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quinta-feira, abril 30, 2009

MAYDAY: Lisboa, Camões, 12h; Porto, Praça dos Poveiros, 12h

O PRECARIADO SAI À RUA!

MayDay Porto
1 de Maio - 12h00 - Praça dos Poveiros
www.maydayporto.blogspot.com
maydayporto@gmail.com

MayDay Lisboa
1 de Maio - 12h00 - Praça de Camões
www.maydaylisboa.net
maydaylisboa@gmail.com


SE TODAS/OS AS/OS PRECÁRIAS/OS BATEREM O PÉ, O MUNDO TREME!
NO DIA 1 DE MAIO, VAMOS SAIR À RUA E FAZER OUVIR A FORÇA DA NOSSA VOZ!

PORTO: Praça dos Poveiros::12h00
LISBOA: Praça de Camões::12h00

CONTAMOS CONTIGO!!!!!

Se estás farta/o de estar desempregada/o, o MayDay é contigo.


Se és estagiária/o “não remunerada/o” e te fazem a chantagem do currículo e não te pagam apesar de trabalhares, mesmo que produzas a riqueza do escritório ou da empresa ou da escola onde trabalhas, o MayDay é contigo.


Se trabalhas a recibo verde, não tens direitos nem protecção social e te dizem que tens de pagar à segurança social uma quantia que não tens, em troca de protecção quase nenhuma, o MayDay é contigo.


Se és estudante e não tens como pagar as propinas ou te falta acção social escolar e até fazes um part-time para ajudar a pagar os estudos, então o MayDay é contigo.


Se trabalhas para uma empresa de trabalho temporário e tens dois patrões para o mesmo trabalho, se te roubam uma parte do que é teu quando te alugam a uma empresa, a um call-centre ou a uma obra, então o MayDay é contigo.


Se és imigrante e não tens papeis, ou se tens papeis e mesmo assim não tens direitos, se te usam contra o teu colega de trabalho e se servem da tua dificuldade, então o MayDay é contigo.


Se tens um contrato a prazo para teres menos direitos e vais vivendo a prazo mesmo se a empresa precisa sempre de ti, então o MayDay é contigo.


Se te sentes presa/o à precariedade e congelada/o nos teus projectos e ainda não saíste da casa dos teus pais porque não tens um trabalho que te permita fazer planos, então o MayDay é contigo.


Se estás farta/o de tanto abuso, se estás farta/o do silêncio, se estás farta/o da injustiça e estás farta/o de não ter voz, se achas que já basta de exploração, então o MayDay é contigo.


Se és um pouco disto tudo, ou se conheces quem é, ou se já foste ou se vais ser ou se és amigo de quem seja, então o MayDay é contigo.

--
FERVE
Fartos/as d'Estes Recibos Verdes
www.fartosdestesrecibosverdes.blogspot.com

quarta-feira, março 25, 2009

V Assembleia MayDay Lisboa 2009: 25/Março, 21h, Lisboa (SPGL)



O MayDay Lisboa 2009 já anda por aí!

* Depois do equilíbrio das vidas
precárias <http://www.youtube.com/watch?v=AruEuaXklRM>, da ocupação do
Centro de Emprego <http://www.youtube.com/watch?v=LFmFiFzhtL8> e do xadrez
da vida <http://www.youtube.com/watch?v=huntPOXQLpo&feature=related>

*estivemos
por toda a cidade a protestar com stencil contra a precariedade! (Vê AQUI o
vídeo)<http://maydaylisboa2009.blogspot.com/2009/03/o-mayday-lisboa-2009-ja-...>

*
Sabemos que somos cada vez mais: desempregados/as, trabalhadores/as a
recibos verdes, contratados/as a prazo, estudantes, estagiários/as,
pensionistas... "SOMOS MUITOS MAIS!"
Por isso, se "ÉS PRECÁRIO/A? FAZ-TE OUVIR!" e junta-te a nós na

*Próxima Assembleia MayDay!! Lisboa
*
***
4ª feira, dia 25 de Março, 21:00

na sede do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL)

Rua Fialho de Almeida, 3


(Bairro Azul :: metro São Sebastião :: mapa
aqui<http://maps.google.pt/maps?f=q&source=s_q&hl=pt-PT&geocode=&q=R.+Fial...> )

