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sexta-feira, janeiro 30, 2009

Iraque: estátua de louvor

"Isso é um presente para a família de Muntazer al-Zaidi, um herói, cujo gesto ajudou o povo iraquiano a sentir orgulho" (ler aqui)


sábado, agosto 30, 2008

Showbizz

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Imagem daqui

Ontem
(ver video) Al Gore foi feliz com a piada sobre reciclagem: disse qualquer coisa parecida com “gosto de reciclagem mas isto é ridículo”. Referia-se às propostas políticas de McCain, suja reciclagem das imundas políticas praticadas por Bush.
A primeira vez que li sobre Al Gore a minha intuição – preciosa intuição eu tenho! – indicou-me que Al Gore era mais do mesmo, ou seja ele próprio uma reciclagem do sistema capitalista. Certo que havia (e há) uma deslocação do eixo, um certa viragem, não nos fins mas nos meios com que se obtêm os fins. Se Bush alimentava o negócio do petróleo e lucrava com a guerra, Al Gore procurava lucrar com o negócio dos bio-combustíveis e das energias alternativas, apenas porque o petróleo não é o seu ramo.
Coincidente com Obama, como se pode comprovar agora, no que diz respeito a não olhar a meios para atingir os fins: na América até a política é um espectáculo, mas hoje, Al Gore e Obama eram um encontro de vedetas que gerou filas de três quilómetros de gente deseperada por os ver mudar o mundo.

Estamos perante uma luta política do poder pelo poder. e duvido muito que esses dois queiram realmente mudar as regras do jogo para jogarem limpo e não para fazerem batota com o povo americano e com o mundo em geral. É evidente que o mundo já não aguenta a ameaça das estratégias de Bush e seus perigosos conselheiros (Bush sabe lá delinear uma estratégia sozinho!). Mas esta alternativa Al Gore/Obama, embora afirme uma tendência ecológica, não me cheira nada bem, como a gasolina verde. Há ali interesses económicos que nunca mais acabam, como se estivessem prestes a reorientar os negócios chorudos, deslocando o eixo para outras negociatas que vão dar no mesmo esgotamento do planeta (basta lembrar os perigos dos bio-combustíveis). É certo que os outros, mais velhos, estão a ver o capitalismo que engendraram triunfante à beira do fim, tão predador e desesperado como eles próprios, moribundos, quase ardendo nos quintos dos infernos. Por isso criam uma máquina cada vez mais rapidamente devoradora (com as regras do capital financeiro que nada produz e tudo controla, com a guerra, o consumo, o endividamento cada vez mais generalizados) que quanto mais imponentemente arde, mais se consome e extingue (imagem soberba do meu amigo Kaos, já outras vezes aqui usada). A minha preciosa intuição diz-me que o Obama é mero fogo de vista para uma verdadeira mudança de rumo do planeta que tantos cada vez mais desejam. Ao apontarem uma alternativa estão lançando o isco que atrai multidões que apenas querem outra coisa, não importando para já que tipo de mudança se propõe, desde que vão atirando todas as culpas em Bush e convençam os mais crédulos que vão fazer diferente.
A euforia com que o mundo está a aceitar Obama mostra a vontade colectiva da mudança de políticas, mas a maior parte das pessoas que apoiam Obama nem sequer questiona que a sua campanha é apenas um showbizz enganador, bem montado e bem apoiado, que nunca irá converter a globalização em cooperação e gestão racional e consciente dos recursos mundiais. Os negócios apenas tendem a mudar de mãos, ou nem isso. E as guerras irão apenas deslocar seu alvo para outros eixos, como melhor lhes convier.
Estamos perante a eminência de uma deslocalização do poder para um poder outro, mas a minha intuição diz-me que este, com o tempo também se virá a revelar uma verdade inconveniente.

Veja também o video alternativo.

quarta-feira, janeiro 02, 2008

O gato comeu-lhe a língua, Mr. Bush?

"O presidente George W. Bush referiu que os EUA não torturam, mas não quis especificar os métodos usados nos interrogatórios." Ler mais


segunda-feira, março 19, 2007

Mesma raça...

"As long as the book remains the privilege of a small, elite class and does not find reception by the people, one will not be able to speak of real benefits to the nation through the book." Goebbels

sexta-feira, março 09, 2007

Go home!

