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terça-feira, junho 16, 2009

Europeias/2009: que legitimidade?


Tal como se previa as eleições europeias para além de serem uma faustosa feira de vaidades e um gastar dinheiro à tripa-forra, de nada alteraram a não ser duas coisas:

A vitória e o consolidar da direita e o aumento da abstenção.

Na óptica dos iluminados de sempre se a primeira situação era esperada fruto da actual situação de crise em que vivemos, a segunda foi o desinteresse que os cidadãos têm por estas eleições.

Não é bem assim, ou melhor, não é nada disto, mais uma vez estes tipos tentam-nos atirar areia para os olhos e chamar à maioria do Povo estúpido.

Quanto a mim, a vitória da direita deve-se única e simplesmente à incapacidade desta esquerda, tão simples como isto. A esquerda ou pelo menos parte dela não foi capaz de mobilizar o Povo, dizer-lhe com honestidade e clareza as suas ideias, com propostas simples e objectivas, explicar-lhe como funciona a UE, quem decide, quem manda no quê e em quem, que papel nos cabe nas decisões, qual o caminho alternativo para esta UE que apenas serve o capitalismo e a burguesia instalada em Bruxelas, para além de tomarem decisões nas costas do povo, sempre contra ele e a favor do grande capital.

A abstenção não foi mais do que o corolário de toda a incapacidade dos partidos em dizerem-nos claramente o que pretendem. Todos eles, com raras excepções, fizeram a campanha da “caça” ao voto, dizer que a “minha galinha é melhor que a do vizinho” é a forma mais simples e ao mesmo tempo desonesta de fazer política para o Povo, pois este, ao contrário de do que muitos julgam, não é analfabeto nem parvo, muito menos estúpido e na hora e altura certas sabe dizer BASTA.

Basta de hipocrisia, de mentira, de troca-tintas, de falsos profetas, de pseudo-salvadores, de pseudo-líderes mais ou menos sabichões, etc.. A maioria do Povo da UE disse que NÃO quer esta Europa, estes líderes, estas políticas, esta economia, não quer esta gente a manobrar a seu belo prazer as suas vidas e a dos seus filhos. A maioria do Povo “disse” que a Europa dos Povos e nações independentes se faz com Ele, não nas suas costas, a Europa constrói-se com Povos Livres e independentes e não a mando de uma dúzia de tecnocratas bem falantes e anafados que vivem no mais profundo luxo em Bruxelas.

Em minha opinião foi mais uma derrota do sistema actual, deste sistema que coloca o show-off partidário em primeiro lugar em detrimento do essencial, o Povo.

# Ferroadas

in O Libertário

sábado, junho 13, 2009

70% dos portugueses sabe que Durão Barroso está na Europa a ganhar muita massa mas há sempre um mas

Imagem daqui

Os partidos têm até ao dia 27 de Abril para apresentarem as suas candidaturas, creio que as Listas serão 11 ou 12 de diversas ideologias, isto é para todos os gostos; liberais, conservadores, marxistas, marxistas-leninistas, sociais-democratas, trotskistas (mandelistas, morenistas,lambertistas), neofascistas, maoistas, e as novidades, MMS e MEP que se dizem longe dos “ismos”, pessoalmente não acredito, pois todos temos visões do mundo que se “encaixam” nas velhas ou novas ideologias (reajustamentos políticos ou filosóficos das velhas),o pensamento ideológico - político tem evoluído (alterado) lentamente, nada comparável à tecnologia e/ou ciência, andamos quase sempre à volta do mesmo; poder, integridade, justiça, direitos, desigualdade, etc…

Ao contrário do que muitos pensam, analisam ou comentam, estas eleições, mais que a primeira volta das legislativas, são a eleição do futuro governo português. Os eleitores irão às urnas em força mostrar contentamento, descontentamento, revolta, protesto ou raiva (voto nulo/branco).

99% dos eleitores nacionais não sabem as competências do Parlamento Europeu – ver em http://www.dip-badajoz.es/eurolocal/pttxt/eu/origenes/parlamento.htm - 70% sabe que Durão Barroso está na Europa a ganhar muita massa, mas não fazem ideia do que é o Presidente da Comissão Europeia, ou sabendo não ligam ao seu papel na UE.

