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terça-feira, junho 29, 2010

domingo, agosto 16, 2009

Nota informativa

Foto daqui


Caros visitantes de O Pafúncio

Ultimamente as caixas de comentários deste blogue têm sido acometidas por comentários em chinês (ou pelo menos é o que me parece!), pelo que me vi obrigada a activar aquela coisa aborrecida que não gosto nada de encontrar nos blogues, que nos obriga a decifrar um conjunto de letras distorcidas e a digitalizá-las, obtendo assim acesso a publicar comentários. Vamos ver se resulta. Caso contrário terei que seguir para a estratégia II e passar a moderar os comentários.

Peço desculpa pelo incómodo, mas já começo a estar farta dos caracteres chinocas.

Um abraço para todos e continuação de boas férias!

sexta-feira, agosto 07, 2009

Ilusão por ilusão vou mergulhar na leitura!!! Até sempre ou seja até já!


imgem daqui

O Livro das Ilusões do Paul Auster é o livro que trouxe para ler nas férias. Ainda só vou no início mas já tenho a certeza de que é um grande livro, com uma capacidade narrativa alucinante. As diferentes velocidades narrativas levam a que desde logo pareça que já sabemos toda a história, passando-se logo a seguir a contar em pormenor, de forma a construir a personagem. A narrativa na primeira pessoa e as personagens principais ausentes, incorpóreas. Parece que há mais quem goste, e sei também de quem muito gostava e mo entregou, aconselhando-o vivamente.

A minha ligação à net aqui é péssima. Estou a pensar dedicar-me mais à leitura deste livro. Esta é uma grande vantagem dos livros sobre a net: são corpóreos e não se volatizam no ar, deixando-nos que tempos à espera de carregar. Depende de nós lê-los ou não os ler. Este livro talvez se venha a revelar mais cativante do que todas as portas por onde possamos entrar, se bem que à última da hora um blogue desconhecido veio fazer com que o que eu acabei de dizer deitasse tudo a perder. Ou talvez não. Para já vou-me desligar daqui para me ligar lá, no universo fantástico dessa história tão real. Até já!

sábado, agosto 01, 2009

segunda-feira, julho 13, 2009

Tempo de mudança

Não somos propriamente o casal de velhinhos que vê partir os filhos à sua vida. Mas experienciamos uma espécie de ensaio geral, na sensação de vê-los partir para terem os seus momentos de felicidade longe da nossa vista (mas não do coração). Hoje lá foram na camioneta, rumo à aventura. Se tudo correr bem vão adorar e vai fazer-lhes bem ao crescimento. As dores de crescimento são reais, quer elas doam nos ossos ou na saudade. Mas aposto que quem sente mais essa nostalgia é quem fica. Quem parte vai sempre ao encontro da novidade. Quem fica... fica à espera de que seja o outro que partiu a trazer a novidade. O melhor que tem a fazer é lançar mãos à obra e aproveitar o tempo mais desocupado para meter mãos à obra. É o que eu chamo ficar colada à casa!

A partir de hoje este blogue vai partir para férias, o que não quer dizer que a sua autora o faça, já que na vida real vai mesmo fazer obras na casa e, para tal começar a encaixotar de tal maneira que esperemos que a mudança não se venha a reflectir no seu perfeito juízo. Aproveito os momentos de fraqueza para colocar por aqui de vez em quando um video e vos ir visitar aos vossos blogues.

Boas férias para todos os que estão de férias!
Boa vida para todos que ainda estejam a trabalhar!
Boa luta para os que estão desempregados ou falidos!

