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quinta-feira, abril 23, 2009

Pode a UE ser o que não é?

PRIVATIZAÇÕES

Após a entrada em vigor do Acto Único nos finais de 1980, a Comissão Europeia pressionou a privatização de serviços públicos para ultrapassar os antigos monopólios estatais. Justificou essa posição argumentando os benefícios de baixa de preços, esperando que a concorrência de vários operadores faria emergir os campeões europeus, podendo rivalizar com as multinacionais norte-americanas.

O balanço já efectuado dessas liberalizações apela a prudência. Os britânicos foram obrigados a renacionalizar os transportes ferroviários. A liberalização do sector eléctrico, tanto na Europa como nos EUA, fez aumentar os problemas: preços mais elevados e voláteis, ruptura de fornecimentos, manipulação dos mercados, etc. E a opinião pública, ao constatar que a liberalização rima com alta de preços, mostra a preferência pelo Estado.

Dois projectos políticos são agora possíveis: a curto prazo, a retoma das nacionalizações e a recusa da Europa; a longo prazo, lutar pela regulamentação dos serviços públicos para que não sejam um sub-produto mínimalizado de uma política de concorrência. A posição muito liberal da Comissão é apoiada na aliança com organizações patronais e partidos políticos da direita e do centro-esquerda. O que uma aliança política faz, outra pode mudar. O projecto de Constituição europeia autoriza, no entanto, a definição de uma política europeia activa de serviços públicos.
O obstáculo não é jurídico. É político.

Christian Chavagneux, editorial de Alternatives Economiques, nº 24, 4º trimestre de 2004 (www.alternatives-economiques.fr)

DAQUI

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Concepções económicas de vanguarda na BD de Calvin & Hobbes

carregue na imagem para ler

A explicação do Calvin sobre o seu negócio da venda de limonada tem ressonância na actual concepção económica da indústria automóvel americana.


Curiosamente este cartoon tem cerca de 15 anos!

quarta-feira, abril 09, 2008

O neo-liberalismo cospe no prato da sua própria história


Hoje, ao fazer recortes dos jornais encontrei uma pequena curiosidade cujo título era "Nem casa de Adam Smith escapa às leis do mercado" . Os seguidores de Adam Smith tinham o propósito de preservar a casa onde este viveu os últimos 12 anos da sua vida mas outros valore$ mais alto$ $e levantaram e por isso a câmara municipal de Edimburgo optou por pô-la à venda. Os agentes imobiliários descobriram que afinal «a casa de Adam Smith tem um "potencial de desenvolvimento", o que quer dizer que pode gerar lucros a privados ao ser convertida em apartamentos ou escritórios». (Público, 28/03/2008)

1738 - Data provável do nascimento de Adam Smith, em Kirkclady, na Escócia
1738 - Matricula-se na Universidade de Glasgow onde estudou filosofia moral
1751 - É nomeado professor de lógica naquela universidade e, mais tarde, de filosofia moral
1763 - Assume funções de tutor do duque Buccleuch
1764 - 1766 - Viaja com o seu protegido por França, conhecendo intelectuais como Turgot, Helvetius e François Quesnay
1776 - Publica "Uma investigação sobre a natureza e a causa da riqueza das nações", a sua obra mais famosa, que viria a tornar-se uma referência do liberalismo económico ao defender que a riqueza das nações resulta da actuação de indivíduos que, movidos apenas pelo seu interesse próprio, promovem o crescimento económico
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