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sexta-feira, setembro 11, 2009

Ferreiraleitismo

Por favor divulguem para as pessoas se lembrarem!

PSD: "A política é autónoma da ética e a ética é autónoma da política"


Tempo de autocrítica

Manuel António Pina
Jornal de Noticias
2009-08-28


É impossível não ver no programa eleitoral do PSD ontem apresentado, e no anúncio pela dra. Ferreira Leite de políticas de firme combate a medidas da dra. Ferreira Leite, a mão maoista (ou o que resta dela) de Pacheco Pereira, a da autocrítica.

Assim, se chegar ao Governo, a dra. Ferreira Leite extinguirá o pagamento especial por conta que a dra. Ferreira Leite criou em 2001;

a primeira-ministra dra. Ferreira Leite alterará o regime do IVA, que a ministra das Finanças dra. Ferreira Leite, em 2002, aumentou de 17 para 19%;
promoverá a motivação e valorização dos funcionários públicos cujos salários a dra. Ferreira Leite congelou em 2003;
consolidará efectiva, e não apenas aparentemente, o défice que a dra. Ferreira Leite maquilhou com receitas extraordinárias em 2002, 2003 e 2004;
e levará a paz às escolas, onde o desagrado dos alunos com a ministra da Educação dra. Ferreira Leite chegou, em 1994, ao ponto de lhe exibirem os traseiros.

No dia anterior, o delfim Paulo Rangel já tinha preparado os portugueses para o que aí vinha: "A política é autónoma da ética e a ética é autónoma da política".

(recebido por mail)

terça-feira, junho 23, 2009

O papão do endividamento


Eles são, de facto, os rostos económicos da elite nacional


A propósito de um manifesto dito económico (link meu)



«... apenas um defensor do texto, António Barreto, anota com clareza: a mitificação do “bom governo” como um governo para lá dos partidos, como coisa dos homens “sérios”, tecnicamente competentes e politicamente impolutos, ou seja, virgens. Barreto intui a armadilha porque sabe, tão bem como qualquer um de vós, que ser-se economista e em particular economista do establishment, não constitui qualquer “certificado de qualidade”. Ele apenas não tira a conclusão que irá tirar Manuela Ferreira Leite um pouco lá mais para diante: que o que precisamos não é de um governo de direita ou de esquerda ou do que que quer que seja, mas apenas de um governo de competentes. É por isso que se deve definir este manifesto como o que ele é na realidade e que Castro Caldas sintetizou em duas palavras:“política pura”.»
(
Miguel Portas, para ler todo o artigo
in SEM MUROS)

terça-feira, março 03, 2009

Poderá uma grande crise retirar as pessoas da apatia?


Apatia, México (imagem daqui)
...
A vida nas sociedades contemporâneas é doravante governada por uma nova estratégia. Ela destrona o primado das relações de produção em proveito das relações de sedução.
A indiferença cresce. Em lado algum é tão visível como no ensino. Aqui, em poucos anos, com a velocidade de um relâmpago, o prestígio e a autoridade dos docentes desapareceram quase por completo.
Hoje, o discursos do Mestre encontra-se banalizado, dessacralizado, em pé de igualdade com o dos média. O ensino é uma máquina neutralizada pela apatia escolar, feita de atenção dispersa e de cepticismo desenvolto face ao saber.
Grande desapontamento dos Mestres. É esta desafectação do saber que é significativa. Muito mais do que o tédio, de resto variável, que tomou conta dos alunos das escolas.
Agora a escola é menos parecida com uma caserna e mais parecida com um deserto (ressalvando-se o facto de toda a caserna ser um deserto), onde os jovens vegetam sem grande motivação ou interesse. Perante este desinteresse as autoridades reagem propondo mais do mesmo. Dizem ser necessário inovar a todo o custo: mais liberalismo, participação, investigação pedagógica… E o escândalo está nisso mesmo, porque, quanto mais a escola se põe a ouvir os pais e os alunos mais estes últimos desabitam sem ruído nem convulsões esse lugar vazio.
As lutas, os movimentos, o associativismo pujante e as greves estudantis do pós-68 desapareceram. Os estudantes são agora seres inertes. Vivem a moda, o efémero, o absolutamente transitório, a imitação. Mais do que agir só importa macaquear os «produtos» vendidos pelos media. O debate e a contestação social e política extinguiu-se. A escola é um corpo mumificado e os docentes corpos fatigados, incapazes de lhe devolver a vida.
Não se trata, para falar com propriedade, de «despolitização». Os partidos, as eleições, continuam a «interessar» a maioria dos cidadãos. Mas interessam-lhe do mesmo modo (e até em menor medida) que as apostas no totoloto ou no euromilhões, a meteorologia, a vida dos «famosos» ou os resultados desportivos. A política entrou na era do espectáculo…
Nos noticiários passa-se, com naturalidade, da política às variedades. O relevo e o tempo dado a cada notícia é determinado pela capacidade de entretenimento que esta tem. A sociedade actual não conhece a hierarquia, as codificações definitivas, o centro e a periferia. Nada mais lhe interessa do que estimulações e opções equivalentes em cadeia… Daqui resulta a indiferença pós-moderna. Indiferença por excesso, não por defeito, por hiper socialização, não por privação.
...
Gilles Lipovetsky
(José Paulo Serralheiro; Jornal "a Página" , ano 14, nº 149, Outubro 2005, p. 48)
in A Página da Educação (todo o artigo para ler AQUI)