*
*Toda a gente está convocada!! :: MayDay!! MayDay!!*

*www.maydaylisboa2009.blogspot.com

:: maydaylis...@gmail.com*

*O MayDay é uma parada de precários e precárias, que nos últimos anos vem
marcando o 1º de Maio, em várias cidades da Europa e do mundo. É um ponto de
encontro, uma afirmação da recusa da precariedade como fatalidade para as
nossas vidas.** O MayDay Lisboa começou em 2007 e, em 2008, na segunda
edição, juntou já cerca de mil pessoas, numa parada imaginativa e num
percurso de visibilidade e luta.*

sábado, março 14, 2009

José Mário Branco (de novo)


Do Jornal Online

PASSA A PALAVRA

A revolução por dentro das palavras (de novo)

A acção (o que fazemos, como o fazemos) pode transformar a realidade. O pensamento permite-nos compreender a realidade e traçar caminhos para intervir nela. E o discurso (as palavras que usamos para comunicar com os outros) é o resultado dessas duas coisas: acção e pensamento.

Por José Mário Branco

Para tentar compreender a realidade concreta, o pensamento é obrigado a deslocar-se para o campo dos conceitos abstractos; de u

ma soma de factos particulares, tentamos extrair regras e relações gerais. Mas esta relação da abstracção com a realidade não é directa nem automática; não é garantia de rigor e, muito menos, de compreensão por parte dos outros. Neste processo podemos separar-nos facilmente da realidade se não formos aferindo o pensamento pelos factos objectivos que são o seu ponto de partida. Essa aferição tem de ser feita por outros meios, que não o pensamento abstracto - meios práticos (a nossa actuação), meios discursivos (a comunicação que é validada pelos seus dois lados, emissor e receptor) e meios éticos (que aferem o que dizemos pelo que fazemos, num sistema de valores). A importância do segundo destes aspectos, a comunicação, é muito fácil de identificar, pela negativa, na experiência dos grupos revolucionários em Portugal. Com ele se re

laciona a tendência para se pensar que toda a realidade corresponde à ideia que dela se faz, e concluir que basta enunciar regras gerais, palavras de ordem, meras construções mentais, para transmitir aos outros a sua pertinência e a sua justeza. É uma tendência de contornos esquizóides, na medida em que favorece a criação de pequenos mundos fechados e sectários. Quantas vezes nos acontece partilhar as mesmas ideias com outras pessoas e, no entanto, não haver entendimento entre nós, porque as palavras que usamos para definir essas ideias se tornam um obstáculo?

Uma vez, em 1975, durante o processo revolucionário a que os brasileiros chamam Revolução dos Cravos, um amigo meu, revolucionário comunista, foi desenvolver e organizar a luta política em Trás-os-Montes (interior nordeste de Portugal) onde, pensava-se, as pessoas estavam muito dominadas pelas ideias reaccionárias dos padres e dos caciques ex-fascistas. Foi para a região e, numa tasca de aldeia, pôs-se à conversa com trabalhadores do campo que ali estavam a beber e a conviver. Foi conversando sobre a vida “em geral” e lentamente, à medida que iam estando de acordo sobre as ideias simples (democracia, liberdade, justiça social para acabar com diferenças entre pobres e ricos), ele ia explicando “os nomes dos bois”: isto é o socialismo, aquilo é o comunismo, aqueloutro é a revolução, etc. No fim da conversa, um velhote virou-se para ele, e disse: “Essas coisas que nos explica são importantes; eu concordo com elas, concordo que a nossa sociedade devia ser assim… Mas há uma coisa que não entendo… Porque é que, a coisas tão bonitas, você dá nomes tão feios?” Para ele, os “nomes feios” eram as palavras “socialismo”, “comunism

o”, “revolução”. O que os separava não eram as ideias, as convicções, as aspirações para a sociedade, mas sim os nomes dados a essas coisas.

As palavras acima referidas, que para mim, correspondem ao interesse profundo das classes proletárias, foram (e continuam a ser) muito deturpadas pela propaganda dos senhores do sistema, que não querem que haja essas mudanças na sociedade, e também pelos erros e os crimes cometidos em nome dessas ideias.

A luta contra a propaganda do sistema é inevitável, faz parte da luta de classes. A propaganda do sistema só se pode combater com um contínuo trabalho de esclarecimento e educação política: libertar o espírito crítico das pessoas, encontrando palavras comuns para as ideias comuns. Mas esta contrapropaganda revolucionária de nada valerá se se limitar a uma luta de palavras contra palavras. Ela só ganha sentido na criação de factos objectivos - acção política - que façam a ponte entre a abstracção e a concretude, entre a subjectividade e a objectividade, entre o modelo e a prática.

