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quarta-feira, setembro 17, 2008

Hoje, reunião da Comissão Nacional pela Ruptura com a UE


Constituição da Comissão Nacional para defender:

· Uma Política que reate com o 25 de Abril

· A União Livre das Nações Soberanas de toda a Europa

· A Ruptura com a União Europeia

Caros amigos e camaradas,

Realizou-se, no passado dia 13 de Setembro, em Lisboa, um Encontro em que participaram, entre outros, estudantes e docentes da zona de Lisboa, e operários e pequenos comerciantes da zona da Marinha Grande / Leiria.

Partilhando diferentes opiniões políticas – em resultado das suas experiências de vida e das correntes do movimento operário com que mais se identificaram ou ligaram – temos como base comum a assinatura de um Apelo para a constituição de uma “Comissão Nacional pela Ruptura com a União Europeia”, que foi subscrito por mais 70 militantes, trabalhadores e jovens.

Os militantes presentes na reunião tiveram também conhecimento da audiência concedida pelo secretário de Vladimir Spidla (Comissário europeu para o Emprego, os Assuntos Sociais e a Igualdade de Oportunidades) a uma delegação constituída por dirigentes sindicais de nove países europeus, no dia anterior, bem como da sua decisão em continuar a batalha política que os levou a ter aquela audiência, convocando nessa base um Encontro europeu.

(Os detalhes sobre os resultados desta delegação e a iniciativa do referido Encontro, serão oportunamente divulgados, logo que nos chegue mais informação.)

Após um debate fraterno e livre entre todos os presentes, foi aprovada a constituição dessa Comissão Nacional, tendo como base o texto que vos enviamos em anexo.

Aprovaram-se ainda um conjunto de iniciativas, visando desenvolver o trabalho político, que permita com que a Comissão em Defesa de uma política socialista, pela União Livre das Nações Soberanas de toda a Europa, de Ruptura com a UE, atinja os objectivos por todos pretendidos, contribuindo para abrir uma perspectiva política positiva ao conjunto dos trabalhadores portugueses.

Para planear a concretização das propostas aprovadas, terá lugar na próxima quarta-feira, dia 17 de Setembro, pelas 18 horas, no espaço que o POUS colocou à disposição destes militantes situado na:

Rua de Santo António da Glória, nº 52 B, cave C, em Lisboa

A reunião é naturalmente aberta, e, por conseguinte, serão bem-vindos todos quantos quiserem participar no desenvolvimento do trabalho, ou sugerir novas propostas que o enriqueçam.

Saudações de Abril

Lisboa, 14 de Setembro de 2008

Pel’A Comissão Nacional

Carmelinda Pereira

(recebido por mail)

domingo, novembro 04, 2007

Porquê debater a Revolução de Outubro hoje?

Partido Operário

de Unidade Socialista

Secção portuguesa da IVª Internacional

Reunião-debate: Revolução de Outubro de 1917

Reunião-debate, 4 de Novembro, 15h 30m, sede do POUS

Em que é que a situação de 2007 põe na ordem do dia o conteúdo social de uma revolução proletária que mergulha as suas raízes na revolução de Outubro de 1917?

Passaram 90 anos. As condições históricas, políticas, económicas e sociais estão largamente modificadas. Todavia, a IVª Internacional, ao comemorar este aniversário, não o faz como sendo o assinalar de uma data histórica, ou como uma discussão ideológica.

Os seus militantes procuram fazer desta discussão um ponto de apoio para a procura das estratégias de acção no presente e na preparação do futuro.

Será descabido?

No passado dia 18 de Outubro, mais de 200 mil trabalhadores e estudantes manifestaram, ao apelo da CGTP, para afirmarem a exigência de uma vida digna, contendo nela todas as reivindicações: trabalho com direitos, aumento dos salários e reformas, serviços de saúde públicos, reabertura dos que fecharam, o mesmo para as escolas, retirada dos ataques às carreiras profissionais dos professores e de todos os funcionários públicos, fim das privatizações, que Carvalho da Silva – Secretário-geral da CGTP – interpretava como a expressão da alma de milhões que não puderam estar presentes, muitos por medo de perder o emprego. Ao mesmo tempo, Sócrates e os restantes chefes de Estado e/ou de governo da UE, procuravam firmar um novo Tratado, síntese de todos os anteriores, para poder reforçar o dispositivo que lhes permita, em cada país, continuar na aplicação ainda mais refinada de tudo quanto os 200 mil estavam a rejeitar.

O seu dispositivo vai ao ponto de pretenderem remeter os sindicatos à condição de parceiros nos mecanismos para permitir baixar cada vez mais o custo da força de trabalho, ao mesmo tempo que “fazem um ataque violentíssimo à contratação colectiva em toda a Europa”, no dizer de Carvalho da Silva.

Como sair daqui?

Tal como consta de uma Resolução aprovada no 6º congresso da IVª Internacional, realizado em Novembro de 2006, no quadro da análise da situação mundial: “A escaldante actualidade da revolução proletária é o único meio de impedir a Humanidade de mergulhar no abismo”.

Nesta situação, os militantes do POUS propõem-se abrir a discussão sobre a actualidade da Revolução russa.

Será um primeiro debate que poderá apenas permitir o afloramento de uma discussão urgente a desenvolver entre todos quantos estão preocupados com o presente e com o futuro, e empenhados em encontrar pontos de acordo para a acção.

Alguns tópicos para discussão:

1) Em que contexto histórico teve lugar a Revolução russa de Outubro de 1917?

2) Que relação existe entre a situação mundial actual e a dessa época?

3) Com que objectivo comemora e defende o POUS a Revolução de Outubro?

4) Como utilizar, de facto, os seus ensinamentos como um ponto de apoio para o combate de classe dos nossos dias e do futuro?

Reunião-debate, 4 de Novembro, 15h 30m, sede do POUS

Sede: Rua de Santo António da Glória, nº 52 B, cave C, 1250 – 217 Lisboa

6 21 325 78 11 http://pous4.no.sapo.pt email: pous4@sapo.pt

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