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quinta-feira, agosto 28, 2008

Denunciar leis absurdas

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Caros professores,

No ano lectivo de 2008/09, a avaliação de desempenho será para cumprir integralmente, conforme o monstruoso ECD do ME e a respectiva regulamentação, salvaguardando, apenas, o facto de ser experimental. Quem não foi avaliado no ano lectivo de 2007/08, será avaliado agora em relação aos 2 anos lectivos.

É clarividente que estas leis têm como objectivo favorecer as falsas estatísticas e destruir os professores, para obter votos da população a qualquer preço e para poupar dinheiro. São medidas do mais descarado populismo!

O maior azar seria este ano lectivo decorrer com tranquilidade, o que iria consolidar estas leis! Quanto mais turbulência houver, melhor é para os professores! Não devem procurar soluções aparentes e duvidosas, mas denunciar o que está mal. Leis inexequíveis não se podem cumprir; leis erradas não se devem cumprir!

Não restam dúvidas de que o Governo não vai olhar a meios para destruir ainda mais os professores, perante a opinião pública. Com estas medidas, perdeu os professores, mas já ganhou a população, visto que a maior parte do povo sente grande felicidade com o mal dos outros e quer ter diplomas sem esforço!! Por isso, os professores têm de ser firmes heroicamente até ao fim e defenderem-se por todos os meios dignos. É com evidências que se combatem as mentiras.

É necessário denunciar TODAS as situações e reacções inconvenientes causadas por estas novas leis, para se confirmar quanto elas são más e quanto precisam de ser revogadas. Devem ser comunicadas por escrito (pode ser por «e-mail»), para os sindicatos, para os partidos da Oposição, para o Presidente da República e, se possível, para os meios de comunicação social. Convém juntar todo o tipo de elementos úteis, como fotocópias. No caso de se tratar de violência verbal ou física, deve-se, ainda, apresentar queixa à Procuradoria-Geral da República e à Associação Nacional de Professores. Não se pode deixar passar nada em falso!

É preciso recorrer a todos os meios lícitos, para levar estas leis ao total descrédito, desmentir as estatísticas do Governo e fazer tudo para que se perceba quanto os alunos perderão com estas leis (embora muitos deles fiquem contentes no imediato), já que os ditadores querem cidadãos ignorantes, para serem mais fáceis de domar!!

A luta vai ser dura e vai haver muitas intimidações, mas temos de resistir até ao fim. Já estando o ensino a apodrecer no fundo do poço, a única medida alternativa é voltar para trás, para cima!

Os melhores votos de boas lutas! A sorte ajuda os audazes!


(anónimo, recebido por mail)

quarta-feira, setembro 05, 2007

560...

Durante o período de férias tive tempo para reflectir e amadurecer algumas ideias que tinha mas que não passavam disso mesmo: ideias que depois no vórtice da vida prática não se traduziam em actos.

Uma delas procura seguir o exemplo de uma certa campanha que surgiu já há algum tempo – o Movimento 560 – o qual me parece correr o risco de cair no esquecimento. Tomei a decisão de, a partir do início de Setembro, passar a dar mais atenção à origem dos produtos que consumo, cingindo-me o mais possível aos produtos de origem portuguesa ou, pelo menos fabricados em Portugal: ou seja, aqueles cujo código de barras começa por 560…

Podem julgar que não é fácil e provavelmente têm uma certa razão porque a maior parte das pessoas acorre apressada a um super ou hipermercado e o seu objectivo é gastar o menos dinheiro que puder, ou despachar-se dali para fora com o que precisa o mais depressa possível, ou carregar para casa com o maior número de bens que o carro do supermercado comportar, ou conseguir poupar algum dinheiro nos bens necessários para poder gastar o resto num monte de bens supérfluos. Como todos nós já passámos por algum ou todos estes estados de espírito e muitos começam já a estar fartos deste seu próprio comportamento que torna a carteira leve e a consciência pesada (quem a tem e a preza), talvez o regresso de férias e o retorno à “vida normal”, seja um momento oportuno para repensar atitudes em que nos fomos mais ou menos inconscientemente viciando.

Entretanto, como por acaso – sou muito sensível aos “acasos” -- a revista da Proteste nº. 283 (Setembro/2007) trazia um estudo feito por áreas e zonas do país, apurando quais as grandes superfícies, supermercados e lojas onde os preços são mais baratos. Embora não esteja inteiramente completo (não encontrei um dos supermercados onde às vezes faço compras), pode servir de guia a quem se deseje lançar nesta aventura de passar a ser um consumidor mais cauteloso e exigente.

A minha última visita ao supermercado já foi coroada de êxito: só comprei produtos 560… tendo mesmo conseguido trazer para casa fruta portuguesa (no Alentejo cheguei a ver uns pêssegos cuja origem era “Portugal/Espanha” (!) – estariam misturados? Ou seriam do quintal do Saramago?)

O espírito é mais ou menos este: se não há bananas da Madeira, compra-se Rainhas Cláudias portuguesas! Se os melões são espanhóis, come-se meloas portuguesas. Acreditem que é uma aventura interessante e até estimulante, desde que se tenham apetites flexíveis, como é o meu caso. É até bem giro procurar nas prateleiras das bolachas as que são portuguesas e, como as há, uma pessoa sai de lá toda orgulhosa, com o ego nacionalista lá nos píncaros e a pensar coisas maravilhosas e reconfortantes como “se calhar se não estivéssemos na UE não morríamos à fome! Se calhar ainda estamos a tempo de passar sem ela!”

Está bem que não encontrei ali arroz português. O que é um espanto para quem tinha acabado de deixar para trás todos aqueles arrozais e me deliciado a comprar arroz made in Alcácer do Sal. Não comprei arroz! Hei-de comprar noutro sítio. E estava com muita pressa senão tinha feito o segundo passo da decisão: pediria para falar com alguém responsável e perguntava-lhe por que é que não havia ali arroz português e se a explicação não me agradasse (que quase de certeza não iria agradar!) pedia o livro de reclamações e escrevia: “consumo exclusivamente produtos portugueses e este estabelecimento não me oferece esta alternativa". Mas para isso é preciso ter tempo e muita paciência. Aqueles já estão marcados com o episódio do arroz e para a próxima visita não escapam.

Experimentem. Vão ver que ao princípio é divertido; depois pode tornar-se penoso, principalmente em certas alturas; mas depois a coisa começa a estar controlada: ali compra-se isto, acolá compra-se aquilo… e com o tempo acredito que se há-de poupar muito tempo porque o leque da oferta se restringe e já se sabe muito bem o que se vai à procura, não se anda de cabeça tonta a olhar para aquelas prateleiras todas a ver os nomes e os preços de 15 marcas de detergente. Acredito que a médio prazo tempo será dinheiro e que as mais das vezes o barato sai caro.

E digam lá se não nos tem saído caro julgar que a UE nos dava tudo de mão beijada e que podíamos deixar de produzir e viver felizes atolados em produtos mais baratos vindos de fora!
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