Os eleitores não sabem e estão pouco importados em saber que a 07 de Junho elegerão 22 eurodeputados para um Parlamento de mais de 700.

Os eleitores, a maioria, não sabe que são 27 países os constituintes da actual União Europeia, e pensam que todos utilizam o euro como a moeda nos seus países.

Os portugueses estão preocupados com o desemprego, com a miserável justiça (Casa Pia, Freeport), com a fraca saúde e cara no SNS, o preço dos medicamentos, os problemas na escola, o assalto à ourivesaria vizinha ou os “mafiosos” autarcas de Felgueiras, Oeiras, Braga ou Gondomar. É vontade deles votarem na Europa a pensar em Portugal.


in Rádio Vizela

segunda-feira, maio 25, 2009

Por que apoio a lista do POUS...


Começa hoje oficialmente o período de campanha eleitoral das listas candidatas às Eleições para o Parlamento Europeu.

Julgo ser esta boa altura de afirmar perante todos os que aqui vêm que a autora deste blogue apoia a Lista do POUS.

Em primeiro lugar porque é uma lista que se candidata com o objectivo de usar os meios à sua disposição para continuar a desenvolver a sua campanha a favor da proibição dos despedimentos;

Em segundo lugar porque um partido organizado como é o Partido Operário de Unidade Socialista (secção portuguesa da IVª. Internacional), não hesitou em integrar na sua lista candidatos que não sendo militantes do POUS, partilham no essencial do mesmo entendimento, dando assim voz à RUE (Comissão Nacional pela Ruptura com a União Europeia).

A ruptura com as instituições da União Europeia impõe-se por nunca o povo português ter sido consultado em nenhum momento, desde a adesão à CEE à assinatura do Tratado de Lisboa.

Entretanto abrem-se as televisões, ligam-se os rádios e nunca se ouviu tanto falar da União Europeia. Apressadamente procura-se fingir que um verdadeiro debate está a ser posto em prática, mas os mais atentos hão-de se aperceber que a Democracia não passa também ela cada vez mais de uma fachada: todos os dias os grandes partidos têm oportunidade de desenvolver a sua campanha, por todos os meios que lhes são facultados. Neste momento cada cabeça-de-lista dos cinco maiores partidos tem sempre disponibilizado um jornalista que lhe segue todos os passos. Os telejornais mostram as suas incursões por feiras e passeios pelo país; os debates para eles sucedem-se e até o forum TSF a partir de hoje os tem ao dispor para responderem às perguntas dos portugueses.

Pergunto: que equidade há nesta campanha eleitoral? Que igualdade de oportunidades têm os candidatos dos chamados "pequenos partidos"? -- já para não falar da desigualdade dos financiamentos para a campanha. Mesmo assim, e apesar dessa desigualdade na forma de tratamento da informação de uns e outros, vale a pena que outros projectos se façam ouvir, por todos os meios. Se não têm direito a um Prós e Contras exclusivo para dar expressão às ideias e aos programas dos "pequenos partidos", que usem então os tempos de antena que lhes são atribuídos por lei e que saiam para a rua a comunicar directamente com as pessoas.

O POUS é um "pequeno partido" mas é um partido que tem propostas bem definidas para alterar as políticas económicas, sociais e culturais decorrentes do sistema capitalista. É um partido que propõe outro sistema e que afirma perentoriamente que sem a ruptura com a União Europeia não há forma de pôr em prática uma acção conducente a um sistema verdadeiramente socialista. Isto que temos como governo não é socialismo, é apenas uma nuance neoliberal que não faz senão colocar em prática as políticas de inspiração capitalista da era da globalização.

Mais que não seja é uma forma de dar livre expressão a uma verdadeira alternativa ao sistema capitalista que todos os grandes partidos procuram por todos os meios desenvolver ou segurar.


quarta-feira, maio 13, 2009

Obrigada Fátima Campos Ferreira...

