terça-feira, junho 29, 2010
domingo, agosto 16, 2009
Nota informativa
Peço desculpa pelo incómodo, mas já começo a estar farta dos caracteres chinocas.
Um abraço para todos e continuação de boas férias!
sexta-feira, agosto 07, 2009
Ilusão por ilusão vou mergulhar na leitura!!! Até sempre ou seja até já!

A minha ligação à net aqui é péssima. Estou a pensar dedicar-me mais à leitura deste livro. Esta é uma grande vantagem dos livros sobre a net: são corpóreos e não se volatizam no ar, deixando-nos que tempos à espera de carregar. Depende de nós lê-los ou não os ler. Este livro talvez se venha a revelar mais cativante do que todas as portas por onde possamos entrar, se bem que à última da hora um blogue desconhecido veio fazer com que o que eu acabei de dizer deitasse tudo a perder. Ou talvez não. Para já vou-me desligar daqui para me ligar lá, no universo fantástico dessa história tão real. Até já!
sábado, agosto 01, 2009
segunda-feira, julho 13, 2009
Tempo de mudança
A partir de hoje este blogue vai partir para férias, o que não quer dizer que a sua autora o faça, já que na vida real vai mesmo fazer obras na casa e, para tal começar a encaixotar de tal maneira que esperemos que a mudança não se venha a reflectir no seu perfeito juízo. Aproveito os momentos de fraqueza para colocar por aqui de vez em quando um video e vos ir visitar aos vossos blogues.
Boas férias para todos os que estão de férias!
Boa vida para todos que ainda estejam a trabalhar!
Boa luta para os que estão desempregados ou falidos!
domingo, março 29, 2009
domingo, agosto 31, 2008
Festas e mais festas

Não é que tenha feito grande coisa: não cozinhei, não arrumei as loiças, não limpei os estragos, apenas me limitei a ficar na conversa com amigos e a vê-los correr e brincar. Mas a verdade é que hoje estou cansada e talvez sem vontade de estar aqui escrevendo com o corpo a pedir cama. Nem sempre é boa ideia deixar a cabeça comandar.
E para o próximo fim de semana, mais festa. A Festa do Avante, este ano com um jantar de blogues encaixado.
Já houve anos em que coincidiu tudo junto, anos e Festa do Avante, mas este ano vai dar para andar em festa durante mais de uma semana.
terça-feira, agosto 26, 2008
Cada chegada é uma chegada

A pata onde poisava deixava uma poça de sangue. Tudo sujo, tijoleira, tapete, as nossas roupas, toalhas, assentos de automóvel. Procurámos um veterinário por todo o lado mas os poucos que havia tinham partido para passar o Domingo fora. Noite. Voltámos a casa e fiz um curativo o melhor que pude e fizemo-nos à estrada. Ponto de encontro: o hospital veterinário do Restelo, aberto 24h, caro como o caraças (não, o caraças é mais barato!). Mais sangue, mais curativos, mais espera, depois da viagem de regresso. Disseram-nos que o nosso cão tinha que ficar internado, ser anestesiado e talvez mesmo ser operado para reconstruir o vaso sanguíneo cortado. Ligássemos para lá no dia seguinte a saber o que tinha acontecido. Chegámos a casa todos menos um, abatidos os outros que chegaram sem esse. Tão querido que foi nas férias, menos para as ovelhas da quinta vizinha, que ficaram sem o seu personal trainer. Fugia para lá por debaixo da vedação e ficava a ladrar à frente delas (e por todos os lados), com o rabo a abanar, só querendo que corressem para ele correr atrás delas, as ovelhas em pânico, coitadas. Nunca lhes fez mal, a não ser ao coração.
Ontem não estava com cabeça para mais nada e só me deixei ficar em frente à televisão, a ver a cerimónia de encerramento dos jogos olímpicos. Pareceu-me o supra sumo da harmonia universal. Como o ser humano é capaz de criar tanta ordem e tanto caos! Espectáculo, tanta gente tão perfeita, tão flexível e musculada, tão sorridente e infalível… Lindas as cores das luzes e radioso o sorriso das mulheres e dos homens participantes. As vozes das cantoras como sereias… a arquitectura das luzes e dos edifícios… o velho rock rasgativo finalmente instituído, abençoado por papas e budas, a animar a festa.
Adormeci pela primeira vez já noutro programa e ainda houve quem me voltasse a acordar.
Hoje foi outro dia e a maior alegria até agora foi trazer o cão para casa. Ainda vem com resquícios da anestesia, dorme muito, tem a pata ligada e traz uma coleira daquelas de cão espacial que bate em tudo por onde passa. Está prostrado e eu com ele, e a nossa carteira também está prostrada. Que final de férias! Quanto mais não vale um gato bebé no motor do carro!
domingo, agosto 24, 2008
Cresce a lista dos blogues amigos

quinta-feira, agosto 21, 2008
Hoje, sim!

quarta-feira, agosto 20, 2008
Hoje não aconteceu.

