"Todo indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e idéias por qualquer meio de expressão."
Veja aquia demonstração Quercus das fraldas reutilizáveis
(preços entre os 20 e os 30 euros a unidade)
«Alertar para as virtudes das fraldas reutilizáveis e para as desvantagens das descartáveis é o objectivo da campanha nacional lançada pela Quercus. Em 2008 foram parar ao aterro e à incineração 200 mil toneladas de fraldas, ou seja, 5,17% dos resíduos sólidos urbanos produzidos no país.» Público.
Este vídeo mostra os problemas sociais e ambientais criados como consequência do nosso hábito consumista, apresenta os problemas deste sistema e mostra como podemos revertê-lo, porque não foi sempre assim.
Dublagem: Nina Garcia
Baixem em melhor qualidade aqui: http://www.sununga.com.br/HDC/index.p...
Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económicos (OCDE)
Foi divulgado hoje o Relatório da OCDE sobre a avaliação de desempenho docente. As conclusões deixam mal a ministra da educação. O relatório da OCDE critica a associação entre os resultados dos alunos e a avaliação de desempenho dos docentes bem como a avaliação feita por pares com consequências na progressão da carreira. Ora, essas são as duas características centrais do modelo imposto pelo decreto regulamentar 2/2008 e que mais contestação provocaram entre os professores. O decreto regulamentar 1-A/2009, que impôs o versão simplex, também não sai incólume do estudo da OCDE, uma vez que o relatório manifesta uma clara oposição a que a avaliação de desempenho de tipo quantitativo e com consequências para a progressão na carreira seja feita pelos directores e colegas a quem foram atribuídas funções de avaliação.
Nas recomendações, o Relatório da OCDE aponta parta a necessidade de haver uma avaliação de tipo qualitativo e meramente formativa, feita pelos directores, e uma avaliação com incidência na progressão na carreira docente, feita por elementos exteriores à escola e sem qualquer relação funcional com os docentes avaliados. A OCDE aconselha que os avaliadores externos sejam especialistas certificados em avaliação de desempenho e que adoptem critérios uniformes para todas as escolas do país.
A FNE reagiu ao Relatório da OCDE pela voz de João Dias da Silva, que afirmou o total isolamento da ministra da educação e a necessidade de construir um novo modelo que não padeça dos males apontados no estudo da OCDE. João Dias da Silva acrescentou que, em matéria de avaliação de desempenho, foram dois anos completamente perdidos graças à teimosia da ministra da educação.
Interrogada pelos jornalistas à saída da sessão de apresentação do Relatório da OCDE, a ministra limitou-se a afirmar que não era tempo de tomar decisões. Entretanto, a Fne emitiu comunicadoonde dá conta de que as críticas e recomendações constantes do Relatório da OCDE vêm ao encontro de elementos da proposta da Fne, nomeadamente a defesa da distinção entre a avaliação formativa, para melhoria das práticas, e a avaliação sumativa externa, para progressão na carreira. A Fenprof ainda não reagiu ao Relatório da OCDE.
Os critérios de correcção das provas emanam do GAVE, organismo que recruta as pessoas anonimamante, numa base de pseudo-sigilo, mas que responde a critérios partidários seguramente.
Esta gente, que é responsável por tais critérios de correcção tem uma estranha forma de desenhar e impor as suas concepções retrógadas a todos os profs.
Não apenas aos correctores, como também, por tabela, a todos os outros, que vão estar atentos a isso, naturalmente e vão usar as mesmas normas nas suas avaliações internas.
Isto significa que se instalou uma tecnico-burocracia obscurantista, totalitária sob pretexto de eficiência e de rigor.
Nega-se totalmente a liberdade de ensinar e de aprender, reduzindo a escola a uma entidade de certificação de que está conforme com o modelo absoluto: formata-se o tipo de questão, formata-se o tipo de resposta, formata-se o professor, formata-se o aluno.
Isto é pavoroso!!! É um pesadelo orwelliano!!! E ninguém reage, o que ainda o adensa mais!!!