... que me deste a conhecer a lista do POUS!

Arteyetc


Não à União Europeia / Proibição dos despedimentos


Seja qual for o entendimento sobre a saída política, económica e social que cada um perspective para construir um mundo de paz, de desenvolvimento e de liberdade – a proibição de todo e qualquer despedimento torna-se uma exigência inquestionável.

Consideramos que a resposta positiva a esta exigência coloca a necessidade de um Governo que adopte um programa de reactivação de todos os sectores de produção, indústria, agricultura e pescas, renacionalizando os bancos e todos os outros sectores estratégicos da economia. Um tal programa, além de necessitar o empenhamento e a esperança da população trabalhadora, exigirá a procura de cooperação com os outros povos, colocando na ordem do dia a ruptura com a União Europeia e a construção das bases de uma União Livre das Nações Soberanas de toda a Europa.

Em consonância com este entendimento, apoiamos as decisões tomadas por dirigentes e militantes sindicais de várias tendências do movimento operário, pertencentes a 21 países da Europa e que, a 7 e 8 de Fevereiro passado, reunidos numa Conferência em Paris, dirigiram a todos os seus colegas o seguinte apelo:

«Unamo-nos para levantar, em cada um dos nossos países, a exigência de proibição dos despedimentos, a exigência de trabalho para todos, e para fazer dela o eixo central da unidade dos trabalhadores e das suas organizações.

Unamo-nos para exigir a restituição das centenas de biliões de euros concedidas aos banqueiros, aos especuladores e aos capitalistas, para os canalizar para as nossas escolas, as nossas universidades, os nossos hospitais e restantes serviços públicos.

Unamo-nos para a realização da palavra de ordem “a trabalho igual, salário igual” – segundo as normas em vigor em cada local de trabalho – e, portanto, para a revogação das directivas de flexibilização e de desregulamentação do mercado de trabalho, impondo o restabelecimento do respeito pelos contratos colectivos e os estatutos dos funcionários públicos dos nossos países.

Isto é urgente, se queremos garantir o futuro das novas gerações.

É nesta direcção que – face à falência da União Europeia – os trabalhadores dos nossos países, com as suas organizações, conseguirão dar um passo decisivo na via de uma verdadeira e livre colaboração entre os povos, de uma união livre dos trabalhadores, dos povos e das nações livres da Europa.»

Portanto não estamos sozinhos, uma vez que a nossa acção em Portugal faz parte da intervenção, sobre o mesmo eixo, de milhares de militantes que querem ajudar a criar as bases de uma Europa dos trabalhadores, das populações e da democracia.

Com base nesta compreensão comum, procuramos utilizar os meios democráticos ao nosso alcance para ajudar a desenvolver uma campanha política para impor ao Governo a proibição de todos os despedimentos, campanha que deverá unir todas as organizações de trabalhadores e todos os militantes, independentemente das perspectivas que possam ter sobre a saída positiva para Portugal e para o resto do mundo.

Para ajudar a desenvolver e a reforçar esta campanha – em ligação com as mobilizações, no mesmo sentido, realizadas nos outros países europeus – o POUS e a RUE decidiram apresentar uma lista nas eleições de 7 de Junho de 2009 para o Parlamento Europeu.

pous_rue1

http://rueportugal.wordpress.com/2009/04/22/declaracao-eleitoral-pousrue/

terça-feira, maio 12, 2009

Prós e Prós

A Fátima Campos Ferreira é uma trabalhadora que não está abrangida pelas novas regras que regem a avaliação da função pública. No entanto ela é funcionária de um serviço público da televisão. Mas a ela basta-lhe fazer uma auto-avaliação dizendo aos telespectadores o quão grande era o desafio daquele difícil programa com treze candidatos e como ela própria conseguiu ultrapassar esse objectivo com sucesso, tendo o programa afinal chegado a bom termo.

Mas nós, que vimos o programa sentimos que ali as regras não foram justas e que a Fátima dera as cartas marcadas. Houve ali gente a quem impôs disciplina mesmo antes de começar a falar e houve outra gente que teve o direito à vozearia, e ao diálogo com privilégios de imagem em detaque lado a lado, como uma bela competição entre candidatos. O formato já estava pensado.

