segunda-feira, maio 21, 2007
Processo Disciplinar de Fernando Charrua

a censura mostra agora as garras, o terror campeia,
a boca calada é imposta pelo temor de processos disciplinares,
os informadores pululam
e a administração sente-se segura e livre
de 'opositores' ao Governo."
num comentário no blogue Quarta República
in Diário de Notícias, 21/05/2007
Às vezes apetece mesmo dizer "PORRA"!
Então a imprensa portugueza
É que é a imprensa portugueza?
Então é esta merda que temos
Que beber com os olhos?
Filhos da puta! Não, que nem
Há puta que os parisse.
[M.SER. 937]
Imprensa obscena

Agregados de um casal com filhos desceram abaixo dos 50 por cento
20.05.2007 - 08h37 Clara Viana Ler toda a notícia aqui
Estas “gordas” da primeira página do jornal Público de ontem são uma obscenidade. A grande maioria dos portugueses que passam pelas bancas e olham os jornais de soslaio vai pensar: “Grandes malandros (os outros) essa malta agora não quer é passar tempo com a família!”. Mas se olharmos mais atentamente para esta notícia, veremos que analisa um estudo do INE que aponta para um novo dado – os tradicionais “casais com filhos” pela primeira vez descem abaixo dos 50% (46,8% em 2006). O resto é, segundo o Público, malandragem que não quer passar tempo com a família.
Será mesmo assim, ou este título da edição impressa do Público tenciona mesmo esconder os verdadeiros motivos para estes números? Não querer é uma vontade pessoal, individual e independente de cidadãos livres e tem toda a legitimidade. Cada um está no seu direito de querer ou não passar mais tempo com a família. O problema aqui é que eu duvido que sejam essas as motivações de existirem cada vez menos casais a terem filhos. Os portugueses não têm filhos porque não têm confiança no Futuro. Mesmo não lendo para além dos cabeçalhos, eles sentem que isto não vai nada bem. Perdem-se empregos, os euros nas mãos dos portugueses desvalorizam, não há dinheiro para pagar os empréstimos, pedem-se mais empréstimos, o ensino não está bom para crianças, a vida também não… os portugueses têm cada vez menos filhos porque têm cada vez menos segurança e confiança no futuro. Pois se eles nem sequer têm confiança no presente...
Desta forma, ficam escondidas por detrás do conteúdo explícito da manchete, todas estas causas. Estas ninguém faz por apurar. Permanece a perigosa ideia geral de que os portugueses têm uma fraca vontade de dispender o seu tempo com a família. E nada mais por detrás dessa falta de querer. São eles os responsáveis, são eles os que não querem!
Quantos portugueses hoje vivem em condições precárias? Quantos estão endividados? Quantos estão desempregados ou mal empregados? Quantos têm contrato de trabalho que lhes dê garantias de emprego futuro? Quantos em idade de constituir família dispõem de casa, de emprego, de um futuro?
Blogosfera Futura
Para todos os que já aderiram ao Movimento de Independência e Liberdade de Expressão na Blogosfera, aqui fica o logótipo, da autoria do KAOS, que deverão inserir no vosso blogue, com a ligação para http://blogosferafutura.blogspot.com/, em cuja caixa de comentários estamos a aceitar todas as contribuições para uma definição de uma Carta de Princípios que nos irá orientar. Agradecemos a maré que, desde ontem, tem vindo em crescendo. A participação de todos é preciosa, e vital. (De http://braganza-mothers.blogspot.com/)domingo, maio 20, 2007
Lambe-botas, bufos e outros pulhas -- os cães de guarda do governo Sócrates
"Se a moda pega, instigada que está a delação, poderemos ter, a breve trecho, uns milhares de docentes presos políticos e outros tantos de boca calada e de consciência aprisionada, a tentar ensinar aos nossos alunos os valores da democracia, da tolerância, do pluralismo, dos direitos, liberdade e garantias e de outras coisas que, de tão remotas, já nem sabemos o real significado, perante a prática que nos rodeia." Fernando Charrua, professor de Inglês
Calúnias II
Há mais aquiDiz que vai ganhar, meu bem
A Câmara para mim
Eu deixei aquela vida de lado
E não sou mais um transviado
Telmo, eu não sou gay
O que falam de mim são calúnias, meu bem
Eu parei…….