Não somos propriamente o casal de velhinhos que vê partir os filhos à sua vida. Mas experienciamos uma espécie de ensaio geral, na sensação de vê-los partir para terem os seus momentos de felicidade longe da nossa vista (mas não do coração). Hoje lá foram na camioneta, rumo à aventura. Se tudo correr bem vão adorar e vai fazer-lhes bem ao crescimento. As dores de crescimento são reais, quer elas doam nos ossos ou na saudade. Mas aposto que quem sente mais essa nostalgia é quem fica. Quem parte vai sempre ao encontro da novidade. Quem fica... fica à espera de que seja o outro que partiu a trazer a novidade. O melhor que tem a fazer é lançar mãos à obra e aproveitar o tempo mais desocupado para meter mãos à obra. É o que eu chamo ficar colada à casa!
A partir de hoje este blogue vai partir para férias, o que não quer dizer que a sua autora o faça, já que na vida real vai mesmo fazer obras na casa e, para tal começar a encaixotar de tal maneira que esperemos que a mudança não se venha a reflectir no seu perfeito juízo. Aproveito os momentos de fraqueza para colocar por aqui de vez em quando um video e vos ir visitar aos vossos blogues.
Boas férias para todos os que estão de férias! Boa vida para todos que ainda estejam a trabalhar! Boa luta para os que estão desempregados ou falidos!
Devoro o texto do papel amarelado, a caligrafia rápida e por vezes corrigida causa-me algumas dificuldades, bem como a falta de visão para ler que me começa a atormentar. É um papel no meio de outros papéis soltos, não numerados nem precisamente datados, um molho deles que encontrei no chão atrás do sofá no dia fatídico em que fui lá a casa. Os outros papéis teus continuam de acesso vedado, algures no meio de uma confusão reinante. Dizem-me que têm coisas íntimas que a mais ninguém interessa e eu tenho pena que se vão deteriorando e baralhando ainda mais no meio do caos.
Mas este consegui recuperar quase por inteiro e por isso te recordo aqui através dele, no dia do teu aniversário, apesar de quase de certeza ter sido escrito numa fase longínqua ao meu nascimento:
«Abril 3-3ª
Subindo o Chiado, às 2 horas da noite páro junto à montra da livraria Portugália e acendo um cigarro. A rua está deserta, silenciosa e um pouco escura apesar dos candeeiros de iluminação pública. Continuo a caminhar! Reparo num vulto que acabou de dobrar a esquina da rua Garrett e se aproxima na minha direcção, impreciso ainda, oscilante, aos tombos. A distância diminui. Vejo que se trata de um bêbado. O homem está esfarrapado, apresenta um aspecto miserável e faz milagres de equilíbrio para se manter em pé. Quando passa ao meu lado percebe que eu vou a fumar, aproxima-se e pede-me lume. Estendo-lhe o meu cigarro aceso e ele segura nos lábios uma ponta de cigarro tão pequena que eu tenho medo de queimá-lo. Depois de alguns esforços, o homem consegue puxar uma fumaça, fita-me com os olhos embaciados e resmunga um obrigado. Vou para me afastar mas o bêbado segura-me por um braço. Fico à espera, um pouco surpreendido. Então ele aproxima o rosto do meu rosto e pergunta baixinho:
-- Sabe quem eu sou?
Penso que me vai contar uma história de opulência antiga, recordar tempos melhores e sinto vontade de me ir embora; Mas ao lidar com bêbados, a seguir nunca se sabe o que vai acontecer e acho melhor responder à pergunta:
-- Não, não sei...
O homem emite um risinho de triunfo, mede-me de alto a baixo e grita:
-- SOU EU MESMO!
Afasta-se aos tombos. E eu fico a pensar na força moral desta estranha criatura que nem na miséria renuncia à sua própria personalidade!»
As 10 frases mais polémicas de Marinho Pinto (Bastonário da Ordem dos Advogadosde Portugal)
"Há pessoas que ocupam cargos de relevo no Estado português que
cometem crimes impunemente." DN, 27 Janeiro 2008
"Um dos locais onde se violam mais os direitos dos cidadãos em
Portugal, é nos tribunais."
