quinta-feira, setembro 11, 2008
sexta-feira, maio 09, 2008
Felizmente para a senhora ministra há coisas mais importantes do que a saúde dos nossos filhos
porque são os que utilizam telhas e caixas d’água de fibras de cimento’’
(veja aqui os riscos do Amianto)
Noções de cidadania de acordo com a União Europeia

A Destruição da Educação em Espanha
Intervenção feita, por um delegado espanhol,
na Conferência Operária Europeia
pelo “Não” ao Tratado de Lisboa
(realizada em Paris, a 2 e 3 de Fevereiro de 2008)
Companheiros de toda a Europa, o colectivo de professores de
Trabalhadores e Jovens pela República (TJR), constituído em
Madrid, decidiu contribuir com esta comunicação à
Conferência Operária Europeia para dar a conhecer aos
companheiros a situação específica da educação em Espanha,
reflexo das directivas rumo à privatização que nos chegam de
Bruxelas.
A principal consequência da adaptação do ensino, a todos os
níveis, às necessidades imediatas do mercado (necessidades da
sociedade, como lhes chamam, eufemisticamente) tem sido a
sua destruturação, também a todos os níveis, cujos detalhes
passaremos a expor.
A privatização dos ensinos infantil, primário e secundário
(quer dizer, os ciclos da educação obrigatória em Espanha)
surge determinada por um modelo de acordos, que consiste no
financiamento público de centros privados, quer sejam
creches, colégios ou institutos. A recentemente aprovada Lei
Orgânica da Educação (LOE), que regula estes subsídios,
possibilita e incentiva o desvio de fundos públicos para centros
privados, ao entender que o Ensino já não é um serviço
público, mas um serviço de interesse geral, cuja
responsabilidade já não recai exclusiva nem principalmente
sobre o Estado. É tão grave e alargado o processo de
privatização da escolaridade obrigatória no nosso país que,
para dar apenas um exemplo, na Comunidade de Madrid,
governada pelo sector mais reaccionário do Partido Popular,
das novas vagas oferecidas no ensino secundário para o ano
lectivo de 2007/2008, só uma quarta parte corresponde a
centros públicos, e os outros três quartos pertencem a centros
privados e semi-privados (quer dizer, privados financiados
com fundos públicos). O colectivo de professores de TJR
iniciou diversas campanhas em defesa da Educação pública,
científica, laica e de qualidade, e entre elas encontra-se, como
eixo central, a exigência da revogação da LOE, que se focaliza
na privatização do ensino e permite aberrações como a que
ocorre na Comunidade de Madrid que acabámos de expor.
Submeter o Ensino secundário às necessidades mais imediatas
de um mercado em contínua flutuação leva à destruição da sua
estrutura e à redução dos seus conteúdos. Deste modo, as
disciplinas tradicionalmente fortes (Física, Química, Biologia,
Geologia, Matemática, Geografia, História, Língua, Literatura,
Filosofia) vêem os seus conteúdos limitados, reduzem-se
sistematicamente os seus horários lectivos e a sua importância
dentro do plano de estudos. Assim, por exemplo, as disciplinas
de Língua e Literatura, tradicionalmente separadas, convertem-
se numa só disciplina, o que implica necessariamente a
redução dos seus conteúdos. O caso da Física e da Química
ainda é mais dramático, pois convertem-se em matérias
facultativas da opção científico-tecnológica do bacharelato.
Em troca, surge uma nova disciplina, obrigatória para todos os
ramos do bacharelato, denominada “Ciências para o Mundo
Contemporâneo”, na qual se ensinará aos alunos,
entre outras coisas, “o uso racional dos
medicamentos”, “os estilos de vida saudáveis”,
“as catástrofes naturais”, Internet, ADSL,
telefones portáteis, GPS, etc., em detrimento dos
conteúdos próprios de duas ciências fortes como
são a Física e a Química.