…
Telmo, ô Telminho, não faz assim comigo
Não me puna por essas manchas no meu passado
Já passou! Esses rapazes são apenas meus amigos
Agora eu sou somente seu, meu AMORRRR
glosado a partir de Calúnias (Telma eu Não Sou Gay) - Ney Matogrosso -
sábado, maio 19, 2007
Palhaçada da pior
Intervenção de Andre Yon, professor sindicalista francês
Portugal, a França e os outros países da Europa são grandes nações, mas perderam a sua soberania. (Leia tudo no Blog em Defesa da Escola Pública.)
sexta-feira, maio 18, 2007
Que Animal Farm?

A mim, parece-me redutor; como se o perigo dos totalitarismos e das ditaduras ou dos pequenos autoritarismos estivesse confinado àquele período histórico... Enquanto uma certa crítica nos tenta pôr palas nos olhos para que continuemos a seguir apenas por esse caminho para nos consolidar mais profundamente a ideia de que os comunistas todos foram uns papões estalinistas. Quem se consegue manter livre delas pode ter uma visão mais alargada no tempo e no espaço desta fábula alegórica. Olhemos à nossa volta, atentemo-nos ao que ainda resta de um telejornal -- eles, os porcos, estão por toda a parte e até já modificaram alguns dos nossos mandamentos mais sagrados. Por exemplo, onde estava
O ensino deve ser gratuito
alguém veio e modificou até ficar
O ensino deve ser tendencialmente gratuito
Todos os porcos são porcos mas alguns porcos são ainda mais porcos do que outros porcos por continuarem a ser tão porcos como eles foram!
Parar Bolonha
O Livro que ando a consultar...
quinta-feira, maio 17, 2007
O problema da Educação é, fundamentalmente, politico
quarta-feira, maio 16, 2007
Pedido de delegação à Assembleia da República: Subscrição da Carta aos Deputados do PS

segunda-feira, maio 14, 2007
Frase do meio da noite
"O mundo investe cinco vezes mais em remédios para virilidade masculina e silicone para mulheres do que na cura do Mal de Alzheimer. Daqui a alguns anos teremos velhas de grandes mamas e velhos de pau feito, mas... não se vão lembrar para que servem!"Camões pode ser inspirador...
E também as notícias gloriosas
domingo, maio 13, 2007
Engenheiro ou mentiroso compulsivo?

Fui documentar-me sobre a tara e fiquei a compreender melhor as razões do tal de engenheiro. Acompanhem os meus raciocínios e digam-me se estarei enganada.
[quanto à baixa estima só mesmo quem o conheça mais intimamente pode confirmar ou desmentir, agora quanto ao “ímpeto de tirar vantagem”, isso quanto a mim já terá mais sustância, como se diz na minha terra. Adiante]
"Por trás da mentira há um apelo, uma defesa, um sintoma ou uma compulsão", explica a psicanalista Ruth Cohen, do Rio de Janeiro. A criança mente, de modo geral, para fugir de um castigo, porque se sente injustiçada, por achar que estão exigindo algo além de sua capacidade ou, pelo contrário, por estar querendo algo que, a seu ver, não merece. [‘Pera lá que isto parece-me importante. Apelo? Defesa? Sintoma? Compulsão? Querem ver que não se fica por aqui? Sim, ser primeiro-ministro de Portugal pode ser uma injustiça para qualquer um, mas eu inclino-me mais para a última hipótese: acho que ele quis, quer e quererá sempre algo que não merece – exactamente o que estão a pensar: ele quer assumir a presidência da União Europeia, mas lá no fundo ele sabe que não merece; e nós também pois já o topamos de outros carnavais: tal e qual como ele antes quis ser engenheiro, apesar de não o merecer.]