Bush - o desejado

La Nación (in Portugal Digital)

A perspectiva da chegada de Bush transformou São Paulo “em um cenário digno de Hollywood” na quarta-feira, segundo reportagem do diário argentino La Nación.

“Tropas do Exército nas ruas, uma frota de helicópteros de guarda, esquadrões de choque e de patrulhagem e franco-atiradores armados com fuzis preparados para acertar uma pessoa a um quilômetro de distância foram parte da nova ‘decoração’ da cidade”, relata o jornal.

A reportagem observa que o esquema de segurança mobiliza 4 mil homens das forças norte-americana e brasileira e que teve até mesmo um sentido ‘estético’, com a derrubada de um barraco que abrigava três famílias a poucos metros do hotel Hilton na zona sul de São Paulo, onde se hospedará Bush.

O jornal diz que a operação de segurança converteria muitas cidades menores em “verdadeiras cidades sitiadas” e que “plantará o caos” em São Paulo, apesar de “se diluir entre os seus 18 milhões de habitantes”.

“Durante mais de 20 horas, os motoristas terão que encontrar vias alternativas para seus trajetos diante do bloqueio de ruas que, para preservar os planos de segurança, não serão divulgados”, observa a reportagem, afirmando que o segredo sobre o itinerário e os horários da visita de Bush visa evitar a possibilidade de um ataque contra ele.

Agora pergunto eu: como é que um dirigente mundial de um país tão bem intencionado em fazer chegar a todo o mundo a Democracia precisa assim de toda esta segurança? Como pode um ser tão religioso, tão cristão, tão guiado por Deus como ele ter assim tanto medo de morrer, de ir pelos ares, alcançando assim mais merecidamente o reino dos céus? Por que precisa de se proteger tanto uma criatura assim tão desejada pelo mundo fora?

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

SUBORNO VERGONHOSO!

ALERTA
Petrolíferas Norte-americanas subornam estudos científicos

sobre alterações climáticas

DIVULGUEM NOS VOSSOS BLOGUES!!!

Vejam aqui o filme!

Notícia do diário britânico "The Guardian"
ExxonMobil financia críticas ao relatório do IPCC sobre o clima
02.02.2007 - 12h46 Lusa
http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1284403

Um centro de estudos conservador norte-americano financiado por uma das maiores companhias petrolíferas oferece dinheiro a cientistas que denunciem falhas no relatório sobre alterações climáticas apresentado hoje em Paris.

Segundo o diário britânico "The Guardian", o American Enterprise Institute (AEI), financiado pela ExxonMobil e com estreitas ligações à administração do Presidente George W. Bush, escreveu cartas a cientistas britânicos, norte-americanos e de outros países a oferecet prémios de dez mil dólares por artigos que questionem o relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC).

Este relatório prevê um aumento da temperatura global entre 1,8 e 4 graus Celsius até 2100, causado "muito provavelmente" pela actividade humana.

O American Enterprise Institute recebeu mais de 1,6 milhões de dólares da ExxonMobil e mais de duas dezenas dos seus membros trabalham como assessores da Casa Branca. O ex-presidente da ExxonMobil Lee Raymond é actualmente presidente da direcção daquele grupo de estudos.

As cartas acusam o IPCC de "não atender a críticas razoáveis" e de "chegar a conclusões sumárias e insuficientemente apoiadas em trabalho analítico".

Para David Viner, da Unidade de Investigações Climáticas da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, a iniciativa do AEI é "uma tentativa desesperada de uma organização que quer distorcer para fins políticos as esmagadoras provas científicas do aquecimento global".

As cartas foram enviadas por Kenneth Green, docente convidado da AEI, que confirmou que a organização abordou cientistas, economistas e analistas políticos no sentido de escreverem artigos independentes que realçassem os pontos fortes e fracos do relatório.

Para Ben Stewart, da Greenpeace, "o AEI é mais do que um grupo de estudos, já que funciona como a 'cosa nostra' intelectual da Administração Bush".

"São delegados da Casa Branca nos últimos estertores da sua campanha de negação das alterações climáticas", acrescentou. "Perderam na ciência, perderam moralmente e só lhes resta uma pasta cheia de dinheiro".

Na próxima segunda-feira, outra organização financiada pelo ExxonMobil com sede no Canadá divulgará em Londres um estudo que lança dúvidas sobre o relatório do IPCC. Entre os seus autores está Tad Murthy, um antigo cientista que nega a influência humana nas alterações climáticas.

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