O que parece não desinquietar muito os meios de comunicação é a notícia do foguetório de tiros que houve por aí na noite de fim de ano. Três pessoas morreram. Veio uma notícia e outra e outra. Podemos ter aquele mau pensamento de dizer olha lá andam os jornalistas à cata de notícias sobre o mesmo assunto só para fazer notícias e está a coisa banalizada. Só que neste caso as notícias são inacreditáveis e ainda mais absurdas cada uma por si e postas as três. Na rua a populaça entrevistada acha uma chalaça, que na falta de fogo de artifício portugueses se divirtam dando tiros de armas para o ar: ouvia-se foguetes e tiros, tiros e foguetes: desprovida de intensidade trágica a mentalidade simplória. Mas verdadeiramente trágicas as notícias da morte de uma menina de 9 anos, de um jovem de 23 e de um homem não sei de quantos anos mas, pelos vistos, só para as famílias. Não se fala em grandes investigações nem me constou que fizessem grandes esforços para encontrar e prender os culpados. Lembro-me de ouvir na primeira notícia que uma primeira preocupação era saber se a arma tinha sido disparada por alguém residente naquele bairro social, pois se assim fosse perderia o benefício de ali viver. Absurdo tudo isto e a indiferença reinante.
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quinta-feira, janeiro 03, 2008
Foguetório
O que parece não desinquietar muito os meios de comunicação é a notícia do foguetório de tiros que houve por aí na noite de fim de ano. Três pessoas morreram. Veio uma notícia e outra e outra. Podemos ter aquele mau pensamento de dizer olha lá andam os jornalistas à cata de notícias sobre o mesmo assunto só para fazer notícias e está a coisa banalizada. Só que neste caso as notícias são inacreditáveis e ainda mais absurdas cada uma por si e postas as três. Na rua a populaça entrevistada acha uma chalaça, que na falta de fogo de artifício portugueses se divirtam dando tiros de armas para o ar: ouvia-se foguetes e tiros, tiros e foguetes: desprovida de intensidade trágica a mentalidade simplória. Mas verdadeiramente trágicas as notícias da morte de uma menina de 9 anos, de um jovem de 23 e de um homem não sei de quantos anos mas, pelos vistos, só para as famílias. Não se fala em grandes investigações nem me constou que fizessem grandes esforços para encontrar e prender os culpados. Lembro-me de ouvir na primeira notícia que uma primeira preocupação era saber se a arma tinha sido disparada por alguém residente naquele bairro social, pois se assim fosse perderia o benefício de ali viver. Absurdo tudo isto e a indiferença reinante.
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segunda-feira, dezembro 31, 2007
Que pretendo fazer na passagem do ano?
Juntar-me com outras pessoas numa casa. Fumar o que se quiser, beber o que se puder, comer coisas feitas em casa até fartar, falar mal do governo e do tratado e da união europeia e das grandes potências económicas e de toda a sacanagem sempre que vier a propósito, ouvir música alto, abanar a carola, dar grandes abraços e desejar a todos um bom ano, poder dormir por lá até baixar a taxa de alcoolémia.
Na manhã seguinte será a verdadeira ressaca para saudar o 2008, novinho em folha de calendário. As primeiras impressões podem não ser as melhores. Mas também o 2007 foi um ano tão triste...
A vocês todos que me visitam quero desejar um 2008 excelente, construído à medida dos vossos desejos, com a força necessária para concretizar as vossas melhores utopias. E não se deixem desanimar nem mesmo no amargo dia da ressaca. Vai ser preciso unirmos todas as nossas forças contra a corja. Não lhe podemos dar descanso.
A vocês todos que me visitam quero desejar um 2008 excelente, construído à medida dos vossos desejos, com a força necessária para concretizar as vossas melhores utopias. E não se deixem desanimar nem mesmo no amargo dia da ressaca. Vai ser preciso unirmos todas as nossas forças contra a corja. Não lhe podemos dar descanso.
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