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quinta-feira, janeiro 15, 2009

Blair? Oh no, not again!

Colagem Kaótica

Blair regressa como favorito para ser o presidente da UE


- PATRÍCIA VIEGAS , DN, 13/01/2009


Líder. UE mais inclinada para uma personalidade forte na presidência fixa

Tratado de Lisboa tem agora o apoio da maioria dos irlandeses

O ex-primeiro-ministro britânico e actual enviado do Quarteto para o Médio Oriente, Tony Blair, parece estar a reemergir nos bastidores europeus como favorito para ocupar o novo cargo de presidente da UE, noticiou ontem o Financial Times.

A discussão sobre este assunto, congelada desde que os irlandeses rejeitaram o Tratado de Lisboa, em Junho, volta agora com a perspectiva de aprovação do documento na Irlanda, numa segunda consulta popular que deve realizar-se entre os meses de Setembro e Dezembro. E com a consciência que o clube europeu ganhou da necessidade de ter na sua liderança uma personalidade forte.

A última sondagem divulgada pelo Sunday Independent revelou que, actualmente, 55% dos irlandeses apoiam o Tratado de Lisboa - que cria a figura de um presidente permanente para a UE. Este número significa um aumento de 16% nos eleitores favoráveis ao texto, depois das garantias obtidas por Dublin. A crise financeira, diz o EUObserver, está também provavelmente na origem desta mudança de opinião.

A impressionante prestação do líder francês, Nicolas Sarkozy, como presidente em exercício da UE, entre Julho e Dezembro de 2008, associada a crises como a do sistema financeiro e a do gás natural, fez alguns responsáveis pensarem melhor. "Sarkozy congregou as pessoas. Ele fez muitos de nós pensar. Quando as coisas se tornam duras, é preciso ter alguém forte a ocupar este cargo", declarou um diplomata europeu, citado pelo Financial Times.

O debate está então a redefinir-se. Antes alguns Estados-membros olhavam para o primeiro-ministro do Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, com o possível presidente da UE. Mas agora até as reservas que existiam em relação a Blair, no passado, parecem estar a esbater-se. O ex-primeiro-ministro britânico era criticado pela sua excessiva associação ao Presidente George W. Bush e por vir de um país, o Reino Unido, que está fora das principais políticas da UE: a moeda única e o espaço Schengen são os exemplos mais apontados.

Mas Blair na presidência da UE faria, porém, parte de uma dança de cadeiras institucional mais vasta: Durão Barroso manter-se-ia como presidente da Comissão Europeia. O holandês Jaap de Hoop Scheffer seria o rosto da Política Externa, o dinamarquês Anders Fogh Rasmussen o secretário-geral da NATO e a presidência do Parlamento Europeu seria partilhada entre o alemão Martin Schulz e o polaco Jerzy Buzek. Os franceses Dominique Strauss-Kahn e Jean-Claude Trichet manter-se-iam, respectivamente, na chefia do FMI e do Banco Central Europeu.

sábado, janeiro 10, 2009

Fuga para a frente

Kaos

Capitalismo: fuga para a frente


Sarkozy, Merkel e Blair apresentam idéias para salvar o capitalismo

PARIS (AFP) — O presidente francês, Nicolas Sarkozy, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o ex-primeiro-ministro britânico, Tony Blair, apresentaram nesta quinta-feira em Paris propostas para salvar o capitalismo, questionado pela crise, em uma reunião convocada sob o lema "Novo mundo, novo capitalismo".

No discurso inaugural do encontro, Merkel lançou a idéia de criar um "conselho econômico mundial" do mesmo tipo do Conselho de Segurança da ONU.

"É possível que junto ao Conselho de Segurança tenhamos também um Conselho Econômico com um papel diferente do ECOSOC", o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, que coordena políticas nestas áreas entre as agências da ONU.

Merkel também propôs redigir uma Carta Mundial para uma economia sustentável a longo prazo, no modelo da Carta da ONU sobre os direitos humanos.

Além disso, destacou que, embora os países afectados pela crise, inclusive a Alemanha, estejam acumulando montanhas de dívidas com seus planos de incentivo, esta é a única possibilidade de lutar contra as consequências da tempestade nos mercados e na economia.

Sarkozy declarou que a crise do capitalismo financeiro determinou a necessidade de o Estado assumir plenamente seu papel e suas responsabilidades.

"Eis aqui o Estado encarando em plenitude seu papel e suas responsabilidades", disse Sarkozy, advertindo que não se trata de nacionalizar toda a economia mundial, nem de criar um capitalismo de Estado.

"Trata-se de equilibrar os respectivos papéis, o do Estado e o do mercado", destacou, insistindo que "no capitalismo do século XXI há um lugar para o Estado".

Criticando implicitamente a especulação, o presidente francês destacou seu ponto de vista sobre o que deve voltar a ser o capitalismo: "um capitalismo de empresários que o Estado deve animar, impulsionar".

"Mas por falta de regulamentação do sistema, ela não deve ser substituída por um excesso de regras", advertiu.

Insistindo sobre a necessidade de reformas, descartou as alternativas ao sistema capitalista e afirmou que o "anticapitalismo é um labirinto sem saída, é a negação de tudo o que permitiu criar a idéia de progresso".

"Deve-se moralizar o capitalismo e não destruí-lo. Não temos que romper com o capitalismo, precisamos voltar a fundá-lo", continuou Sarkozy.

O ex-primeiro-ministro britânico defendeu um "governo" mundial para regular o sistema financeiro diante da crise internacional, em declarações a uma rádio pouco antes do evento.

Blair criticou severamente as normas das atuais estruturas econômicas internacionais, em particular o G7, considerando-as "absurdas".

"Temos instituições internacionais de meados do século XX dirigindo um mundo do século XXI", explicou Blair, que pediu maior participação dos países emergentes, como China, Índia e Brasil, nestas instituições, além de representantes da África e do Oriente Médio.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE) Jean-Claude Trichet, o diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), Pascal Lamy, o ministro indiano de Comércio Kamal Nath e o ministro italiano de Economia, Giulio Tremonti, estão também entre os participantes.

http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5gNfyFFSg70rUo1CrPPkE4oZYs_4w

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