Conversa puxa conversa, feijoada de búzios também há por encomenda? Saímos de lá sem frango, porque todos estavam já reservados (o frango assado também não aconteceu hoje!), mas com umas salsichas na brasa, jantar alternativo, e com o almoço de Sábado já apalavrado, digo encomendado, para ir buscar três doses da feijoada. Com este tipo de fast food já me identifico muito mais do que com as outras, as mais institucionalizadas, as cadeias alimentares, McDonald’s e Pizzas Hut e outras coisas reles com que nos aliciam a ser obesos satisfeitos com a situação. Pode não ter sido tão “fast” como isso mas deu para uma boa dose de conversação e para ficar a conhecer um lugar onde se há-de voltar. Bebemos umas bejecas. Esperámos, mas não estivemos à espera. Continuámos bebendo cerveja já mesmo em casa ao jantar, mais conversa e o sono ainda não aconteceu.
domingo, agosto 17, 2008
Génesis de um espantalho

Os meus filhos montaram um acampamento a alguns metros de casa, debaixo de uma velha oliveira. Levaram espumas de campismo, sacos camas, almofadas e afirmaram que iam lá dormir. Mas depois veio a noite e arrepiaram caminho. Na noite seguinte era mesmo para ficar. E de facto lá foram e lá ficaram mesmo depois das visitas se terem ido embora. Mas daí a um bom bocado o mais novo voltou para casa sozinho, metendo-se sem lanterna pela noite dentro na direcção da luz da casa, porto seguro. Vinha tremelibundo e acabrunhado, querendo se meter na cama, cheio de cagaço. Então e a outra ficou lá sozinha? Deixaste ela lá? Sim ela tinha ficado.
Não passou muito tempo até dar por mim a cogitar e se ela também quer voltar mas tem medo? E se não está a conseguir adormecer por causa do ruído perto dos cães ladrando longe? Coisas assim que as mães se põem a pensar e não têm mais descanso até tirar a teima. Lá fomos direitos à tenda, falamos com ela do lado de fora para não a assustar à chegada. Estava e não estava a dormir. Por um lado respondeu ensonada, por outro queria dormir e não estava a conseguir, mas estava confortável, disse ela. Insistimos para que voltasse e ela veio cambaleando sem muita vontade de sair da toca.
Um dia destes ao fim da tarde, depois da curta rega, havia barulho de gente na piscina e levei para lá um livro. Mas realmente aquilo era confortável. Retomei o livro e ainda li umas páginas ficando a saber que o primeiro Pai Natal era de facto, como tinha pensado o Menino Jesus, o diabo. Como o Jorge de Sena me enganou… já eu tinha feito o filme que era mesmo o Pai Natal e que o Menino Jesus o ia fazer sofrer como se fosse o diabo, coitado do Pai Natal . Mas afinal era o menino Jesus que estava certo e era mesmo o diabo. Hilariante de efeito prolongado porque ainda agora me fartei de rir ao lembrar-me da cena. Até porque depois vem mesmo o Pai Natal o próprio…
Entretanto vejo o gato que viajou de cá para lá no motor do carro do K. e que voltou tratado da família a vir em direcção às tendas e tive que pôr o livro de lado porque não resisto a um desenho animado daqueles. Andou, entrou, saiu, trepou, pulou, simulou caçadas e eu adormeci a ver aquele filme e só acordei muito tempo depois. Foi assim, atrás de um felino que a Alice viajou para o País das Maravilhas. Acho que ainda dormi bem mais do que uma hora.
Agora apareceu cocó de pássaro nas tendas. Por isso a minha filha fez um espantalho, vai levá-lo para lá e foi para isso mesmo que o fez. Quando os primos chegarem aposto que vão querer dormir todos lá.
sexta-feira, agosto 15, 2008
quarta-feira, agosto 13, 2008
Maré de Comentários
Marreta disse...
Saudações do Marreta.
domingo, agosto 10, 2008
Maré de navegar até porto seguro
Que fiz eu hoje ao tempo que já é tão tarde e eu ainda nem pensei o que vou deixar aqui no Pafúncio?
Foi partindo desta interrogação que eu vos deixo aqui o meu percurso esta noite: dei uma breve volta de reconhecimento pelos comentários e visitas. Depois fui fazer umas visitas mais demoradas pelos blogues mais queridos que hoje saíram na rifa, ou seja numa escolha quase automática, quase ao calhas. Fui deixando um ou outro comentário, ando pouco para comentários (mas é só uma fase).
Fui depois fazer umas pesquisas: uma busca por “IV Internacional” e fiquei lá perdida, lendo textos, chegando a conclusões de que ainda nem tinha tomado verdadeira consciência, como por exemplo a divisão actual da IV Internacional em várias “facções”. Lembrei-me que nem era bem assim, que já antes em manifestações eu vira militantes do Bloco auto-proclamando-se “trotskistas” e vendendo jornais e de eu já nessa altura ter ficado admirada porque para mim trotskista em Portugal era o POUS. Por isso foi para mim esclarecedor encontrar algumas pistas sobre esse assunto, ou melhor como a informação blogosférica institucionalizada trata o caso e como é nítido o ênfase colocado nessa “facção trotskista bloquista”, relegando para segundo plano o POUS.
Não deixei de fazer uma visita ao próprio para ver de que lado está a razão. Ainda andei um bom bocado por lá e é sítio para se tornar sempre a voltar (refiro-me aos escritos do próprio, bem entendido)
Foi então que virei sem mais nem para quê para a poesia e dou por mim navegando pelas águas límpidas de Vinicius de Moraes. Claro que fiquei atracada nessa ilha até há pouco e foi aí que verdadeiramente me perdi do tempo. Lembrei cada poema e cada canção e voltando a cada um recordei o grande poeta que ele é.
sábado, agosto 09, 2008
Maré fria

