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sábado, março 14, 2009

Frases das altas da madrugada

Quando nos virmos privados de todos os direitos vamos fazer de tudo para conquistá-los de novo.

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Oh Almeida vai ...

Oh Almeida vai ...

Armazem de crianças

«O presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) , Albino Almeida, ameaçou esta segunda-feira recorrer aos tribunais para que sejam convocados serviços mínimos em futuras greves de professores, de forma a evitar que as escolas encerrem.
"A Confap tomará medidas para que serviços como o refeitório e a guarda das crianças continuem a funcionar em futuras greves de professores, nem que para isso tenha de recorrer ao Tribunal Constitucional". As greves de professores tornam-se "atentatórias dos interesses dos alunos e até dos seus direitos mais elementares, como comer no refeitório". O direito dos professores à greve não pode colidir com o direito dos alunos e das suas famílias. Espero que as organizações sindicais tenham a lucidez de não marcar mais nenhuma greve para este ano lectivo porque a escola pública fica seriamente ameaçada se se continuar por este caminho, de realizar uma greve por mês", afirmou.»

Sou pai e juro que este Sr. não me representa. Nunca lhe concedi esse direito nem nunca o faria. Só o andar a lambuzar-se e a babar-se para a Sinistra seria mais que suficiente para justificar esta recusa, mas ainda por cima afirma alarvidades sem qualquer sentido. Já todos compreendemos que aquilo que o está a preocupar não é a existência de uma escola onde as crianças vão aprender, mas sim um armazém para encafuar os filhos durante as horas de trabalho. Culpar os professores em greve, não por os seus filhos não terem aulas pode, mas não deve porque eles só estão a exercer um seu direito, mas culpa-los por a escola estar fechada é ridículo. Não são os professores que abrem ou fecham uma escola. Não são eles que servem refeições nem são vigilantes nem auxiliares nas escolas. Eles dão aulas, ensinam. É essa a sua função e não a de manter escolas abertas, … por enquanto.


sexta-feira, fevereiro 15, 2008

PETIÇÃO PELO REFERENDO AO TRATADO DE LISBOA

Assine a Petição

Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República

O Tratado de Lisboa, também designado como Tratado Reformador, marca um momento decisivo na história dos cidadãos europeus. Mas a quase totalidade das pessoas desconhece o Tratado que lhes determinará muito da sua vida.

A nós, portugueses, foi prometida informação, esclarecimento e possibilidade de escolha. Foi prometido no programa eleitoral do Partido Socialista e solenemente reiterado no Programa de Governo. E o prometido é devido!

Os portugueses têm o direito a conhecer e a escolher o que determina as decisões fundamentais. Aquelas que têm a ver com a política monetária, com implicações no emprego e nas políticas orçamentais, com a protecção ambiental e a identidade marítima do país, com soluções de paz para conflitos internacionais.

Queremos que se cumpra a promessa do referendo e que cada eleitor exerça o seu direito democrático de dizer sim ou não.

Assim, cumprindo os preceitos constantes da Lei Orgânica do Regime do Referendo, Lei 15-A/98 de 3 de Abril, propomos a realização de um referendo sobre algumas das matérias fundamentais do Tratado de Lisboa com as seguintes três perguntas:

1.Concorda que a gestão dos recursos biológicos do mar seja uma competência exclusiva da União Europeia?

2.Concorda que o Parlamento Europeu não possua nenhum mecanismo de tutela sobre o Banco Central Europeu (BCE), de forma a influenciar a condução da sua política monetária?

3.Concorda que os Estados-membros reforcem progressivamente as suas capacidades militares, no âmbito dos compromissos com a NATO?