O episódio do meu amigo em Trás-os-Montes mostra que não basta explicar as coisas verbalmente: os nossos interlocutores estão sempre, quer queiramos quer não, a relacionar qualquer disc

urso com a realidade factual da vida. Se cada um de nós não o fizer também, em vez de uma abstracção capaz de criar ideias novas mobilizadoras, caímos no enunciado vazio de “cartilhas” ideológicas extraídas e afirmadas a partir de uma aplicação mecânica dos dados da história política e da experiência própria. Isso nada tem a ver com a ferramenta crítica que Marx nos legou para nos ajudar a compreender a sociedade e a intervir na sua transformação.

Temos de ser capazes de provar aos outros, na prática, que os nossos actos e os nossos métodos de actuação estão de acordo com os grandes princípios que defendemos. Temos de mostrar que existe, desde já, nos nossos actos concretos, a capacidade de realizar - agora - algo que enunciamos como projecto. Isso depende dos métodos que utilizamos na acção. Os meus actos políticos não consistem na t

ransformação que proponho (p.ex. a revolução socialista). Os meus actos políticos são a forma de relacionamento e o processo de luta que utilizo: eles é que constituem, no presente e em si mesmos, o modelo social que preconizo no meu projecto revolucionário.

E aqui intervêm, também, o que chamo “meios éticos”, que enquadram a nossa acção num sistema de valores. Os activistas da revolução não conseguirão resultados palpáveis se não forem fazendo, na sua vida pessoal, aquela revolução a que aspiram para todos. Porque as palavras não são mais do que uma representação do mundo, material ou subjectivo. A acção (o que fazemos, como o fazemos) é que pode realmente transformar a realidade. O pensamento permite-nos compreender (tentar compreender) a realidade e traçar caminhos para intervir nela. E o discurso, sendo essencial para comunicar com os outros, é o resultado dessas duas coisas: acção e pensamento.

A luta pela democracia tem de ser uma escola de democracia; a luta pelo socialismo tem de ser uma escola de socialismo; a luta pelo comunismo tem de ser uma escola de comunismo; e a luta pela transformação revolucionária da sociedade tem de ser, em si mesma, uma transformação de cada um dos indivíduos que a desejam, uma espécie de antecipação dessa sociedade nova por que lutamos, até que este processo consiga atingir uma massa crítica de indivíduos capazes de tomarem nas suas mãos essa transformação. Tal não será possível enquanto houver, em nós, contradições entre estes três aspectos – acção, pensamento e discurso – porque as pessoas, com toda a razão, desconfiarão das nossas palavras e não se juntarão a nós.

Mas há ainda outro aspecto curioso suscitado pelo debate que provocam estas e outras temáticas: de que serve debater ideias se as ideias debatidas não forem postas à prova por quem debate? Tanta história, tantos livros, tantos jornais e revistas, tantas discussões - a grande acumulação das ideias sobre a experiência -, de que podem valer se não forem, todas e cada uma delas, confirmadas ou infirmadas numa prática presente? Muitas vezes, o debate de ideias, condição indispensável da mudança, é feito de tal modo que não passa de uma fuga à acção política, o que é conseguido através da falácia de considerar que esse debate é, em si mesmo, acção política. Seja por academismo, seja por que se tiram de vez em quando umas horas para “debater”, este tipo de debate ocorre sem qualquer confronto dialéctico com a prática, com a acção, com a luta de classes.

Um revolucionário devia abster-se de defender ou atacar uma ideia sem produzir argumentos alicerçados na sua acção prática.

Imagem em destaque tirada pelo fotógrafo Luís Pavão.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

DECLARAÇÃO em defesa da Marcha Nacional pela Educação - ASSINEM ONLINE

Caros

Esta declaração saiu de uma reunião de professores e educadores realizada no dia 11/Fev no Alto da Barra, em Oeiras, no âmbito do projecto Coordenação de Escolas de Oeiras/Cascais.

Acrescentaram-se as propostas de um grupo de professores que se reuniu no Barreiro, os quais apoiam e subscrevem esta declaração.

Propõe-se que seja lida, subscrita e divulgada junto de todos os implicados no processo educativo a fim de através dela se reforçarem e reafirmarem os princípios que assistem à defesa unida da Escola Pública portuguesa.