SIC Notícias, 27 Junho 2008
"98% dos polícias à noite estão nas suas casa. É preciso haver
polícias na rua à noite, fardados."
Público, 27 Junho 2008
"Há centenas ou milhares de pessoas presas [em Portugal] por terem
sido mal defendidas."
Público, 27 Junho 2008
"Vale tudo, seja quem for que lá esteja, desde magistrados a outros
juristas, não se pode falar em justiça desportiva, mas em prevalência
manifesta de interesses e de poderes."
RTP, 08 Julho 2008
"Alguns magistrados pautam-se nos tribunais portugueses como os
agentes da PIDE se comportavam nos últimos tempos do Estado Novo."
RTP, 10 Julho 2008
"Estão-se a descobrir podres que eram inimagináveis há meia dúzia de meses. E não é por efeito da crise. É por efeito da lógica do próprio
sistema. Parece que o sistema financeiro só funciona com um pé do lado de lá da legalidade."
JN, 28 Dezembro 2008
"Uma senhora que furtou um pó de arroz num supermecado foi detida e julgada. Furtar ou desviar centenas de milhões de euros de um banco ainda se vai ver se é crime."
JN, 28 Dezembro 2008
"Pelos vistos, nenhum banco pode ir à falência."
Público, 30 Dez 2008
Num país anestesiado como o nosso, onde criminosos, corruptos e corruptores, políticos e doutores, ricos e poderosos estão tão bem defendidos por leis feitas à sua medida, quase nada nos indigna ou choca por muito tempo e, depois de deixar de ser notícia, até é esquecido.
Portanto, as 10 frases mais polémicas de Marinho Pinto agitaram as águas turvas durante uns dias, salpicaram uns limpinhos (?), ofenderam outros, mas depois voltou tudo ao mesmo. Ghandi conseguia manter-se limpo e não se ofender. Era uma excepção! Como dizia o Pitigrili, "salvo o leitor e eu, são todos uns filhos da puta".
Nos Sub-imundo Mundo Sub-humano
Aos Montes, Sob As Pontes, Sob o Sol
Sem Ar, Sem Horizonte, no Infortúnio
Sem Luz no Fim Do Túnel, Sem Farol
Sem-terra Se Transformam em Sem-teto
Pivetes Logo Se Tornam Pixotes
Meninas, Mini-xotas, Mini-putas, De Pequeninas Tetas Nos Decotes
Quem Vai Pagar a Conta? Quem Vai Lavar a Cruz?
O Último a Sair Do Breu, Acende a Luz
No Topo Da Pirâmide, Tirânica
Estúpida, Tapada Minoria
Cultiva Viva Como a Uma Flor
A Vespa Vesga Da Mesquinharia
Na Civilização Eis a Barbárie
É a Penúria Que Se Pronuncia
Com Sua Boca Oca, Sua Cárie
Ou Sua Raiva e Sua Revelia
Quem Vai Pagar a Conta? Quem Vai Lavar a Cruz?
O Último a Sair Do Breu, Acende a Luz
O Que Prometeu Não Cumpriu
O Fogo Apagou, a Luz Extinguiu.
«Nos aniversários dão-se parabéns e prendas. O sujeito fez anos. Anos àfrente de um governo que se tem encarniçado a destruir a Escola Pública.
Talvez preferisse um fatito Hugo Boss, mas dou-lhe tão só uma caixinha de recordações, embrulhada em papel negro de desdita.
Recordo-lhe que em 4 anos de actividade produziu diplomas que envergonham aquisições mínimas do nosso sistema de ensino. O estatuto da carreira docente, a avaliação do desempenho dos professores, a gestão das escolas e o estatuto do aluno são apenas as pérolas. Mas a lista alonga.
Recordo-lhe que a coberto de uma rede propagandística que tornaria Goeebels num aprendiz, cortou, vergou, denegriu e fechou como um obcecado pelo extermínio. Recordo-lhe que desertificou meticulosamente o interior.