Aquelas crianças que simulam situações inverídicas — [como o nosso garoto que afiançou diante das cameras de televisão não haver qualquer problemas com o seu percurso académico] — podem estar em busca de afirmação por meio de uma falsa capacidade. [Afirmação também, talvez, mas eu acho que era mesmo só para ouvir as pessoas chamando-o de senhor doutor engenheiro, mas isto já sou eu a divagar]
Alguns estudantes, pressionados por desajustes familiares, apelos comerciais cada vez mais agressivos e mesmo por uma certa competição silenciosa estabelecida com os colegas, criam defesas e contam aos outros verdadeiras fábulas. [dos "desajustes familiares" sei umas histórias de arrebenta; e quanto aos "apelos comerciais cada vez mais agressivos" , é ver as Opas e as negociatas que vão por aí com os privados e com os colegas da União Europeia: aquelas directivas todas da União Europeia, o povo descontente e ele a ter que brilhar na cimeira de Sintra, mostrar resultados, ser cumpridor do défice, sempre perseguido pela imagem do espelho Blair a dizer que melhorou tudo e que foi o maior… será isto "a competição silenciosa estabelecida com os colegas"? Fábulas? Então mas para ser fábula não basta os animais falarem? Querem mais fábula do que as coisas que ele diz, quando diz?]
Na opinião de psicólogos, o mentiroso compulsivo — que reinventa os acontecimentos o tempo todo — ou aqueles que adulteram dados, suprimem informações ou colocam em risco a integridade dos outros devem ser tratados por profissional especializado. [Além de adulterar dados, que nisso aliás se especializou durante a sua carreira na UI, suprimir informações – será que esse canudo alguma vez apareceu? E os canudos da Casa Pia? E esta agora de nem uma palavra acerca do aumento de perigo a que se vão expor os nossos comandos no covil dos talibãs? Diz que nada se altera, que está tudo exactamente na mesma...ora, para o povo que não é estúpido apesar de ter votado nele, se o senhor engenheiro diz que não há problema ou é porque é mentiroso ou porque gosta de enganar… curiosamente desta vez o Cavaco esqueceu-se de não dizer nada e disse que havia pgoblema… Onde encontrar profissionais especializados para tratar esta gente? Não no serviço público de saúde!]
Muitas vezes, nesses casos, ao hábito da mentira se aliam outros traços, como a frieza, o desrespeito e a agressividade. [Como não estamos no Brasil, que é terra de gente mais simples, onde mesmo os magnates andam de chinelo no pé e despojados do Armani, no vosso primeiro, a maníaco-compulsividade que se esconde por detrás da mentira, manifesta-se em arrogância, cinismo e pedantismo, que para o caso também devem contar]
No dia-a-dia, porém, o professor que conhece os estudantes tende a perceber quando eles se atrapalham por mentir. Um leve rubor, a gagueira, um persistente piscar de olhos, o desvio do olhar ou a fala apressada podem ser sinais dados pelo corpo do mentiroso. [Só quem ainda não viu os trejeitos peixeirívoros de mão na anca e ora toma na sessão mensal da Assembleia da República é que se deixa enganar. Os professores, neste caso o professor das cinco cadeiras é que não deu por nada e por isso o seu pupilo refinou, agora é um especialista na arte do engano. Os outros sintomas lembram-me mais as caretas do senhor presidente boliqueimense, excepto a falta de rubor, mas isso é normal nos vampiros. Será que ele também é um mentiroso? Valha-nos Nossa Senhora de Fátima que se não for ela não sei onde vamos parar com tanta mentira]
sábado, maio 12, 2007
Ficou a boneca.

Carlos Queiroz ( Lisboa, 1907-1949)
A menina tinha os cabelos louros.
A boneca também.
A menina tinha os olhos castanhos.
Os da boneca eram azuis.
A menina gostava loucamente da boneca.
A boneca ninguém sabe se gostava da menina.
Mas a menina morreu.
A boneca ficou.
Agora também já ninguém sabe se a menina gosta da boneca.
E a boneca não cabe em nenhuma gaveta.
A boneca abre as tampas de todas as malas.
A boneca arromba as portas de todos os armários.
A boneca é maior que a presença de todas as coisas.
A boneca está em toda a parte.
A boneca enche a casa toda.
É preciso esconder a boneca.
É preciso que a boneca desapareça para sempre.
É preciso matar, é preciso enterrar a boneca.
A boneca.
A boneca.
... em tempo de cabeças pensantes

SENTENÇAS DELIRANTES DUM POETA PARA SI PRÓPRIO EM TEMPO DE CABEÇAS PENSANTES
Alexandre O'Neill
1
Não te ataques com os atacadores dos outros.
Deixa a cada sapato a sua marcha e a sua direcção.
O mesmo deves fazer com os açaimos.
E com os botões.