Afinal de contas o programa Prós e Contras não é propriamente um exemplo de democracia: aquilo ali é o quintal da Fátima, é ela que põe e dispõe. E ora se interessa mais ora se interessa menos pelos assuntos e por lhes dar continuidade ou não. Um programa de informação pode pois hoje em dia ter esta liberdade na aplicação de critérios para os quais há sempre uma Fátima disposta a executar. E se executa não precisa de mais avaliação. O programa é anti-democrático. Também ela!

Uns participantes tiveram as deixas todas; outros tiveram que se despachar, porque a Fátima tinha pressa de ouvir estes para ouvir os outros, os que diziam coisas que ela queria deixar passar. Paulo Rangel teve todo o tempo para estender o seu guardanapo, foi o que mais falou; Vital Moreira esmifrava-se a procurar coisas para dizer, não tendo nada para dizer e tanto tempo para falar. Já os partidos menos radicais tiveram tempo para trocar em miúdos a sua falta de conteúdos programáticos: Laurinda Alves com a Europa do toma lá dá cá estamos todos no abismo cor-de-rosa, me dá um dinheiro aí que eu também vou… o MMS tão fraco de intenção. O PPM não se sentiu à vontade com tão curtos tempos de intervenção. Precisava de mais tempo para explicar como pode uma monarquia vir resolver os problemas da União Europeia, sendo o seu rei apenas uma figura decorativa.

O Nuno Melo falou o mais que pôde alegando a sua rouquidão não o deixar competir com o Vital que o interrompia sempre que podia.

O Miguel Portas safou-se, saiu-se bem na oposição que fez ao modo de governação generalizado. Mas estando dentro da União Europeia como executar essas políticas? Como as compatibilizar aceitando as leis da União Europeia que se colocam acima das nossas? Mesmo que haja um governo a querer impor uma lei que proíba os despedimentos, terá uma directiva por cima a liberalizá-lo e um código do trabalho a jeito que permita despedir sem justa causa. A Ilda Figueiredo a mesma coisa: conseguiu dizer quase tudo que levava para dizer, de forma esquematizada, por pontos; mas no fim mostrou o trabalho de casa feito na União Europeia, como estando a trabalhar em coisas muito importantes. Só que ela e o Miguel estão lá e a UE continua a praticar as mesmas políticas sem que se veja por cá o seu efeito.

O Partido da Terra, um nítido projecto de um partido europeu espalhando os seus tentáculos, o Libertas, com os dinheiros estrangeiros para colocar no Parlamento Europeu um grupo de deputados dos partidos de cada país ligado ao Libertas. Que defenderão eles lá em conjunto quando for o país de cada um que estiver em causa? E o PS e o PSD não têm eles também já lá os seus partidos europeus?


Ainda está para se ver os resultados, mas seja como for cada vez mais todos concordam em fazer as coisa por cima da nossa cabeça, a partir de órgãos de decisão política que estão lá na União Europeia, em Estrasburgo, e que nem sequer sabemos ao certo o que eles por lá dizem nas discussões. A União Europeia é assim uma espécie de cabecilha, com decisões que emanam de cima, de uns que não foram eleitos mas nomeados e de mais uns quantos cérebros em quem votamos para lá irem receber instruções para vir pôr em prática. E mesmo as nossas organizações sindicais não passam de marionetas na mão de uma concertação que se passa na Europa ao nível da CES (Confederação Europeia de Sindicatos) e cada vez menos perto dos trabalhadores com os seus sindicatos.

Os mais extremistas: um PNR xenófobo com as ideias no lugar quanto à farsa que é a União Europeia; o POUS que é o único que está ali para lançar uma campanha que exija a proibição dos despedimentos e que diz que para isso poder acontecer é preciso romper com as leis dos tratados da União Europeia, pelo que só com a ruptura com a União Europeia se torna possível.

