"Todo indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e idéias por qualquer meio de expressão."
Rua de Santo António da Glória, nº 52 B, cave C, Lisboa
Convite
Conhecer quais são as Instituições da União Europeia, as respectivas funções, o seu carácter – bem como o contexto histórico dos Tratados que a justificam e a fundaram – constitui a primeira condição para se poder opinar sobre as seguintes questões:
- Que políticas são necessárias para que possa ser lançado um verdadeiro Plano de reconstrução da economia portuguesa? - Como pôr termo à catástrofe social que não pára de se aprofundar, provocada pela onda de despedimentos massivos e diários? - Será possível mudar de política dentro da União Europeia?
Há uma lei da História que deveremos lembrar: Em democracia, por mais difícil que seja a situação, é sempre possível encontrar uma saída positiva. Então, utilizando as margens de liberdade e de democracia que ainda possuímos, discutamos sobre os caminhos que é necessário abrir, para defender os direitos democráticos que ainda temos – aprofundando-os –, para defender o trabalho e o pão para todos os portugueses.
Com este objectivo, convidamo-la(o) a participar numa discussão sobre as Instituições da União Europeia.
Vou comemorar nas ruas o Dia do Trabalhador mas não quero desfilar de MayDay, nem de desempregada, nem de precária, nem sequer de sindicalista. Porque não quero a separação, quero a unidade de todos os trabalhadores em defesa dos seus direitos laborais. Estou desempregada mas o mal não está em mim, está no sistema pois poderia ser uma potencial trabalhadora se o sistema precisasse de mim. Não precisa, logo sou excedentária, mão-de-obra desocupada, improdutiva. Seja, não contribuo para aumentar o consumo, já que também não produzo. Para quê endividarmo-nos consumindo, tornarmo-nos dependentes, comprometidos com o sistema, sentindo-nos responsáveis por o manter. Vamos refrear o nosso consumo, só comprar o que realmente precisarmos. Seria um valente abanão no sistema capitalista, prescindirmos do supérfluo, procurarmos produzir aqui o essencial, com todos a trabalhar para esse fim, cooperando com outras nações unidas por um mesmo fim: gerir racional e equitativamente os recursos dos países, da Europa, do planeta. Em nossa casa construímos uma cooperativa em que cada um contribui com o que pode. Seja de dinheiro, seja de trabalho. Assumo as tarefas domésticas porque não estando a trabalhar é essa a minha contribuição. Onde está escrito que sou obrigada a fazer o jantar? Se o faço é por que quero contribuir para o bem comum. E não me sinto exploradora nem explorada aqui. As mulheres fizeram muito mal querer ir trabalhar, eis um pensamento algo conservador, mas reformulável: tanto homens como mulheres deveriam poder dar a devida assistência à família, participar na vida doméstica, irem buscar os seus filhos à escola a tempo de lhes dar uma educação familiar. O sistema capitalista, onde todos têm que trabalhar para poderem subsistir, veio descaracterizar a célula familiar. Por isso tanto se fala em faltas de educação. O aumento dos horários de trabalho abre portas a renovadas formas de escravatura. O fantasma do desemprego é convidativo à aceitação das condições, por piores que elas sejam, para manterem o emprego. Mas as pessoas ainda não se aperceberam que mais depressa perdem direitos do que os conquistam. Se obedecermos e cumprirmos, deixamos destruir os direitos conquistados no 25 de Abril, alguns já entretanto perdidos. Ainda agora corremos o risco de permitir as 65 horas semanais que a Comissão Europeia queria aprovar. O Parlamento Europeu discordou ao fim de 5 anos sem se entenderem e a Comissão Europeia abandonou para já o projecto, com muita pena para alguns governos. Digo “para já” porque já não é a primeira vez que se vota um projecto anteriormente chumbado, batota usada por sistema pelas instituições europeias, de que o Tratado de Lisboa é o exemplo mais gritante. Na nossa modernidade acelerada e pouco consciente, esquecemos os avisos dos antigos que já tinham descoberto que aumentar o tempo de trabalho não é sinónimo de produtividade e muito menos de felicidade. E dizemo-nos nós europeus!
Trabalho e Descanso na Justa Medida
A mente não se deve manter sempre na mesma intenção ou tensão, antes deve dar-se também à diversão. Sócrates não se envergonhava de brincar com as crianças, Catão aliviava com vinho o seu ânimo fatigado dos cuidados públicos e Cipião dançava com aquele corpo triunfante e militar (...) O nosso espírito deve relaxar: ficará melhor e mais apto após um descanso. Tal como não devemos forçar um terreno agrícola fértil com uma produtividade ininterrupta que depressa o esgotaria, também o esforço constante esvaziará o nosso vigor mental, enquanto um curto período de repouso restaurará o nosso poder. O esforço continuado leva a um tipo de torpor mental e letargia. Nem os desejos dos homens devem encaminhar-se tão depressa nesta direcção se o desporto e o jogo os envolvem numa espécie de prazer natural; embora uma repetida prática destrua toda a gravidade e força do nosso espírito. Afinal, o sono também é essencial para nos restaurar, mas se o prolongássemos constantemente, dia e noite, seria a morte.
O Parlamento tem como missão participar na implementação da política da União Europeia.
É a Comissão Europeia – a «guardiã dos tratados» – que tem o monopólio do poder de fazer propostas e do direito de tomar iniciativas.
O Tratado de Maastricht é claro: «OParlamento pode, por maioria dos seus membros, pedir à Comissão que submeta qualquerproposta apropriada sobre as questões que lhe pareçam necessitar a elaboração de umacto comunitário para pôr em prática o presente tratado.»
Portanto:
1) Um deputado europeu não tem qualquer poder, pois todas as propostas devem ser submetidas à maioria dos membros do Parlamento (e não elaboradas ou apresentadas pelos deputados!).
2) Qualquer proposta deve, obrigatoriamente, inscrever-se no âmbito da implementação dos tratados europeus, que preconizam a redução dos défices orçamentais, as privatizações e a «concorrência livre e não falseada».
3) Em última instância, é sempre a Comissão Europeia (órgão não eleito) que decide.
Todos os dias o Pafúncio é a página em branco que ouso preencher. Janela para outras janelas, porta para outras portas, vaga para outras vagas, outras ondas. Por vezes perco-me completamente, volto atrás ou deixo-me fluir. Descobertas e tormentas, cais vários onde ancoro e me deixo ficar a fruir. Ilhas, pequenas maravilhas que me vêm visitar e que revisito. Um turbilhão de mar e um vazio por vezes de não saber como dizer tudo o que é preciso dizer. Crises de tempestade. Encalhe. Naufrágio. Sobrevivo à custa de persistência de ir dizendo qualquer coisa que importe a alguém. E que essa coisa dita possa desencadear uma coisa feita.
Uma utopia é uma possibilidade que pode efectivar-se no momento em que forem removidas as circunstâncias provisórias que obstam à sua realização. (Robert Musil)
BONECAS DE ATAÚRO (TIMOR): 11/Fev, Coimbra; 12/Fev, Lisboa (embaixada Timor-Leste)
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