2
Não te candidates, nem te demitas. Assiste.
Mas não penses que vais rir impunemente a sessão inteira.
Em todo o caso fica o mais perto possível da coxia.
3
Tira as rodas ao peixe congelado,
mas sempre na tua mão.
Depois, faz um berreiro.
Quando tiveres bastante gente à tua volta,
descongela a posta e oferece um bocado a cada um.
4
Não te arrimes tanto à ideia de que haverá sempre
um caixote com serradura à tua espera.
Pode haver. Se houver, melhor...
Esta deve ser a tua filosofia.
5
Tudo tem os seus trâmites, meu filho!
Não faças brincos de cerejas
sem te darem, primeiro, as orelhas.
Era bom que esta fosse, de facto, a tua filosofia.
6
Perguntas-me o que deves fazer com a pedra que
te puseram em cima da cabeça?
Não penses no que fazer com. Cuida no que fazer da.
É provável que te sintas logo muito melhor.
Sai, então, de baixo da pedra.
7
Onde houver obras públicas não deponhas a tua obra.
Poderias atrapalhar os trabalhos.
Os de pedra sobre pedra, entenda-se.
Mas dá sempre um «Bom dia!» ao pessoal do estaleiro.
Uma palavra é, às vezes, a melhor argamassa.
8
Deves praticar os jogos de palavras, mas sempre
com a modéstia do cientista que enxertou em si mesmo
a perna da rã, e que enquanto não coaxa, coxeia.
Oxalá o consigas!
9
Tens um glorioso passado futurível,
mas não fiques de colher suspensa,
que a sopa arrefece.
10
Se tiveres de arranjar um nome para uma personagem
de tua criação, nunca escolhas o de Fradique Mendes.
A criação literária não frequenta o guarda-roupa,
muito menos quando a roupa tem gente dentro.
11
Resume todas estas sentenças delirantes numa única
sentença:
Um escritor deve poder mostrar sempre a língua portuguesa.
de Poesias Completas, Assírio & ALvim, 2000
sexta-feira, maio 11, 2007
Notícias do Bloqueio
Aproveito a tua neutralidade,
o teu rosto oval, a tua beleza clara,
para enviar notícias do bloqueio
aos que no continente esperam ansiosos.
Tu lhes dirás do coração o que sofremos
nos dias que embranquecem os cabelos...
tu lhes dirás a comoção e as palavras
que prendemos - contrabando - aos teus cabelos.
Tu lhes dirás o nosso ódio construído,
sustentando a defesa á nossa volta
- único alcochoado para a noite
florescida de fome e de tristezas.
Tua neutralidade passará
por sobre a barreira alfandegária
e a tua mala levará fotografias,
um mapa, duas cartas, uma lágrima...
Dirás como trabalhamos em silêncio,
como comemos silêncio, bebemos
silêncio, nadamos e morremos
feridos de silêncio duro e violento.
Vai pois e noticia com um archote
aos que encontrares de fora das muralhas
o mundo em que nos vemos, poesia
massacrada e medos à ilharga.
Vai pois e conta nos jornais diários
ou escreve com ácido nas paredes
o que viste, o que sabes, o que eu disse
entre dois bombardeamentos já esperados.
Mas diz-lhes que se mantém indevassável
o segredo das torres que nos erguem,
e suspensa delas uma flor em lume
grita o seu nome incandescente e puro
Diz-lhes que se resiste na cidade
desfigurada por feridas de granadas
e enquanto a água e os víveres escasseiam
aumenta a raiva
e a esperança reproduz-se.
in Revista Árvore em 1952
Egito Gonçalves (1922 - 2001)
quinta-feira, maio 10, 2007
terça-feira, maio 08, 2007
Desempregados e precários, uni-vos!
Avec le temps
Léo Ferré
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Pour tout bagage on a vingt ans
On a l'expérienc' des parents
On se fout du tiers comm' du quart
On prend l'bonheur toujours en r'tard
Quand on aim' c'est pour tout' la vie
Cett' vie qui dur' l'espac' d'un cri
D'un' permanent' ou d'un blue jean
Et pour le reste on imagine
Pour tout bagage on a sa gueul'
Quand elle est bath ça va tout seul
Quand elle est moche on s'habitue
On s'dit qu'on est pas mal foutu
On bat son destin comm' les brêmes
On touche à tout on dit: "Je t'aime"
Qu'on soit d'la Balance ou du Lion
On s'en balance on est des lions ...
