A pedido do amigo Marreta, e à laia de comemoração íntima, aqui vai (mais uma vez?) a história verídica do surgimento de O Pafúncio:E eu assim meio à toa, de manhã estou sempre à toa no que respeita a imaginação, disse que sabia lá… Mas do outro lado a voz insistiu apressando-me.
A solução que encontrei foi pedir ao meu pai um nome para o blogue, ao que ele respondeu de imediato, “olha, chama-lhe Pafúncio!”
Pafúncio? Aquilo pareceu-me bem estranho, pensei até que era uma palavra inventada ali na altura, como às vezes acontecia. Que é isso de Pafúncio?
O Pafúncio, mais do que uma figura de Banda Desenhada, é na verdade este figurão, um novo rico mulherengo como tantos da nossa praça (ver aqui o post onde já se explicou quem é este Pafúncio). Na altura o meu pai explicou-me quem era O Pafúncio das bandas desenhadas do seu tempo, mas nunca nenhum de nós soube explicar porque surgiu ali aquela ideia na ponta da língua, nem por que foi logo tão bem acolhida por mim.
Nesse dia foi criado O Pafúncio, um blogue pessoal, caótico, livre-pensador, sem pretenções intelectualóides, um espaço onde todos são bem vindos e onde todas as opiniões são tomadas
Já estive para desistir de O Pafúncio vezes sem conta. Mas agora então, depois que o meu pai faleceu, ele tornou-se para mim um elo de ligação difícil de quebrar. É como se fosse também um pouco dele, embora seja muito meu. Por isso O Pafúncio vai continuar a fazer por incomodar os pafúncios nossos contemporâneos que se enganarem na porta.
Quanto aos outros que aqui vêm frequentemente, nada têm de Pafúncio. Sabem que nem precisam de bater à porta, entram, comem, bebem, levam textos e imagens, partilham músicas, utopias possíveis e ânsias de mudar o mundo, a começar por este governo! A eles tenho dedicado as minhas madrugadas, mas nem por isso espero que me visitem assiduamente porque não lhes poderia garantir a retribuição. Na verdade O Pafúncio é um bicho muito ingrato, muito egoísta e pouco de fiar. Tem dias em que se perde de tal maneira por essa blogosfera fora que nem se lembra de si próprio, quanto mais de cumprir as suas obrigações sociais. Mas depois, como é coração mole, chega um dia em que se lembra de visitar os amigos e então lá vai ele batendo de porta em porta abraçando e beijando todo o mundo. Nesses dias desmedidos o pior são os comentários espatafúrdios que se lembra às vezes de deixar por aí! É que este Pafúncio é mesmo um desbocado!







