Mostrar mensagens com a etiqueta 25 de Abril de 1974. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 25 de Abril de 1974. Mostrar todas as mensagens

sábado, abril 25, 2009

sábado, abril 26, 2008

Um texto imperdível para a juventude compreender como chegámos onde chegámos


Uma porra pá, um autentico desastre o 25 de Abril, esta confusão pá, a malta estava sossegadinha, a bica a 15 tostões, a gasosa a sete e coroa... Tá bem, essa merda da pide pá, Tarrafais e o carágo, mas no fim de contas quem é que não colaborava, ah? Quantos bufos é que não havia nesta merda deste país, ah? Quem é que não se calava, quem é que arriscava coiro e cabelo, assim mesmo, o que se chama arriscar, ah? Meia dúzia de líricos, pá, meia dúzia de líricos que acabavam todos a fugir para o estrangeiro, pá, isto é tudo a mesma carneirada! Oh sr. guarda venha cá, á, venha ver o que isto é, é, o barulho que vai aqui, i, o neto a bater na avó, ó, deu-lhe um pontapé no cu, né filho? Tu vais conversando, conversando, que ao menos agora pode-se falar, ou já não se pode? Ou já começaste a fazer a tua revisãozinha constitucional tamanho familiar, ah? Estás desiludido com as promessas de Abril, né? As conquistas de Abril! Eram só paleio a partir do momento que tas começaram a tirar e tu ficaste quietinho, né filho? E tu fizeste como o avestruz, enfiaste a cabeça na areia, não é nada comigo, não é nada comigo, né? E os da frente que se lixem... E é por isso que a tua solução é não ver, é não ouvir, é não querer ver, é não querer entender nada, precisas de paz de consciência, não andas aqui a brincar, né filho? Precisas de ter razão, precisas de atirar as culpas para cima de alguém e atiras as culpas para os da frente, para os do 25 de Abril, para os do 28 de Setembro, para os do 11 de Março, para os do 25 de Novembro, para os do... que dia é hoje, ah?

Excerto do FMI, de José Mário Branco

sexta-feira, abril 25, 2008

Frases inspiradoras

Uma utopia é uma possibilidade que pode efectivar-se no momento em que forem removidas as circunstâncias provisórias que obstam à sua realização.
(Robert Musil)

sábado, abril 12, 2008

Armadilha ou ratoeira?

É uma TRAPalhada dos Chuchalistas!

25 de Abril com notáveis do PS a criticarem Governo (SOL)

O clima que se vive em Portugal é «escassamente propício à jubilação colectiva», diz o texto de apelo à participação no desfile do 25 de Abril


São referidos os «problemas estruturais» do país, a «insegurança» no «emprego» e defende-se o Estado Social para «aliviar a pressão» sobre os «desfavorecidos» que são, «afinal, a grossa maioria do país».

Subscrevem-no actuais dirigentes do PS, como António Costa e Alberto Martins, os históricos MárioSoares, Manuel Alegre e Ferro Rodrigues e o ministro Vieira da Silva.

(Continue a ler esta notícia na edição impressa)

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

A Malta das Cantigas

Sessão de canto livre, Coliseu dos Recreios, 1974

«Eu sei que não é fácil falar de tudo isto a esta distância, porque passou muito tempo e vocês nem sequer tinham nascido quando a parte mais empolgante desta história aconteceu. Ainda assim, eu tentei, por achar que valia a pena e por entender que, para além da qualidade mais ou menos discutível do que fizemos e cantámos, havia os valores que nos uniam e mobilizavam e que são universais e intemporais. Era um tempo em que as pessoas não valiam por aquilo que tinham e sim por aquilo que eram e pensavam, era um tempo em que não se era avaliado pelos sinais exteriores de riqueza e de poder e sim pela força dos ideais por que cada um se batia. Havia causas e sonhos, havia princípios e afectos. E eu achei que, mesmo tendo passado já tanto tempo, devia contar-vos ou recontar-vos esta história, num tempo fugaz e competitivo em que a memória parece valer cada vez menos, empobrecendo-nos assim a cidadania e a própria democracia. Talvez vocês encontrem alguém que queira ouvir esta história, de preferência ao som da música desse tempo e das vozes que lhe deram vitalidade e alegria. Zeca Afonso e a malta das cantigas talvez mereçam essa atenção e esse interesse, já que, num tempo ainda não globalizado, ajudaram, à sua maneira, a História a acontecer, com a confiança partilhada e generosa de quem canta de olhos postos num tempo melhor.»

Assim termina este pequeno livro de José Jorge Letria, Zeca Afonso e a Malta das Cantigas, da Terramar (2004), escrito em 2002. Embora tenha apenas 70 e poucas páginas e se leia rapidamente, ele é um "testemunho vivo de um tempo em que Portugal e os Portugueses viviam privados das liberdades fundamentais". José Jorge Letria não só viveu nesse tempo como foi um dos da "malta das cantigas". Aconselho vivamente a sua leitura e a sua divulgação junto das novas gerações, nas escolas e aos nossos filhos pois bem precisados estão de ouvir estas experiências que temos a responsabilidade de lhes transmitir.

sábado, janeiro 05, 2008

(Aos filhos dos pais das Associações de Pais)

MAIS UMA VIGÍLIA NA MADRUGADA DE ABRIL
ou a razão do MAP

Uma entrada silenciosa e despercebida na madrugada de Lisboa,

consciências felizes após longa vigília

(soma de tantas outras horas e vigílias).

Um grupo de mães e pais,

unido pela convicção de que a missão de educar,

transborda para além do próprio Lar.

