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segunda-feira, outubro 25, 2010

Há sempre um dia para regressar


Por má influência do Pafúncio que tão burgesmente segue a via do facilitismo, a Kaótica viajou para as redes sociais. Aí se perdeu, volátil, mas não para todo o sempre.
Há sempre um dia em que se deseja regressar... e esse dia veio finalmente com o surgimento de um blogue - UMA AVENTURA SINISTRA - onde a Kaótica foi poisar.

terça-feira, março 30, 2010

A maravilhosa prenda de aniversário de O Pafúncio!


Posted by Picasa
Uma querida amiga ofereceu este desenho ao Pafúncio, o que ele muito agradece!
Um grande abraço para ela!!!

Faz hoje 4 anos...

segunda-feira, setembro 14, 2009

Visitas surpresa



Hoje consultei as visitas ao blogue e fiquei deveras surpreendida: cerca de 70 visitas diárias... para aí umas 2000 durante um mês...

E eu sempre lá para o Facebook sem cuidar do Pafúncio!

segunda-feira, agosto 31, 2009

Facebook: como suscitar o interesse?


Venho confessar-vos que O Pafúncio, apesar de já ter voltado de férias, continua a funcionar a meio gás. Isso aliás já é do vosso conhecimento... O que nem todos sabem é que a Kaótica bandeou-se lá para os lados do Facebook e está completamente entregue ao sistema. Um dos motivos está na camueca que deu na minha NET que faz com que certos blogues ou sites demorem eternidades a abrir. Ainda há pouco me tinha livrado dos golpes do spam tailandês, maçando os meus caros comentadores com gigajogas.
Isto é o que a Kaótica diz para se desculpar, mas o que é certo é que se viciou mesmo naquela treta do Facebook.
Em relação ao Facebook penso duas coisas: é um sítio de encontro e de diálogo mesmo se dissonante, logo empolgante; é uma ferramenta que está a ser mal usada mas que tem muitas potencialidades, podendo converter-se num espaço de troca de ideias e opiniões de todos os géneros mais do que numa ininterrupta troca de galhardetes e provas reais de amizade. Mas até a isso uma pessoa se habitua, sabendo bem receber e retribuir uma caipirinha gelada no meio do Verão, ainda que virtual. Tem a possibilidade de inserir e partilhar videos, imagens, ligações para notícias e para blogues. Ou seja pode lá ser introduzido tudo o que se quiser e poderão ou não suscitar comentários. Julgo que as pessoas deviam apostar mais em comentar no Facebook, mas para isso seria preciso colocar lá assuntos que as pessoas tivessem interesse de comentar. Um círculo vicioso! Como suscitar o interesse?

segunda-feira, março 30, 2009

segunda-feira, março 23, 2009

Pafuncices kaóticas


Todos os dias o Pafúncio é a página em branco que ouso preencher. Janela para outras janelas, porta para outras portas, vaga para outras vagas, outras ondas. Por vezes perco-me completamente, volto atrás ou deixo-me fluir. Descobertas e tormentas, cais vários onde ancoro e me deixo ficar a fruir. Ilhas, pequenas maravilhas que me vêm visitar e que revisito. Um turbilhão de mar e um vazio por vezes de não saber como dizer tudo o que é preciso dizer. Crises de tempestade. Encalhe. Naufrágio. Sobrevivo à custa de persistência de ir dizendo qualquer coisa que importe a alguém. E que essa coisa dita possa desencadear uma coisa feita.

sexta-feira, março 20, 2009

sexta-feira, outubro 17, 2008

Prémios Ideias Fixas 2008

A todos os meus visitantes que quiserem votar no Pafúncio, podem fazê-lo AQUI:

O amigo Sá Morais lançou a ideia no seu Ideias Fixas e muito me enterneceu ter-se lembrado de lá colocar o meu mui humilde blogue que tão desprezado anda nestes últimos dias.