Igualmente, perante a insistência da União
Europeia, aparece no Ensino secundário uma
nova disciplina denominada “Educação para a
Cidadania”, cujo único objectivo é a doutrinação
ideológica dos alunos pois, como se se tratasse
de um catecismo laico, pretende exaltar os
supostos valores da Constituição Espanhola e da
União Europeia, afastando toda a possibilidade
de analisar criticamente esses ditos valores.
Como exemplo, e de acordo com o objectivo
desta disciplina, há a acrescentar que
recentemente os institutos receberam, do
Ministério da Defesa, CD-Roms nos quais se
incentiva os departamentos a incluir no
programa da referida disciplina um tema onde se
fale das bondades do nosso exército nas suas
missões de paz no estrangeiro, sob as ordens do
mandato dos EUA, camuflados por detrás da
ONU ou da NATO. Nesta nova disciplina, como
na novela de Orwell (1984), a guerra é a paz. É a
forma crua encontrada pelo governo de obter
novos soldados que morram ou que matem – no
Líbano, no Afeganistão ou no Kosovo – para
fazer frente às graves dificuldades de
recrutamento que enfrenta a profissionalização
do Exército. O aparecimento desta nova
disciplina surgiu em detrimento da antiga
disciplina de Ética, cujo papel no ensino
secundário será meramente testemunhal, e da
antiga disciplina de Filosofia que, por um lado,
vai ver reduzido o número de horas dentro do
bacharelato e, por outro lado, vai ver os seus
conteúdos seriamente reduzidos, pois
desaparecem todos os temas relacionados com a
metafísica e a filosofia da ciência, ficando
apenas aqueles temas que se referem à filosofia
política, e – mais a mais – orientando-se para
uma possível legitimação acrítica da ordem
existente. O colectivo de professores de TJR
iniciou uma campanha em defesa da Filosofia e
da Ética, considerando estas disciplinas como
necessárias para a formação crítica dos alunos
enquanto cidadãos independentes e autónomos.
sexta-feira, abril 04, 2008
Hoje estive aqui
Hoje já é tarde para contar mais em pormenor o que por lá se disse na reunião, mas foi positivo ouvir a voz dos professores que falaram a partir do público. Saber que dentro das escolas ainda há muito quem resista e que fora delas os professores encontraram nos meios tecnológicos ao dispor, novos modos de estarem em contacto, o que lhes tem permitido uma certa rapidez de resposta às ofensivas e principalmente que os tem ajudado a se organizarem sem precisarem de ficar à espera que os sindicatos lhes dêem as respostas atempadas para reagirem nas escolas. Quanto à sindicalista, ainda me ri a bom rir, pois para o final só lhe vinham à ideia imagens do diabo. Compreende-se, visto que estas políticas parecem obra do demo, mas para mim que não acredito nem em Deus nem no Diabo a não ser enquanto criações da imaginação do ser humano, atribuo-as a causas mais terrenas: as políticas educativas que estão a destruir as bases da Escola Pública (e não só) são da responsabilidade da União Europeia e das políticas económicas do capitalismo global. Este governo, esta ministra, este ministério são apenas uns paus mandados. Outros que lá estivessem haveriam de obedecer às mesmas ordens. Mas isto nunca se ouve ninguém a dizer. Ou quase ninguém.
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
Dia dedicado à educação...
Tenho tanto receio de quem se diz "representante dos pais". Hoje comprei um livro, cujo título vai mal-impressionar muito boa gente: Pais Contra Professores, de Maurice T. Maschino. É muito útil, porque começa logo por definir gente da laia do Albino Almeida, para quem ainda não está advertido contra esta praga de malfeitores que se apossaram de uma estrutura democrática como era a CONFAP: «A escola será doravante um lugar em que são os pais a fazer a lei? Na maioria dos casos, sem dúvida não, mesmo que muitos deles, no ambiente actual, se sintam cada vez mais tentados a intervir ao arrepio de quaisquer normas, e de forma anárquica. O que seria certamente desagradável, e perfeitamente inadmissível, mas não traria grandes danos à instituição, se estas reacções individuais não fossem encorajadas, retomadas e amplificadas por grupos que se arrogam o direito de falar e de agir em nome de todas as famílias. Esta impostura -- de que a maioria dos pais nem sequer suspeita, mas que os poderes públicos encorajam -- contribui em grande medida para desqualificar a escola enquanto lugar de estudo e de aprendizagem de saberes. Na verdade é um abuso de linguagem falar dos pais. E abuso de poder ao pretender manifestar-se em seu nome."
