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quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Frases no mínimo interessantes

Cartoon Carlos Laranjeira (Correio da Manhã)
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"A desenvoltura com que quase todos os nossos Governos Constitucionais se têm julgado habilitados a legislar por decreto-lei, muito para além do estritamente necessário, é uma prática inconstitucional e deve ser reprovada".


Diogo Freitas do Amaral, "Jornal de Notícias", 2-2-2009

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Pseudo-relatório da OCDE

Aldrabice em cima de aldrabices
Porta da Loja

“Há muitas décadas que leio relatórios da OCDE sobre Educação e eu nunca vi uma avaliação sobre um período da nossa democracia com tantos elogios", disse o primeiro-ministro numa reunião de apoio à ministra da Educação, em 26.1.2009, onde lhe teceu rasgados elogios, já no pretérito...

Hoje no Parlamento, interpelado e sem reconhecer o que dissera há dois dias, em público, numa facilidade de justificação impressionante e que lembra outros personagens da vida airada, disse assim:

"Eu nunca disse que o relatório é da OCDE".

É de estofo.
Quanto à ministra propriamente dita e sua equipa, palavras para quê? São artistas da educação, colada com cuspo e vinda do ISCTE.

Ver aqui, a prova da aldrabice


Nada sei sobre mentirosos compulsivos mas imagino que quanto mais mentem mais se envolvem na mentira, chegando a um momento sem retorno. O mentiroso compulsivo, com o uso, vai apurando suas mentiras, chegando mesmo a falar verdade, ainda que fundamentada na mentira anterior e por aí fora. E também me parece que o mentiroso compulsivo começa por se convencer a si próprio que está a falar verdade e que a razão está do seu lado. Só que há mentirosos compulsivos que são espertalhaços, aquela esperteza saloia, cuja espertalhice (misto de esperteza, de sacanice e de tráficos de influência) levada ao extremo, de quando em vez vem ao de cima, como os cócós persistentes e fede. Eis que de repente uma mentira implica outra e outra e outra... e o mentiroso compulsivo fica nu e vem tudo por ali abaixo. Ainda assim o mentiroso compulsivo tenta outro número, está cheio de razão, haverá de arranjar outra mentira ainda maior para afastar o rasto desta, como já vem fazendo: o senhor inginhero parece um dia ter posto o pé na poça, mas ultimamente ele atolou-se num tal lamaçal de mentiras que já ninguém acredita em nada do que diz. Mas, mentiroso compulsivo que é, ele jamais sairá pelo seu pé, muito menos em consciência. Ele aproveitará toda a jogada para a virar contra o jogador, aquele que o acusa de ser mentiroso, para o derrubar. Mestre na arte da mentira, ele saberá retirar os louros de cada mentira para prosseguir mentindo. E mentirá com tanta verdade, com tal descaramento que as pessoas voltarão a votar nele, não porque acreditem, mas porque não resistem a fingir acreditar nas mentiras que vai compondo por serem tão verdadeiras.

terça-feira, novembro 04, 2008

Joâo Gobern sobre a avaliação dos professores e não só

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Imagem daqui

Opinião de João Gobern na Antena 1

Abram, ou melhor, ouçam este link da rubrica «Pano para Mangas» de João
Gobern na Antena 1.

http://195.245.168.21/rtpfiles/audio/wavrss/at1/227514_35441-0810300924.wma



terça-feira, outubro 14, 2008

Vamos para a frente com a organização popular!


(de um professor que tenho a sorte de conhecer)

Estou bastante céptico sobre a (verdadeira) vontade de lutar das pessoas, neste país. Tenho-me batido ao longo dos anos pela defesa da escola pública, por uma intervenção sindical eficaz e por um funcionamento democrático e cooperativo no meu local de trabalho. Estou cansado, vai-me faltando a paciência para aturar as poses; desconsolado com as pessoas que afirmam - pelos cantos das salas de professores ou pela blogo- esfera - uma falsa dissidência, para logo obedecer à voz do dono, em reuniões de departamento, etc. Essas pessoas «acham bem» que nós lutemos, mas não irão jamais «queimar-se» junto dos «chefes». É triste mas receio bem que na tal manif de 15 de Nov. irei encontrar várias pessoas oportunistas, que eu conheço bem como «colegas» de trabalho, no quotidiano. Essas pessoas recusam o óbvio. Para se lutar temos de nos organizar: temos de constituir comissões de base. Temos de agrupar as pessoas dentro de cada escola, temos de debater conjuntamente o que será mais apropriado fazer-se, temos de encontrar uma forma de auto-organização que nos defenda, em face da casta todo-poderosa dos «avaliadores». Estou decepcionado com as pessoas; dizem que sim, mas não fazem nada, não se dispõem realmente a lutar. Ir a uma manif, a 15 de Nov. sim, porque não, mais uma passeata, gasta-se um pouco de sola dos sapatos, mas é um bom exercício, a marcha; podemos encontrar algumas pessoas que estimamos; podemos gritar umas palavras de ordem, com piada, nem sempre as que as organizações promotoras previram, etc... Mas, «para mostrar ao poder» isso é que não, não precisamos de mostrar ao poder coisa nenhuma. Então «mostrar» ... a quem? Aos bonzos sindicais, mostrar-lhes que sabemos perfeitamente organizar uma manif, sem precisar deles para nada? Mostrar aos 'cobardolas' que somos 'corajosos'??? Mas, para quê?