Pour tout bagage on a vingt ans
On a des réserv's de printemps
Qu'on jett'rait comm' des miett's de pain
A des oiseaux sur le chemin
Quand on aim' c'est jusqu'à la mort
On meurt souvent et puis l'on sort
On va griller un' cigarette
L'amour ça s'prend et puis ça s'jette
Pour tout bagage on a sa gueul'
Qui caus' des fois quand on est seul
C'est ç'qu'on appell' la voix du d'dans
Ça fait parfois un d'ces boucans ...
Pas moyen de tourner l'bouton
De cett' radio, on est marron
On passe à l'examen d'minuit
Et quand on pleure on dit qu'on rit ...
Pour tout bagage on a vingt ans
On a un' rose au bout des dents
Qui vit l'espace d'un soupir
Et qui vous pique avant d'mourir
Quand on aim' c'est pour tout ou rien
C'est jamais tout, c'est jamais rien
Ce rien qui fait sonner la vie
Comme un réveil au coin du lit
Pour tout bagage on a sa gueul'
Devant la glac' quand on est seul
Qu'on ait été chouette ou tordu
Avec les ans tout est foutu
Alors on maquill' le problème
On s'dit qu'y a pas d'âg' pour qui s'aime
Et en cherchant son cœur d'enfant
On dit qu'on a toujours vingt ans ...
Declaração de Gérard Schivardi e Daniel Gluckenstein
de Gérard Schivardi, maire de Mailhac et conseiller général de Ginestas (Aude)
et de Daniel Gluckstein, secrétaire national du Parti des travailleurs
Le résultat de l’élection présidentielle consacre une défaite prévisible et annoncée pour le parti socialiste.
Interrogé par la presse cette après-midi, Gérard Schivardi a déclaré : « Membre durant 25 ans du parti socialiste, je ne peux me réjouir de voir ce parti, héritier des combats de la gauche laïque et républicaine, sombrer ainsi. Nul ne saurait s’en réjouir. »
Nous y voyons le résultat d’une situation aberrante.
Alors que 55% de nos concitoyens, le 29 mai 2005, ont clairement indiqué leur volonté que soit mis un coup d’arrêt à la politique dictée par l’Union européenne.
Alors que 55 % de nos concitoyens, une large majorité, ont exprimé leur aspiration à un renouvellement politique, à une politique de progrès social et de reconquête, rompant avec les diktats de Maastricht, et permettant ainsi d’ouvrir la voie à la renationalisation de l’industrie, à la reconquête de nos services publics, à la reconquête de la sécurité sociale.
Alors que 55 % de nos concitoyens, le 29 mai 2005, en votant non à la Constitution européenne, ont dit leur attachement au modèle républicain, en particulier la place des 36 000 communes, des départements et la laïcité.
En dépit de cela, le parti socialiste a fait le choix d’une candidate et d’une orientation qui, totalement prisonnières du cadre de l’Union européenne, ont semblé en réalité, tout au long de la campagne, vouloir à tout prix coïncider avec le programme de son adversaire de droite.
Il en est résulté la situation de ce 6 mai 2007.
Il est frappant de constater que l’enjeu de l’Union européenne, occulté par tous les candidats institutionnels durant la campagne resurgit dès le soir de l’élection, le nouveau président de la République déclarant : « La France est de retour dans l’Europe ». Ce à quoi l’ex-président de la Commission européenne, Romano Prodi, répond dans un message de félicitations à Sarkozy, saluant « notre travail commun en Europe ».
Nul ne saurait sous-estimer les conséquences de la situation ainsi créée.
Il est certain que la situation est lourde de menaces et de dangers pour la démocratie.
Il est certain que des conquêtes aussi fondamentales que nos services publics, que les libertés publiques, que les régimes de retraite et de sécurité sociale, que l’existence des communes, mais aussi l’indépendance des organisations syndicales, vont se trouver, dans la toute prochaine période, menacés.
Le peuple français n’a pourtant pas dit son dernier mot. Il a su dire non hier au traité constitutionnel.