Já agora explico por que anda o Pafúncio tão desleixado: a acção sobrepôs-se uma vez mais à imobilidade, e o Pafúncio não é homem de acção, ele é até meio aburguesado. Já sabem que sou de ondas. Ora passo horas diante do computador a teclar ninharias; ora saio para a rua para me meter em muitas coisas ao mesmo tempo: uma associação de pais em final de mandato, a ter que apresentar as papeladas em ordem; uma campanha para a eleição para um novo mandato; duas comissões, duas árduas tarefas - a defesa da escola pública/a ruptura com a União Europeia; uma passagem atribulada pelo Movimento Associativo dos Pais (MAP), reuniões atrás de reuniões, aulas de Tai Chi e Chi Kung (ainda muito insipiente, movendo-me em tentativas e imitações), blogues colectivos, filhos e cadilhos, panelas e fundilhos. E hoje surgiu um telefonema que promete que vem por aí muito trabalhinho pela frente, daquele de queimar as pestanas (não, não arranjei emprego, eu apenas sei meter-me em trabalhos!). Um dia eu crio um B.D.I. (Blogue Devidamente Identificado) e lá coloco a boca no trombone sobre todas estas coisas da esfera privada que só vou dizendo aqui por meias palavras.

Suspeito que o Pafúncio vai passar um mau bocado, deixado por sua própria conta e risco, sem assiduidade nem brio.

Altas horas passo por aqui e apenas vos deixo a todos um abraço sem prazo de validade e a partilha de um video daquele músico que me é muito querido e a quem sempre recorro quando fico sem palavras.

Até já!







quarta-feira, julho 16, 2008

Limpezas e Empecilhos

O Pafúncio

Em casa, limpezas de cima abaixo, tipo tirar tudo de um quarto, limpar e pôr tudo lá outra vez. Ontem tirei tudo, hoje a senhora que trabalha aqui em casa limpou e agora não consigo fazer a parte final de lá encafuar tudo o que ficou de fora. Olho o quarto quase vazio e desejo que assim continuasse. Tantas coisas que acumulamos e depois não nos conseguimos livrar delas, perseguem-nos pela vida fora como empecilhos que queremos conservar.

Tive necessidade de não o fazer hoje, apetecia-me estar aqui no computador, como quando não se pode e se tem outras coisas para fazer. O Inverno todo, e mesmo durante a Primavera, o caos foi-se instaurando aqui em casa: livros empilhados, papelada pelas cadeiras, coisas sem sentido que foram ficando por arrumar, enfim uma desorganização de todo o tamanho, pó e pelos de animais. É que as noites passadas sucessivamente no teclado traduzem-se em desordem aqui no espaço físico. E quando se olha à volta e se toma consciência disso, é que se mede as consequências.

De volta ao computador começo por ver os mails e o tempo vai passando de assunto em assunto. Há sempre coisas para fazer e o tempo nunca chega para tudo.

De repente, de um modo quase aleatório, intuitivo, resolvo arrumar com um assunto: a associação de pais entra declaradamente em férias. Durante as férias haverá no entanto muita informação a organizar, que se quer organizada.

Como bem diz uma amiga, sem organização não se faz nada.

Entretanto o Pafúncio foi-se reduzindo à sua inactividade burguesa. Está de mãos e pés atados, com a crise, resta-lhe ficar quietinho à espera que passe o mau tempo. Aquilo lá para os Estados Unidos não está nada bem. Como abana por todos os lados o grande pilar do capitalismo global… Se estoira vai chover merda em Moscovo! Como bom Pafúncio que é, de brandos costumes, o melhor é não dar muito nas vistas e, já que não pode assobiar para o lado fingindo que não é nada com ele, pelo menos não se mete em politiquices não vá isto ainda dar a volta e ele estar posicionado do lado dos vencidos. Ainda se lembra quando teve que arranjar um cravo à pressa. Quem lhe dera a ele que a política não se viesse meter com ele, que a crise não lhe fizesse resvalar o lucro para o abismo, poder sentir-se seguro, sem medo de violências, para se poder entregar aos prazeres da vida. Felizmente está quase a ir de férias, este Pafúncio, onde se poderá esquecer de todas as dificuldades e aliviar o stress acumulado. Haverá alguém que o mereça tanto como ele?

domingo, março 30, 2008

Faz hoje 2 anos...

A pedido do amigo Marreta, e à laia de comemoração íntima, aqui vai (mais uma vez?) a história verídica do surgimento de O Pafúncio:

Numa das muitas manhãs em que bebia café com o meu pai, recebi um telefonema de alguém muito querido que me dizia: “Estou a criar-te um blogue. Como é que queres chamar-lhe?”