domingo, agosto 31, 2008

Festas e mais festas

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Palavra que estou exausta e sem nenhuma ideia mas isso não me importa tanto quanto isso porque por aqui andamos em festa. Imaginem um filho que faz anos a meio da semana e que não dando para fazer uma grande festa de anos se faz uma reduzida comemoração mais familiar. Passada uma semana outra filha faz anos também a meio da semana. Resultado: já se sabe de antemão que vai haver outra pequena festa nesse dia. E é claro que no fim de semana do meio tem que haver festa dos dois, com os amigos que já voltaram de férias. Não é fácil reunir as hostes nesta época de finais de Agosto. Ainda há muitos que não regressaram, por isso eram apenas dez, a chilrear à volta de uma piscina onde se fez a festa.
Não é que tenha feito grande coisa: não cozinhei, não arrumei as loiças, não limpei os estragos, apenas me limitei a ficar na conversa com amigos e a vê-los correr e brincar. Mas a verdade é que hoje estou cansada e talvez sem vontade de estar aqui escrevendo com o corpo a pedir cama. Nem sempre é boa ideia deixar a cabeça comandar.
E para o próximo fim de semana, mais festa. A Festa do Avante, este ano com um jantar de blogues encaixado.
Já houve anos em que coincidiu tudo junto, anos e Festa do Avante, mas este ano vai dar para andar em festa durante mais de uma semana.

terça-feira, agosto 26, 2008

Cada chegada é uma chegada

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retirado da net

Vocês não estão a ver o final de férias que nos aconteceu. Imaginem o que é, ao fim de um mês, estar a arrumar a bagagem nos carros à hora da partida e aparecer o cão a sangrar de uma pata, depois de tanto tempo a correr por ali sem lhe acontecer nada. Ainda por cima já quase noite e nós a querer-nos ir embora, já que tinha que ser.

A pata onde poisava deixava uma poça de sangue. Tudo sujo, tijoleira, tapete, as nossas roupas, toalhas, assentos de automóvel. Procurámos um veterinário por todo o lado mas os poucos que havia tinham partido para passar o Domingo fora. Noite. Voltámos a casa e fiz um curativo o melhor que pude e fizemo-nos à estrada. Ponto de encontro: o hospital veterinário do Restelo, aberto 24h, caro como o caraças (não, o caraças é mais barato!). Mais sangue, mais curativos, mais espera, depois da viagem de regresso. Disseram-nos que o nosso cão tinha que ficar internado, ser anestesiado e talvez mesmo ser operado para reconstruir o vaso sanguíneo cortado. Ligássemos para lá no dia seguinte a saber o que tinha acontecido. Chegámos a casa todos menos um, abatidos os outros que chegaram sem esse. Tão querido que foi nas férias, menos para as ovelhas da quinta vizinha, que ficaram sem o seu personal trainer. Fugia para lá por debaixo da vedação e ficava a ladrar à frente delas (e por todos os lados), com o rabo a abanar, só querendo que corressem para ele correr atrás delas, as ovelhas em pânico, coitadas. Nunca lhes fez mal, a não ser ao coração.

Ontem não estava com cabeça para mais nada e só me deixei ficar em frente à televisão, a ver a cerimónia de encerramento dos jogos olímpicos. Pareceu-me o supra sumo da harmonia universal. Como o ser humano é capaz de criar tanta ordem e tanto caos! Espectáculo, tanta gente tão perfeita, tão flexível e musculada, tão sorridente e infalível… Lindas as cores das luzes e radioso o sorriso das mulheres e dos homens participantes. As vozes das cantoras como sereias… a arquitectura das luzes e dos edifícios… o velho rock rasgativo finalmente instituído, abençoado por papas e budas, a animar a festa.
Adormeci pela primeira vez já noutro programa e ainda houve quem me voltasse a acordar.

Hoje foi outro dia e a maior alegria até agora foi trazer o cão para casa. Ainda vem com resquícios da anestesia, dorme muito, tem a pata ligada e traz uma coleira daquelas de cão espacial que bate em tudo por onde passa. Está prostrado e eu com ele, e a nossa carteira também está prostrada. Que final de férias! Quanto mais não vale um gato bebé no motor do carro!

domingo, agosto 24, 2008

Cresce a lista dos blogues amigos

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Acabei de incluir mais dois blogues na minha lista de "Amigos": o Claustro Fobias, que recomendo vivamente por razões que quando o começarem a ler e a seguir os seus links para outras poesias vão entender; e o Dragon Blog porque nasceu aqui destas férias caseiras e, sendo feito por dois primos da mesma idade muito muito jovem, revelam uma forte influência do mundo dos adultos com que convivem mas depois vai-se a ver e chega-se à conclusão que aquilo ali saiu mesmo da cabeça deles. Já os tentámos demover mas eles afirmaram que o que entendem de política lhes chega bem para fazerem o que por lá fazem... dizem até que, sendo bloguers como são podem ir ao próximo jantar blogosférico na Festa do Avante.

quinta-feira, agosto 21, 2008

Hoje, sim!