Il saura, nous en sommes certains, demain, trouver les moyens de dresser contre toutes les menaces un front uni des travailleurs, des démocrates, de leurs organisations (comme en ce moment même les travailleurs d’Airbus dressent la grève unie pour les revendications et contre le plan Power 8).
Mais il est certain qu’une période politique s’achève.
L’heure est à la reconstruction.
Nous nous adressons en particulier à tous les maires qui ont soutenu la campagne de Gérard Schivardi.
Nous nous adressons aux militants socialistes, aux militants communistes, aux syndicalistes, aux militants ouvriers de toutes tendances.
Nous nous adressons aux travailleurs des villes et des campagnes, aux ouvriers, aux agriculteurs, aux viticulteurs, aux artisans et commerçants, aux jeunes, aux chômeurs, à tous ceux qui subissent les conséquences de la politique de l’Union européenne.
L’heure n’est-elle pas venue de jeter les bases d’un authentique parti ouvrier, inscrivant sur son drapeau le combat pour le socialisme et la République, dans la tradition de la lutte séculaire du mouvement ouvrier et démocratique de notre pays ?
C’est le sens de l’appel que nous avons lancé voici quinze jours, et qui est d’ores et déjà rejoint par 130 maires et militants ouvriers de toutes tendances, personnalités du mouvement démocratique et laïque.
Demain 7 mai 2007 sera publié le premier bulletin de discussion de tous ceux qui ont bien voulu, avec nous, constituer ce comité provisoire pour un parti ouvrier.
Puissent les prochaines semaines et les prochains mois voir se rassembler toutes les forces authentiquement attachées à l’idéal ouvrier, socialiste, républicain et, dans le respect de toutes les tendances et de tous les courants existant dans le mouvement ouvrier et démocratique, jeter les bases d’un authentique parti ouvrier fidèle à sa parole, fidèle au mandat du peuple, et qui soit un instrument pour l’indispensable reconquête de nos droits, de nos garanties, de nos libertés, ce qui, répétons-le, exige de s’émanciper du carcan destructeur de l’Union européenne.
Le 6 mai 2007, 20 heures
segunda-feira, maio 07, 2007
Inspiração publicitária de Domingo às tantas
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domingo, maio 06, 2007
«Resiste muito. Obedece pouco» (Henri Thoreau)
Pedagogo e intérprete da nobreza da pedagogia, o grande maestro e violinista Yehudi Menuhin salientou a importância da Cultura e da Arte no Ensino, dirigido a todos sem excepção, referindo a Escola como o lugar privilegiado para o fazer. Não se concretizando este objectivo fundamental, continua Menuhin, estaremos «a criar monstros», ou seja, pessoas insensíveis à sua própria condição humana.
Somos todos conhecedores da violência que grassa na Escola, denunciando a irresponsabilidade de quem pratica esses actos, a que se associa a ausência de valores humanistas. Na minha Escola, por exemplo, um aluno justificou candidamente que «só atirara a cabeça do colega contra a parede», quase indiferente às consequências do seu gesto brutal, de que resultou um traumatismo craniano para o seu companheiro.
A par da violência na Escola caminha a falta de exigência, com a agravante da última ser veiculada pelo próprio Ministério da Educação, cujas orientações vão no sentido do facilitismo lúdico e do recreio na sala de aula, transformando-se o professor no camarada, que sabe tanto quanto o aluno. Ao desvirtuar-se a relação Ensinar – Aprender, esquece-se a missão de um professor e o belíssimo significado da palavra «aprender», ou seja, «prender a si próprio». O que se passa com a disciplina de Português, que lecciono, é bem exemplo dessa situação. A Literatura, que é uma Arte e não um mero tipo de texto, e associada a outras expressões artísticas nos ajuda a descobrir o mistério que somos, mistério que é também a palavra-chave em toda a ciência, é agora perversamente subestimada, tendo sido ultrapassada pelos textos dos MEDIA e pelos textos normativos. De referir ainda a estratégia da cruz e do verdadeiro e falso utilizada vergonhosamente na interpretação dos textos literários e nos próprios exames. É óbvio que isto só se consegue com a cumplicidade dos professores que aceitam obedientemente estas directrizes, não as questionando sequer.
Há uma frase sublime de Henri Thoreau que me acompanha e que nos aconselha a resistir e a desobedecer. Ei-la: «Resiste muito. Obedece pouco». Esta é uma das mensagens que desejo deixar-vos, a par do texto poético de Álvaro de Campos e da história de Demógenes e do seu prato de lentilhas.
