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quinta-feira, setembro 04, 2008

E o passe escolar tecnológico 4_18@escola.tp?

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Imagem Kaótica

É extraordinário como mesmo as medidas do governo que supostamente servem para beneficiar a populaça, se revelam falaciosas. É o caso do passe escolar 4_18@escola.tp, o tal que concede um desconto de 50% a alunos da escola pública e das escolas privadas que o requererem.
Quando estive na secretaria da escola a pagar os 15 euros ilegais para “emolumentos e cartão magnético” a que a escola me obrigou, reparei que outros pais solicitavam o papel para requerer este benefício. Trouxe comigo o papel devidamente carimbado e hoje dirigi-me ao balcão com os impressos preenchidos para requisitar o cartão (vai ter o passe pela primeira vez). O tal do passe, que na Vimeca ao que parece corresponde ao selo 12…, custa cerca de 26 euros. Com o desconto de 50% fica em cerca de 13 euros. Mas a meio da conversa fui sabendo que existe outro passe, normal, o 1…, que serve perfeitamente para o percurso que a minha filha terá que fazer para a escola. Este passe custa cerca de 11 euros na totalidade! Mas o mais incrível é que neste caso não se pode requerer passe de estudante, com 50% de desconto. Não sei se na Carris também é assim, mas na Vimeca pode não compensar usufruir do tal desconto para estudantes, a não ser se quiser dar ao seu filho a nova oportunidade de viajar por todo o concelho!
Ou seja, sai mais caro o tipo de passe que oferece este desconto, do que um passe, embora menos abrangente, que cumpriria perfeitamente a sua função de transportar o aluno à escola em questão.
Resultado, vim para casa meditar e conversar com outras pessoas sobre o assunto, não fosse eu estar a ver mal a coisa. Os passes que o governo destina aos estudantes são para ir para a escola ou são para os alunos se passearem por toda a Lisboa e arredores? Assim como assim se os alunos faltarem às aulas para gozarem o passe lá estarão os professores para lhes fazer as benditas provas de recuperação, quando atingirem o limite de faltas, para as corrigirem e para voltarem a fazer mais se aquelas correrem mal… até passarem e atestarem que essa parte da matéria, a que não assistiram por se terem baldado ou por terem estado realmente doentes, está sabida! (consultar novo Estatuto do Aluno - Lei nº. 3/2008).
Assim legislam os sabidos que hoje destroem os alicerces da escola pública enquanto aliciam e iludem o povo com falsos benefícios e compensações: descontos que parecem descontos mas que afinal saem mais caros do que sairia normalmente o passe se não existisse o desconto; possibilidades de sucesso a alunos que faltaram a partes da matéria que ninguém lhes chega alguma vez a ensinar, mas que os professores terão que atestar e avaliar até passarem. Como pode eticamente um professor atestar matérias a que o aluno não assistiu? Não devem os professores se recusar a cumprir esta insensata ordem? Então um professor sabe em consciência que o aluno faltou àquelas aulas, que não esteve presente quando deu aquela matéria, e acede em fazer um teste sobre essa matéria, para atestar os conhecimentos do aluno? Estarão a contar com os explicadores que, apud Valter Lemos todas (!) as crianças portuguesas hoje têm?
E como pode um ministro vir para os media alardoar descontos e benefícios e não haver quem tenha voz para lhe provar por a+b que o desconto que apregoa aos quatro ventos não passa de pura demagogia própria de vendedores da banha da cobra? Por que não reagem os pais e os professores em conjunto a estas trapaças? E os jornalistas e os cidadãos em geral? Porque não escrevem para todo o lado a desmentir a conversa e as leis destes dirigentes fajutos? Que rolha tapará agora a nossa garganta?

domingo, janeiro 13, 2008

"O meu compromisso é com a Europa" (José Sócrates)

No parlamento Jerónimo de Sousa perguntou a Sócrates, a propósito da ratificação parlamentar em vez do prometido referendo, se o seu compromisso era com o povo português ou se era com os seus pares da união europeia. Em resposta Sócrates afirmou perentoriamente:

“O meu compromisso é com a Europa!”

Pela primeira vez disse a verdade: o compromisso de Sócrates é com a Europa, não é com o povo português que votou nele. Irá votar outra vez? Com a verdade me enganas, diz a voz popular. Quando já ninguém acredita nele, Sócrates vem dizer a verdade e reconsiderar.