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Praia da Comporta, Agosto/2008

quarta-feira, agosto 20, 2008

Hoje não aconteceu.

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Imagem daqui

Não, o dia de hoje não aconteceu. Não aconteceu chegarmos à praia como é de costume. Não aconteceu o mergulho no mar. Houve um daqueles PUM PUm Pum pum e felizmente não aconteceu senão um furo, mas um furo dos que a borracha desincha por completo e a chapa bate no asfalto. Mulher ao volante controlou a situação. Íamos devagar de tanta criança nos bancos de trás. Não aconteceu o desastre, por isso apesar do dia não ter rendido uma ida à praia, mas antes uma espera na beira da estrada, ganhámos o dia e conhecemos gente. No regresso a casa depois de sucessivos grupos de heróis nos terem ajudado a mudar o pneu, não havia que jantar. E não deixou de ser surrealista a cena mais comum de vermos um homem com um frango assado de baixo do braço saindo do restaurante mas afinal não havia por ali frangos assados. Saímos procurando um para levar para casa e essa nossa “caçada” levou-nos a procurar outro lugar onde pudéssemos encontrar frangos assados. Fomos parar ao Sr. Grelhado, da Luzia, fã esposa do Júlio da rádio, que gosta de música e que, para além disso, é muito simpático.
Conversa puxa conversa, feijoada de búzios também há por encomenda? Saímos de lá sem frango, porque todos estavam já reservados (o frango assado também não aconteceu hoje!), mas com umas salsichas na brasa, jantar alternativo, e com o almoço de Sábado já apalavrado, digo encomendado, para ir buscar três doses da feijoada. Com este tipo de fast food já me identifico muito mais do que com as outras, as mais institucionalizadas, as cadeias alimentares, McDonald’s e Pizzas Hut e outras coisas reles com que nos aliciam a ser obesos satisfeitos com a situação. Pode não ter sido tão “fast” como isso mas deu para uma boa dose de conversação e para ficar a conhecer um lugar onde se há-de voltar. Bebemos umas bejecas. Esperámos, mas não estivemos à espera. Continuámos bebendo cerveja já mesmo em casa ao jantar, mais conversa e o sono ainda não aconteceu.

