terça-feira, fevereiro 17, 2009
terça-feira, janeiro 22, 2008
O Triunfo do Porcos (Animal Farm) contado às crianças
«O livro O Triunfo dos Porcos é um livro que foi escrito por George Orwell, um escritor que nasceu na Índia. Como era filho de pais ingleses falava e escrevia em inglês e por isso considera-se ser um escritor inglês. Este livro foi escrito em 1945, numa altura em que o mundo estava em guerra (II Guerra Mundial).
Na verdade este livro chama-se Animal Farm. Sabem o que quer dizer? “Farm” é quinta e “Animal” vocês sabem: "Animal Farm" foi o nome que os animais deram depois à quinta e que o autor deu ao seu livro.
As vacas? – tiravam-lhes o leite para vendar e obrigavam-nas a produzir sempre mais
Os porcos? – vendiam-nos ou comiam-nos
- Tudo o que anda com dois pés é inimigo
- Tudo o que anda com quatro patas ou tem asas é amigo
- Nenhum animal usará roupa
- Nenhum animal dormirá na cama
- Nenhum animal beberá álcool
- Nenhum animal matará outro animal
- Todos os animais são iguais
Um dia Snowball desapareceu e nunca mais se ouviu falar dele.
4. Nenhum animal dormirá em cama com lençóis.
5. Nenhum animal beberá álcool em excesso.
6. Nenhum animal matará outro animal sem motivo.
E um novo mandamento surgiu: Todo animal trabalhará no mínimo 18 horas por dia, excepto os porcos (porque tinham que pensar). Entretanto os outros animais trabalhavam arduamente em troca de míseras rações.
O mandamento simplificado que resumia os outros (lembram-se qual era? – quatro pernas bom, duas pernas mau – também foi ligeiramente modificado para: Quatro pernas bom, duas pernas melhor!
Napoleão e os outros porcos tinham começado a fazer negócios com os agricultores das outras quintas e, no final do livro, humanos e porcos festejam juntos dentro da casa às escondidas dos outros a produtividade da Quinta dos Animais.
Os outros animais, ao espreitarem para dentro de casa já não conseguem distinguir os porcos dos homens.
Por fim, o último mandamento, que havia sido considerado o mais importante, tornou-se único: Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros.
(Gostaram? Porquê?)»
quinta-feira, janeiro 10, 2008
Basta virar o bico ao prego e eis...
Felizmente não tive possibilidade de ouvir toda aquela demagogia que o Sócrates foi destilar para a Assembleia da Republica para tentar justificar o injustificável; a decisão de não referendar o Tratado de Lisboa. Os argumentos são no mínimo ridículos e mostram uma falta total de respeito por todo um povo e pela sua inteligência. Mas olhemos com um pouco mais de atenção para eles. O primeiro é que o actual tratado nada tem a ver com o defunto Tratado Constitucional pelo que está livre da sua promessa de referendo, feita durante a campanha eleitoral e na tomada de posse do governo. Para o Engenheiro basta mudar o nome a uma coisa para que essa coisa deixe de ser o que é. Giscard Destain, autor do Tratado Constitucional já disse que este novo tratado contém tudo o que de mais relevante e importante continha aquele que ele tinha redigido. Como se isto não bastasse, ao dizer que não tem compromisso com o povo português sobre este assunto, estranho que considere que possa ter então também a legitimidade. Uma segunda justificação é a de que a maioria da população aprovaria o tratado em referendo e basta ver a actual constituição da Assembleia da Republica onde 90% dos deputados votarão sim. Não sei de onde lhe veio tal certeza, mas segundo os seus próprios argumentos, quando estes deputados foram eleitos não existia este tratado pelo que ninguém os mandatou para tomarem esta decisão. A pergunta aos eleitores era a única atitude verdadeiramente democrática. A terceira e mais parva é a de que a realização de um referendo em Portugal podia comprometer a aprovação por via parlamentar num outro qualquer país. Podia-lhes dar argumentos para também quererem um referendo nos seus países. Qual é o mal? É tão grave proibir os portugueses dizer de sua justiça, como o é fazê-lo para qualquer outro país europeu. Não fazer um referendo para que um qualquer povo seja privado do seus direito a dizer não, é uma ditadura, é silenciar a voz de alguém só porque não concorda com as opiniões do poder. Nunca a frase de George Orwell, retirada do fantástico livro, “O Triunfo dos Porcos”, se adequou tão bem a um governante. “ Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que ou outros”. Hoje foi certamente o dia em que os Porcos triunfaram sobre a democracia. (KAOS)