E eu assim meio à toa, de manhã estou sempre à toa no que respeita a imaginação, disse que sabia lá… Mas do outro lado a voz insistiu apressando-me.

A solução que encontrei foi pedir ao meu pai um nome para o blogue, ao que ele respondeu de imediato, “olha, chama-lhe Pafúncio!”

Pafúncio? Aquilo pareceu-me bem estranho, pensei até que era uma palavra inventada ali na altura, como às vezes acontecia. Que é isso de Pafúncio?

O Pafúncio, mais do que uma figura de Banda Desenhada, é na verdade este figurão, um novo rico mulherengo como tantos da nossa praça (ver aqui o post onde já se explicou quem é este Pafúncio). Na altura o meu pai explicou-me quem era O Pafúncio das bandas desenhadas do seu tempo, mas nunca nenhum de nós soube explicar porque surgiu ali aquela ideia na ponta da língua, nem por que foi logo tão bem acolhida por mim.

Nesse dia foi criado O Pafúncio, um blogue pessoal, caótico, livre-pensador, sem pretenções intelectualóides, um espaço onde todos são bem vindos e onde todas as opiniões são tomadas em consideração. Certo é que O Pafúncio não passa de uma figura menor no meio da alta blogosfera, mas isso para mim é o que menos importa porque o que conta é que têm vindo aqui poucos mas bons.

Já estive para desistir de O Pafúncio vezes sem conta. Mas agora então, depois que o meu pai faleceu, ele tornou-se para mim um elo de ligação difícil de quebrar. É como se fosse também um pouco dele, embora seja muito meu. Por isso O Pafúncio vai continuar a fazer por incomodar os pafúncios nossos contemporâneos que se enganarem na porta.

Quanto aos outros que aqui vêm frequentemente, nada têm de Pafúncio. Sabem que nem precisam de bater à porta, entram, comem, bebem, levam textos e imagens, partilham músicas, utopias possíveis e ânsias de mudar o mundo, a começar por este governo! A eles tenho dedicado as minhas madrugadas, mas nem por isso espero que me visitem assiduamente porque não lhes poderia garantir a retribuição. Na verdade O Pafúncio é um bicho muito ingrato, muito egoísta e pouco de fiar. Tem dias em que se perde de tal maneira por essa blogosfera fora que nem se lembra de si próprio, quanto mais de cumprir as suas obrigações sociais. Mas depois, como é coração mole, chega um dia em que se lembra de visitar os amigos e então lá vai ele batendo de porta em porta abraçando e beijando todo o mundo. Nesses dias desmedidos o pior são os comentários espatafúrdios que se lembra às vezes de deixar por aí! É que este Pafúncio é mesmo um desbocado!

sexta-feira, março 30, 2007

Parabéns, Ó Pafúncio!

O Pafúncio faz hoje um ano. Não teve bolo porque ele já está gordo demais com tanto post. Mas se tivesse tido a maior fatia seria para o querido amigo Outsider, campeão da persistência de vir aqui deixar abraços. Tudo de bom para ele! E também muito obrigada a todos os que por cá têm passado. Sei que este Pafúncio não merece grande homenagem. Como todos os pafúncios ele é pouco esforçado, nada consistente, às vezes supérfluo e até um pouco fútil. Como há-de ele querer ter mais visitas se as mais das vezes se fecha em si próprio, é egoísta e misantropo? Se bem que lá no fundo, lá bem no osso por debaixo daquela pança de burguês, ele é um sonhador inveterado. Produto das circunstâncias, foi isso o que o dinheiro rápido fez dele, ele não se consegue livrar do seu ego que tudo ocupa. Vaidoso, cheio de defeitos, senhor do seu umbigo, mulherengo, burguês egocentrista. Por mim, hei-de sempre kaoticamente reagir contra ele, contra todas as formas de pafúncios que se conformem em sê-lo. Mas afinal quantos de nós não ocultarão em si mesmos qualquer coisa de pafúncio? É que afinal este blog não pretende fazer mais do que exorcizar os demónios pafúncios que toda a classe burguesa ainda guarda em si. Fora com o Pafúncio. Eu lhe desejo que o novo ano lhe traga uma renovada consciência de que é preciso deixar de ser Pafúncio para que o mundo possa ainda vir a ser um lugar bem melhor do que este que aqui temos!
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