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sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Euro-marionettes de Bilderberg ou a ditadura do défice

(...) Agora, falando a sério, e, embora eu não acredite minimamente em qualquer notícia que me seja passada de bandeja de abertura de telejornal, a ter-se verificado esse tal acréscimo do P.I.B., o custo moral, amoral e imoral da coisa foi de tal ordem que me não recordo de coisa parecida. Obviamente, os fins justificam os meios, como diria -- não diz, mas pensa... -- a "marionette" de Bilderberg, que, em nada, se mostra preocupada com haver generais a poderem vir afirmar, em público, coisas como estas. (...)


domingo, janeiro 13, 2008

"O meu compromisso é com a Europa" (José Sócrates)

No parlamento Jerónimo de Sousa perguntou a Sócrates, a propósito da ratificação parlamentar em vez do prometido referendo, se o seu compromisso era com o povo português ou se era com os seus pares da união europeia. Em resposta Sócrates afirmou perentoriamente:

“O meu compromisso é com a Europa!”

Pela primeira vez disse a verdade: o compromisso de Sócrates é com a Europa, não é com o povo português que votou nele. Irá votar outra vez? Com a verdade me enganas, diz a voz popular. Quando já ninguém acredita nele, Sócrates vem dizer a verdade e reconsiderar.

(É que não sei se já entendemos que estes senhores não têm escrúpulos e são capazes de tudo em nome da Europa que os comanda. Somos pois lacaios da Europa, a honra de cumprir uma promessa eleitoral feita ao povo português nada vale para os senhores da Europa a quem o nosso governo precisa obedecer e honra já não lhe resta, tantas vezes tem sido perdida. Vergonha não têm: mantêm-se nos cargos por maiores que sejam as derrotas. Como vai agora Mário Lino levar para a frente este projecto que tanto desprezava e abominava?)

Sócrates veio dar a cara e tentou justificar a mudança de planos do governo em relação à ideia de construir o novo aeroporto de Lisboa em Alcochete mas já não conseguiu ser credível. Vendo bem ele mete os pés a falar, como se preparasse as melhores palavras para elaborar um discurso no qual ele próprio não acredita. Atrapalha-se, é trapalhão, tenta dissimular as trapalhadas, corrige-se mas não se emenda. Este voltar atrás vindo de quem vem cheira obviamente a tramóia. E se houvesse um plano para lançar a ideia de que o aeroporto era inevitavelmente para construir na OTA, mas já houvesse outro plano prévio de, a dada altura, localizar o aeroporto noutro sítio pré-determinado, que já ninguém pudesse contestar? Grandes negociatas: vendas de terrenos na OTA: tanto dinheiro! Compra e venda de terrenos na margem sul, tanto lucro! Quem vendeu uns? Quem comprou outros? Quantos mais negócios se vão ainda fazer à custa de um aeroporto por começar? Quem perdeu dinheiro? Quem vai ganhar com tudo isto? Seguir este rasto pode conduzir um dia à verdade.

Entretanto o melhor é apressar a coisa. Se não se despacharem com o aeroporto e não cumprirem os prazos a União Europeia já apareceu a berrar que não dá os fundos. O que quer dizer que o que é preciso é deitar mãos à obra, seja lá onde for o aeroporto, tem é que ir para a frente. Já sei qual vai ser a conversa: temos que cumprir os prazos, vai ser um destes ver se te avias.

Duas notícias bombásticas na mesma semana, assim se dividem os ânimos e as contestações para fazer passar ambas segundo a fórmula: duas graves medidas a dividir por duas polémicas mediáticas igual a uma só contestação e ficam tiradas duas hienas da cartola de uma vezada. Só que desta vez topou-se demasiado a farsola pois o truque é velho, as hienas perigosas postas à solta e os tratantes não são mágicos, são charlapalhões.

Ora o povo português faz-se de parvo mas não é parvo. Já viu que baixar o deficit só significa mais aumentos para ele pagar. E já nem se lembra de quantos ministros já ouviu decretar o fim da crise. Por isso já não acredita em nada nem em ninguém, nem na sua própria vontade de se revoltar. As medidas tomadas não são para agora, são para dar frutos no futuro, disse o ministro à malta que vive no presente.

segunda-feira, julho 09, 2007

Albarde-se o Burro À Vontade do Dono


Adorei este post do blogue O País do Burro:-)

(777) 7 maravilhas

1 – “Então peçam para sair da União Europeia” – Jaime Silva
2 - "
O novo aeroporto de Lisboa jamais será na margem Sul, um deserto, uma zona sem gente, sem tráfego, sem cidades, sem hotéis, sem hospitais, sem actividades económicas." – Mário Lino
3 – “
Portugal é um país competitivo em termos de custos salariais. Os custos salariais são mais baixos do que a média dos países da União Europeia e a pressão para a sua subida é muito menor do que nos países do alargamento." – Manuel Pinho
4 – “
Perdi o apoio dos professores, mas ganhei o dos portugueses” – Maria de Lurdes Rodrigues
5 - “
A directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho, Maria Celeste Cardoso, foi exonerada pelo ministro da Saúde por não ter retirado do centro um cartaz que apresentava declarações de Correia de Campos "em termos jocosos"
6 - “
O Governo não pactua com sistemas de injustiça fiscal" e, por isso, propôs as alterações à lei em matéria de deficientes e de reformados.” – Teixeira dos Santos
7- “
Nunca um Governo deixou tantas marcas de esquerda” – José Sócrates

Haveria outras maravilhas e chegaria rapidamente às 77, o Governo de José Sócrates é bastante pródigo em maravilhas. Ficam estas 7, que escolhi sem grande esforço de memória, neste que é, por coincidÊncia, o 777º post do país do Burro.

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