Será necessário firmar o nosso espírito em duas ou três coisas:

A- Sem organização e luta no local de trabalho, nada feito.

B- Cada comissão local deverá encontrar as formas apropriadas de resistência

C- Temos de nos coordenar com os pais, que nos ajudem a encontrar soluções verdadeiras

segunda-feira, setembro 15, 2008

Esquerdas enviezadas

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Como sei que vocês não vão ler por ser muito extenso, aqui vai uma notícia comentada por um professor do ensino secundário que tenho o prazer de conhecer pessoalmente e a quem pedi para colocar aqui n' O Pafúncio.


Dos noticiários:

[Vital Moreira, conhecido professor univeristário, constitucionalista, ex-membro e deputado do PCP, actualmente um destacado apoiante do governo do PS]

"A esquerda da esquerda, a esquerda 'de protesto' segue uma bizarra narrativa, em que ela própria não acredita, dizendo que se assiste à destruição do Estado social. Este Governo pede meças em defesa da escola pública", declarou o docente universitário.

Antes de lamentar que a oposição de esquerda confunda a defesa da escola pública com a recusa de mudanças, Vital Moreira sublinhou a importância da avaliação para que a escola pública não abandone para os privados "a dimensão da excelência".

"Não se trata apenas de tirar boas notas. A escola pública em relação aos privados tem a vocação da universalidade", frisou.

Vital Moreira sustentou também que as diferenças políticas entre a esquerda e a direita são "incontornáveis" ao nível da educação.

Depois de caracterizar a direita como portadora de valores como a responsabilidade individual e a favor da redução do Estado social, o constitucionalista frisou que a esquerda para ser fiel aos seus valores "tem de dar primazia à educação.

"O direito universal ao ensino continua a ser uma luta inacabada para combater a exclusão", considerou

Comentário: A defesa da escola pública era durante o século passado uma bandeira dos socialistas reformistas, quer estivessem no PS, quer noutras forças, que se designam como mais «radicais» mas sem o serem, além do discurso. O século XXI assistiu ao desmantelar da escola pública, tal como outras componentes do chamado «estado social», por aqueles mesmos que se proclamavam os seus lídimos defensores. O facto é por demais conhecido, não restando no «povo de esquerda» uma capacidade de resposta à altura do desafio, por causa da traição das elites (mais uma vez) às causas populares).

O facto da escola pública ser destruída tem a ver com a necessidade de criar mercado para o ensino privado. A escola pública passa a ser impedida de concorrenciar os privados. Tem apenas um papel supletivo, conforme está consignado nos acordos ao nível dos serviços (GATS) assinados em 99 pelos governos de todos os países da OMC (portanto todos os da UE de então). Nestes, incluía-se uma série de governos com «socialistas» e mesmo com «comunistas» (governo Jospin, em França).

Tudo que que Vital Moreira pode afirmar que a direita não esconde sob roupagens demagógicas a sua ansiedade em oferecer à gula dos privados os sectores rentáveis da escola pública; enquanto a esquerda à ele qual pertence actualmente tem «pudor» de o proclamar embora seu currículo no desmantelamento desta escola pública seja impressionante (vide os mais de mil e quinhentos estabelecimentos do ensino básico já extintos em dois anos, com enorme percentagem do interior norte) . Certamente, ela dispõe de arautos «muito encartados» para afirmar em juras solenes exactamente o contrário dos próprios factos!

Quanto ao PCP e BE, nem um nem outro são excessivamente alarmistas, mas o contrário; têm-se pautado por uma política tão moderada (nos actos, não verbalmente) que mais pareece conivência objectiva. Evidências? Os sindicatos da FENPROF do continente são dominados por estas duas correntes. Os sindicatos não fizeram mais do que desbaratar o potencial de luta, traindo a própria greve geral em 2005. Não fizeram nem fazem a união com as forças dos outros sindicatos de professores ou da função pública, para pressionar o governo, mas para apresentar um «ramalhete» de dirigentes a negociações, onde nada de importante o governo aceita negociar, mas os sindicatos continuam a fazer o frete. São simulacros de «negociação». O teatro assumiu foros de escândalo com a reviravolta pós- manifestação histórica de 8 de Março de 2008, em que os mesmos que a organizaram e foram porta-vozes da posição dos manifestantes na tribuna do Terreiro do Paço, vieram desdizer o compromisso solene aí assumido por eles perante o país e não apenas os 135 mil manifestantes. Estes senhores serviram o governo PS, no intuito de destruir a carreira docente, com tanto ou mais eficácia quanto a própria ministra!!