Confesso que mais lá para a tarde só me apetecia ser feliz. Por isso lá fui eu participar num colóquio sob o tema "Educação para a felicidade" e não é que lá fui encontrar uma sala cheia de professores, perdão, professoras, que a quota masculina só se reduzia a um -- será que os homens não acreditam na felicidade? E os professores ainda acreditam ou são levados a acreditar? Pensei: bela acção esta, mesmo a propósito, logo no dia a seguir à entrevista da ministra... vamos lá a contar as boas experiências, ajustemos o foco de mineiro e iluminemos apenas o que bem que queremos ver. Mas não será uma visão tubular, redutora? E o que está mesmo mal? Não nos devemos centrar no que está mal, devemos pensar no que está pior para nos sentirmos felizes com o mal que temos. Aleluia, meu irmão. Até havia umas rezas para o dia a dia ( e contra a ministra, nada?). No final terapia do riso para aliviar tensões e partir para casa bem disposto, expurgado de todo o mal, pronto para enfrentar a burocracia da escola com um sorriso nos lábios (Sorria, está a ser avaliado!). Mas quem disse que queremos nos livrar das tensões agora? Para isso já bastam certas manifestações que só servem para tirar a pressão da panela... Vim embora antes da terapia: agora queremos estar em tensão, reunir toda a tensão para gritar bem alto, unidos, nas manifestações que aí vêm e não deixar que a pressão se escape da panela. Cerrar fileiras e só parar depois da retirada absoluta das políticas educativas mais absurdas que o capitalismo internacional em desespero alguma vez forjou. Não queremos esta ministra porque não queremos estas políticas porque não queremos obedecer aos prazos da união europeia para destruir a escola pública, porque não queremos este sistema. Cumprir é pactuar com a estratégia internacional capitalista de destruir a escola pública. Portugal romper com esse sistema: isso sim me deixaria muito feliz, senhores psicólogos educacionais.
À noite, reunião política, para discutir... política e educação, pois, meus caros amigos, quer queiramos quer não isto anda tudo ligado.
segunda-feira, outubro 22, 2007
terça-feira, julho 03, 2007
Pobreza franciscana!
e dos novos oportunistas!
sábado, junho 23, 2007
sexta-feira, junho 01, 2007
Subscrição da Carta aos Deputados do PS ON LINE (Subscreve/divulga)

Caros amigos
Esta carta resultou do Encontro em Defesa da Escola Pública realizado no passado dia 14 de Abril
Os deputados do PS têm uma responsabilidade acrescida por terem alcançado uma maioria parlamentar nas últimas eleições. A eles cabe o papel de aprovar ou chumbar na Assembleia da República as propostas do governo. Esta a razão por que a eles nos dirigimos.
A Comissão para a Defesa da Escola Pública já enviou uma carta à Assembleia da República solicitando ser recebida para entregar as assinaturas conseguidas.
Ajude-nos a divulgar esta iniciativa junto dos seus contactos:
- Se considera que a Escola Pública deve ser defendida do processo de privatização e de desresponsabilização do Estado a que está a ser sujeita;
- Se concorda que os professores, os pais e todos os implicados no processo educativo são dignos de respeito;
- Se entende que o Ensino de qualidade para todos é um direito adquirido que deve assistir a todos os cidadãos,
por favor subscreva aqui a petição.
As gerações futuras agradecem-lhe.