O POUS foi especialmente desprezado pela Fátima. Sempre que a Carmelinda Pereira ia acabar de completar uma ideia ela interrompia e apressava. Já não é a primeira vez que vemos a Fátima a tirar as conclusões em vez de deixar falar. Como quem diz: já percebi onde queres chegar mas não é por aí que eu quero que o programa vá.

Resta saber se à Fátima Campos Ferreira basta fazer a sua auto-avaliação ou se tem que prestar contas a alguém ou seja, se os objectivos já vêm traçados de cima ou se saem da sua cabeça.: tens que deixar o bloco central falar o mais possível: esses é que são os defensores da UE; deixas falar um bocadinho aos que disserem que querem a UE, mas aqueles que a põem em causa é a despachar, são pequenos, ninguém vai notar que falaram menos, falaram de um modo proporcional ao seu tamanho. O actual estado da democracia permite estas coisas à Fátima Campos Ferreira. Uns são partidos maiores, falam mais, têm mais programas para falar; os partidos mais pequenos, falam menos. E pouco de cada vez para não poderem relacionar as coisas e denunciar o que é a União Europeia, que espécie de interesses serve, defende e perpectua, a avaliar até pela forma como gera e responde à crise.

No final a Fátima Campos Ferreira disse que o importante era ir votar. The show must go on.

Não gostei mesmo nada do programa, aliás não esperava outra coisa. O Prós e Contras sempre foi um programa anti-democrático, não é novidade para mim. Por isso todos lhe chamam na rua o Prós e Prós.

sexta-feira, maio 08, 2009

Debate POUS/RUE: «As instituições da União Europeia»

SUBSCREVA AQUI O APELO EXIGINDO AO GOVERNO A PROIBIÇÃO DOS DESPEDIMENTOS

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DEBATE sobre as instituições da União Europeia

8 de Maio (6ª feira), às 21 horas

Sede do POUS

Rua de Santo António da Glória, nº 52 B, cave C, Lisboa

Convite

Conhecer quais são as Instituições da União Europeia, as respectivas funções, o seu carácter – bem como o contexto histórico dos Tratados que a justificam e a fundaram – constitui a primeira condição para se poder opinar sobre as seguintes questões:


- Que políticas são necessárias para que possa ser lançado um verdadeiro Plano de reconstrução da economia portuguesa?
- Como pôr termo à catástrofe social que não pára de se aprofundar, provocada pela onda de despedimentos massivos e diários?
- Será possível mudar de política dentro da União Europeia?

Há uma lei da História que deveremos lembrar: Em democracia, por mais difícil que seja a situação, é sempre possível encontrar uma saída positiva.
Então, utilizando as margens de liberdade e de democracia que ainda possuímos, discutamos sobre os caminhos que é necessário abrir, para defender os direitos democráticos que ainda temos – aprofundando-os –, para defender o trabalho e o pão para todos os portugueses.


Com este objectivo, convidamo-la(o) a participar numa discussão sobre as Instituições da União Europeia.


Traga outra(o) amiga(o) também!

DAQUI

sábado, maio 02, 2009

Os pequenos partidos sobre o 1º de Maio e os direitos dos trabalhadores

Imagem daqui

«O 1º de Maio e os direitos dos trabalhadores» visto pelos pequenos partidos no blogue AVENTAR:


POUS: http://aventar.eu/2009/05/01/o-1%C2%BA-de-maio-e-os-direitos-dos-trabalhadores-visto-pelo-pous/

PCTP/MRPPhttp://aventar.eu/2009/05/01/o-1%C2%BA-de-maio-e-os-direitos-dos-trabalhadores-visto-pelo-pctpmrpp/

PND (Partido Nova Democracia): http://aventar.eu/2009/05/01/o-1%C2%BA-de-maio-e-os-direitos-dos-trabalhadores-visto-pelo-pnd/



quarta-feira, abril 29, 2009

Parlamento Europeu: se a lei da Criação e Internet foi chumbada, a solução é votá-la outra vez até passar

(Imagem daqui: clique para ler)

LEIA NOTÍCIA AQUI

URGENTE:

VOTAÇAO NO PARLAMENTO EUROPEU NO DIA 5 DE MAIO DE 2009

Não deixe que o parlamento europeu lhe feche a internet... não haverá volta atrás!

