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terça-feira, agosto 11, 2009

«Discurso pelo Mundo»

daqui

Gostava de ser ouvida pelo mundo, porque nem todas as crianças têm a consciência que eu tenho, nem os adultos têm, quanto mais. O que eu quero dizer é que, eu tenho uma grande paixão pelo mundo que nos rodeia, e gostava de o poder proteger, mas sozinha não sou capaz. Não é apenas uma pessoa que vai conseguir mudar a forma de pensar das pessoas, mas sim as próprias pessoas que mesmo sabendo que estão a prejudicar o planeta, não mudam os seus actos, as pessoas têm de encarar a realidade.

Segundo os cientistas, só temos dez anos para mudar o nosso sistema, se não mudarmos, as consequências serão catastróficas, o clima da Terra sofrerá grandes alterações: o aquecimento global, o gelo dos pólos já está a derreter e, se continuar assim, a água do mar invadirá a terra e a sua salinidade baixará muito.

A natureza conduz sempre ao equilíbrio, mas nós, os humanos, estamos a destruir muito depressa e em grande volume, ou seja, se nós não destruíssemos o planeta em que vivemos da forma bárbara que estamos a destruir, a natureza conseguia manter a vida. Mas, dando um exemplo mais simples, é como se fossemos direitos a um abismo: damos dois passos para a frente e um para traz, vamos acabar por cair nesse abismo, pois a natureza não consegue repor aquilo que destruímos tão depressa como nós, os humanos, destruímos. A natureza não aguenta este ritmo.

O ser humano considera-se o animal mais inteligente mas não o é, eu pelo menos, nunca vejo nenhum dos outros animais destruir o seu próprio habitat, mas vejo o Homem destruir o seu e o de muitas mais espécies.

Durante muito tempo o Homem pertenceu àquilo a que gosto de chamar, ecossistema global, mas a vida das pessoas era dura e quando descobriram o petróleo, apareceram as máquinas que lhes facilitaram muito a vida. Com o petróleo, a qualidade de vida aumentou, a população cresceu e com ela as cidades desenvolveram-se, e foi havendo sempre mais desperdício.

Agora só nos resta parar de desperdiçar os recursos, utilizar apenas o necessário, e revoltarmo-nos para mudar o nosso sistema, que está provado que não funcionará durante muito mais tempo. Não se esqueça que só temos dez anos para mudar, olhe que não é muito, é pouco…mas também já devíamos ter mudado há muito tempo, e pergunto-me se será este o Futuro que queremos! Nós escolhemos o nosso futuro e de certeza que não é o falso, poluído, artificial e contaminado planeta que queremos, nós queremos um planeta cheio de vida, cor, luz e alegria!

Não se esqueça que o futuro está nas nossas mãos!!!

(Sara)

quarta-feira, julho 22, 2009

Ecologia de fraldas


Veja aqui a demonstração Quercus das fraldas reutilizáveis

(preços entre os 20 e os 30 euros a unidade)


«Alertar para as virtudes das fraldas reutilizáveis e para as desvantagens das descartáveis é o objectivo da campanha nacional lançada pela Quercus. Em 2008 foram parar ao aterro e à incineração 200 mil toneladas de fraldas, ou seja, 5,17% dos resíduos sólidos urbanos produzidos no país.» Público.

Daqui


Talvez alguns achem estranha esta minha preocupação com fraldas, ou julguem ser este um post absolutamente ecologista. De facto este fim de semana voltei a ficar bem sensível ao problema das fraldas. E tudo isto porque surgiu uma notícia muito feliz para toda a família: vem aí a caminho mais um bebé que só virá confirmar a tia babada que eu já sou e tornar o mundo mais risonho e colorido do que ele de facto é. Mas um bebé é sinónimo de mais fraldas no mundo e nós, mães de uma certa geração da fast-sheet, que aplaudimos este invento e o considerámos um dos melhores do século XX, vamos agora subitamente ter que inverter o processo e começar a sensibilizar as jovens mães cada vez mais atarefadas para as virtudes das fraldas reutilizáveis. Mas fralda reutilizável tem virtude? poderá com toda a razão perguntar a minha cunhada brasileira. Por isso não será nada fácil “vender" essa ideia de que fralda descartável já era, se nos dizemos defensoras da preservação do ambiente. Ainda bem que há uma Quercus para atirar com essa bujarda cá para fora, mas não sei até que ponto a iiniciativa motivará a acção. Mesmo as mulheres mais activistas que já se confrontaram com a situação de uma fralda completamente suja, depressa colocarão de parte suas convicções à primeira demonstração dos resultados.

Melhor seria pedir aos japoneses que inventassem uma fralda que se desintegrasse depois de cumprida a sua função.

segunda-feira, julho 06, 2009

Discurso ecológico da Sara

desenho Sara

Senhoras e senhores,

Gostaria que soubessem aquilo que penso em relação ao estado do Planeta e aquilo que nós, os humanos, estamos a fazer ao planeta em que vivemos.

O Homem, ao longo de muitos séculos sempre afirmou ser o animal mais inteligente, um animal racional, mas, pelo que a humanidade tem demonstrado, o Homem deveria ser considerado o menos inteligente. Afirmo isto porque, apesar do Homem saber e de ter consciência dos seus actos, continua a fazer tudo como se nada fosse e sem pensar nas consequências.

As pessoas consomem cada vez mais, muitas vezes sem necessidade, quando afinal deveriam consumir apenas quando fosse necessário.

A humanidade já desequilibrou o ecossistema que é o mundo, agora, a única coisa que podíamos fazer, era tentar não o desequilibrar mais e esperar que a Natureza voltasse a equilibrá-lo. Mas para isso, era necessário que as pessoas abdicassem de muitos confortos e vantagens, que infelizmente não querem abdicar. Não estão dispostas a fazer esse sacrifício pelo Planeta Terra.

Estou a alertar todas as pessoas possíveis para que a situação não se agrave, mas infelizmente não é apenas uma pessoa que vai conseguir mudar a forma de viver nem de pensar das pessoas.

Existe um equilíbrio, que é como uma harmonia, muito frágil. Nesse equilíbrio tudo está ligado: todas as plantas, todos os animais, todos os lugares, e tudo o que acontece tem um significado. Mas quando o Homem descobriu o petróleo, as populações cresceram e foi preciso mais e mais petróleo, sempre mais. De maneira que as cidades cresceram e por isso, muitos habitats foram destruídos e com eles as suas espécies de animais e plantas, provocando assim a extinção de muitas. Foi a partir daí que o homem destruiu esse equilíbrio. Agora a Humanidade é dependente do petróleo, do ouro negro, o que se torna cada vez mais perigoso, causando assim o efeito bola de neve; ou seja, se continuarmos assim o problema irá continuar a agravar-se com consequências terríveis, que não conseguimos sequer imaginar.

Eu pergunto-me se será isto que queremos, se será este o nosso futuro! O nosso sistema não poderá funcionar durante muito mais tempo. Por isso vamo-nos juntar e deixar de atirar lixo para o chão, vamo-nos juntar e reciclar, vamo-nos juntar e comprar apenas o necessário, vamo-nos juntar e andar o menos possível de carro, utilizar transportes públicos e bicicletas, vamo-nos juntar e poupar água, vamo-nos juntar e mudar este sistema que é a nossa cultura consumista, vamo-nos juntar e proteger a nossa casa, o nosso Planeta!!!

Sara, 12 anos

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