Pel' A CDEP

Paula Montez

DECLARAÇÃO em defesa da "Marcha Nacional pela Educação" (leia AQUI)

(SUBSCREVA ONLINE)


quarta-feira, janeiro 28, 2009

"Crenças, Religiões e Poderes" - Porto

"Crenças, Religiões e Poderes", no dia 29 Janeiro 2009, às 18h30

na Livraria Leitura /Books & Living, do Centro Comercial Cidade do Porto

(junto ao Mercado do Bom Sucesso, a 5 minutos da Faculdade de Letras da UP)

A apresentação estará a cargo do Prof. Doutor Paulo Tunhas, filósofo, da Universidade Fernando Pessoa e da Faculdade de Letras do Porto.

Estarão presentes também, além dos editores e dos coordenadores da obra
, Prof. Doutor Vítor Oliveira Jorge e Prof. Doutor José Maria Costa Macedo, da FLUP, os autores.

A sessão é aberta a todos os interessados.



«Crenças e poder - do dever em não devir»

texto de ALICE VALENTE ALVES



Para quem precise de reciclar...


Somos uma casa que se dedica totalmente á reciclagem de material obsoleto como computadores, monitores, servidores, maquinas fotocopias, ups, todo o tipo de cabos de ligação ou rede , aquecedores, peças de informática soltas avariadas, como motherboards, placas de som. placas de rede, placas gráficas, discos rígidos, fontes de alimentação, etc.

Todos estes materiais são separados por peça e enviados para os vários locais diferentes para reciclagem.

Fazemos recolhas a qualquer hora que seja combinada em Lisboa e arredores, sem qualquer custo para V.exas

Na expectativa que este serviço possa interessar, ficamos aguardar as vossas prezadas noticias.

Sem qualquer outro assunto, Aceitem os mais respeitosos Cumprimentos.

(Por Favor Divulgue Este Serviço Obrigado)

Paula Dias

Campo de Ourique - Lisboa

Telem: 96 015 58 54

E-mail: reciclatudo.lda@clix.pt

segunda-feira, março 17, 2008

Carta aberta aos encarregados de educação

Esta Carta Aberta aos Encarregados de Educação resultou da reunião de 15/03/2008 organizada por iniciativa da Comissão de Defesa da Escola Pública (CDEP) em Algés e tem por finalidade ser entregue pelos professores aos pais, aproveitando o momento das reuniões da avaliação do 2º. período, devendo também ser divulgada por associações de pais junto dos seus associados, dos pais e dos encarregados de educação. A sua atempada divulgação junto dos professores, educadores e cidadãos é extremamente importante pois quanto mais cedo chegar aos seus destinatários, mais depressa as consciências serão despertadas e alertadas para os perigos em que incorre hoje a Escola Pública. Só em unidade e em plena consciência será possível detê-los!


Carta aberta aos encarregados de educação

Os professores e educadores estão em luta pela defesa da Escola Pública!

Neste momento delicado do ano escolar, quando a actividade lectiva está em pleno, quando decorre um processo de avaliação dos alunos em que a máxima serenidade deveria pontuar, os professores e educadores estão profundamente inquietos com o futuro da Escola Pública.

O Governo e os meios de Comunicação Social querem fazer crer à opinião pública que as recentes manifestações de professores e educadores visam reivindicações laborais egoístas e, muito concretamente, que os professores se recusam a ser avaliados.

TAL NÃO CORRESPONDE À VERDADE!

Efectivamente, os professores sempre têm sido avaliados: avaliados pelas provas prestadas, pelo trabalho diariamente desenvolvido e pelos resultados obtidos ; avaliados pelas acções de formação permanente que frequentam e as provas a que aí se sujeitam ; avaliados pelos colegas, pelos funcionários, pelas direcções das escolas e pelos serviços de inspecção do Ministério da Educação ; avaliados, ainda, pelos encarregados de educação que, em permanência, podem acompanhar a actividade desenvolvida pela escola junto dos seus educandos.

Para compreendermos a actual situação é necessário perceber que, mais do que um direito à educação e à instrução, a Escola Pública é um dever que envolve o Estado e os cidadãos.

O Estado tem, por esse motivo, a pesada obrigação de promover e manter uma Escola Pública com o máximo de ambição e qualidade. Por sua vez, os cidadãos – obrigados que são a frequentar a escola – têm todo o direito de exigir do Estado uma Escola onde as novas gerações possam beneficiar de uma vasta e segura formação que as capacite para o exercício pleno de uma vida adulta em sociedade.

