Guernica, Picasso
(veja aqui uma Guernica adaptada ao século XXI)
"Todos vocês sabem que em Espanha nós não nos situamos
como meros observadores desinteressados..."

O número de mortos é ainda objecto de debate vivo. A destruição do arquivo da cidade e a limpeza de provas efectuada pelo franquismo dão azo a lotarias: menos de cem, mais de 1 300? No mínimo, 200 pessoas morreram, é certo. «Anedótico se comparado com o Iraque. Hoje, a violência institucionalizou-se. Mas, no contexto histórico, foi um acto bárbaro», explica a catedrática de História Contemporânea, Maria Jesus Mesa, autora de uma investigação sobre a memória colectiva do bombardeamento.
«O estado espanhol ainda não reconheceu a cumplicidade da ditadura franquista no bombardeamento de Guernica. Hoje, há ex-ministros de Franco que continuam a negar que o ataque foi feito pela aviação alemã».
PEDRO BALIÑO
Sobrevivente
(Visão Online)
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