Assine a petição aqui


domingo, maio 20, 2007

Lambe-botas, bufos e outros pulhas -- os cães de guarda do governo Sócrates

Professor de Inglês suspenso de funções por ter comentado licenciatura de Sócrates

19.05.2007 - 10h09 Mariana Oliveira (Leia toda a notícia aqui)

Um professor de Inglês, que trabalhava há quase 20 anos na Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), foi suspenso de funções por ter feito um comentário – que a directora regional, Margarida Moreira, apelida de insulto – à licenciatura do primeiro-ministro, José Sócrates.

"Se a moda pega, instigada que está a delação, poderemos ter, a breve trecho, uns milhares de docentes presos políticos e outros tantos de boca calada e de consciência aprisionada, a tentar ensinar aos nossos alunos os valores da democracia, da tolerância, do pluralismo, dos direitos, liberdade e garantias e de outras coisas que, de tão remotas, já nem sabemos o real significado, perante a prática que nos rodeia." Fernando Charrua, professor de Inglês

sexta-feira, maio 18, 2007

Que Animal Farm?


Tudo começa quando um velho porco, o Velho Major, sonha que libertará os animais da escravidão em que vivem, e comunica aos outros o seu sonho. Passados três dias o Major morre, mas a revolução que iniciara na cabeça dos animais acabará por se concretizar com a expulsão do Sr Jones (dono da quinta) e libertação de todos os animais da escravidão.Da revolução nascem sete mandamentos, redigidos pelos porcos (considerados os mais inteligentes), que passam a reger a vida na quinta:


1º- Tudo o que anda sobre dois pés é inimigo

2º- Tudo o que anda sobre quatro pés, ou asas, é amigo

3º- Nenhum animal usará roupas

4º- Nenhum animal dormirá numa cama

5º- Nenhum animal beberá álcool

6º- Nenhum animal matará outro animal

7º- Todos os animais são iguais


A contínua alteração dos mandamentos culmina no último mandamento, frase que ficará na história como marca de toda a alegoria de Orwel:


"Todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais do que outros"...

(Resumo retirado daqui)

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Tenho chegado ultimamente à conclusão pelos textos que tenho lido sobre o livro de Orwell, Animal Farm, de que o que tem importado a uma certa critica é, como se costuma dizer, "dar o pai à criança". E isto porque se resume a história de uma forma mais ou menos subjectiva para então se traçar longas considerações sobre a clássica atribuição dos papéis, através de fórmulas: Velho Major=Marx; Bola de Neve (Snowball)=Trotsky; Napoleão=Estaline; etc. etc.
A mim, parece-me redutor; como se o perigo dos totalitarismos e das ditaduras ou dos pequenos autoritarismos estivesse confinado àquele período histórico... Enquanto uma certa crítica nos tenta pôr palas nos olhos para que continuemos a seguir apenas por esse caminho para nos consolidar mais profundamente a ideia de que os comunistas todos foram uns papões estalinistas. Quem se consegue manter livre delas pode ter uma visão mais alargada no tempo e no espaço desta fábula alegórica. Olhemos à nossa volta, atentemo-nos ao que ainda resta de um telejornal -- eles, os porcos, estão por toda a parte e até já modificaram alguns dos nossos mandamentos mais sagrados. Por exemplo, onde estava



O ensino deve ser gratuito

alguém veio e modificou até ficar

O ensino deve ser tendencialmente gratuito


Então o que tem isto de diferente da alteração dos mandamentos que os amnésicos animais da quinta foram esquecendo? Não estará esta fábula política tão actual quanto eu desejo aqui provar? Em que é que aqueles porcos foram mais ou menos porcos do que os nossos actuais? Permitam-me:

Todos os porcos são porcos mas alguns porcos são ainda mais porcos do que outros porcos por continuarem a ser tão porcos como eles foram!

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Último momento de reflexão pós-campanha e pré-referendo

No Domingo, dia 11, vou votar SIM no referendo porque:

- O aborto clandestino é real, existe e as condições em que é praticado actualmente não são nem justas nem iguais para todas as mulheres. Funciona como um negócio escuro, livre de impostos, num sistema que se organiza e exerce em corporativismo com alguns profissionais da saúde que utilizam à margem os hospitais públicos como apoio à prática, em troca de luvas.