Como profissionais do ensino – além de encarregados de educação e de cidadãos atentos que também são – os professores apercebem-se, em primeira linha, dos principais problemas que afectam a Escola e, desde sempre, têm vindo a alertar o Ministério para o tipo de mudanças que julgam ser as mais necessárias. O Ministério da Educação, para além de não ouvir os professores, tem vindo a pôr em prática, desde há muito, reformas que, apesar de terem alterado substancialmente a vida das escolas, nunca foram devidamente avaliadas.

Além disso, de há três anos para cá, o Ministério da Educação, confrontado com os fracos resultados obtidos pelos alunos, em comparação com os de outros países – e numa lógica baseada no cumprimento da agenda de Lisboa e dos prazos impostos pela União Europeia (2013) – achou por bem atribuir aos professores a responsabilidade pelo grave estado da educação em Portugal. É nesta linha que se insere uma avaliação do desempenho burocrática, penalizadora e hipócrita que apenas impede a progressão na carreira. O seu objectivo não é o verdadeiro sucesso escolar dos alunos, mas apenas produzir boas estatísticas em termos internacionais.

Estas medidas integram-se ainda num plano de contenção de despesas (encerramento de escolas, transferências de responsabilidades de gestão para os Municípios, medidas contra o ensino especial, etc.) de que só pode resultar a degradação da escola pública. As leis aprovadas (o Estatuto da Carreira Docente, o novo Estatuto do Aluno, as alterações ao regime do Ensino Especial, a alteração do modelo de gestão das escolas, o recurso a empresas para o fornecimento, em regime de trabalho precário, de monitores das Actividades de Enriquecimento Curricular no 1º Ciclo, a Escola a Tempo Inteiro, o programa Novas Oportunidades) apontam para a preparação de indivíduos para o mercado de trabalho precário, submissos e conformados a uma sociedade não democrática.

Os professores estão hoje unidos em defesa da Escola Pública, a única escola que, efectivamente, pode formar cidadãos emancipados e à qual todos, ricos ou pobres, têm garantido o acesso.

Apelamos assim aos encarregados de educação que juntem a sua voz à nossa para que, conjuntamente, saibamos definir os caminhos que levem à concretização de uma melhor escola para todos.


Esta carta aberta foi elaborada numa reunião de professores, educadores e encarregados de educação, realizada por iniciativa da Comissão de Defesa da Escola Pública, no passado dia 15 de Março, em Algés.


(retirado daqui)

quinta-feira, março 13, 2008

Escola de Pais - 2ª Sessão


A Associação de Pais e Encarregados de Educação dos Alunos do Agrupamento de Escolas de Mafra, no âmbito da acção de formação continuada para os Pais e Educadores – ESCOLA DE PAIS - vai promover a realização da 2ª Sessão com a temática:

"UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL PARA CRESCER…"

No próximo dia 14 de Março, pelas 21.00 horas, no Auditório D. Pedro V, junto à Biblioteca Municipal de Mafra, vamos contar com a presença dos seguintes oradores:

ü Eng.ª Liliana Lima, da empresa Eurest (empresa fornecedora de alimentação nos JI e EB1)

"A importância de uma alimentação saudável no meio escolar…"

ü Dr.ª Ana Perdigão, Nutricionista da Nestlé Portugal

"A "nova" roda dos alimentos e os "novos" valores nutricionais."

ü Prof. Dr. Paulo Oom, Pediatra no Hospital Stª Maria (Lisboa)

"Obesidade: Epidemia do Século XXI"

ü Dr.ª Elsa Feliciano, do Departamento de Saúde Pública da ARS–Lisboa

"Regras para uma alimentação saudável…"


A APaisMafra gostaria de poder contar novamente com v/ presença neste evento e agradece a máxima divulgação que possam ceder a esta iniciativa.



terça-feira, fevereiro 12, 2008

"Ilegal" devia ser considerado o Valter Lemos


«Amigos,

Enviei o texto que se segue para o Público e escrevi uma carta para o Expresso. Como não sei se vão publicar, gostaria que divulgassem o texto pelos V. conhecidos. Através da net poderei alertar o máximo número de pessoas para o que se está a passar com a reforma da música. Agradeço que reenviem para os V. contactos.»