A lembrança inevitável daquela alba de Abril,

em que outro grupo de homens (quase desconhecido)

corporizou a alma e a esperança de um povo,

um momento de viragem (soma de tantas outras vigílias):

uma das páginas mais belas da História da Liberdade,

para que os filhos do seu povo pudessem nascer e viver,

longe das trevas obscuras.

Quase três décadas após,

a consciência da impotência

de uma geração que sente

que a luz daquela aurora

ainda não cobre o porvir

dos que são a razão da sua existência,

consegue o milagre de reunir

Mães e Pais em Movimento.

Numa época de demissão

de descrença e traição

divisão e oportunismo,

quem são estas mães e pais?

A serviço de quem estão?

Loucos a clamar no deserto?

Tolos idealistas?

Ou gente à procura de projecção?

(também os há...)

Mulheres e homens

diferentes crenças,

profissões, personalidades

com defeitos e qualidades,

trazem ao de cimo

o melhor do seu íntimo,

o melhor das suas aptidões

numa invulgar solidariedade.

Mães e Pais em Movimento...

Abrindo portas e caminhos por entre doutos e políticos

que transformaram o jovem em objecto,

confinando-o ao ostracismo de uma vida sem projecto!

Mães e Pais em Movimento, cabeça erguida, peito aberto,

ousando pisar nas Catedrais do Saber,

unem-se aos que, dentro,

(somente os verdadeiros sacerdotes),

tentam reacender os archotes,

que iluminarão os caminhos do Saber e do Ser

daqueles que são a razão da sua existência...

Mães e Pais em Movimento

onde encontram tanto alento, tanto desprendimento?

Naquela alba de Abril,

ao beijar docemente os filhos adormecidos

as Mães e os Pais do Movimento,

num acto de Amor sem limites,

reafirmaram o juramento:

- A luz da longínqua aurora

há de lhes cobrir o porvir!

Mais do que mil discursos,

mais do que o hastear de bandeiras,

Abril da dignidade do Homem,

Abril do direito a sonhar,

renasce a todo momento,

quando um filho (razão de ser da existência )

sente que CIDADANIA É UM ACTO DE AMOR

Talvez seja este o segredo do alento dos Pais em Movimento...

Disto não faz notícia a Comunicação Social,

Os Partidos não arrecadam votos,

O Poder não obtém mais lucros.

Porque a Democracia (anémica)

Esqueceu a razão da sua existência...

Universina Coutinho - 22 de Abril de 2001

(Viagem de regresso da Assembleia Geral que elegeu Vítor Sarmento Presidente da CONFAP)

in site da FERLAP

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Extinguir para reinar

ENTRAR

Olá amigos

Conheço há muito tempo a Carmelinda Pereira e o seu partido, o POUS. Pois se há partido que mereça continuar a existir é o dela porque apesar de ser um pequeno partido que muitos até julgam extinto, ele tem sempre estado presente em todos os bons e os maus momentos que a democracia portuguesa tem atravessado desde que apareceu como partido ligado à IV Internacional, em 1979. Pela minha parte nunca me quis filiar em nenhum partido político mas comigo estas coisas funcionam sempre ao contrário pois quanto mais eu vejo a democracia que eu vi nascer no 25 de Abril a esvair-se, quanto eu mais vejo à minha volta as pessoas a tornarem-se apolíticas e indiferentes, mais eu sinto a urgência da união, a necessidade de não deixar fugir o que resta desse legado e a vontade de lutar por recuperar o que já se foi perdendo. Por isso vou filiar-me no POUS porque tenho seguido de perto a sua capacidade de resistência e a luta que tem desenvolvido na tentativa desesperada de unir as forças democráticas que rejeitam estas políticas destrutivas. Nunca me pediram para ser militante e sempre partilharam comigo os seus saberes procurando em diálogo encontrar caminhos que rompam com este rumo que não escolhemos e que não queremos. Por isso temos lutas idênticas numa mesma direcção. Sou pelo direito a dizer "Não ao tratado de Lisboa" e o POUS foi o primeiro partido que reclamou esse direito. Sou contra os métodos de rapinácia e guerras da globalização, como o POUS, rejeito a destruição do bem público e a sua venda aos privados, sou absolutamente contra a flexigurança e a precariedade salarial e condeno as políticas económicas neo-liberais por serem anti-sociais e elitistas. Defendo como o POUS a Escola Pública e abomino o estatuto da carreira docente e o estatuto do aluno e o modo como são dadas as Actividades de Enriquecimento Curricular e os cursos profissionalizantes que hão-de lançar fornadas de jovens no desemprego e contra o facilitismo a que chegou o ensino em Portugal. E acredito com o POUS que só em união é possível dizer: as vossa políticas não nos servem, não foi para isto que o povo votou, cumpram com o que prometeram, defendam o país em vez de o venderem à União Europeia e à Globalização, exigimos uma política verdadeiramente socialista. E também abomino o nome "tratado de Lisboa" e o facto de Portugal ainda hoje ter votado a favor da destruição de grande parte da sua própria vinha em nome da competitividade dos 27! Tal como o POUS acredito numa outra Europa, cooperante e produtiva, em vez de competitiva e destruidora como esta está a ser conduzida. E também sou pela revogação de todos os tratados que não servirem ao país. Por isso divulgo este apelo do POUS e vos peço que ajudem nesta campanha se acharem que não têm nada a perder. Que maior sinal da democracia a lei admitir que haja partidos pequenos? Como poderão a partir de agora surgir novos partidos? Que democracia é esta?
Aproveitem o Natal para meditar um pouco em tudo isto e depois façam o que a vossa consciência vos ditar.

Boas festas a todos e desejos de um Feliz Ano Novo.
Um abraço
Blog Widget by LinkWithin