Recordo-lhe que congelou salários, burocratizou até ao insuportável e escravizou com trabalho inútil.
Recordo-lhe que manipulou estatísticas, mentiu e abandalhou o ensino, na ânsia de diminuir o insucesso a qualquer preço.
Recordo-lhe que chamou profissional a uma espécie de ensino cuja missão era reter na escola, de qualquer jeito, os jovens que a abandonavam precocemente.
Recordo-lhe que abandonou centenas de alunos com necessidades educativas especiais.
Recordo-lhe que contratou crianças para promover produtos inúteis e aliciou pais com a mistificação da escola a tempo inteiro.
Recordo-lhe que foi desumano com professores nas vascas da morte e usou e deitou fora milhares doutros, doentes, depois de garantir que não o faria.
Recordo-lhe que, com o concurso de titulares, promoveu a maior iniquidade de que guardo memória.
Recordo-lhe que enganou miseravelmente os jovens candidatos a professores e humilhou as instituições de ensino superior com a prova de acesso à profissão.
Recordo-lhe que desrespeitou leis fundamentais do país e, com grande despudor político, passou sem mossa por sucessivas condenações em tribunais.
Recordo-lhe que desrespeitou continuadamente a negociação sindical e fez da imposição norma.
Recordo-lhe que reduziu a metade os gastos com a Educação e aumentou para o dobro a distância que nos separava da Europa.
Recordo-lhe que perseguiu, chamou a polícia e incitou e premiou a bufaria.
Recordo-lhe que os professores portugueses não o vão esquecer.
Já que muitos de nós não poderão contar com a vacina, a qual ainda por cima virá fora do tempo (Novembro/Dezembro, quando deveria ser tomada em Setembro!), visto que só 30% da população portuguesa terá acesso à vacina, o melhor mesmo será prevenir, fortalecendo o sistema imunitário:
(recebido por mail): A pedido de um amigo de pesquisas no tempo do nosso saudoso e querido Corsini, do qual fui amigo (nos anos 70) e discípulo no começo dos anos 80 em Imunologia e Genética (Unicamp), vou repassar a todos a maneira mais correta e saudável de enfrentar essa Influenza A (erroneamente chamada de gripe suína).
O melhor que você pode fazer é reforçar o seu sistema imunológico através de uma alimentação correcta e saudável, no sentido de manipular sua imunidade, preparando suas células brancas do sangue (neutrófilos) e os linfócitos (células T) as células B e células matadoras naturais. Essas células B produzem anticorpos importantes que correm para destruir os invasores estranhos, como vírus, bactérias e células de tumores. As células T controlam inúmeras actividades imunológicas e produzem duas substâncias químicas chamadas Interferon e Interleucina, essenciais ao combate de infecções e de tumores. Bem vamos ao que interessa, ou seja quais alimentos são importantes (estimulam a acção do sistema imunológico e potencializam seu funcionamento).
Antes de mais nada, tome pelo menos um litro e meio de água por dia, pois os vírus vivem melhor em ambientes secos e manter suas vias aéreas húmidas desestimulam os vírus. Não a tome gelada, sempre preferindo água natural e de preferência água mineral de boa qualidade.
Não tome leite, principalmente se estiver resfriado ou com sinusite, pois produz muito muco e dificulta a cura.
Use e abuse do Iogurte natural, um excelente alimento do sistema imunológico.
Coloque bastante cebola na sua alimentação.
Use e abuse do alho que é excelente para o seu sistema imunológico.
Coloque na sua alimentação alimentos ricos em caroteno (cenoura, damasco seco, beterraba, batata doce cozida, espinafre cru, couve) e alimentos ricos em zinco (fígado de boi e semente de abóbora).
Faça uma dieta vegetariana (vegetais e frutas).
Coloque na sua alimentação salmão, bacalhau e sardinha, excelentes para o seu sistema imunológico.
O cogumelo Shiitake também é um excelente anti-viral, assim como o chá de gengibre que destrói o vírus da gripe.
