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segunda-feira, julho 13, 2009

Tempo de mudança

Não somos propriamente o casal de velhinhos que vê partir os filhos à sua vida. Mas experienciamos uma espécie de ensaio geral, na sensação de vê-los partir para terem os seus momentos de felicidade longe da nossa vista (mas não do coração). Hoje lá foram na camioneta, rumo à aventura. Se tudo correr bem vão adorar e vai fazer-lhes bem ao crescimento. As dores de crescimento são reais, quer elas doam nos ossos ou na saudade. Mas aposto que quem sente mais essa nostalgia é quem fica. Quem parte vai sempre ao encontro da novidade. Quem fica... fica à espera de que seja o outro que partiu a trazer a novidade. O melhor que tem a fazer é lançar mãos à obra e aproveitar o tempo mais desocupado para meter mãos à obra. É o que eu chamo ficar colada à casa!

A partir de hoje este blogue vai partir para férias, o que não quer dizer que a sua autora o faça, já que na vida real vai mesmo fazer obras na casa e, para tal começar a encaixotar de tal maneira que esperemos que a mudança não se venha a reflectir no seu perfeito juízo. Aproveito os momentos de fraqueza para colocar por aqui de vez em quando um video e vos ir visitar aos vossos blogues.

Boas férias para todos os que estão de férias!
Boa vida para todos que ainda estejam a trabalhar!
Boa luta para os que estão desempregados ou falidos!

terça-feira, julho 07, 2009

Vocações

Foto daqui

Ninguém se preocupa com a vocação natural das pessoas? Em minha casa tenho bons exemplos: uma filha que desde pequena revela uma imaginação prática prodigiosa e que pega nos mais diversos materiais e os usa em composições. A sua capacidade de lidar com a diversidade dos materiais, cores a até palavras, parece ilimitada. Se fosse incentivada poderia desabrochar esse potencial. A primeira impressão foi rejeitar o conhecimento e a escola. Teve pouca sorte de ir parar a uma escola perfeitamente des(ajustada), cumpridora das ordens do Ministério, das “mais papistas que o papa”. Sobreviveu ao clima conflituoso e repressivo, cheio de regras absurdas e intelectualmente pouco incentivador. Entretanto mudou de escola e integrou-se perfeitamente, compreendendo por fim o interesse no conhecimento transmitido. Interessou-se pelas matérias e apresentou um modo de estar exemplar, gostou do modo como a escola funciona. Começou a estudar e a mostrar interesses mais específicos, como podem ver pelo discurso. Esta pessoa humana podia e devia ser incentivada e as suas energias serem canalizadas para desenvolver as suas preferências, embora prosseguindo a instrução das outras matérias essenciais. O seu poder criativo devia ser acarinhado e estimulado para que se pudesse desenvolver sem entraves nem limites.

Já o meu filho mais novo antes de andar já gatinhava até à fechadura e trepava a porta para experimentar o mecanismo. Se apanhava um comando os botões eram todos dele. Um dia caiu-lhe um comando ao chão e desfez-se em bocados. Estava apressada e saí incapaz de resolver o problema. Quando voltei estava a funcionar e via-se televisão. Sempre teve genes de mexer com estas coisas fantásticas das tecnologias, como se tivesse nascido para isso. Mas vão ser-lhe facultadas as formas de se exprimir? Agora são os computadores e os jogos da playstation. Impossível de moderar. Salta de uns para os outros pela casa ou então anda de fisga atrás do cão ou a dar saltos como um macaco. Assim que começou a saber as palavras soletrava-as sem se enganar. Por isso dá poucos erros, como se nascesse ensinado a esse respeito. Na matemática aquilo ali não demora muito tempo a encontrar o resultado certo. Mas não estuda. Anda na tal escola onde ela andou. Gosta dos amigos mas não consegue ficar preso sempre aos mesmos e este ano partiu para outras amizades de interesses comuns. Não gosta de Ciências e História porque só estudando. Mas claro que com o facilitismo vigente lá tirou 3. Não estudou quase nada mas também não teve negativas. Teve 4 a Português e 4 a Matemática, o resto tudo 3. Talvez no fim tenha batido certo. Houve quem ficasse contente por ter melhores notas do que o irmão. É a competitividade. Não, isso não pode ser assim, tem que ser na base da cooperação. Uns não podem ascender colocando o pé na cabeça dos outros. Temos que avançar em conjunto dando o melhor. Como irmãos.

As férias têm sido péssimas para eles. Pouca saída de casa ou dos arredores. Agora vão libertar-se desse aperto, vão divertir-se num campo de férias. Quando era eu da idade deles ia para o campo, de férias, que é um conceito um pouco diferente. É a primeira vez que vão estar por sua conta e este ano ainda pertencem ao mesmo grupo. Vamos ver o que vai dar. Vai fazer-lhes bem mudar de ares.

domingo, maio 03, 2009

Dia da Mãe

«Mãe, queremos dar-te muitos beijinhos e abraços porque tu nos destes o mundo todo! Nós gostamos muito de ti por isso queremos te desejar um feliz dia da mãe!

Teus filhos que tanto te adoram!»

Haverá melhor coisa no mundo do que receber um postal destes?


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