sábado, maio 27, 2006

Bancarrota blues

Bancarrota blues
Edu Lobo - Chico Buarque/1985
Para a peça O corsário do rei de Augusto Boal

Uma fazenda
Com casarão
Imensa varanda
Dá jerimum
Dá muito mamão
Pé de jacarandá
Eu posso vender
Quanto você dá?

Algum mosquito
Chapéu de sol
Bastante água fresca
Tem surubim
Tem isca pra anzol
Mas nem tem que pescar
Eu posso vender
Quanto quer pagar?

O que eu tenho
Eu devo a Deus
Meu chão, meu céu, meu mar
Os olhos do meu bem
E os filhos meus
Se alguém pensa que vai levar
Eu posso venderQuanto vai pagar?

Os diamantes rolam no chão
O ouro é poeira
Muita mulher pra passar sabão
Papoula pra cheirar
Eu posso vender
Quando vai pagar?

Negros quimbundos
Pra variar
Diversos açoites
Doces lundus
Pra nhonhô sonhar
À sombra dos oitis
Eu posso vender
Que é que você diz?

Sou feliz
E devo a Deus
Meu éden tropical
Orgulho dos meus pais
E dos filhos meus
Ninguém me tira nem por mal
Mas posso vender
Deixe algum sinal


1984 © - Marola Edições Musicais Ltda.

7 comentários:

paper life disse...

É. por vezes dá vontade de vender, MESMO!

:)

P.Garcia disse...

Ser feliz é saber viver apenas com o que temos e não viver ansiando por aquilo que não temos.
Vai-se tentando...................

P.Garcia

Arrebenta disse...

Toda a gente adora o Pafúncio, 'môr, mas não podemos ia todas :-)

Kaotica disse...

Obrigada pelo apoio!

Anónimo disse...

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Anónimo disse...

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Anónimo disse...

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