Evite ao máximo alimentos ricos em gordura (deprimem o sistema imunológico), tais como carnes vermelhas e derivados.
Evite óleo de milho, de girassol ou de soja que são óleos vegetais poli-insaturados.
Importante: mantenha suas mãos sempre bem limpas e use fio dental para limpar os dentes, antes da escovação. Com esses cuidados acima e essa alimentação... os vírus nem chegarão perto de vocês.
Abraços
6 de maio de 2009 (uma pequena contribuição para você enfrentar essa e qualquer gripe que porventura apareça no seu caminho). Se achar útil por favor repasse aos seus amigos...
Prof. Dr. Odair Alfredo Gomes Laboratório Morfofuncional Faculdade de Medicina - Unaerp Fone: 36036744 ou 36036795
Ninguém se preocupa com a vocação natural das pessoas? Em minha casa tenho bons exemplos: uma filha que desde pequena revela uma imaginação prática prodigiosa e que pega nos mais diversos materiais e os usa em composições. A sua capacidade de lidar com a diversidade dos materiais, cores a até palavras, parece ilimitada. Se fosse incentivada poderia desabrochar esse potencial. A primeira impressão foi rejeitar o conhecimento e a escola. Teve pouca sorte de ir parar a uma escola perfeitamente des(ajustada), cumpridora das ordens do Ministério, das “mais papistas que o papa”. Sobreviveu ao clima conflituoso e repressivo, cheio de regras absurdas e intelectualmente pouco incentivador. Entretanto mudou de escola e integrou-se perfeitamente, compreendendo por fim o interesse no conhecimento transmitido. Interessou-se pelas matérias e apresentou um modo de estar exemplar, gostou do modo como a escola funciona. Começou a estudar e a mostrar interesses mais específicos, como podem ver pelo discurso. Esta pessoa humana podia e devia ser incentivada e as suas energias serem canalizadas para desenvolver as suas preferências, embora prosseguindo a instrução das outras matérias essenciais. O seu poder criativo devia ser acarinhado e estimulado para que se pudesse desenvolver sem entraves nem limites.
Já o meu filho mais novo antes de andar já gatinhava até à fechadura e trepava a porta para experimentar o mecanismo. Se apanhava um comando os botões eram todos dele. Um dia caiu-lhe um comando ao chão e desfez-se em bocados. Estava apressada e saí incapaz de resolver o problema. Quando voltei estava a funcionar e via-se televisão. Sempre teve genes de mexer com estas coisas fantásticas das tecnologias, como se tivesse nascido para isso. Mas vão ser-lhe facultadas as formas de se exprimir? Agora são os computadores e os jogos da playstation. Impossível de moderar. Salta de uns para os outros pela casa ou então anda de fisga atrás do cão ou a dar saltos como um macaco. Assim que começou a saber as palavras soletrava-as sem se enganar. Por isso dá poucos erros, como se nascesse ensinado a esse respeito. Na matemática aquilo ali não demora muito tempo a encontrar o resultado certo. Mas não estuda. Anda na tal escola onde ela andou. Gosta dos amigos mas não consegue ficar preso sempre aos mesmos e este ano partiu para outras amizades de interesses comuns. Não gosta de Ciências e História porque só estudando. Mas claro que com o facilitismo vigente lá tirou 3. Não estudou quase nada mas também não teve negativas. Teve 4 a Português e 4 a Matemática, o resto tudo 3. Talvez no fim tenha batido certo. Houve quem ficasse contente por ter melhores notas do que o irmão. É a competitividade. Não, isso não pode ser assim, tem que ser na base da cooperação. Uns não podem ascender colocando o pé na cabeça dos outros. Temos que avançar em conjunto dando o melhor. Como irmãos.
As férias têm sido péssimas para eles. Pouca saída de casa ou dos arredores. Agora vão libertar-se desse aperto, vão divertir-se num campo de férias. Quando era eu da idade deles ia para o campo, de férias, que é um conceito um pouco diferente. É a primeira vez que vão estar por sua conta e este ano ainda pertencem ao mesmo grupo. Vamos ver o que vai dar. Vai fazer-lhes bem mudar de ares.