Rosário, mãe de um aluno da EMCN (Escola de Música do Conservatório Nacional) de Lisboa


TEXTO

Sou mãe de um jovem de onze anos, que entrou para a Iniciação de Cravo na EMCN (Escola de Música do Conservatório Nacional) de Lisboa e presentemente encontra-se no 2º grau.

Não percebo porque se deseja reformar o que funciona bem. A EMCN de Lisboa tem um Projecto de Escola verdadeiramente fabuloso com excelentes professores e com três regimes de frequência que possibilitam às famílias a melhor escolha consoante as suas necessidades. O ensino integrado pugnado pelo ME vai obrigar o meu filho a abandonar o agrupamento de escolas da sua residência, onde se encontra matriculado desde os seis anos (1º ano do 1º Ciclo).

Por que é que o ME não apoia as boas práticas da EMCN de Lisboa e não as estende ao país? Por que é que o ME não está orgulhoso da EMCN de Lisboa, dos seus professores e dos seus alunos?

A idade para iniciar a aprendizagem de um instrumento depende do tipo de instrumento; assim, nos arcos e piano deve começar-se o mais cedo possível – 4, 5, 6 anos no máximo. Nesta perspectiva e apresentando um projecto inovador, a EMCN de Lisboa levou para a frente as iniciações e a criação de pólos em zonas limítrofes de Lisboa para dar apoio às famílias, que desejavam que os seus filhos pequenos estudassem um instrumento e não tinham possibilidade de os trazer a Lisboa; foi, também, uma forma de alargar o ensino de instrumentos a um público mais vasto. Um governo (que não sei qual foi) apoiou a medida e legislou a existência das iniciações, que o Senhor Secretário de Estado, Valter Lemos, na reunião que teve no passado dia oito do presente mês com os professores, funcionários e pais de alunos da EMCN de Lisboa, designou de ilegal.

Este ME baseia-se na LBSE para querer implementar o regime integrado como o único regime de frequência. Os outros governos anteriores, mesmo socialistas, nunca puseram em prática esta parte da legislação porque penalizaria enormemente os alunos e as suas famílias – há alunos que vêm de Torres Vedras, Alenquer, Barreiro, Setúbal, Amadora, Sintra que só podem frequentar o regime supletivo ou o articulado, que são os que lhes permitem estar na escola/agrupamento da sua residência, levantarem-se a horas decentes, terem aulas e depois, geralmente, da parte da tarde, deslocarem-se para a EMCN de Lisboa, onde têm em dois ou três dias aulas de instrumento, formação musical, coro, expressão dramática, etc. Se este governo apostar no regime integrado estes alunos vão, concerteza, abandonar a música (provavelmente vamos perder futuros "Viana da Mota", "Maria José Falcão", "Maria João Pires", "Pedro Burmester" e muitos outros), porque não há um pai ou mãe que deseje que o seu filho acorde às cinco da madrugada para vir para Lisboa! Será isto uma opção democrática? Será isto a igualdade de oportunidades para todos?

Rosário Rodrigues Leal

(recebido por mail)

segunda-feira, junho 25, 2007

"7 Maravilhas da Blogosfera"

O Blog "O Sentido das Coisas" teve a boa ideia de criar uma votação na blogosfera para nomear as "7 Maravilhas da Blogosfera". Quem quiser participar pode lá ir ver o regulamento. Ninguém precisa ser nomeado para poder escolher também sete maravilhosos blogs que conheça.

O Blog “Pérolas Intemporais” teve a gentileza de nomear “O Pafúncio”, integrando-o nesta iniciativa, o que muito agradeço. Tive pena de não poder nomear alguns blogs dos mais maravilhosos. Ficam no coração e continuo a torcer por eles.

Por favor tão cedo não me metam em mais destas. Ultimamente têm-me chegado umas quantas, acho que já tenho a minha parte. Agora vou procurar uma receita para dar seguimento a uma dessas correntes. Estas coisas são giras mas tomam muito tempo. Desviam a atenção de coisas importantes que se estão a passar e temos que estar atentos a todos os sinais. Mas foi bom valorizar o que mostra ter valor.

Cabe-me agora nomear sete blogs maravilhosos.

Ei-los, não deixem de os visitar ou mesmo conhecer:

A Voz da Abita

Abafos & Desabafos

Apanha-moscas

Filhos da Outra

Marginal Zambi

Melodrama em Ponto Pequeno

O Cartel






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