domingo, agosto 17, 2008

Génesis de um espantalho

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Imagem daqui

Os meus filhos montaram um acampamento a alguns metros de casa, debaixo de uma velha oliveira. Levaram espumas de campismo, sacos camas, almofadas e afirmaram que iam lá dormir. Mas depois veio a noite e arrepiaram caminho. Na noite seguinte era mesmo para ficar. E de facto lá foram e lá ficaram mesmo depois das visitas se terem ido embora. Mas daí a um bom bocado o mais novo voltou para casa sozinho, metendo-se sem lanterna pela noite dentro na direcção da luz da casa, porto seguro. Vinha tremelibundo e acabrunhado, querendo se meter na cama, cheio de cagaço. Então e a outra ficou lá sozinha? Deixaste ela lá? Sim ela tinha ficado.
Não passou muito tempo até dar por mim a cogitar e se ela também quer voltar mas tem medo? E se não está a conseguir adormecer por causa do ruído perto dos cães ladrando longe? Coisas assim que as mães se põem a pensar e não têm mais descanso até tirar a teima. Lá fomos direitos à tenda, falamos com ela do lado de fora para não a assustar à chegada. Estava e não estava a dormir. Por um lado respondeu ensonada, por outro queria dormir e não estava a conseguir, mas estava confortável, disse ela. Insistimos para que voltasse e ela veio cambaleando sem muita vontade de sair da toca.
Um dia destes ao fim da tarde, depois da curta rega, havia barulho de gente na piscina e levei para lá um livro. Mas realmente aquilo era confortável. Retomei o livro e ainda li umas páginas ficando a saber que o primeiro Pai Natal era de facto, como tinha pensado o Menino Jesus, o diabo. Como o Jorge de Sena me enganou… já eu tinha feito o filme que era mesmo o Pai Natal e que o Menino Jesus o ia fazer sofrer como se fosse o diabo, coitado do Pai Natal . Mas afinal era o menino Jesus que estava certo e era mesmo o diabo. Hilariante de efeito prolongado porque ainda agora me fartei de rir ao lembrar-me da cena. Até porque depois vem mesmo o Pai Natal o próprio…
Entretanto vejo o gato que viajou de cá para lá no motor do carro do K. e que voltou tratado da família a vir em direcção às tendas e tive que pôr o livro de lado porque não resisto a um desenho animado daqueles. Andou, entrou, saiu, trepou, pulou, simulou caçadas e eu adormeci a ver aquele filme e só acordei muito tempo depois. Foi assim, atrás de um felino que a Alice viajou para o País das Maravilhas. Acho que ainda dormi bem mais do que uma hora.

Agora apareceu cocó de pássaro nas tendas. Por isso a minha filha fez um espantalho, vai levá-lo para lá e foi para isso mesmo que o fez. Quando os primos chegarem aposto que vão querer dormir todos lá.

sexta-feira, agosto 15, 2008

Deus não usava telemóvel

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By kaotica at 2008-08-15

Aviso encontrado na porta da Igreja de São Francisco, Alcáçovas, Alentejo

quarta-feira, agosto 13, 2008

Maré de Comentários

Marreta disse...

Mas quem é que quer saber do Palácio dos Henriques?! Se fosse um McDonalds ou uma pizzaria qualquer, decerto estava abarrotada de obesos a mastigar gordura saturada. Se ainda por lá se vendessem telemóveis baratos ainda podia ser que houvesse uma bicha à porta. Se tivesse um cartaz à porta a anunciar uma rave com muitos cogumelos a 5 euros/pax ainda haveria confusão para chegar à bilheteira. Se fizessem tatuagens baratas ainda vá lá. Se houvesse um casamento, daqueles de Agosto, com sotaque franciú, com muita brilhantina, fatos a cheirar a bolor tirados do roupeiro depois de 4 ou 5 anos sem de lá terem saído, e 20 ou 30 pratos para comer até ao enfarte do miocárdio, mas sem esquecer de deixar no bolso do noivo o envelope com 200 aéreos, ainda está bem, de certeza que o palácio era pequeno para a afluência. Agora, um palácio? O que é que um palácio pode ter lá dentro de interessante, para sequer manter um porteirinho que seja? Bah! Essas coisas não interessam. Cultura é centro comercial, é passar 2 horas na bicha para chegar à praia, abancar na areia ao 1/2 dia, trabalhar para o cancro até às 2, arrancar para o tasco, emborcar uma feijoada e uma litrada de carrascão, regressar ao areal, fazer mais 2 ou 3 horas de fritura, e por fim passar mais 2 horas no trânsito para chegar a casa. Cultura é lavar o pópó no Elefante Azul ao Domingo de manhã, é passear os chanatos comprados a crédito na Charles e a camisa dos ciganos - porque o crédito não dá para tudo - ao Sábado à tarde, de telmóvel numa mão e chave do carro na outra, no COntinente, mas com o carrinho cheio de ar apenas com 2 pacotes de bolachas, 1/2 dúzia de iogurtes da casa e 1 molho de t-shirts de 1 aéro cada, porque a tal dos ciganos precisa de pelo menos 1 lavagem por mês. Palácios! Igrejas! Só se for para a hóstia ao Domingo. Ah! E cultura, ou não fosse amanhã dia 13, é Fátima. Amen.
Saudações do Marreta.

domingo, agosto 10, 2008

Maré de navegar até porto seguro




Que fiz eu hoje ao tempo que já é tão tarde e eu ainda nem pensei o que vou deixar aqui no Pafúncio?