Gostaria que soubessem aquilo que penso em relação ao estado do Planeta e aquilo que nós, os humanos, estamos a fazer ao planeta em que vivemos.
O Homem, ao longo de muitos séculos sempre afirmou ser o animal mais inteligente, um animal racional, mas, pelo que a humanidade tem demonstrado, o Homem deveria ser considerado o menos inteligente. Afirmo isto porque, apesar do Homem saber e de ter consciência dos seus actos, continua a fazer tudo como se nada fosse e sem pensar nas consequências.
As pessoas consomem cada vez mais, muitas vezes sem necessidade, quando afinal deveriam consumir apenas quando fosse necessário.
A humanidade já desequilibrou o ecossistema que é o mundo, agora, a única coisa que podíamos fazer, era tentar não o desequilibrar mais e esperar que a Natureza voltasse a equilibrá-lo. Mas para isso, era necessário que as pessoas abdicassem de muitos confortos e vantagens, que infelizmente não querem abdicar. Não estão dispostas a fazer esse sacrifício pelo Planeta Terra.
Estou a alertar todas as pessoas possíveis para que a situação não se agrave, mas infelizmente não é apenas uma pessoa que vai conseguir mudar a forma de viver nem de pensar das pessoas.
Existe um equilíbrio, que é como uma harmonia, muito frágil. Nesse equilíbrio tudo está ligado: todas as plantas, todos os animais, todos os lugares, e tudo o que acontece tem um significado. Mas quando o Homem descobriu o petróleo, as populações cresceram e foi preciso mais e mais petróleo, sempre mais. De maneira que as cidades cresceram e por isso, muitos habitats foram destruídos e com eles as suas espécies de animais e plantas, provocando assim a extinção de muitas. Foi a partir daí que o homem destruiu esse equilíbrio. Agora a Humanidade é dependente do petróleo, do ouro negro, o que se torna cada vez mais perigoso, causando assim o efeito bola de neve; ou seja, se continuarmos assim o problema irá continuar a agravar-se com consequências terríveis, que não conseguimos sequer imaginar.
Eu pergunto-me se será isto que queremos, se será este o nosso futuro! O nosso sistema não poderá funcionar durante muito mais tempo. Por isso vamo-nos juntar e deixar de atirar lixo para o chão, vamo-nos juntar e reciclar, vamo-nos juntar e comprar apenas o necessário, vamo-nos juntar e andar o menos possível de carro, utilizar transportes públicos e bicicletas, vamo-nos juntar e poupar água, vamo-nos juntar e mudar este sistema que é a nossa cultura consumista, vamo-nos juntar e proteger a nossa casa, o nosso Planeta!!!
«German song dating back to WWII in defense of the Soviet Union which was at the time suffering from Hitler's Nazi invasion. The song encourages workers to unite and take up arms against the imperial powers of the time (England, France, the USA, Germany, and Japan) that had decided, based on their world ambitions for poor counties' and colonies' raw materials and influence, to start a war that would kill 45 million people, all of them soldiers recruited from working class families either from laborer or peasant parents. Cancion de cantante aleman de la segunda guerra mundial, en la cual se enfatiza que la lucha de las masas trabajadoras por el socialismo debe de enfrentarse sin cuartel a las fuerzas fascistas y capitalistas del mundo. Viva el pueblo trabajador escribiendo con su sangre ellos mismo, y para siempre, su propia historia!» (vladimirilyichlenin)
[Canção alemã que data da II Guerra Mundial em defesa da União Soviética, a qual estava nesse momento a sofrer a invasão nazi de Hitler. A canção encoraja os trabalhadores a unirem-se e a tomar armas contra os poderes imperialistas da altura (Inglaterra, França, os EUA, a Alemanha e o Japão) que decidiram, orientados pela sua ambição global pelas matérias primas e influência dos países pobres e colonizados, dar começo a uma guerra que matou 45 milhões de pessoas, todos eles soldados recrutados na classe trabalhadora ou camponesa. Canção em alemão da segunda guerra mundial, na qual se enfatiza que a luta das massas trabalhadoras pelo socialismo deve enfrentar sem quartel as forças fascistas e capitalistas mundiais. Viva o povo trabalhador escrevendo com o seu sangue a si próprios, e para sempre, a sua própria história.]