Agora continua a ficção de cenários de «luta» (infelizmente, entre aspas!) porque estão com olho nas eleições e sabem que não podem assustar o centrão, o eleitor PS que está descontente com o governo e está tentado a votar mais à esquerda.

É assim que esses senhores, da escola ideológica de Vital Moreira, quase todos, estão a oferecer a escola pública, para transformação numa negociata entre autarquias e privados, para poderem depois vir chorar lágrimas de crocodilo (autêntico!) enquanto abocanham nos seus respectivos «baluartes» municipais com os despojos do que já foi um sistema nacional e unificado de saberes, práticas, currícula, dispositivos institucionais.

TRISTISSIMO VERIFICAR AS PALHAÇADAS E CAMBALHOTAS DE UNS DE OUTROS E A AUSÊNCIA DE ESPÍRITO CRÍTICO DE MUITAS BOA GENTE, QUE AINDA SE DEIXA REALMENTE ENGANAR COM OS CANTOS DE SEREIA DAS «ESQUERDAS»... AFINAL O QUE FALTA É DAR-SE ATENÇÃO ÀS PROPOSTAS DE ALTERNATIVAS E DE LUTA CONCRETA.

CREIO QUE SOMENTE UMA ESQUERDA ANTI-CAPITALISTA E ANTI-AUTORITÁRIA, NESTE PAÍS, TEM CONDIÇÕES PARA O FAZER.


Manuel Baptista


(recebido por mail)

quinta-feira, junho 21, 2007

Decobrimentos: notícias, opiniões e comentários


Se eu disser coisas como: Já não é a primeira vez que meio rato de computador em decomposição é encontrado de cachecol numa prateleira de um tribunal na Boa-Hora dos arrabaldes da Europa, poder-se-á dizer que é apenas exercício de estilo, pura e dura literatura, mera falsidade apesar de certa verosimilhança com a realidade.

Agora se eu disser: Que nojo de país este, no far-west da Europa, onde nas prateleiras de um tribunal, ao lado de um computador, se descobre um rato em avançado estado de decomposição, e já não é a primeira vez! Trata-se de um registo distorcido mas verídico, colado à realidade dos factos; trata-se de uma opinião, e não da notícia propriamente dita:

Sic Online:

Ratos no Tribunal da Boa Hora

Um roedor morto foi encontrado junto ao computador de uma juíza

Ratos e pulgas ameaçam o bom funcionamento da quarta vara do Tribunal da Boa Hora, em Lisboa. Os juízes já pediram por duas vezes a intervenção da Direcção-Geral de Saúde e da Inspecção-Geral do Trabalho.

Isto sim é uma notícia.

Ora nós aqui nos blogs não fazemos notícias, filtramos as notícias que nos chegam do país e do mundo. Interpretamo-las, formando sobre elas a nossa opinião. Também podem ser inspiradoras para quem se ocupa da literatura; a realidade pode ser muito inspiradora da ficção.

Mas o mais normal aqui nos blogues são mesmo as opiniões e estas são tão subjectivas que cada um tem a sua. São formas de observar a realidade, os efeitos que os acontecimentos produzem nas nossas opiniões. Ás vezes a notícia é tão forte que se impõe e então quase nem é preciso acrescentar mais nada. É nosso apanágio aqui nos blogues divulgar a notícia e levá-la a ser comentada nos comentários dos comentadores. Um comentário é outra forma de difundir opiniões e o espaço dos comentários um lugar de diálogo entre opiniões diversas.

Muitos de nós poderão apenas concluir da leitura da notícia que o país está cheio de ratos em decomposição, pois se até nos tribunais…

Outros poderão achar que a culpa foi da mulher da limpeza que não limpou o rato para baixo do tapete, como era sua obrigação.

Ou então os amigos dos animais poderão dizer que o rato morreu porque sofria maus tratos naquele tribunal.

Outros poderão perguntar quantos processos importantes roeu esse rato antes de morrer?

E assim sucessivamente virão outros que procurarão responder a esta pergunta.

As nossas opiniões são pertinentes e inofensivas, a realidade é que é por demais ofensiva, ela desafia a nossa inteligência porque aqui na blogosfera nenhum rato nos roeu o cérebro, o único rato que temos por aqui é o do computador e não está em decomposição, como os outros de carne e osso!

segunda-feira, março 12, 2007

Dois desgovernados anos a gorvernarem-se...

... e ninguém diz que o rei vai nu?
Reveja as imagens
que marcaram estes dois anos
e diga o que pensa do Governo

Isso mesmo, aceitemos o desafio da Visão
Vamos lá dizer-lhes o que pensamos do governo?


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