Foi partindo desta interrogação que eu vos deixo aqui o meu percurso esta noite: dei uma breve volta de reconhecimento pelos comentários e visitas. Depois fui fazer umas visitas mais demoradas pelos blogues mais queridos que hoje saíram na rifa, ou seja numa escolha quase automática, quase ao calhas. Fui deixando um ou outro comentário, ando pouco para comentários (mas é só uma fase).

Fui depois fazer umas pesquisas: uma busca por “IV Internacional” e fiquei lá perdida, lendo textos, chegando a conclusões de que ainda nem tinha tomado verdadeira consciência, como por exemplo a divisão actual da IV Internacional em várias “facções”. Lembrei-me que nem era bem assim, que já antes em manifestações eu vira militantes do Bloco auto-proclamando-se “trotskistas” e vendendo jornais e de eu já nessa altura ter ficado admirada porque para mim trotskista em Portugal era o POUS. Por isso foi para mim esclarecedor encontrar algumas pistas sobre esse assunto, ou melhor como a informação blogosférica institucionalizada trata o caso e como é nítido o ênfase colocado nessa “facção trotskista bloquista”, relegando para segundo plano o POUS.

Não deixei de fazer uma visita ao próprio para ver de que lado está a razão. Ainda andei um bom bocado por lá e é sítio para se tornar sempre a voltar (refiro-me aos escritos do próprio, bem entendido)

Foi então que virei sem mais nem para quê para a poesia e dou por mim navegando pelas águas límpidas de Vinicius de Moraes. Claro que fiquei atracada nessa ilha até há pouco e foi aí que verdadeiramente me perdi do tempo. Lembrei cada poema e cada canção e voltando a cada um recordei o grande poeta que ele é.

sábado, agosto 09, 2008

Maré fria

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Normalmente não me custa muito a entrar na água porque sei que é garantido que dentro dela me sinto bem. Dentro de água é a leveza; fora de água o peso. Na verdade sinto-me um peixe dentro de água, é o meu elemento e, por ironia do destino até sou do signo peixes, se é que isso tem hoje em dia qualquer significado, de tão deturpados têm sido os antigos ensinamentos astrológicos.

Hoje demorei mais tempo. A água estava mais fria. Aquilo também não é hora de se chegar à praia: já passava das seis da tarde e estava aquele ventinho que às vezes sopra no litoral. Estava à beira da água, ainda nem tinha entrado e já me sentia pele de galinha, a qual tem pelo menos a vantagem de disfarçar um pouco a celulite (já alguma vez alguém viu uma galinha com celulite?).

Teve que ser ao mergulho que aquilo de ir por partes já era arrepio a mais. Ah, mas não me arrependi nada. Passado pouco já estava em casa, instalada num maple de ondas (eles já me tinham dito: mãe, anda que estão as ondas que tu gostas). A água tem o poder de me deixar relaxada, sem qualquer tipo de tensões e a frescura é estimulante, ou seja o yin e o yang a um tempo, tratamento completo ao espírito e ao corpo, sem forçar.


quinta-feira, agosto 07, 2008

Maré de Amizade

Image
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Hoje sinto-me privilegiada porque amigos passaram por aqui. E logo no dia do aniversário de uma dessas pessoas minhas amigas. Que fantástico quando alguém de fora da família escolhe partilhar connosco um pouco do dia do seu aniversário.
Mas não é só por isso, que já seria mais do que suficiente, que hoje me sinto privilegiada. Porque essa pessoa é uma militante, talvez a única verdadeira militante que conheço, alguém que continua a acreditar no poder do povo para mudar o país, que continua a achar que a unidade é o caminho certo para a vitória das massas oprimidas e que a via da verdadeira democracia é agir no quadro da Democracia. Que só recusando a farsa da União Europeia e as teias da Globalização é que poderemos ser uma Nação Livre e Soberana.
Oiço-a falar desta forma com uma certeza e uma rectidão que só pode ser fruto de muitos anos de militância e admiro as suas convicções e a sua persistência. Sei que é desse lado que se constrói o futuro, se quisermos deixar uma possibilidade de futuro ao mundo.
E dou-lhe os meus parabéns, duplos parabéns, por fazer anos e por continuar sempre a lutar por aquilo em que acredita!
Bem hajas, mulher de Abril!