Aja agora!

O acesso à internet não é condicional

Todos os que têm um site, blog bem como todos aqueles que usam o Google ou o Skype, todos aqueles que gostam de expressar as suas opiniões livremente, investigarem do modo que entendem seja para questões pessoais, profissionais ou académicas, todos os que fazem compras online, fazem amigos online, ouvem música ou vêm videos...

Milhões de europeus dependem da internet quer seja directa ou indirectamente no seu estilo de vida. Tirá-la, limitá-la, restringi-la ou condicioná-la, terá um impacto directo naquilo que fazemos. E se um pequeno negócio depender da internet para sobreviver, torná-la inacessível
num período de crise como o que vivemos não pode ser bom.

Pois a internet que conhecemos está em vias de extinção através das novas regras que a União Europeia quer propôr no final de Abril. Segundo estas leis, os provedores de serviço, ou seja as empresas que nos fornecem a internet, PT, Zon, Clix entre muitas outras, vão poder legalmente limitar o número de websites que visitamos, além de nos poderem limitar o uso ou subscrição de quaisquer serviços que queiramos de algum site.

As pessoas passarão a ter uma espécie pacotes de internet parecidos com os da actual televisão. Será publicitada com muitos "novos serviços" mas estes serão exclusivamente controlados pelo fornecedor de internet, e com opções de acesso a sites altamente restringidas.

Isto significa que a internet sera empacotada e a sua capacidade de aceder e colocar conteúdo será severamente restringida. Criará pacotes de acessibilidade na internet, que não se adequam ao uso actual que damos à internet hoje.

A razão é simples...

Hoje a internet permite trocas entre pessoas que não são controladas ou promovidas pelo intermediário (o estado ou uma grande empresa), e esta situação melhora de facto a vida das pessoas mas força as grandes corporações a perderem poder, controle e lucros. E é por isso que estas empresas forçam os políticos "amigos" a agirem perante esta situação.

A desculpa é a pirataria de filmes e música, mas as verdadeiras vítimas seremos todos nós, a democracia e a independência cultural e informativa do cidadão.

Recentemente, vieram com a ideia que a pirataria de vídeos e música promove o terrorismo
(http://diario.iol.pt/tecnologia/mapinet-internet-pirataria-terrorismo-crime-tvi24/1058509-4069.html)
para que seja impensável ao cidadão comum não estar de acordo com as novas regras...

Pense no modo como usa a internet! Que significaria caso a sua liberdade de escolha lhe fosse retirada?

Hoje em dia, a internet é sobre a vida e liberdade. É sobre fazer compras online, reservar bilhetes de cinema, férias, aprendermos coisas novas, procurar emprego, acedermos ao nosso banco e fazermos comércio.

Mas é também sobre coisas divertidas como namorar, conversar, convidar amigos, ouvir música, ver humor, ou mesmo ter uma segunda vida.

Ela ajuda-nos a expressarmo-nos, inovarmos, colaborarmos, partilharmos, ajuda-nos a ter novas ideias e a prosperar... tudo sem a ajuda de
intermediários.

Mas com estas novas regras, os fornecedores de internet escolherão onde faremos tudo isso, se é que nos deixarão fazer.

Caso os sites que visitamos, ou que nós criámos não estejam incluídos nesses pacotes oferecidos por estas empresas, ninguém os poderá encontrar.

Se somos donos de um site ou de um blog e não formos ricos ou tivermos amigos poderosos, teremos de fechar.

Só os grandes prevalecerão, com a desculpa de que os pequenos não geram tráfego suficiente para justificar serem incluídos no pacote.

Continuaremos a ter a Amazon, a Fnac ou o site das finanças, mas poucos mais.

Os telefonemas gratuitos pela internet decerto que acabarão ( como já se passa nalguns países da Europa) e os pequenos negócios e grupos de discussão desaparecerão, sobretudo aqueles que mais interessam, os que podem e querem partilhar a sua sabedoria gratuitamente com o mundo.

