do básico à universidade ele passa a ser uma mera mercadoria?

E, suprema ironia deste sistema de educação, à vista estão os factos: quantos alunos que cumpriram o seu percurso escolar vieram parar à linha de caixas do Jumbo? Ao call-center da PT? Ao fato-de-treino da Ikea? Aos subúrbios de Londres ou ao aeroporto de Barcelona? Ou, simplesmente, ao desemprego com canudo. E quem poderá avaliar esta concepção ministerial falhada da Educação?

Além das reivindicações conjunturais e da luta unida dos professores contra as decisões do governo actual, não devemos – professores, alunos, pais, cidadãos – reflectir sobre a orientação geral do sistema educativo? Se os professores não querem uma ministra a vigiar e punir o seu desempenho quotidiano, pode um aluno continuar com um prometeu agrilhoado no seu imaginário?

Debate - Para uma educação livre ou ministeriada?
Domingo, 30 de Novembro, 17h30

Convidados:
António Magalhães (professor universitário/Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da U. do Porto)
António José Silva (professor do ensino secundário)

Café-Livraria-Bar Gato Vadio
Rua do Rosário 281
Porto

Nota: o texto é apenas um ponto de vista para estimular a reflexão e vincula apenas os Vadios…

http://gatovadiolivraria.blogspot.com/

in A Sinistra Ministra

sexta-feira, novembro 07, 2008

DEBATE RUE

«A crise do sistema capitalista e a maneira dos trabalhadores se defenderem dela»

Sexta-feira, 7 DE NOVEMBRO, às 21 horas

Rua Santo António da Glória, nº 52-B, cave C,

Lisboa

Em PORTUGAL 20 mil milhões de euros para os especuladores

ESTE PLANO DEVE SER RETIRADO!

Em Dezembro de 2007, interpelado na Assembleia da República por Jerónimo de Sousa sobre se o compromisso de Sócrates era com o povo português ou com a UE, Sócrates respondeu: “O meu compromisso é com a Europa!”. Isto apesar do referendo à Constituição Europeia – documento semelhante em 95% ao Tratado de Lisboa – ser uma das suas promessas eleitorais.

No único país cujas leis nacionais obrigam à consulta popular por meio de referendo, o povo da Irlanda disse um “NÃO” peremptório ao Tratado de Lisboa. Desde então os dirigentes da União Europeia têm procurado por todos os meios dar a volta às leis que os próprios criaram para colocarem em causa esta escolha popular.

Agora o “compromisso” claramente assumido pelos governos europeus, em sintonia com os Estados Unidos da América, é com o capital financeiro, com os banqueiros e com as grandes empresas. Quando os trabalhadores vão para o desemprego, não há um cêntimo que seja usado a seu favor, sendo as próprias leis da União Europeia a impedi-lo.

Este mês, 3 mil trabalhadores da Nissan manifestaram-se contra o despedimento de mais de um terço dos assalariados da fábrica de Barcelona:

“O dinheiro deve ser para garantir os nossos empregos e não para salvar os banqueiros”, foram as palavras de ordem mais gritadas.

Entretanto os estudantes ingleses têm se manifestado aos milhares gritando:

“Dinheiro para as Universidades e não para os banqueiros!”.

Em Itália, Berlusconi procede a uma contra-reforma educativa que visa despedir 120 mil professores e cortes na ordem dos 8 mil milhões de euros só para o ensino universitário.

Em Portugal, 72% das famílias têm dificuldade em pagar as suas contas. Entre estas, as famílias de rendimentos mais baixos vêem metade destes serem absorvidos pelos encargos com o seu endividamento. Enquanto isto, o governo de José Sócrates decidiu desbloquear 20 mil milhões de euros para alimentar a especulação financeira.

Em conclusão: os governos da União Europeia, de acordo com os seus tratados e directivas, são unânimes em concordar que os dinheiros públicos devem ser usados para alimentar a especulação capitalista, mas não existe dinheiro para manter e desenvolver o sector produtivo.