Maré de textos

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Podem até não acreditar mas eu ontem estive aqui, fiz um texto que era para ser curto, mas que foi crescendo e, depois de uma boa parte da noite a escrevê-lo, de repente perdi-o, desapareceu para sempre da rede, ou melhor nem nunca chegou a lá estar. É o que dá escrever directamente no bloguer e estando distraída, no meio de pensamentos, PUF! Desaparece tudo sem retorno. Claro que a reação foi desconectar o computador, desligá-lo e sair praguejando nunca mais.

Mas hoje cá estou, e afinal de contas o texto de ontem era sobre isso mesmo, chamava-se provisoriamente “férias e rotinas”, já estão a ver…

Era daqueles textos que estava mesmo a ficar esquisito, porque falava desde Bimbys ao problema do desemprego, de donas de casa em férias e até mesmo dos queridos visitantes deste blogue. Não chegava a ter uma página, mas quase, agora imaginem a embrulhada que era. Quanto à Bimby dizia coisas como ficar melhor nesta garagem do que um porshe à porta de uma barraca, comparando com a cozinha lá de casa e coisas assim, hoje sem sentido… Dizia também que a tecnologia tinha chegado aos meus dias (na cozinha) como às minhas noites (na blogosfera). Ainda hoje dei por mim a pensar se isto também terá a ver com o apregoado Choque Tecnológico… Lembrava ainda como as nossas vidas electrodomésticas estão próximas dos anos 50 do século passado, apenas com mais tecnologia e mais desemprego.
Pegava então na deixa para lembrar o estado de desemprego e como a mim não me faltava trabalho como mãe encarregada de educação dona de casa licenciada desempregada da era socretina dos anos dois mil da nossa era...

Hoje esse texto parece tão estranho… devo ser incapaz de o reproduzir, sai colado e mal colado. Na verdade hoje não estou para textos, como vinha acontecendo ultimamente. Gostava de ser capaz de insistir e prosseguir escrevendo à toa e de não me envergonhar depois, mas nem sempre isso acontece.

Como num dia somos capazes de nos soltar, dar largas à imaginação para ser ela a escolher as palavras, e logo no outro dia lá vem o peso e já as férias não são uma coisa maravilhosa. Para tal bastou levar um susto com uma avó, com uma mãe, o não é o melhor que pode acontecer nunca, quanto mais em plenas férias. Felizmente para já ela melhorou e está aqui em casa dormindo. Desta vez não era a fingir nem a exagerar, foi mesmo uma grande quebra de tensão arterial. E um enorme susto para todos aqui de casa.

As crianças não tiveram mais coragem de ir dormir nas tendas armadas no terreno da casa. Voltaram frustrados para casa achando-se medricas. E formam-se deitar tarde e a más horas. Depois de tudo isto é o esgotamento. Levar o pensamento para as ondas que faziam hoje na praia e a frescura do balanço da água do mar. Para finalizar ainda rebentou a junta de canos plásticos do lava-loiça. No armário debaixo tudo molhado. Toca a tirar tudo. Foi então que veio o cansaço do silêncio inexistente. Há dias assim que acabam connosco esgotados. Daí o refúgio aqui, para assegurar que desta vez o texto não se perde, que a ligação não termina e que tudo vai funcionar na perfeição, depois de um fora como o de ontem. Será um blogue mera teima?

sábado, agosto 02, 2008

Só nos faltava...

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Igreja de Nossa Senhora do Monte (Vale de Guizo)


... uma chave para entrar no céu!

Cansada mas feliz

 
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