sexta-feira, dezembro 01, 2006

Velhos métodos, novas lutas...

Comemorações do 1º. de Dezembro de 1640

Práticas Revolucionárias

Já houve tempos em que todos os métodos eram válidos para defender a Nação dos seus inimigos;

Já houve tempos em que o povo português não se conformava com o rumo da História e moldava-a com as suas próprias mãos;

Já houve tempos em que quem praticava políticas que não agradavam ao povo, via-se em risco de ser simplesmente defenestrado:

«Defenestração é o ato de atirar algo por uma janela. Refere-se, contudo, mais específicamente ao acto de atirar pessoas de uma janela com a intenção de as assassinar ou no caso de suicídio.

A defenestração, no caso concreto da aplicação a pessoas, foi uma prática corrente no século XVII (embora já viesse do século anterior, tendo sido usada na matança de São Bartolomeu), nomeadamente na Guerra dos Trinta Anos. Ficou famoso o episódio da «Defenestração de Praga» (1619), tendo os nobres protestantes da Boémia invadido o castelo da capital e arremessando representantes do Governo Imperial pelas janelas. Este foi, a par da demolição de duas Igrejas Luteranas na Boémia por parte das forças católicas do Sacro Império Romano-Germânico, um dos episódios determinantes na deflagração da guerra pela Europa.

Outra defenestração célebre foi a do secretário de Estado Miguel de Vasconcelos na manhã do 1.º de Dezembro de 1640, personagem odioso aos olhos dos portugueses por colaborar com a dinastia filipina e por isso mesmo assassinado dessa forma pelos conjurados que o atiraram das janelas do Paço da Ribeira para o Terreiro do Paço.

Já antes disso, também em Portugal, nos momentos quentes da crise de 1383-1385, o bispo de Lisboa, D. Martinho, de origem castelhana e por isso suspeito de colaborar com o inimigo, foi atirado pelas janelas da Sé de Lisboa em 1383, pela população enraivecida.» Origem: Wikipédia

6 comentários:

Outsider disse...

Por acaso, há por aí muita gente que merecia ser defenestrada... E não é por ajudarem os espanhois, é mais por prejudicarem o seu próprio povo. Em vez da restauração da indepedência, seria a restauração do bem estar dos Portugueses.
Beijos e bom fim de semana.

sa morais disse...

Pois... houve tempos... Hoje roubaram-nos tempos e o inconformismo mirrou a outros valores! Haveriam janelas suficientes para defenestrar tanto meliante que goza e pisa este povo? Mas isso foi em tempos...

É tempo!

jinho!

Bom fim de semana!

Anónimo disse...

Ainda não há muito tempo, apeteceu-me fazer isso ao meu computador, de raiva, e não sou revolucionário. :)

Mas hoje em dia e segundo uma sondagem parece que 30% dos portugueses querem ser espanhóis...que tempos!


Cumps!

Kaotica disse...

Outsider

Ai há, há! E se tivessem vergonha na cara eram eles que se defenestravam a eles mesmos. Como são outros tempos, quiçá menos impulsivos, podemos não votar neles!

Abraço!

Kaotica disse...

Sá Morais

Fica a lição da História, quem sabe ainda pode vir a ser útil, se não na realidade, pelo menos na ficção :-)

Abraços!

Kaotica disse...

dae-su oh

Pois, mas isso são desabafos de um povo descontente! Não é de agora, já o Almada Negreiros dizia: "se o Dantas é português, eu quero ser espanhol!" e a mim às vezes apetece-me dizer o mesmo, em relação à múmia, por exemplo!

Abraços

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