- Desconfio sempre da certeza dos números do aborto clandestino; dizer-se que vai aumentar com a despenalização é um argumento falacioso. Ninguém pode saber ao certo quantos abortos se praticam clandestinamente.

- Já o número de mulheres que entra nos hospitais devido a complicações de saúde devido ao aborto clandestino, são bem reais. Só não se sabe ao certo que sequelas ficam no corpo das mulheres que não chegam a ir ao hospital.

- Uma mulher normal não pratica o aborto senão em último recurso. Existem numerosas causas que podem levar uma mulher a praticar o aborto, do desemprego à falta de instinto maternal. Uma mulher pode não poder ter esse filho ou não querer ter esse filho. No primeiro caso a mulher pode não estar em condições materiais para ter a criança; no segundo caso ela pode não ter condições psicológicas para ter um filho; em ambos os casos a mulher deve poder decidir de forma responsável dar ou não seguimento à gravidez.

- Uma criança indesejada não pode ter um futuro feliz; a maternidade é um passo sério na vida de uma mulher. Esta só deve levar a gravidez para diante se estiver consciente de que deseja essa criança. Essa criança só será amada se for desejada.

- As mulheres carenciadas sabem que não podem contar como certo com o apoio das instituições para criar os seus filhos. Já existem demasiados casos de crianças entregues a instituições que não são dignas de confiança para educar e integrar essas crianças, as quais vivem sujeitas a todas as humilhações.

- As mulheres não carenciadas não são afectadas pelo aborto clandestino; elas podem recorrer a clínicas da especialidade mantendo o anonimato e praticando a IVG com o mínimo de riscos. Muitas delas estão hoje do lado do não por questões absolutamente religiosas e sociais em defesa de uma falsa moral.

- A campanha do NÃO tem desde o início usado os piores argumentos, alguns deles chocantes; os meios que tem usado para atingir o seu fim, têm sido completamente desprovidos de bom senso, fazendo uso de todo o tipo de suportes (DVD,s, cartas em nome do feto morto pela mãe, etc.) e distribuindo-os a crianças menores sem qualquer legitimidade; as igrejas têm ido contra a lei, fazendo ilegalmente uma campanha declarada e explícita ao NÃO nas cerimónias religiosas; a tentativa desesperada de certas personalidades políticas virem à última da hora apelar à modificação da lei, caso vença o NÃO, é o exemplo do modo como a Lei é encarada: uma lei pode a seu ver existir mas não ser aplicada. A lei existe com o fim de assustar e, se a lei for violada pela mulher que ousar praticar o aborto, então ela será culpada, arguida mas desculpabilizada, perdoando-se-lhe a prisão em troco de serviço cívico ou do dinheiro da caução. Absolvida pelos detentores da moral, ela poderá ir em paz, com o perdão concedido.

- O referendo não devia existir, mas o governo entendeu que, se tinha sido uma promessa eleitoral ao povo, tinha que o realizar. Quantas outras promessas ficaram por cumprir entretanto? Quem as discutiu tanto quanto discutiu agora se há vida ou consciência num embrião? O referendo é uma faca de dois gumes: toma em consideração a vontade popular, mas provoca ainda mais divisões nas pessoas que deviam estar unidas na defesa dos direitos que estamos a perder todos os dias, como por exemplo em relação à escola e à saúde públicas, para falar apenas em dois dos mais importantes alicerces da nação que estão actualmente a ser postos em causa pelas imposições das políticas da União Europeia.

- Já que o referendo se vai realizar, então é chegado o momento de mudar essa lei caduca e imoral que apenas deseja criminalizar as mulheres, uma lei que, em se mantendo, deixaria tudo exactamente no mesmo obscurantismo e ilegalidade.

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