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terça-feira, junho 24, 2008

O chefe manda mandadar

Cuidado!

Ouvi agora no telejornal:

Os mandatos estão a transformar-se em mandados

Não sei se de acordo com o novo acordo

Será o fim da língua portuguesa ou da democracia?

E quem era mandatado passa a ser mandadado?

Ou a fala do jornalista é um pau mandado?

Sic Notícias das altas da madrugada

Notícia:

«A hipótese de um leão andar à solta na Maia é muito remota.»

A evolução dos acontecimentos:

«Afinal parece que o leão à solta na Maia é… um cão.»

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Anúncio:

DÁ-SE CÃO LEÃO DA RODÉZIA COM UM ANO A ALGUÉM QUE TENHA ESPAÇO PARA ELE CORRER , NÃO PODE ESTAR PRESO E TEM QUE SER NA ZONA DE AVEIRO.

http://aveiro-aveiro.olx.pt/cao-leao-da-rodezia-iid-4835986



quinta-feira, outubro 25, 2007

Prémio Jornalismo Bilderberg

Edição de 19 de Outubro de 2007


Imagens subliminarmente enganadoras...


"O PÚBLICO"

Informação enganadora

(Kaos)

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Este que se segue foi o comentário que fiz na edição de papel do dia 19 de Outubro no Público Online depois de me ter devidamente registado para o efeito. Fui agora verificar se tinha sido publicado. Não foi. Não existe nenhum comentário feito, quem comentar será o primeiro. Isto apesar de na altura ter tido uma confirmação do envio do comentário. E de ser possível saber no site que alguém comentou a notícia. O meu não deve ter sido aprovado. Querem vocês experimentar?

A fotografia que o Público publicou na edição de 19 de Outubro acompanhando a notícia da Manifestação de 18/Outubro não pode estar desprovida de uma intencionalidade alarmante. É difícil supor que um fotógrafo profissional não tivesse tido uma intenção bem marcada ao fazer um enquadramento que falseia inteiramente as intenções dos cartazes e da própria manifestação. Além dele, são igualmente responsáveis por este branqueamento da verdadeira mensagem da manifestação de 200 mil pessoas ocorrida no dia do acordo do chamado “Tratado de Lisboa” todos os responsáveis pela escolha da fotografia e os responsáveis pela edição do jornal, cujo responsável-mor é o próprio director do jornal Público.

Não pode ter sido mera incompetência, nem tão-pouco distracção. Os profissionais da informação não se distraem, o seu objectivo é buscar a mensagem final. Esta fotografia é deturpadora da realidade de o que ali se passou naquele dia em que 200 mil pessoas vieram para as ruas, em representação de muitos outros trabalhadores, reclamar-se “Contra a Flexigurança” (e não “Com a Flexigurança”), contra as políticas europeias que a querem impor (e não “Europa Si…”). Esta imagem é perigosa por estar colocada num jornal que um dia servirá de documento histórico ainda que deliberadamente construa falsas pistas. Um dia, se o que restar de testemunho da manifestação de 18/Outubro/2007 for uma velha imagem de jornal, e essa imagem for esta, haverá quem a use para legitimar e reforçar o apoio popular desses 200 mil representantes dos trabalhadores ao projecto europeu contra o qual lutavam. Chama-se a isto o poder de construir a História. Jornalismo de mentira.

Este não é um caso inocente e nem um caso isolado. Também o Jornal de Notícias usou os mesmos sinistros métodos -- e não com a mesma imagem, mas com outra carregada das mesmas perigosas intenções.

Esta é a minha opinião. Provem-me que estou errada. Venho lançar um convite a todos os responsáveis do jornal “O Público” para se retratarem neste grave equívoco, justificando as suas motivações, revelando ao público que poder os moveu.


sexta-feira, setembro 28, 2007

Estudos Europeus...

(Ilustração: Rockwell Kent [1882-1971], “Workers of the World Unite”, 1937)

UE
85% dos portugueses satisfeitos com condições de trabalho

Entre os trabalhadores da União Europeia os portugueses são dos que estão mais descontentes com o ordenado que recebem. Um inquérito europeu sobre condições de trabalho, mostra que 72 por cento dos portugueses acham que ganham mal. No entanto, 85 por cento diz estar contente com as condições de trabalho.

TSF Online 19:08 / 27 de Setembro 07 )

«Esta aparente contradição é justificada pelos portugueses com a ideia de que o trabalho serve de válvula de escape. Ou seja, os portugueses estão satisfeitos ou muito satisfeitos com o trabalho porque é no ambiente laboral que encontram amigos. «Estas pessoas dizem que se sentem em casa no trabalho e isso dá uma avaliação geral do trabalho muito satisfatória», explica Jorma Karppinnen, director da Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Trabalho. O director dá um conselho ao Governo português: aumentem os ordenados. «Para que as pessoas se sintam felizes e aumentem a produtividade, os ordenados tem de ser aumentados», diz Jorma Karppinnen. A fundação avisa ainda que os horários de trabalho não devem ser aumentados. O estudo revela que Portugal é dos países onde os trabalhadores mais se queixam (85 por cento) da falta de flexibilidade a nível de horários laborais.

Portugueses com medo de perder emprego


Os trabalhadores portugueses são também, na Europa, os que mais receio têm de perder o emprego, segundo um estudo hoje divulgado. Dois em cada dez trabalhadores portugueses têm medo de perder o emprego nos próximos seis meses, um número significativamente mais alto do que no resto da Europa: em França, por exemplo, este receio afecta apenas 7,7 por cento dos trabalhadores. O relatório da Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Vida e de Trabalho, hoje divulgado, fez a avaliação da estrutura laboral em 31 países.»

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Quem leu a notícia toda deve estar tão banzado como eu estou. Este Jorma está a chuchar connosco! As pessoas que têm um emprego, não estão contentes com as condições de trabalho (nem salariais nem em termos de horários laborais!), elas estão é contentes de ainda terem emprego. Os 85% que se queixam dos horários laborais, são os 85% que estão contentes com as condições de trabalho, ou seja, estão explorados e mal pagos mas ainda assim contentes, por não serem desempregados. A Flexigurança que aí vem é para eles.
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