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sábado, junho 27, 2009

Mário Soares: «Estou convencido de que a União Europeia não se vai desagregar, mas corre riscos»

Lisboa, 27 Abr (Lusa) - O antigo Presidente da República, Mário Soares, alertou hoje para a necessidade de os Estados membros da União Europeia trabalharem em conjunto, mas lamentou que os actuais líderes sejam "fracos e com pouca preparação" em relação aos do passado.

"Temos assistido que os actuais políticos, dirigentes europeus são todos fracos. Todos eles, no meu entender, em relação aos líderes do passado. Pessoas com pouca preparação e alguns deles com interesses até um pouco suspeitos", disse.

"Estou convencido que a União Europeia não se vai desagregar, mas corre riscos", concluiu.

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Mário Soares: "Precisamos de um capitalismo ético"[!]

Imagem daqui

Já era sabido que o Mário Soares foi um traidor que não hesitou em pôr o Socialismo na gaveta. Durante a sua actividade de homem do Estado foi reconhecidamente um dos mais carismáticos políticos, no mau sentido, daqueles que diz que sim para um lado, diz que sim para o outro e no final faz o que lhe dá na real gana, sem se importar absolutamente nada em consultar o povo. Um verdadeiro "diplomata", como muitos lhe chamaram (em minha casa sempre lhe ouvi chamar coisas bem diferentes!). Ora o homem, aproveitando a senilidade vem agora dizer, sem vergonha nenhuma, que "precisamos de um capitalismo ético". E isto depois de proteger ainda que veladamente o delfim do PS, aproveitando para ir dando uma no cravo, outra na ferradura - sempre foi o seu forte - tratando o escândalo Freeport como um mero pretexto para se espalhar a "confusão". Claro que o Marocas não seria ele quem iria deitar "uma acha sequer para essa fogueira, que se iniciou não se sabe como nem de onde partiu"; aliás para ele, que vem neste caso fazer o papel de mata borrão, as notícias são "contraditórias" e corre-se o grande perigo de se poder "pensar que a democracia também está em crise"...
Já não é de hoje, é já do tempo em que um pseudo-socialista enganava todo um povo acenando-lhe com bandeiras vermelhas de punhos fechados enquanto comprometia à socapa todo o futuro deste país levando-o a passos largos direito ao abismo da improdutividade que na altura se ocultava sob a capa da "Europa social" que depressa havia de descambar na UE neoliberal a desmandos dos EUA (aliás já na altura este senhor andava às ordens do CIA Carlucci!). Vem ele agora anunciar que a Democracia não está em crise e reafirmar que as instituições (leia-se da Justiça!) funcionam. A era dos políticos mentirosos começou à muito com este senhor. O Sócrates é apenas o refinamento da arte de ludibriar o povo, um discípulo brilhante na arte da mentira, cujo mestre de outros tempos se reveste de um certo ar intelectual ao sabor dos valores da sua época, enquanto este agora lhe basta albardar-se de Armani's e fazer-se passar por modernaço inovador que insiste à custa de tudo e de todos em puxar a carroça à velocidade de TGV's.
Seria pois fantástico, sintoma dos nossos conturbados tempos, ver um verdadeiro socialista a desejar um capitalismo ético, mas nós já sabemos muito bem e há muito tempo com quem estamos metidos e como tal em nada nos admiramos, apenas na cada vez maior falta de vergonha na cara (verdade seja dita, nunca teve muita!). Dizem que uma das coisas boas da idade é que ganhamos calo, perdemos a vergonha, no sentido de que nos tornamos mais ousados, já não temendo os juízos que os outros fazem de nós. Mas neste caso é mesmo deboche e sem vergonhice de quem há muito largou a pele da ideologia socialista e se enfiou numa outra pele, que muito bem lhe assenta, de burguês instalado e rendido aos encantos do capitalismo... ético? Onde já se viu um capitalismo ser ético? Seria o mesmo que um porco ser limpo. Será esta a nova ideologia dos que antes se diziam "socialistas" ou apenas sintoma da mais canalha senilidade?

quarta-feira, janeiro 30, 2008

OTratado é mau. Para quê dá-lo a saber ao povo?