É com enorme desgosto que assisto a destruição de mais uma das belas paisagens do meu conselho de Grândola, estou a falar de Tróia é claro que deixou de ter aquelas belas praias selvagens para passar a ter betão.
Tróia foi servida de bandeja ao paradigma nacional dos negócios de lucro fácil e do capital intensivo, Belmiro de Azevedo. Pelo meio, a perspectiva de um Casino a fazer brilhar de cobiça os olhos do um autarca de Grândola a sonhar com o dinheiro que lhe permitirá acrescentar "obra" àquela que tem deixado implantar nas zonas dunares e agrícolas ao longo da costa alentejana... O facto de Tróia pertencer ao Concelho de Grândola não foi a única justificação para que o "Debate Público" sobre o projecto fosse agendado para Grândola, para bem longe daqueles que historicamente usaram as suas praias.
A um Estado incompetente em gerir um recurso natural e histórico de valor inestimável, juntou-se a oportunidade do negócio exclusivo. Com a desculpa do turismo, a construção maciça de segunda habitação para rico desfrutar. E o autarca "socialista" de Grândola a sonhar com o dinheiro das licenças de construção e do imposto autárquico...
José Sócrates, também "socialista" rendido aos valores da especulação imobiliária, o mesmo que patrocinou a co-incineração do outro lado do rio no meio das crateras da cimenteira Secil (convenientemente tapada digitalmente nos primeiros vídeos de apresentação do empreendimento), lá foi fingir a ignição da implosão das duas torres que teriam ficado mal construídas desde os tempos da Soltróia.
Hoje, os velhos ferrieboats a preto e branco da Transado, que transportavam pessoas e automóveis para o outro lado do rio, foram substituídos por outros de uma toda modernaça cor verde-alface... de estufa. Não foi só a cor das embarcações que foi alterada, o trajecto também, que passou a ser mais longo e feito para o interior do rio, para um antigo embarcadouro dos fuzileiros e pelo meio da rota de alimentação dos famosos golfinhos de Setúbal - de facto, roazes corvineiros, uma comunidade em declínio acelerado e já considerada em extinção pelos biólogos marítimos.
Para colmatar a distância do cais às praias da costa, a empresa de Belmiro colocou autocarros para levar as pessoas do cais dos ferrieboats para a costa. E fez cair sobre os "clientes" a duplicação do tempo de viagem e sobretudo o preço de acesso às praias. As embarcações que transportavam exclusivamente pessoas estão paradas no estaleiro, anunciaram-se novos hovercraft para os substituir mas estes ainda não apareceram - hovercraft, já os ouve no Rio Sado, mas desapareceram: dentre outras razões, o preço era tão proibitivo que os "convencionais" mantiveram a preferência dos setubalenses.
Quem pretender fazer o caminho a pé ao longo da costa terá à sua frente vedações e seguranças que o demoverão de passar na "propriedade privada". Uma repetição do abusivo impedimento da passagem pelo meio das urbanizações construídas em redor dos antigos caminhos de acesso às praias, iato num país que escreveu na Constituição que a orla marítima é de Direito Público e que não reconhece a existência de praias privadas... A desculpa: “os abusos” de alguns . A velha desculpa dos gestores incapazes de defenderem o Bem Público, e de quem encontra aí o argumento-chave para convencer os idiotas úteis quando é necessário acabar com o que é de Todos e de Todas.
Exigir ao governo a proibição dos despedimentos, é procurar responder ao problema mais grave com que estão confrontados todos os trabalhadores, é defender a tomada de medidas que permitam a mobilização de todos os recursos – quer materiais quer humanos – para assegurar a reconstrução da economia do nosso país, a produção da riqueza necessária para garantir todos os serviços públicos que dão substância à vida democrática.
