"Todo indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e idéias por qualquer meio de expressão."
Muitas pessoas têm dificuldade em se entusiasmar com as eleições para o Parlamento Europeu. Mas deveriam prestar mais atenção à colorida lista de candidatos em oferta. De milionários a machões, de sangues azuis a celebridades, a votação da semana que vem tem de tudo.
Lá, Dati poderá cruzar com Gabriele Pauli, que já foi a administradora mais jovem de um distrito na Alemanha. Pauli é famosa no país desde 2007, quando criticou publicamente Edmund Stoiber, então governador da Bavária, e desencadeou uma série de acontecimentos que acabaram na renúncia de Stoiber da posição de chefe da União Social Cristã, partido-irmão da União Democrática Cristã (CDU) da chanceler Ângela Merkel. Pauli se beneficiou com essa querela. Logo depois, ela apareceu na capa de uma revista, enrolada numa bandeira da Bavária, usando luvas de látex e com uma expressão apaixonada. Agora ela está concorrendo a uma vaga no Parlamento Europeu pelos Eleitores Livres, pequeno partido conservador da Bavária - seu trabalho mais difícil até agora.
(…)
Lendo todo o artigo encontrarão outros exemplos no mínimo curiosos, como as muchachas do Burlesconi ou do Sarkozy. Em suma: o Parlamento Europeu é assim uma espécie de coio.
Os partidos têm até ao dia 27 de Abril para apresentarem as suas candidaturas, creio que as Listas serão 11 ou 12 de diversas ideologias, isto é para todos os gostos; liberais, conservadores, marxistas, marxistas-leninistas, sociais-democratas, trotskistas (mandelistas, morenistas,lambertistas), neofascistas, maoistas, e as novidades, MMS e MEP que se dizem longe dos “ismos”, pessoalmente não acredito, pois todos temos visões do mundo que se “encaixam” nas velhas ou novas ideologias (reajustamentos políticos ou filosóficos das velhas),o pensamento ideológico - político tem evoluído (alterado) lentamente, nada comparável à tecnologia e/ou ciência, andamos quase sempre à volta do mesmo; poder, integridade, justiça, direitos, desigualdade, etc…
Ao contrário do que muitos pensam, analisam ou comentam, estas eleições, mais que a primeira volta das legislativas, são a eleição do futuro governo português. Os eleitores irão às urnas em força mostrar contentamento, descontentamento, revolta, protesto ou raiva (voto nulo/branco).
99% dos eleitores nacionais não sabem as competências do Parlamento Europeu – ver em http://www.dip-badajoz.es/eurolocal/pttxt/eu/origenes/parlamento.htm - 70% sabe que Durão Barroso está na Europa a ganhar muita massa, mas não fazem ideia do que é o Presidente da Comissão Europeia, ou sabendo não ligam ao seu papel na UE.
Os eleitores não sabem e estão pouco importados em saber que a 07 de Junho elegerão 22 eurodeputados para um Parlamento de mais de 700.
Os eleitores, a maioria, não sabe que são 27 países os constituintes da actual União Europeia, e pensam que todos utilizam o euro como a moeda nos seus países.
Os portugueses estão preocupados com o desemprego, com a miserável justiça (Casa Pia, Freeport), com a fraca saúde e cara no SNS, o preço dos medicamentos, os problemas na escola, o assalto à ourivesaria vizinha ou os “mafiosos” autarcas de Felgueiras, Oeiras, Braga ou Gondomar. É vontade deles votarem na Europa a pensar em Portugal.
VOTAÇAO NO PARLAMENTO EUROPEU NO DIA 5 DE MAIO DE 2009
Não deixe que o parlamento europeu lhe feche a internet... não haverá volta atrás!
Aja agora!
O acesso à internet não é condicional
Todos os que têm um site, blog bem como todos aqueles que usam o Google ou o Skype, todos aqueles que gostam de expressar as suas opiniões livremente, investigarem do modo que entendem seja para questões pessoais, profissionais ou académicas, todos os que fazem compras online, fazem amigos online, ouvem música ou vêm videos...
Milhões de europeus dependem da internet quer seja directa ou indirectamente no seu estilo de vida. Tirá-la, limitá-la, restringi-la ou condicioná-la, terá um impacto directo naquilo que fazemos. E se um pequeno negócio depender da internet para sobreviver, torná-la inacessível num período de crise como o que vivemos não pode ser bom.
Pois a internet que conhecemos está em vias de extinção através das novas regras que a União Europeia quer propôr no final de Abril. Segundo estas leis, os provedores de serviço, ou seja as empresas que nos fornecem a internet, PT, Zon, Clix entre muitas outras, vão poder legalmente limitar o número de websites que visitamos, além de nos poderem limitar o uso ou subscrição de quaisquer serviços que queiramos de algum site.
As pessoas passarão a ter uma espécie pacotes de internet parecidos com os da actual televisão. Será publicitada com muitos "novos serviços" mas estes serão exclusivamente controlados pelo fornecedor de internet, e com opções de acesso a sites altamente restringidas.
Isto significa que a internet sera empacotada e a sua capacidade de aceder e colocar conteúdo será severamente restringida. Criará pacotes de acessibilidade na internet, que não se adequam ao uso actual que damos à internet hoje.
A razão é simples...
Hoje a internet permite trocas entre pessoas que não são controladas ou promovidas pelo intermediário (o estado ou uma grande empresa), e esta situação melhora de facto a vida das pessoas mas força as grandes corporações a perderem poder, controle e lucros. E é por isso que estas empresas forçam os políticos "amigos" a agirem perante esta situação.