quinta-feira, agosto 07, 2008
Maré de Amizade

Mas não é só por isso, que já seria mais do que suficiente, que hoje me sinto privilegiada. Porque essa pessoa é uma militante, talvez a única verdadeira militante que conheço, alguém que continua a acreditar no poder do povo para mudar o país, que continua a achar que a unidade é o caminho certo para a vitória das massas oprimidas e que a via da verdadeira democracia é agir no quadro da Democracia. Que só recusando a farsa da União Europeia e as teias da Globalização é que poderemos ser uma Nação Livre e Soberana.
Oiço-a falar desta forma com uma certeza e uma rectidão que só pode ser fruto de muitos anos de militância e admiro as suas convicções e a sua persistência. Sei que é desse lado que se constrói o futuro, se quisermos deixar uma possibilidade de futuro ao mundo.
E dou-lhe os meus parabéns, duplos parabéns, por fazer anos e por continuar sempre a lutar por aquilo em que acredita!
Bem hajas, mulher de Abril!
Maré de textos

Podem até não acreditar mas eu ontem estive aqui, fiz um texto que era para ser curto, mas que foi crescendo e, depois de uma boa parte da noite a escrevê-lo, de repente perdi-o, desapareceu para sempre da rede, ou melhor nem nunca chegou a lá estar. É o que dá escrever directamente no bloguer e estando distraída, no meio de pensamentos, PUF! Desaparece tudo sem retorno. Claro que a reação foi desconectar o computador, desligá-lo e sair praguejando nunca mais.
Mas hoje cá estou, e afinal de contas o texto de ontem era sobre isso mesmo, chamava-se provisoriamente “férias e rotinas”, já estão a ver…
Era daqueles textos que estava mesmo a ficar esquisito, porque falava desde Bimbys ao problema do desemprego, de donas de casa em férias e até mesmo dos queridos visitantes deste blogue. Não chegava a ter uma página, mas quase, agora imaginem a embrulhada que era. Quanto à Bimby dizia coisas como ficar melhor nesta garagem do que um porshe à porta de uma barraca, comparando com a cozinha lá de casa e coisas assim, hoje sem sentido… Dizia também que a tecnologia tinha chegado aos meus dias (na cozinha) como às minhas noites (na blogosfera). Ainda hoje dei por mim a pensar se isto também terá a ver com o apregoado Choque Tecnológico… Lembrava ainda como as nossas vidas electrodomésticas estão próximas dos anos 50 do século passado, apenas com mais tecnologia e mais desemprego.
Pegava então na deixa para lembrar o estado de desemprego e como a mim não me faltava trabalho como mãe encarregada de educação dona de casa licenciada desempregada da era socretina dos anos dois mil da nossa era...
Hoje esse texto parece tão estranho… devo ser incapaz de o reproduzir, sai colado e mal colado. Na verdade hoje não estou para textos, como vinha acontecendo ultimamente. Gostava de ser capaz de insistir e prosseguir escrevendo à toa e de não me envergonhar depois, mas nem sempre isso acontece.
Como num dia somos capazes de nos soltar, dar largas à imaginação para ser ela a escolher as palavras, e logo no outro dia lá vem o peso e já as férias não são uma coisa maravilhosa. Para tal bastou levar um susto com uma avó, com uma mãe, o não é o melhor que pode acontecer nunca, quanto mais em plenas férias. Felizmente para já ela melhorou e está aqui em casa dormindo. Desta vez não era a fingir nem a exagerar, foi mesmo uma grande quebra de tensão arterial. E um enorme susto para todos aqui de casa.
As crianças não tiveram mais coragem de ir dormir nas tendas armadas no terreno da casa. Voltaram frustrados para casa achando-se medricas. E formam-se deitar tarde e a más horas. Depois de tudo isto é o esgotamento. Levar o pensamento para as ondas que faziam hoje na praia e a frescura do balanço da água do mar. Para finalizar ainda rebentou a junta de canos plásticos do lava-loiça. No armário debaixo tudo molhado. Toca a tirar tudo. Foi então que veio o cansaço do silêncio inexistente. Há dias assim que acabam connosco esgotados. Daí o refúgio aqui, para assegurar que desta vez o texto não se perde, que a ligação não termina e que tudo vai funcionar na perfeição, depois de um fora como o de ontem. Será um blogue mera teima?















