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domingo, fevereiro 24, 2008

Resposta tardia ao desafio musical das 6 músicas "dançáveis" da minha juventude

O amigo Marreta lançou-me há dias um convite musical (mais outro!). E, lá está, como é "musical" não posso recusar. Facto é que, nestes últimos dias, tenho andado muito ocupada, de tal forma que nem música tenho ouvido! Há para aí um governo que abana por todos os lados. Andam por aí umas movimentações por todo o país. Até já se fala numa "crise social de contornos difíceis de prever".
Por isso não dá para ficar muito tempo sentada diante de um blogue. Há certos momentos em que parece que se dá uma espécie de contágio e começa tudo a mexer-se. Está a acontecer com os professores, com os pais e pode ser que vá por aí fora e ninguém mais consiga deter o processo.

Mas, enquanto isso, mesmo cansada de vir tarde e a boas horas de uma dessas lides, vou responder ao desafio das músicas "dançáveis" um pouco cá à minha maneira, o Marreta que me perdoe.

A partir de hoje, durante seis dias vou postar os videos de algumas das músicas dançáveis dos "bons velhos tempos", assim eu os encontre no YOUTUBE.

E a ideia até me deixou com a vontade aguçada para ir uma noite destas dar um pézinho de dança ao velhos Jamaica, onde ainda se pode dançar as mesmas músicas que por lá se dançavam há... 20 anos atrás (chiça!) e também apreciar uma boa cigarrada sem ser incomodado pelos fundamentalistas da vida saudável (uma maioria de iludidos, daqueles que querem morrer cheios de saúde!).

Toca a mexer!

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Este desafio... é música para os meus ouvidos:


A pedido da Renda de Bilros…

"Tenho que confessar as músicas que eram especiais na minha adolescência"

Ainda antes do 25 de Abril ouvia no rádio A Banda, cantada no sotaque doce do Chico, e ficava encantada de haver música para além dos “nossos” Antónios que também passavam na altura no rádio (António Calvário, António Mourão e outros que não sendo Antónios eram tão Antónios quanto estes); isto ainda na fase a que chamamos hoje a "pré-adolescência":

http://www.youtube.com/watch?v=wFPPawLq_5Q

Podem não acreditar mas quando andava na preparatória, convidei os meus colegas para a minha festa de anos lá em casa. Juntaram-se 3 e perguntaram-me o que é que eu queria que me oferecessem. Resposta: o “Animals” dos Pink Floyd (infelizmente o meu irmão era mais velho, tinha dinheiro e, naquela altura, mandava vir de Londres os discos que por lá iam saindo, por isso eu ficava sempre com os segundos discos: ele tinha o Darkside e o Wish you were here; eu tinha o Animals. Ele tinha o A Night at the Opera; eu tinha o A Day at the Races. Ele tinha o Crime of the Century; eu tinha o Crises What Crises? – uma injustiça!) O que vale é que os ouvia depois a todos no psicadélico quarto dele, às escuras, com focos às cores e em altos berros, como convinha. Ainda hoje adoro a música dos Pink Floyd!:

http://www.youtube.com/watch?v=CydPIf3b-Mc&feature=related

Depois veio o 25 de Abril e com ele uma lufada de ar fresco na música portuguesa. Nesta fase cheguei a ouvir no Rádio Clube um Canto Livre em directo em que o Sérgio Godinho democraticamente perguntava aos que lá estavam: “Querem ouvir o Paco Bandeira? Ele está aqui para cantar para vocês” e ouvia-se a pequena multidão: “Nããããããooooo!” E o Paço Bandeira metia a viola no saco e ia para casa. Dessa época podia citar de cor, como ainda hoje as sei de cor, muitas músicas do pessoal das cantigas, mas vou dedicar este espaço musical ao Zeca Afonso porque ele foi até ao fim um dos grandes animadores e a sua mensagem está hoje bem viva e actual:

http://www.youtube.com/watch?v=2yZkC3YCU20

Como toda a gente passei pela fase romântica num tempo em que os slows ainda estavam na moda nas festas de garagem. Tive sorte: vivia numa vivenda com garagem e a festa era em minha casa. Sorte de eu ter um irmão sete anos mais velho que adorava música e que me dava a conhecer a boa música de todas as épocas. Sorte de eu, apesar de mais nova do que aquela gente toda, poder estar presente nas festas e, apesar de ser a “chavalinha nova” ser quase sempre convidada para dar um pezinho de dança, sempre com muito respeitinho por ser a mana mais nova do dono da festa. Era o tempo dos lugares comuns e esta música é um marco para essa geração onde ainda havia tempo e paciência para a arte da conquista através dos slows:

http://www.youtube.com/watch?v=IGiZWHL6wD0

Depois, em plena adolescência tive os meus momentos de revolta. Chegava a casa de cabeça cheia e queria era fechar-me no meu quarto para ninguém me partir a cabeça. Aí era inevitável a “violência”: ouvia bem alto os Ramones, os AC/DC, os Sex Pistols e agora à distância penso que era um verdadeiro bicho do mato para o pessoal lá de casa; e ainda me dava ao luxo de chamar “betinho” ao mano velho por ele continuar a ouvir boa música de todos os géneros: até os Bee Gees! Não havia eu de ser a ovelha negra da família! Havia em especial uma música que me dava vontade de partir coisas, não me perguntem porquê… mas nunca parti nada, apenas pensava nisso:

http://www.youtube.com/watch?v=BD6v-cSbrpc

Claro que pouco depois voltei a acalmar, embora continue a gostar destas coisas todas. Tive a fase do jazz, e a fase da música francesa, principalmente remexendo nos LPs antigos que havia lá por casa dos meus pais. Hoje em dia sou uma confluência de estilos e de épocas, até de música clássica eu gosto. Por isso quando me perguntam se gosto de música respondo: sim, de BOA música!:

http://www.youtube.com/watch?v=b5WVkl_f7_E

Mas às vezes dou por mim a saber de cor e a cantar as músicas que a minha filha (pré-adolescente) ouve na Rádio Cidade, algumas, muito poucas (aqui para nós: quase nenhumas!). Por isso volto sempre às MINHAS músicas:


Passo o desafio aos autores dos seguintes blogues:

quinta-feira, novembro 29, 2007

10 coisas sobre mim -- Desafio

10 COISAS SOBRE MIM

Este desafio consiste em listar 10 factos não anteriormente mencionados neste blog.

1- Hoje logo de manhã vi a Manuela Ferreira Leite. Felizmente para ela eu ia a pé e ela é que ia de carro senão…

2- Tinha jurado a mim mesma não participar mais nestas correntes

3- Gosto de participar nas discussões políticas e nos debates do POUS, embora não pertença ao partido

4- Como durmo muito pouco sempre que posso ponho o despertador e durmo durante uma hora, porque senão já me tinha passado para o outro lado

5- Odeio ir ao cabeleireiro. Quando já não consigo ver nada mando uma tesourada na franja só para me aguentar mais uns meses sem lá ir

6- Este ano lectivo sou Presidente da Direcção de uma Associação de Pais

7- Tenho vitíligo mas agora já não lhe ligo nenhuma

8- Adorava poder comprar marijuana na farmácia

9 – O meu sonho era ter um café-convívio com boa música, livros à disposição e Internet, onde as pessoas pudessem conversar umas com as outras de olhos nos olhos

10- Tenho uma paixão eterna pelo Chico Buarque (ah, isto já tinha dito, não tinha?)

Foi a marota da Laurentina que me fez esta graça, como poderia recusar?

Seguem-se as vítimas desta brincadeira:


Que Conversa (Renda de Bilros)

Recalcitrante (Meg)

WeHaveKaosInTheGarden(Kaos)

A Sinistra Ministra Moriae)

Rei dos Leittões (João Rato)

domingo, junho 17, 2007

Resposta ao "Desafio sobre ... leituras"

Aceitei este desafio porque veio da Renda, mas avisei-a logo num comentário que eu hoje em dia pouco leio livros, muito menos inteiros; às vezes no Verão lá consigo ler alguma coisa até ao fim. Mas já dou por mim a ler pedaços de livros e admito com naturalidade estar a entrar naquela fase da vida em que se põem em fila de espera vários livros para ler; Das coisas que eu mais guardo saudade é de quando eu não precisava de cuidar de ninguém senão de mim própria e que seguia por esse metro, esses eléctricos fora a devorar livros, ou em que andava por aí de Fernando Pessoa debaixo do braço pelos bancos de miradouros e jardins. Agora é mais a música que traz até mim as palavras certas, de uma forma mais imediata e permitindo-me uma certa mobilidade. No entanto tenho a casa repleta de livros, uns que li, outros que ainda não, outros que provavelmente já nem lerei e mesmo agora todos os dias os quero sentir por perto.

Este era um assunto que atormentava o meu pai para o final da sua vida. Dizia: eu já não tenho tempo de vida para ler nada disto; notava-se que sentia pena de não ler até os já lidos e relidos. Mas ele antes de estar doente era um leitor excepcional, daqueles que numa noite devoram um livro, conseguindo abstrair-se de todo o caos em volta. Quanto a mim, nem por isso. Levo muito tempo a ler, presto muita atenção à escrita e não consigo dispor da continuidade e da atenção necessárias para seguir um livro até ao fim. Desisto muitas vezes de continuar a ler um livro começado. Os da minha geração são dos primeiros que já se queixam de terem demasiadas solicitações para que consigam reservar algum tempo do dia à leitura; ou que têm demasiadas inquietações para se concentrar no enredo de um romance, enquanto o país real está no maior descalabro.

Conheço um amigo que vive só, que não tem nada em casa, só livros. Nem a maldita televisão, nem uma aparelhagem, nada (eu não era capaz de viver sem música), só livros. Quando soube senti uma certa atracção pela ideia mas eu não vivo só, a televisão está quase sempre ligada e há um rádio ou leitor de CD em cada quarto, até mesmo na casa de banho, local por muitos eleito para a leitura mas que para mim nem por isso.

Aqui fica pois a resposta ao desafio, sem cronologia nem nenhum critério literário, apenas assim de repente o que me veio à ideia:

- A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón (um livro bom que ando a ler há que tempos)

- O Triunfo dos Porcos (Animal Farm) do George Orwell (ainda e sempre adaptável à realidade, li-o há pouco tempo aos meus filhos, que também não gostaram dos porcos)

- Alexandra Alpha, do José Cardoso Pires (do qual guardo boas memórias)

- Guardador de Rebanhos, de Alberto Caeiro/Fernando Pessoa (porque é tão simples e tão complicado que nos ensina que um poema é um poema entre muitas outras coisas)

- Ilíada, de Homero (porque é um monumento que não está nem um pouco em ruínas onde se apreende sempre mais qualquer coisa)

E estas são as minhas “vítimas” para escolherem os seus livros de eleição:

Linhas de Pensamento

Rei dos Leittões

Espreitador

Classe Política

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