(É que não sei se já entendemos que estes senhores não têm escrúpulos e são capazes de tudo em nome da Europa que os comanda. Somos pois lacaios da Europa, a honra de cumprir uma promessa eleitoral feita ao povo português nada vale para os senhores da Europa a quem o nosso governo precisa obedecer e honra já não lhe resta, tantas vezes tem sido perdida. Vergonha não têm: mantêm-se nos cargos por maiores que sejam as derrotas. Como vai agora Mário Lino levar para a frente este projecto que tanto desprezava e abominava?)

Sócrates veio dar a cara e tentou justificar a mudança de planos do governo em relação à ideia de construir o novo aeroporto de Lisboa em Alcochete mas já não conseguiu ser credível. Vendo bem ele mete os pés a falar, como se preparasse as melhores palavras para elaborar um discurso no qual ele próprio não acredita. Atrapalha-se, é trapalhão, tenta dissimular as trapalhadas, corrige-se mas não se emenda. Este voltar atrás vindo de quem vem cheira obviamente a tramóia. E se houvesse um plano para lançar a ideia de que o aeroporto era inevitavelmente para construir na OTA, mas já houvesse outro plano prévio de, a dada altura, localizar o aeroporto noutro sítio pré-determinado, que já ninguém pudesse contestar? Grandes negociatas: vendas de terrenos na OTA: tanto dinheiro! Compra e venda de terrenos na margem sul, tanto lucro! Quem vendeu uns? Quem comprou outros? Quantos mais negócios se vão ainda fazer à custa de um aeroporto por começar? Quem perdeu dinheiro? Quem vai ganhar com tudo isto? Seguir este rasto pode conduzir um dia à verdade.

Entretanto o melhor é apressar a coisa. Se não se despacharem com o aeroporto e não cumprirem os prazos a União Europeia já apareceu a berrar que não dá os fundos. O que quer dizer que o que é preciso é deitar mãos à obra, seja lá onde for o aeroporto, tem é que ir para a frente. Já sei qual vai ser a conversa: temos que cumprir os prazos, vai ser um destes ver se te avias.

Duas notícias bombásticas na mesma semana, assim se dividem os ânimos e as contestações para fazer passar ambas segundo a fórmula: duas graves medidas a dividir por duas polémicas mediáticas igual a uma só contestação e ficam tiradas duas hienas da cartola de uma vezada. Só que desta vez topou-se demasiado a farsola pois o truque é velho, as hienas perigosas postas à solta e os tratantes não são mágicos, são charlapalhões.

Ora o povo português faz-se de parvo mas não é parvo. Já viu que baixar o deficit só significa mais aumentos para ele pagar. E já nem se lembra de quantos ministros já ouviu decretar o fim da crise. Por isso já não acredita em nada nem em ninguém, nem na sua própria vontade de se revoltar. As medidas tomadas não são para agora, são para dar frutos no futuro, disse o ministro à malta que vive no presente.

segunda-feira, julho 09, 2007

Albarde-se o Burro À Vontade do Dono


Adorei este post do blogue O País do Burro:-)

(777) 7 maravilhas

1 – “Então peçam para sair da União Europeia” – Jaime Silva
2 - "
O novo aeroporto de Lisboa jamais será na margem Sul, um deserto, uma zona sem gente, sem tráfego, sem cidades, sem hotéis, sem hospitais, sem actividades económicas." – Mário Lino
3 – “
Portugal é um país competitivo em termos de custos salariais. Os custos salariais são mais baixos do que a média dos países da União Europeia e a pressão para a sua subida é muito menor do que nos países do alargamento." – Manuel Pinho
4 – “
Perdi o apoio dos professores, mas ganhei o dos portugueses” – Maria de Lurdes Rodrigues
5 - “
A directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho, Maria Celeste Cardoso, foi exonerada pelo ministro da Saúde por não ter retirado do centro um cartaz que apresentava declarações de Correia de Campos "em termos jocosos"
6 - “
O Governo não pactua com sistemas de injustiça fiscal" e, por isso, propôs as alterações à lei em matéria de deficientes e de reformados.” – Teixeira dos Santos
7- “
Nunca um Governo deixou tantas marcas de esquerda” – José Sócrates

Haveria outras maravilhas e chegaria rapidamente às 77, o Governo de José Sócrates é bastante pródigo em maravilhas. Ficam estas 7, que escolhi sem grande esforço de memória, neste que é, por coincidÊncia, o 777º post do país do Burro.

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quarta-feira, junho 06, 2007

Conta quem ouviu...

Afinal quem disse que o metro da zona sul não tinha a sua hora de ponta?

Que camelos tão barulhentos, senhor ministro Mário Lino, até pareciam gente indignada a buzinar contra o ruído dos seus discursos!
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