(...)
Soares disse que o Tratado de Lisboa, assinado pelos 27 países da União Europeia durante a presidência portuguesa, «não é nada bom», justificando que é «talvez, o menos simplificado» que existe.
«Recorre a muitos tratados, é complicado, não é nada bom. No entanto, uma vez assinado, desbloqueia a construção europeia, era um desastre se fosse chumbado», argumentou.
Aos jornalistas, no final do debate, Mário Soares disse que o Tratado de Lisboa «devia ser simples e claro e não é».
«É extremamente complexo. Mas, apesar disso, sou pela ratificação no Parlamento», afirmou.
Caso contrário, disse, se se optasse por uma consulta popular, Portugal «estaria a dar um mau exemplo a outros países, a pôr uma bomba no Tratado».

in Diário Digital / Lusa
16-01-2008


segunda-feira, dezembro 03, 2007

Marocas Mediático

1976
(clicar para aumentar a imagem)

Não sei se viram o programa “O Caminho Faz-se Caminhando” com o Mário Soares e a Clara Ferreira Alves a caminhar por Paris e Lisboa (tantas horas! Ainda bem que ambos ainda usam rexina!) e a falar com a malta em Malta. Não sei se viam um programa com o Maestro Vitorino de Almeida e com uma menina com ar de universitária burra (mas não tão loura como a Clarinha), julgo que era a Bárbara Guimarães mas posso estar enganada pois para o caso tanto faz.

Agora ligo para o segundo canal e lá está o marocas num programa cultural, Câmara Clara -- que raramente vejo.

Sim senhor, o Mário Soares voltou à ribalta, agora farta-se de aparecer na televisão, qualquer dia está como o Hermano Saraiva a continuar caquético a aparecer. Por enquanto ainda não, pois na entrevista que deu à TSF, o alzheimer ainda não o impediu de afirmar que ai isso sim senhor, sem dúvida, meteu mesmo o “socialismo comunista” na gaveta, ora essa, pois claro. E foi dizendo que o Socas era melhor do que ele pensara nos tempos em que andava lá pelo partido a ver se trepava – certamente atendendo ao facto deste último ter mesmo feito arder o verdadeiro socialismo.

Ai este Só Ares, como sempre se lhe chamou cá por casa! Se há gente que o meu pai abominava era este senhor Mário Soares que, do baixo da sua arrogância, lia os jornais estrangeiros (ou escondia-se atrás deles? Pois se ele em línguas é uma negação! Nem o Inglês técnico lá ia!) em pleno Conselho de Ministros, fingindo não se interessar nada pelos assuntos postos na mesa da discussão política nos tempos em que Vasco Gonçalves governava. Ficava ali durante todo o tempo e ler os seus jornais que tirava da pasta à diplomata, enquanto os outros falavam, assumindo uma postura mal-educada numa total atitude de desprezo desprezível.

O Mário Soares mostrou à Clara a sua apetência por Vítor Hugo e por choucrute. E abominou Becket, e há quem lhe lave as meias, e teve quem o reconhecesse e cumprimentasse na rua de todos os lugares do mundo onde ou já esteve ou vai estar. Havia uma anedota que comparava o Mário Soares a uma abelha, lembram-se? Concluia que ambos ou estão a voar ou a fazer cera.

E o que o meu avô, pai do meu pai, gostava de pranchar o marocas! Passava horas a fazer recortes das caricaturas dos jornais da época e a pintá-las e às vezes acrescentava-lhes comentários ou falas, fazia com eles albuns. Era a sua forma de blogar, agora entendo eu. Queixava-se que a cola se lhe pegava aos dedos e que chegava a ficar com pedaços do papel mas mãos mas isso nunca o impediu de continuar. Tinha um Zé Povinho a fazer um manguito em cartão, em cima do televisor e aquele objecto era muito útil para exercer o seu direito à opinião, recentemente conquistado, e expressar o que pensava das pessoas que via aparecerem na televisão: aparecia o marocas, levava logo com o manguito; aparecia o Easno, levava com ele; aparecia o Carneiro, dá-lhe! Como ele dizia, carregava-lhes no umbigo (o botão da TV) e eles desapareciam. Divertia-se com aquilo, mesmo amargurado com o que ia vendo o Mário Soares fazer ao país e ao que tinha sido a utopia que o 25 de Abril por momentos tornou realidade, a revolução que ele ainda viu, que ele tanto gostou de ter podido assistir! Mesmo amargurado ria-se daquela fantochada e fazia-me lembrar a ideia que eu tinha do Eça, quando lhes aplicava a sua ironia, umas vezes fina, outras vezes mordaz. Partilho-a convosco. Já que anda tão mediático...

Precursor da Flexigurança?
(clicar na imagem)

domingo, abril 01, 2007

Perdoa-me!