Se nada fizermos perderemos quase de certeza a nossa liberdade e uso livre da internet.

A proposta no Parlamento Europeu arrisca o nosso futuro porque está prestes a tornar-se lei, uma lei quase impossível de reverter.

Muitas pessoas, incluíndo deputados do Parlamento Europeu que a vão votar positivamente, não fazem a menor ideia do que isto pode querer dizer, nem se apercebem das implicações brutais que estas regras terão na economia, sociedade e liberdade. Estas medidas vêm embrulhadas numa coisa chamada "Pacote das Telecom?s" disfarçando estas leis de algo que apenas é relativo à indústria das telecomunicações.

Mas na verdade, tudo não passa de regras sobre o uso futuro da internet. A liberdade está a ser riscada do mapa.

Nestas leis propostas, estão incluídas regras que obrigam as Telecoms a informaram os cidadãos das condições em que o acesso à internet é fornecido. Parece ser uma coisa boa, em nome da transparência, mas não passa de uma diversão para poderem afirmar que podem limitar o nosso acesso à liberdade na internet, apenas terão é que informar-nos disso.

O futuro da internet está em jogo e precisamos de agir já para o salvar.

Diga ao Parlamento Europeu que não quer que estas alterações sejam votadas.

Lembre-os que as eleições europeias são em Junho e que a internet ainda nos dá alguma liberdade para que possamos observar e julgar os seus actos no Parlamento.

Saiba que não está sozinho(a) nesta luta... Enquanto lê isto, centenas e centenas de outras organizações estão a trabalhar para que esta mensagem chegue a quem de direito. Milhares de pessoas estão também a contactar os seus deputados neste sentido. Ajude-se a si mesmo, colabore e faça o que pode por esta causa...

A internet é tão sua como deles...

Divulgue esta mensagem o mais que possa...

Pode também escrever aos seus deputados...

ou
Para mais informações sobre a lei:

quarta-feira, abril 22, 2009

«a culpa é dos partidos, pá, essa merda dos partidos é que divide a malta...» (FMI)


O Parlamento Europeu diz a cada cidadão que “a escolha é sua”. Aparentemente, dois terços dos europeus escolhem… abster-se, nas eleições europeias de Junho.

O eurobarómetro sobre a previsão de participação foi publicado oficialmente esta quarta-feira. Desde o início da semana que se conheciam alguns dos resultados saídos deste inquérito europeu. Assim, a abstenção poderá atingir os 66% – o valor mais alto desde as primeiras eleições europeias, realizadas em 1979.

A maioria dos inquiridos afirma não ter qualquer interesse nas eleições europeias e considera que o seu voto não muda nada. A culpa, diz o eurodeputado francês Alain Lamassoure, é do posicionamento dos partidos a nível nacional: “Os partidos políticos têm tendência a levar as eleições europeias para o campo dos interesses nacionais e a formar listas em função da solução dos problemas internos, em vez de compreenderem que se trata de eleger as pessoas que os vão representa no Parlamento Europeu nos próximos cinco anos.”

A maioria dos inquiridos afirma ainda que o Parlamento Europeu não se ocupa do quotidiano dos cidadãos. Para o politólogo Pascal Delwit, algo não bate certo: “É um paradoxo. Hoje votamos para representantes de uma instituição que é mais forte do que era há 30 anos, mas ao mesmo tempo, os cidadãos não sentem isso e, portanto, não se empenham.”

Os polacos são os menos empenhados: apenas 17% tenciona ir às urnas. Depois da Áustria e do Reino Unido, Portugal surge no quarto lugar: apenas 24% dos portugueses tenciona ir votar, no próximo dia 7 de Junho.

E mesmo se a crise e as suas consequências são as principais preocupações dos europeus, apenas um terço dos inquiridos diz ter visto, lido ou ouvido falar de medidas tomadas pelas instituições europeias para fazer face à crise ou ao desemprego, por exemplo.

Eleições Europeias 2009 Cobertura Especial Euronews

(consultem o SITE)

Leiam este artigo sobre a abstenção!

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