Maria do Carmo Vieira
Abril 2007
Escola Pública: Balanço de actividades

Depois de reunida a Comissão para a Defesa da Escola Pública foi possível fazer um balanço do Encontro de 14 de Abril e equacionar quais os próximos passos a dar para que esta iniciativa possa vir a ter a devida continuidade.
A todos os interessados se aconselha a visita ao blog da Escola Pública, a leitura do balanço das actividades e a divulgação desta iniciativa pelos vossos contactos, o que muito agradeço em nome da Comissão.
sábado, maio 05, 2007
Brevemente: O senhor doutor juiz... Hugo Marçal
Este processo das crianças violadas vai mesmo ficar em "águas de bacalhau".É incrível a passividade do povo português face a este escândalo da
pedofilia. Tem que se fazer justiça! Façam fwd do mail!!!!
«Hugo Marçal está em vias de ser admitido a frequentar o curso de auditor
de justiça do Centro de Estudos Judiciários. O nome do arguido no processo
de pedofilia da Casa Pia vem publicado no Diário da República de ontem,
entre centenas de candidatos a frequentar a escola que forma os juízes
portugueses. Mas ao contrário dos outros, Hugo Marçal não vai prestar
provas. Pelo facto de ser doutor em Direito - grau académico que terá obtido
em Espanha - está por lei «isento da fase escrita e oral» e tem ainda
«preferência sobre os restantes candidatos». Resultado: o advogado de Elvas
está na prática à beira de ser seleccionado para o curso que formará a
próxima geração de magistrados.
O nome de Hugo Manuel Santos Marçal surge na página 4961 do Diário da
República, 2.ª série, com o número 802, na lista de candidatos a ingressar
no CEJ. Se concluir o curso com aproveitamento e iniciar uma carreira nos
tribunais - primeiro como auditor de justiça, depois como juiz de direito -
*Marçal terá também o privilégio de não ser julgado num tribunal de primeira
instância*.»
POIS... É O PAÍS QUE TEMOS... !!!
Planos para o Futuro...
Jornais, televisão, repórteres....todos atrás da galinha.
Como conseguiu esta façanha, D. Galinha ?
Segredo de família...
E os planos para o futuro ?
Pôr um ovo de um quilo !
Então as atenções voltam-se para o galo...
Como conseguiram tal façanha, Sr. Galo ?
Segredo de família...
E os planos para o futuro ?
Partir os cornos ao avestruz !!!!
sexta-feira, maio 04, 2007
Desempregados - olha a nossa sorte!
HIPERMERCADOS - Abertura ao domingo cria 4 mil empregos
“Numa altura em que a economia portuguesa precisa de reduzir o número de desempregados, a criação de quatro mil novos postos de trabalho é um factor de peso para alterar a lei”, declarou ao Correio da Manhã Luís Vieira e Silva, presidente da APED, referindo-se ao número de pessoas que as 150 lojas nacionais de grande superfície teriam de contratar para assegurar o novo horário de funcionamento.
Em breve teremos à nossa disposição 4 mil empregos de Domingo. Já pensaram que coisa melhor para quem está completamente desempregado? E é só vantagens: os outros trabalham durante toda a semana, descansam só ao Domingo e ganham mal. Neste emprego descansa-se a semana toda e só se trabalha ao Domingo. E se formos a ver, em proporção, ganha-se melhor. Nada que dê para viver, mas o que é isso de viver? Sempre é dinheirinho que vai entrando, um trabalhinho aqui, outro ali… só é pena é ser ao Domingo, não se pode ir até ao shopping… quem vai ganhar um dinheirão com isto dos Domingos são os donos dos hipermercados.
E que se animem também os consumistas. A malta, é claro, vai ficar contente, assim já pode ir outra vez toda a família junta ao hiper passar o dia de Domingo. Compra-se coisas. Come-se hambúrgueres e pizzas. Vêem-se coisas giras que não se podem comprar. Vêem-se muitas pessoas à procura, à procura…
O Socas é que vai ficar contente, sempre vai ter uns empregos para dar ao pessoal, assim já fica um bocadinho menos mentiroso. Não há-de ele andar nas palminhas com o capital a facilitar-lhe a vida. E ao menos os portugueses assim vão passear para o hipermercado e não ficam em casa a aborrecer-se com as tramóias que a televisão está sempre a dar.
