
sábado, março 12, 2011
quinta-feira, maio 14, 2009
«Lopes da Mota vai de carrinho?»
O País De Carrinho - José Mário Branco, Amélia Muge & João Afonso
O país vai de carrinho
Vai de carrinho o país
Os falcóes das avenidas
São os meninos nazis
Blusão de cabedal preto
Sapato de bico ou bota
Barulho de escape aberto
Lá vai o menino-mota
Gosta de passeio
No
Trouxe da Europa connosco
Até à Europa de cá
Despreza a ralé inteira
Como qualquer plutocrata
Às vezes sai para a rua
De corrente e de matraca
Se o Adolfo pudesse
Ressuscitar
Dançava
Com os meninos nazis
Depois mandava-os a todos
Com treze anos ou menos
Entrar na ordem teutónica
Combater os sarracenos
Os pretos, os comunistas
Os Índios, os turcomanos
Morram todos os hirsutos!
Fiquem só os arianos !
Chame-se o Bufallo Bill
Chegue aqui o Jaime Neves
Para recordar Wiriamu,
Mocumbura e Marracuene
Que a cruz gamada reclama
e novo o Grão-Capitão
Só os meninos nazis
Podem levar o pendão
Mas não se esquecam do tacho
Que o papá vos garantiu
Ao fazer voto perpétuo
De ir prà puta que o pariu
Ler: Lopes da Mota vai de carrinho? in Esquerda Desalinhada
sábado, agosto 02, 2008
O que faz falta...
...é continuar a obra do Zeca: topar a corja, denunciar os vampiros, avisar e animar a malta!
Parabéns Zeca!
terça-feira, dezembro 04, 2007
Para quem julga já não tanto faz

Coro dos Tribunais
(Letra de B. Brecht/adap. José Afonso/ Versão de Luís Francisco Rebello/ Música de José Afonso)
Foram-se os bandos dos chacais
Chegou a vez dos tribunais
Vão reunir o bom e o mau ladrão
Para votar sobre um caixão
Quando o inocente se abateu
Inda o morto não morreu
Quando o inocente se abateu
Inda o morto não morreu
A decisão do tribunal
É como a sombra do punhal
Vamos matar o justo que ali jaz
Para quem julga tanto faz
Já que o punhal não mata bem
A lei matemos também
Já que o punhal não mata bem
A lei matemos também
Soa o clarim soa o tambor
O morto já não sente a dor
Quando o deserto nada tem a dar
Vêm as águias almoçar
O tribunal dá de comer
Venham assassinos ver
O tribunal dá de comer
Venham assassinos ver
Se o criminoso se escondeu
Nada de novo aconteceu
A recompensa ao punho que matou
Uma fortuna a quem roubou
Guarda o teu roubo guarda-o bem
Dentro de um papel a lei
domingo, abril 22, 2007
Votem e passem a palavra
Caros amigos,"José Afonso", figura ímpar da cultura portuguesa, que trilhou, desde sempre, um percurso de coerência na recusa permanente do caminho mais fácil, da acomodação, no combate ao fascismo salazarista e pela liberdade e democracia, é tema de um selo que está em 5º lugar. Precisamos do voto de todos para que se faça um selo em sua memória e em louvor à Liberdade.
Num período de exaltação de valores salazaristas, devemos contrapor com os nossos defensores de Abril!
“Venham mais cinco!!
Traz um amigo também!”
VOTA [aqui]
Abril, SEMPRE!!
Davide da Costa
terça-feira, março 27, 2007
Eles andarem aí ...
"Os meninos nazis", ZECA AFONSOVai de carrinho o país
Os falcões das avenidas
São os meninos nazis
Sapato de bico ou bota
Barulho de escape aberto
Lá vai o menino-mota
No mercedes que o papá
Trouxe da Europa connosco
Até à Europa de cá
Como qualquer plutocrata
Às vezes sai para a rua
De corrente e de matraca
Ressuscitar em Abril
Dançava a dança macabra
Com os meninos nazis
Depois mandava-os a todos
Com treze anos ou menos
Entrar na ordem teutónica
Combater os sarracenos
Os Índios, os turcomanos
Morram todos os hirsutos!
Fiquem só os arianos !
Chegue aqui o Jaime Neves
Para recordar Wiriamu,
Mocumbura e Marracuene
e novo o Grão-Capitão
Só os meninos nazis
Podem levar o pendão
Que o papá vos garantiu
Ao fazer voto perpétuo
De ir prà puta que o pariu
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Homenagem a José Afonso (1929-1987...)


Zeca Afonso : Utopia
Cidade
Sem muros nem ameias
Gente igual por dentro
Gente igual por fora
Onde a folha da palma
afaga a cantaria
Cidade do homem
Não do lobo, mas irmão
Capital da alegria
Braço que dormes
nos braços do rio
Toma o fruto da terra
É teu a ti o deves
lança o teu desafio
Homem que olhas nos olhos
que não negas
o sorriso, a palavra forte e justa
Homem para quem
o nada disto custa
Será que existe
lá para os lados do oriente
Este rio, este rumo, esta gaivota
Que outro fumo deverei seguir
na minha rota?