A desculpa é a pirataria de filmes e música, mas as verdadeiras vítimas seremos todos nós, a democracia e a independência cultural e informativa do cidadão.
para que seja impensável ao cidadão comum não estar de acordo com as novas regras...
Pense no modo como usa a internet! Que significaria caso a sua liberdade de escolha lhe fosse retirada?
Hoje em dia, a internet é sobre a vida e liberdade. É sobre fazer compras online, reservar bilhetes de cinema, férias, aprendermos coisas novas, procurar emprego, acedermos ao nosso banco e fazermos comércio.
Mas é também sobre coisas divertidas como namorar, conversar, convidar amigos, ouvir música, ver humor, ou mesmo ter uma segunda vida.
Ela ajuda-nos a expressarmo-nos, inovarmos, colaborarmos, partilharmos, ajuda-nos a ter novas ideias e a prosperar... tudo sem a ajuda de intermediários.
Mas com estas novas regras, os fornecedores de internet escolherão onde faremos tudo isso, se é que nos deixarão fazer.
Caso os sites que visitamos, ou que nós criámos não estejam incluídos nesses pacotes oferecidos por estas empresas, ninguém os poderá encontrar.
Se somos donos de um site ou de um blog e não formos ricos ou tivermos amigos poderosos, teremos de fechar.
Só os grandes prevalecerão, com a desculpa de que os pequenos não geram tráfego suficiente para justificar serem incluídos no pacote.
Continuaremos a ter a Amazon, a Fnac ou o site das finanças, mas poucos mais.
Os telefonemas gratuitos pela internet decerto que acabarão ( como já se passa nalguns países da Europa) e os pequenos negócios e grupos de discussão desaparecerão, sobretudo aqueles que mais interessam, os que podem e querem partilhar a sua sabedoria gratuitamente com o mundo.
Se nada fizermos perderemos quase de certeza a nossa liberdade e uso livre da internet.
A proposta no Parlamento Europeu arrisca o nosso futuro porque está prestes a tornar-se lei, uma lei quase impossível de reverter.
Muitas pessoas, incluíndo deputados do Parlamento Europeu que a vão votar positivamente, não fazem a menor ideia do que isto pode querer dizer, nem se apercebem das implicações brutais que estas regras terão na economia, sociedade e liberdade. Estas medidas vêm embrulhadas numa coisa chamada "Pacote das Telecom?s" disfarçando estas leis de algo que apenas é relativo à indústria das telecomunicações.
Mas na verdade, tudo não passa de regras sobre o uso futuro da internet. A liberdade está a ser riscada do mapa.
Nestas leis propostas, estão incluídas regras que obrigam as Telecoms a informaram os cidadãos das condições em que o acesso à internet é fornecido. Parece ser uma coisa boa, em nome da transparência, mas não passa de uma diversão para poderem afirmar que podem limitar o nosso acesso à liberdade na internet, apenas terão é que informar-nos disso.
O futuro da internet está em jogo e precisamos de agir já para o salvar.
Diga ao Parlamento Europeu que não quer que estas alterações sejam votadas.
Lembre-os que as eleições europeias são em Junho e que a internet ainda nos dá alguma liberdade para que possamos observar e julgar os seus actos no Parlamento.
Saiba que não está sozinho(a) nesta luta... Enquanto lê isto, centenas e centenas de outras organizações estão a trabalhar para que esta mensagem chegue a quem de direito. Milhares de pessoas estão também a contactar os seus deputados neste sentido. Ajude-se a si mesmo, colabore e faça o que pode por esta causa...
A internet é tão sua como deles...
Divulgue esta mensagem o mais que possa...
Pode também escrever aos seus deputados...
Estes são os nossos deputados no Parlamento Europeu:
O Parlamento tem como missão participar na implementação da política da União Europeia.
É a Comissão Europeia – a «guardiã dos tratados» – que tem o monopólio do poder de fazer propostas e do direito de tomar iniciativas.
O Tratado de Maastricht é claro: «OParlamento pode, por maioria dos seus membros, pedir à Comissão que submeta qualquerproposta apropriada sobre as questões que lhe pareçam necessitar a elaboração de umacto comunitário para pôr em prática o presente tratado.»
Portanto:
1) Um deputado europeu não tem qualquer poder, pois todas as propostas devem ser submetidas à maioria dos membros do Parlamento (e não elaboradas ou apresentadas pelos deputados!).
2) Qualquer proposta deve, obrigatoriamente, inscrever-se no âmbito da implementação dos tratados europeus, que preconizam a redução dos défices orçamentais, as privatizações e a «concorrência livre e não falseada».
3) Em última instância, é sempre a Comissão Europeia (órgão não eleito) que decide.
Todos os dias o Pafúncio é a página em branco que ouso preencher. Janela para outras janelas, porta para outras portas, vaga para outras vagas, outras ondas. Por vezes perco-me completamente, volto atrás ou deixo-me fluir. Descobertas e tormentas, cais vários onde ancoro e me deixo ficar a fruir. Ilhas, pequenas maravilhas que me vêm visitar e que revisito. Um turbilhão de mar e um vazio por vezes de não saber como dizer tudo o que é preciso dizer. Crises de tempestade. Encalhe. Naufrágio. Sobrevivo à custa de persistência de ir dizendo qualquer coisa que importe a alguém. E que essa coisa dita possa desencadear uma coisa feita.
Uma utopia é uma possibilidade que pode efectivar-se no momento em que forem removidas as circunstâncias provisórias que obstam à sua realização. (Robert Musil)
BONECAS DE ATAÚRO (TIMOR): 11/Fev, Coimbra; 12/Fev, Lisboa (embaixada Timor-Leste)
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