"Cavaco Silva enviou hoje a Mário Soares um pedido formal de desculpas por se ter esquecido de o convidar a participar no encontro no Palácio de Belém onde reuniu todos os que de algum modo contribuiram para a integração de Portugal na União Europeia."
(in Vip, 01/04/2007)

Nessa cerimónia, o Presidente da República Portuguesa no seu discurso de boas-vindas , reproduziu textualmente as seguintes frases de Oliveira Salazar, não citando a fonte, mas nenhum dos presentes se apercebeu do plágio, achando que Cavaco Silva estava apenas justificando a ausência de Mário Soares:

Agradeço a todas as pessoas que quiseram ter a gentileza de assistir à minha posse a sua amabilidade. Asseguro-lhes que não tiro desse acto vaidade ou glória, mas aprecio a simpatia com que me acompanham e tomo-a como um incentivo mais para a obra que se vai iniciar.
Soubemos entretanto, através de uma fonte segura do interior do Palácio de Belém, que Mário Soares tinha já há muito preparado o seu discurso para a referida cerimónia comemorativa do 50º. Aniversário da formação da União Europeia, do qual revelamos em primeira mão a seguinte passagem:

Camaradas:

O meu objectivo porém não é falar-lhes de política interna portuguesa. O tema desta reunião é muito mais vasto: versa a Europa e Portugal ou, no que mais especialmente nos respeita, Portugal no actual contexto europeu. Permitam-me pois que aborde, sem outros desenvolvimentos marginais, esse ponto. Repensar a Europa e o seu futuro é obra de todos os europeus, povos e nações, incluindo aqueles que só marginalmente têm participado no processo da construção europeia verdadeiramente iniciada após o termo da segunda guerra mundial.
Uma escuta telefónica, efectuada do interior do Palácio a partir do mesmo número por onde a ex-primeira dama encomendava as Pizzas de Sampaio, revelou que Cavaco terá dito a um dos convidados que não iria admitir que aquele gajo os tratasse ofensivamente por "camaradas", que tratasse os seus convidados como "marginais" e tivesse ainda o desplante de dizer que assuntos de Estado de importância à escala global fossem considerados "obra do povo".

A mesma fonte revelou ao Pafúncio que foi o conhecimento prévio deste discurso, através dos serviços secretos do Palácio de Belém, que esteve na origem da decisão de Cavaco Silva de afastar Mário Soares da sua lista de convidados a participar no encontro.
Tudo não viria afinal a revelar-se um ingrato mal-entendido, pois o discurso de Mário Soares datava afinal de 1976 (Discurso proferido por Mário Soares no Porto no decurso da cimeira de dirigentes de partidos europeus integrados na Internacional Socialista, da própria Internacional Socialista e da Confederação Internacional dos Sindicatos Livres, reunida sob o lema «A Europa connosco!»), o que terá levado Cavaco Silva, na sua humildade boliqueimensa, a desfazer a gaffe, enviando a Mário Soares o pedido formal de desculpas que aqui transcrevemos em primeira mão:

Perdoa-me, ó Marocas, mas parecia mesmo que te estavas a preparar para lá ir naquele dia chuchar connosco. Quando te passar o amok já sabes que podes vir até aqui ao Palácio jantar comigo e com a Maria. Ela está ansiosa por discutir contigo as políticas de centro-esquerda, vê lá para o que lhe havia de dar!
Teu
Aníbal de Cavaco e Silva


quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Abaixo o Marismo Soarismo!


Eu oiço cada uma...

Então não é que acabei de ouvir o Mário Soares, sem vergonha nenhuma na cara, apesar da idade, a dizer que o referendo do aborto será o que o povo quiser e que será feita a sua vontade porque num regime democrático "o povo é quem mais ordena"! Será que ele julga que nos esquecemos que estamos hoje a sofrer na pele as directrizes da União Europeia, atolados até ao pescoço por vontade dele? O que pensava Mário Soares do povo quando o lançou nas malhas da União Europeia sem sequer o consultar? O Mário Soares perguntou a algum povo em referendo se queríamos ou não entrar para a União Europeia? Nessa altura em que dirigiu o país para este beco sem saída, será que ele achava o povo português demasiado estúpido para participar num referendo? Ou será que nessa altura o seu sentido de "democracia" não hesitou em excluir o povo quando se tratou de tomar a mais importante das decisões?
Quem poderá esquecer que foi este senhor, que se diz socialista, o primeiro a lançar o nosso país aos chacais e a guardar o verdadeiro socialismo na gaveta?

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