Pela nossa parte, organizados na Comissão Nacional pela Ruptura com a União Europeia, consideramos que é preciso renacionalizar a Banca, tal como todos os outros sectores estratégicos da economia nacional (energia, transportes, seguradoras,…), para pôr em prática um plano de reconstrução nacional. Não são os trabalhadores que têm de suportar as consequências do sistema capitalista falido. Consideramos também que estas medidas não podem ser tomadas sem romper com a União Europeia e as suas instituições, condição para se poder construir uma União de Nações Livres e Soberanas de toda a Europa.

Mas, seja qual for a opinião que se possa ter sobre a necessidade de romper com a União Europeia, é urgente abrir o debate, para podermos clarificar toda esta problemática, para podermos dizer quais as propostas de acção que são necessárias e que fazem a unidade da população trabalhadora com as suas organizações.


Participa neste debate! Traz um amigo também!


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domingo, novembro 04, 2007

Porquê debater a Revolução de Outubro hoje?

Partido Operário

de Unidade Socialista

Secção portuguesa da IVª Internacional

Reunião-debate: Revolução de Outubro de 1917

Reunião-debate, 4 de Novembro, 15h 30m, sede do POUS

Em que é que a situação de 2007 põe na ordem do dia o conteúdo social de uma revolução proletária que mergulha as suas raízes na revolução de Outubro de 1917?

Passaram 90 anos. As condições históricas, políticas, económicas e sociais estão largamente modificadas. Todavia, a IVª Internacional, ao comemorar este aniversário, não o faz como sendo o assinalar de uma data histórica, ou como uma discussão ideológica.

Os seus militantes procuram fazer desta discussão um ponto de apoio para a procura das estratégias de acção no presente e na preparação do futuro.

Será descabido?

No passado dia 18 de Outubro, mais de 200 mil trabalhadores e estudantes manifestaram, ao apelo da CGTP, para afirmarem a exigência de uma vida digna, contendo nela todas as reivindicações: trabalho com direitos, aumento dos salários e reformas, serviços de saúde públicos, reabertura dos que fecharam, o mesmo para as escolas, retirada dos ataques às carreiras profissionais dos professores e de todos os funcionários públicos, fim das privatizações, que Carvalho da Silva – Secretário-geral da CGTP – interpretava como a expressão da alma de milhões que não puderam estar presentes, muitos por medo de perder o emprego. Ao mesmo tempo, Sócrates e os restantes chefes de Estado e/ou de governo da UE, procuravam firmar um novo Tratado, síntese de todos os anteriores, para poder reforçar o dispositivo que lhes permita, em cada país, continuar na aplicação ainda mais refinada de tudo quanto os 200 mil estavam a rejeitar.

O seu dispositivo vai ao ponto de pretenderem remeter os sindicatos à condição de parceiros nos mecanismos para permitir baixar cada vez mais o custo da força de trabalho, ao mesmo tempo que “fazem um ataque violentíssimo à contratação colectiva em toda a Europa”, no dizer de Carvalho da Silva.

Como sair daqui?

Tal como consta de uma Resolução aprovada no 6º congresso da IVª Internacional, realizado em Novembro de 2006, no quadro da análise da situação mundial: “A escaldante actualidade da revolução proletária é o único meio de impedir a Humanidade de mergulhar no abismo”.

Nesta situação, os militantes do POUS propõem-se abrir a discussão sobre a actualidade da Revolução russa.

Será um primeiro debate que poderá apenas permitir o afloramento de uma discussão urgente a desenvolver entre todos quantos estão preocupados com o presente e com o futuro, e empenhados em encontrar pontos de acordo para a acção.

Alguns tópicos para discussão:

1) Em que contexto histórico teve lugar a Revolução russa de Outubro de 1917?

2) Que relação existe entre a situação mundial actual e a dessa época?

3) Com que objectivo comemora e defende o POUS a Revolução de Outubro?

4) Como utilizar, de facto, os seus ensinamentos como um ponto de apoio para o combate de classe dos nossos dias e do futuro?

Reunião-debate, 4 de Novembro, 15h 30m, sede do POUS

Sede: Rua de Santo António da Glória, nº 52 B, cave C, 1250 – 217 Lisboa

6 21 325 78 11 http://pous4.no.sapo.pt email: pous4@sapo.pt

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