Tenho pena é de já não ter idade para esses trabalhos. Aposto que aquilo é só emprego jovem, gente para andar de patins de caixa em caixa sempre que é preciso. Ou então posso não ter hipóteses por causa daquela chatice de ser licenciada. Para estas coisas de emprego não dá jeito nenhum. Eles querem é pessoal flexível, não é licenciados.
Pronto, está bem, nem sequer vou pensar mais nisso. Mas olhem que vai haver muito quem queira.
vai flexível e não segura
Leva nos pés uns patins/…
Tão jovem – que jovem era/
O Jumbo a mantivera
e nem pagara um ordenado
/vai fodida e não segura
quinta-feira, maio 03, 2007
quarta-feira, maio 02, 2007
Manifesto do Primeiro de Maio - A favor da necessidade de interdição dos direitos políticos do cidadão José Sócrates

o manifesto que a desencadeou.
Com vista a tornar mais visível a nossa inquietação, vimos, neste dia 1º de Maio de 2007, desencadear uma cadeia de Opinião Pública, cujo objectivo primordial é o de, em vésperas da Presidência Rotativa Europeia, impedir que a mesma seja assumida pelo Senhor José Sócrates Pinto de Sousa, que já não se encontra na plena posse das qualidades éticas, políticas e de salvaguarda da dignidade nacional necessárias para o exercício de tais funções cruciais.
terça-feira, maio 01, 2007
Petição a favor da retirada responsável do Iraque

Queridos amigos,
O pesadelo do Iraque piora a cada dia. Agora ou vai ou racha: quinta-feira que vem no Egito, nós podemos virar esse jogo.
A 3 de maio, pela primeira vez, representantes dos EUA e do Iraque vão se reunir com o Irão e a Síria, junto com outras lideranças internacionais. Eles podem concordar em acabar com a guerra... ou escalar o conflito sangrento.
A Avaaz está lançando esta semana uma grande campanha de anúncios e mensagens de texto dentro do Iraque para trazer as vozes iraquianas pra essa reunião. Como cidadãos do mundo, vamos unir nossas vozes às deles para acabar com essa guerra – assine a petição pedindo uma negociação e a retirada das tropas americanas:
Essa campanha já foi apoiada por 75.000 pessoas assim como peritos internacionais. Vamos juntar uma voz massiva e unida de iraquianos e pessoas de todo o mundo para dizer aos poderes globais tomarem a decisão certa para o Iraque:
Aos trabalhadores

beleza, porém, desviamo-nos dele.
A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou
no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar
a passo de ganso para a miséria e os morticínios.
Criamos a época da produção veloz, mas nos
sentimos enclausurados dentro dela.
A máquina, que produz em grande escala,
tem provocado a escassez.
Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa
inteligência, empedernidos e cruéis.
Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que máquinas, precisamos de
humanidade; mais do que de inteligência, precisamos de
afeição e doçura!
Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo estará perdido."
(Charlie Chaplin, em discurso proferido no final do filme O grande ditador.)
Dia do Trabalhador
Que força é essa?Letra e música: Sérgio Godinho
"Sobreviventes"; 1971
construir as cidades pr'ós outros
carregar pedras, desperdiçar
muita força pra pouco dinheiro
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Muita força pra pouco dinheiro
Que força é essa [bis]
que trazes nos braços
que só te serve para obedecer
que só te manda obedecer
Que força é essa, amigo [bis]
que te põe de bem com outros
e de mal contigo
Que força é essa, amigo [bis 3]
Não me digas que não me compr'endes
quando os dias se tornam azedos
não me digas que nunca sentiste
uma força a crescer-te nos dedos
e uma raiva a nascer-te nos dentes
Não me digas que não me compr'endes
(Que força...)
(Vi-te a trabalhar...)
Que força é essa [bis]
que trazes nos braços
que só te serve para obedecer
que só te manda obedecer
Que força é essa, amigo [bis]
que te põe de bem com outros
e de mal contigo
Que força é essa, amigo [bis 10]
Saiba aqui que força é esta
(repare como ainda hoje permanece actual)




















