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quarta-feira, agosto 13, 2008

Maré de Comentários

Marreta disse...

Mas quem é que quer saber do Palácio dos Henriques?! Se fosse um McDonalds ou uma pizzaria qualquer, decerto estava abarrotada de obesos a mastigar gordura saturada. Se ainda por lá se vendessem telemóveis baratos ainda podia ser que houvesse uma bicha à porta. Se tivesse um cartaz à porta a anunciar uma rave com muitos cogumelos a 5 euros/pax ainda haveria confusão para chegar à bilheteira. Se fizessem tatuagens baratas ainda vá lá. Se houvesse um casamento, daqueles de Agosto, com sotaque franciú, com muita brilhantina, fatos a cheirar a bolor tirados do roupeiro depois de 4 ou 5 anos sem de lá terem saído, e 20 ou 30 pratos para comer até ao enfarte do miocárdio, mas sem esquecer de deixar no bolso do noivo o envelope com 200 aéreos, ainda está bem, de certeza que o palácio era pequeno para a afluência. Agora, um palácio? O que é que um palácio pode ter lá dentro de interessante, para sequer manter um porteirinho que seja? Bah! Essas coisas não interessam. Cultura é centro comercial, é passar 2 horas na bicha para chegar à praia, abancar na areia ao 1/2 dia, trabalhar para o cancro até às 2, arrancar para o tasco, emborcar uma feijoada e uma litrada de carrascão, regressar ao areal, fazer mais 2 ou 3 horas de fritura, e por fim passar mais 2 horas no trânsito para chegar a casa. Cultura é lavar o pópó no Elefante Azul ao Domingo de manhã, é passear os chanatos comprados a crédito na Charles e a camisa dos ciganos - porque o crédito não dá para tudo - ao Sábado à tarde, de telmóvel numa mão e chave do carro na outra, no COntinente, mas com o carrinho cheio de ar apenas com 2 pacotes de bolachas, 1/2 dúzia de iogurtes da casa e 1 molho de t-shirts de 1 aéro cada, porque a tal dos ciganos precisa de pelo menos 1 lavagem por mês. Palácios! Igrejas! Só se for para a hóstia ao Domingo. Ah! E cultura, ou não fosse amanhã dia 13, é Fátima. Amen.
Saudações do Marreta.

terça-feira, agosto 12, 2008

Maré de Alentejo

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Capela das Conchas/Palácio dos Henriques (Alcáçovas , Alentejo)


Com tanta coisa nem vos contei. Ontem demos um belo passeio pelo Alentejo fora. Ao Domingo à tarde o Alentejo dorme, não se vê viv'alma ou apenas uns poucos homens idosos da terra a conversar pelos bancos e pelas tascas. Que ninguém diga à ASAE que ainda existem tascas e que no Alentejo se vai podendo fumar uma cigarrada permitida. Sempre que imagino o que o dinheiro, que devia servir para desenvolver o país, vai fazer ao litoral alentejano, fico irada. Ainda hoje li no jornal que há um plano de desenvolvimento turístico para Mértola que é uma dor de alma, um dos sítios mais bonitos do Alentejo, não tarda muito, quando chegar a barafunda, as cegonhas partem para destinos mais sossegados. O que é feito das zonas protegidas?

Outra notícia que diz tudo. Nas praias (por enquanto deve ser nas do Algarve, mas como tudo o que é daninho, tende a espalhar-se) andam DJ´s e música em ALTOS BERROS a animar o ALLgarve? Vinha uma foto dumas madames a apanharem banhos de sol e estupidamente a ver um espectáculo de uma dançarina em cima de uma estrutura, como em certas discotecas, a dando o corpo ao manifesto para gáudio das outras. Não haverá mais gaivotas na praia ao fim da tarde...
Que progresso tão torpe!

Mas ía contar que nessa passeata parámos em Alcáçovas e chegámos à Capela das Conchas e ao Palácio dos Henriques, que mostram bem o estado de degradação do nosso país e das suas memórias arquitectónicas. Não pudemos entrar na Capela das Conchas, nem ver os seus jardins porque estava fechado o portão. Provavelmente ninguém quer pagar a um segurança e a um guia para estarem ali. Tinha que se pedir não sei onde, na junta, para visitar, o que provavelmente pouca gente se dá ao trabalho. Quanto ao Palácio dos Henriques, prometi a mim mesma ir descobrir que Henriques são esses que já tiveram um palácio daqueles e que o deixaram chegar a tal abandono. Também ali não se entrava, nem lá estava ninguém, pareceu abandonado à sua sorte de ser construção sólida, não do tempo dos afonsinos, mas dos tais Henriques que eu vou agora procurar.
Que memória tão apagada!

Mais informações aqui:

- Janela do Paço dos Henriques (Alcáçovas)
http://joserasquinho3.blogspot.com/2008/06/janela-do-palcio-dos-henriques-alcovas.html

- Palácio dos Henriques (Alcáçovas)
http://ruadealconxel.blogspot.com/2008/01/palcio-dos-henriques-alcovas.html

- Jardins da Capela das Conchas (Alcáçovas)
http://ruadealconxel.blogspot.com/2008/01/palcio-dos-henriques-alcovas_13.html

- Paço dos Henriques/ residência real/ casamento D. Manuel I e D.Isabel I /
Testamento de D.João II/Tratado de Alcáçovas/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pa%C3%A7o_dos_Henriques




sábado, agosto 09, 2008

Maré fria

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Normalmente não me custa muito a entrar na água porque sei que é garantido que dentro dela me sinto bem. Dentro de água é a leveza; fora de água o peso. Na verdade sinto-me um peixe dentro de água, é o meu elemento e, por ironia do destino até sou do signo peixes, se é que isso tem hoje em dia qualquer significado, de tão deturpados têm sido os antigos ensinamentos astrológicos.

Hoje demorei mais tempo. A água estava mais fria. Aquilo também não é hora de se chegar à praia: já passava das seis da tarde e estava aquele ventinho que às vezes sopra no litoral. Estava à beira da água, ainda nem tinha entrado e já me sentia pele de galinha, a qual tem pelo menos a vantagem de disfarçar um pouco a celulite (já alguma vez alguém viu uma galinha com celulite?).

Teve que ser ao mergulho que aquilo de ir por partes já era arrepio a mais. Ah, mas não me arrependi nada. Passado pouco já estava em casa, instalada num maple de ondas (eles já me tinham dito: mãe, anda que estão as ondas que tu gostas). A água tem o poder de me deixar relaxada, sem qualquer tipo de tensões e a frescura é estimulante, ou seja o yin e o yang a um tempo, tratamento completo ao espírito e ao corpo, sem forçar.


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