É este entendimento que levou militantes do POUS e da RUE a iniciar, em Portugal, a campanha pela proibição dos despedimentos, a mesma campanha que está a ser levada a cabo em muitos países, em particular os da Europa.
Ela já se concretizou em várias iniciativas, desde a assinatura de mais de mil e cem cidadãos, a contactos com organizações sindicais (a CGTP e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores Vidreiros), comissões de trabalhadores (das Alfândegas, da EPAL, da Petrogal, da Portugal Telecom e da TAP) e partidos políticos que se reclamam da defesa dos interesses dos trabalhadores (PCP e BE). Em todo o lado, foi considerada a relevância desta campanha. Estamos a aguardar da Direcção do PS a resposta a um pedido de encontro.
Como prosseguir esta campanha política? Que iniciativas poderão ser realizadas no sentido de ajudar a dar corpo à mobilização na unidade dos trabalhadores com as suas organizações, para impor ao governo a proibição dos despedimentos?
Os militantes do POUS e da RUE não querem substituir-se nem concorrer com nenhum partido político, organização sindical, ou comissão de trabalhadores. Mas estamos determinados em realizar todos os passos democráticos ao nosso alcance para a realização da unidade de todas as forças políticas sobre a exigência ao Governo da proibição dos despedimentos.
Por isso, convidamos todos os que estão de acordo com este objectivo para uma reunião no próximo dia 4 de Julho, nas instalações do POUS, em Lisboa.
Nesta reunião deveremos tratar os seguintes pontos:
ØFazer o balanço de todas as iniciativas realizadas e do resultado das mesmas.
ØAprovar um apelo para a realização de um Encontro nacional para a unidade para exigir ao Governo a proibição dos despedimentos.
ØDefinir um plano de acção que leve à realização deste Encontro.
Reunião preparatória
do Encontro para exigir ao Governo
a proibição dos despedimentos
Sábado - 4 de Julho, às 16 horas, na Sede do POUS: Rua de Santo António da Glória, nº 52 B, cave C, Lisboa
Sábado 04 de Julho, às 15h. na Biblioteca-Museu da Republica e Resistência (Edifício Cidade Universitária)
Inscreve-te no debate presencial, com e-mail para iniciativalutasocial@gmail.com . Indica o nome (não será divulgado), a região/zona de residência e o ramo de actividade.
Agradecemos que nos envies também quaisquer propostas para o conteúdo e funcionamento da sessão:
Ordem de Trabalhos reunião aberta de dia 04 de Julho.
Nota: No início, pelas 15:15, será eleita uma mesa para conduzir os trabalhos.
Primeiro Ponto: Balanço de 4 anos de ditadura do capital disfarçado de «governo socialista». Será proposto um documento síntese resultante das contribuições dos diversos participantes.
Segundo Ponto: Propostas de estratégia e de acção para os próximos meses, numa perspectiva anti-capitalista e anti-autoritária.
Nesta reunião, propomos que se estudem as hipóteses de novas datas para continuação desta Assembleia de Militantes.
Todos os dias o Pafúncio é a página em branco que ouso preencher. Janela para outras janelas, porta para outras portas, vaga para outras vagas, outras ondas. Por vezes perco-me completamente, volto atrás ou deixo-me fluir. Descobertas e tormentas, cais vários onde ancoro e me deixo ficar a fruir. Ilhas, pequenas maravilhas que me vêm visitar e que revisito. Um turbilhão de mar e um vazio por vezes de não saber como dizer tudo o que é preciso dizer. Crises de tempestade. Encalhe. Naufrágio. Sobrevivo à custa de persistência de ir dizendo qualquer coisa que importe a alguém. E que essa coisa dita possa desencadear uma coisa feita.
Uma utopia é uma possibilidade que pode efectivar-se no momento em que forem removidas as circunstâncias provisórias que obstam à sua realização. (Robert Musil)
BONECAS DE ATAÚRO (TIMOR): 11/Fev, Coimbra; 12/Fev, Lisboa (embaixada Timor-Leste)
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