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domingo, maio 03, 2009

Dia da Mãe

«Mãe, queremos dar-te muitos beijinhos e abraços porque tu nos destes o mundo todo! Nós gostamos muito de ti por isso queremos te desejar um feliz dia da mãe!

Teus filhos que tanto te adoram!»

Haverá melhor coisa no mundo do que receber um postal destes?


quinta-feira, fevereiro 12, 2009

A Saga continua... os dramas familiares também!


Luís Reis Torgal*

Exmos. senhores directores dos jornais


CORREIO DA MANHÃ

e

24 HORAS

ASSUNTO: Pedido de esclarecimento.

Reportando-me às notícias publicadas pelos jornais em epígrafe, em 31.01.2009, sobre o

processo FREEPORT, venho pedir-vos que me esclarecessem, pois que, com os elementos

facultados, a confusão é enorme.

Refiro-me à mãe do sr 1º ministro, D. MARIA ADELAIDE DE CARVALHO MONTEIRO.

- Divorciada nos anos 60 de Fernando Pinto de Sousa, “viveu modestamente em Cascais

como empregada doméstica, tricotando botinhas e cachecóis…”.(Jornal 24 Horas)

Admitamos que, na sequência do divórcio ficou com o chalet (r/c e 1º andar) cuja fotografia

se reproduz (Correio da Manhã).

Admitamos ainda, que em 1998, altura em que comprou o apartamento na Rua Braamcamp,

o fez com o produto da venda da vivenda referida, feita nesse mesmo ano de

1998.

Ainda nesse mesmo ano, declarou às Finanças um rendimento anual inferior a 250€.

(Correio da Manhã), o que pressupõe não ter qualquer pensão de valor superior, nem da

Segurança Social nem da CGA.

Entretanto morre-lhe o pai (Júlio Araújo Monteiro) que lhe deixa “uma pequena fortuna,

de cujos rendimentos em parte vive hoje” (24 Horas).

Porque neste momento, aufere do Instituto Financeiro da Segurança Social (organismo

público que faz a gestão do orçamento da Segurança Social) uma pensão superior a

3.000€ (Correio da Manhã), seria lícito deduzir – caso não tivesse tido outro emprego a

partir dos 65 anos - que, considerando a idade normal para a pensão de 65 anos, a

mesma lhe teria sido concedida em 1996 (1931+ 65).

Só que, por que em 1998 a dita pensão não consta dos seus rendimentos, forçoso será

considerar que a partir desse mesmo ano (1998) desempenhou um lugar que acabou por

lhe garantir uma pensão de (vamos por baixo) 3.000€.

Abstraindo a aplicação da esdrúxula forma de cálculo actual, a pensão teria sido calculada

sobre os 10 melhores anos de 15 anos de contribuições, com um valor de 2%/ano e

uma taxa global de pensão de 80% .

Porque a “pequena fortuna” não conta para a pensão;

porque o I.F.S.S. não funciona como entidade bancária que paga dividendos face a

investimentos ali feitos (depósitos);

porque em 1998 o seu rendimento foi de 250€;

para poder usufruir em 2008 uma pensão de 3.000€, será porque (ainda que considerando que já

descontava para a Segurança Social como empregada doméstica e perfez os 15 anos para poder ter direito a pensão), durante o período (pós 1998), nos ditos melhores 10 anos, a remuneração mensal foi tal que deu uma média de 3.750/mês para efeitos do cálculo da pensão final.

(3.750x80%=3.000).

Ora, como uma pensão de 3.000€ não se identifica com os “rendimentos “ provenientes

da pequena fortuna do pai, a senhora tem uma pensão acrescida de outros rendimentos.

Como em nenhum dos jornais se fala em habilitações que a senhora tenha adquirido,

que lhe permitisse ultrapassar o tal serviço doméstico remunerado, parece poder

depreender-se que as habilitações que tinha nos anos 60 eram as mesmas que tinha

quando ocupou o tal lugar que lhe rendeu os ditos 3.750€/mês.

Será possível que informem quais foram as funções desempenhadas pela referida

senhora, que lhe permitem agora receber tal pensão?

Eu só queria entender.


(recebido por mail)

domingo, maio 04, 2008

Poema à Mãe



No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe!


Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos!


Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais!


Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.


Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura!


Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos...


Mas tu esqueceste muita coisa!
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração

ficou enorme, mãe!


Olha - queres ouvir-me? -,
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;


ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;


ainda oiço a tua voz:
"Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal..."


Mas - tu sabes! - a noite é enorme
e todo o meu corpo cresceu...

Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.


Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas...

in "Os Amantes Sem Dinheiro" (1950) Eugénio de Andrade

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