domingo, dezembro 09, 2007

Este ano não há presépio...

Lamentamos mas:

- Os Reis Magos lançaram uma OPA sobre a manjedoura e esta foi retirada do estábulo até decisão governamental ;

- Os camelos estão no governo e não no deserto da margem-sul;

- Os cordeirinhos estão tão magros e tão feios que não podem ser exibidos, julgam-se avestruzes e enfiaram a cabeça na areia, não é nada comigo! ;

- A vaca está louca, não se segura nas patas e julga-se ministra da educação (quas, quas quas quas, quas!!!!!);

- O burro está na Escola Básica a dar aulas de substituição, coitado do burro, é sempre o burro quem paga;

- Nossa Senhora e São José foram chamados à Escola Básica para avaliar o burro, coitado do burro outra vez!;

- A estrelinha de Belém perdeu o brilho porque o Menino Jesus do presépio da Maria fez um xixi de repuxo quando viu o presidente chegar comendo bolo-rei ;

- O Menino Jesus está no Politeama em actividades de enriquecimento curricular e o tribunal de Coimbra ordenou a sua entrega imediata ao pai biológico, mas que pai biológico, que porra é essa?!; antes disso passará um tempo na Casa Pia para se testar se há efectivamente pedofilia por lá e se não estará melhor com o pai biológico (terá acompanhamento médico de um dos arguidos do Processo Casa Pia, por estar mais dentro do assunto e em liberdade);

- A ASAE fechou temporariamente o estábulo pela falta da manjedoura e, sobretudo, até serem corrigidas as péssimas condições higiénicas do estábulo, de acordo com as normas da EU, que faz tudo pelo nosso bem, Amen.

Recebido por mail e geneticamente modificado

sábado, abril 14, 2007

Brecht, Brecht e mais Brecht!!!


Inscrição Mural do Maio de 68

I - O Analfabeto Político - Bertold Brecht

O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe,

da farinha, da renda de casa, dos sapatos, dos remédios,
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e
enche o peito de ar dizendo que odeia a política.
Não sabe, o idiota,
que da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor abandonado,
e o pior de todos os bandidos
que é o político vigarista, aldrabão,
o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.

(Bertolt Brecht)

II - Elogio da Dialéctica (Berthold Brecht)

A injustiça passeia pelas ruas com passos seguros.
Os dominadores se estabelecem por dez mil anos.
Só a força os garante.
Tudo ficará como está.
Nenhuma voz se levanta além da voz dos dominadores.
No mercado da exploração se diz em voz alta:
Agora acaba de começar:
E entre os oprimidos muitos dizem:
Não se realizará jamais o que queremos!
O que ainda vive não diga: jamais!
O seguro não é seguro. Como está não ficará.
Quando os dominadores falarem
falarão também os dominados.
Quem se atreve a dizer: jamais?
De quem depende a continuação desse domínio?
De quem depende a sua destruição?
Igualmente de nós.
Os caídos que se levantem!
Os que estão perdidos que lutem!
Quem reconhece a situação como pode calar-se?
Os vencidos de agora serão os vencedores de amanhã.
E o "hoje" nascerá do "jamais".

III - 'Os que lutam', de Berthold Brecht (1898 - 1956), dramaturgo e poeta alemão

Há aqueles que lutam um dia; e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam muitos dias; e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda;
Porém há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis.




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