"Se todas estas pessoas boas, se todas estas pessoas amantes da beleza puderem unir as suas forças contra a barbárie no mundo para dignificar o ser humano, o mundo, talvez, poderá ter futuro" (José Saramago, 85 anos feitos hoje) ler mais...quarta-feira, dezembro 05, 2007
Pessoas boas, amantes da beleza, Uni-vos!
"Se todas estas pessoas boas, se todas estas pessoas amantes da beleza puderem unir as suas forças contra a barbárie no mundo para dignificar o ser humano, o mundo, talvez, poderá ter futuro" (José Saramago, 85 anos feitos hoje) ler mais...terça-feira, dezembro 04, 2007
Interesses e vontades dos banqueiros de todos os países, univo-os!
“O Banco que ajudei a fundar resultou precisamente
de uma ampla transparência e convergência
de interesses e vontades,
dos quais depende o seu futuro,
sobretudo neste momento.”
Discurso de despedida de Jardim Gonçalves do BCP
(ler na integra aqui)
Caso Esmeralda: Petição OnLine

Excelentíssimo Senhor Ministro da Justiça
Excelentíssimo Senhor Procurador-geral da República
Excelentíssimo Provedor da Justiça
Excelências
Os cidadãos abaixo-assinados, considerando inalienável o direito de todas as crianças crescerem com tranquilidade e segurança afectiva, estão profundamente indignados com a forma como tem sido tratado o processo de Esmeralda Porto. Por decisão legal, esta criança de cinco anos de idade está numa contagem decrescente para uma situação de ruptura afectiva – no próximo dia 26 de Dezembro terá que deixar os pais afectivos que a criaram desde os primeiros meses de vida, para ser entregue ao pai biológico.
A decisão de entregar uma criança desta idade ao pai biológico com quem nunca conviveu, choca a nossa consciência e fere os nossos sentimentos.
Partilhando da opinião de médicos, psicólogos, bem como de muitas personalidades públicas que já se pronunciaram sobre o sofrimento que está a ser causado a Esmeralda Porto e sobre as consequências graves que toda a situação terá no seu desenvolvimento, dirigem-se a Vossas Excelências, pedindo que revoguem a decisão tomada, deixando a esta criança o direito a um processo de desenvolvimento saudável, no seio dos laços afectivos que até à data lhe têm dado a maior segurança, os laços da família que tem e ama como sua.
Com a legitimidade que vem da voz do povo pedimos que façam justiça, assegurando respeito por esta criança.
Os cidadãos signatários
Para quem julga já não tanto faz

Coro dos Tribunais
(Letra de B. Brecht/adap. José Afonso/ Versão de Luís Francisco Rebello/ Música de José Afonso)
Foram-se os bandos dos chacais
Chegou a vez dos tribunais
Vão reunir o bom e o mau ladrão
Para votar sobre um caixão
Quando o inocente se abateu
Inda o morto não morreu
Quando o inocente se abateu
Inda o morto não morreu
A decisão do tribunal
É como a sombra do punhal
Vamos matar o justo que ali jaz
Para quem julga tanto faz
Já que o punhal não mata bem
A lei matemos também
Já que o punhal não mata bem
A lei matemos também
Soa o clarim soa o tambor
O morto já não sente a dor
Quando o deserto nada tem a dar
Vêm as águias almoçar
O tribunal dá de comer
Venham assassinos ver
O tribunal dá de comer
Venham assassinos ver
Se o criminoso se escondeu
Nada de novo aconteceu
A recompensa ao punho que matou
Uma fortuna a quem roubou
Guarda o teu roubo guarda-o bem
Dentro de um papel a lei
PUTZ!
Você disse "putinizado"?segunda-feira, dezembro 03, 2007
Marocas Mediático
Agora ligo para o segundo canal e lá está o marocas num programa cultural, Câmara Clara -- que raramente vejo.
Sim senhor, o Mário Soares voltou à ribalta, agora farta-se de aparecer na televisão, qualquer dia está como o Hermano Saraiva a continuar caquético a aparecer. Por enquanto ainda não, pois na entrevista que deu à TSF, o alzheimer ainda não o impediu de afirmar que ai isso sim senhor, sem dúvida, meteu mesmo o “socialismo comunista” na gaveta, ora essa, pois claro. E foi dizendo que o Socas era melhor do que ele pensara nos tempos em que andava lá pelo partido a ver se trepava – certamente atendendo ao facto deste último ter mesmo feito arder o verdadeiro socialismo.
Ai este Só Ares, como sempre se lhe chamou cá por casa! Se há gente que o meu pai abominava era este senhor Mário Soares que, do baixo da sua arrogância, lia os jornais estrangeiros (ou escondia-se atrás deles? Pois se ele em línguas é uma negação! Nem o Inglês técnico lá ia!)
O Mário Soares mostrou à Clara a sua apetência por Vítor Hugo e por choucrute. E abominou Becket, e há quem lhe lave as meias, e teve quem o reconhecesse e cumprimentasse na rua de todos os lugares do mundo onde ou já esteve ou vai estar. Havia uma anedota que comparava o Mário Soares a uma abelha, lembram-se? Concluia que ambos ou estão a voar ou a fazer cera.
E o que o meu avô, pai do meu pai, gostava de pranchar o marocas! Passava horas a fazer recortes das caricaturas dos jornais da época e a pintá-las e às vezes acrescentava-lhes comentários ou falas, fazia com eles albuns. Era a sua forma de blogar, agora entendo eu. Queixava-se que a cola se lhe pegava aos dedos e que chegava a ficar com pedaços do papel mas mãos mas isso nunca o impediu de continuar. Tinha um Zé Povinho a fazer um manguito em cartão, em cima do televisor e aquele objecto era muito útil para exercer o seu direito à opinião, recentemente conquistado, e expressar o que pensava das pessoas que via aparecerem na televisão: aparecia o marocas, levava logo com o manguito; aparecia o Easno, levava com ele; aparecia o Carneiro, dá-lhe! Como ele dizia, carregava-lhes no umbigo (o botão da TV) e eles desapareciam. Divertia-se com aquilo, mesmo amargurado com o que ia vendo o Mário Soares fazer ao país e ao que tinha sido a utopia que o 25 de Abril por momentos tornou realidade, a revolução que ele ainda viu, que ele tanto gostou de ter podido assistir! Mesmo amargurado ria-se daquela fantochada e fazia-me lembrar a ideia que eu tinha do Eça, quando lhes aplicava a sua ironia, umas vezes fina, outras vezes mordaz. Partilho-a convosco. Já que anda tão mediático...
(clicar na imagem)
domingo, dezembro 02, 2007
Uns devem, outros não temem
BCP terá assumido perdas de investimentos de accionistaNão te deixes murchar!

Letra para um Hino
É possível falar sem um nó na garganta
É possível amar sem que venham proibir
É possível correr sem que seja a fugir.
Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.
É possível andar sem olhar para o chão
É possível viver sem que seja de rastos.
Os teus olhos nasceram para olhar os astros.
Se te apetecer dizer não grita comigo: Não.
É possível viver de outro modo.
É possível transformares em arma a tua mão.
É possível o amor. É possível o pão.
É possível viver de pé.
Não te deixes murchar. Não deixes que te domem.
É possível viver sem fingir que se vive.
É possível ser homem.
É possível ser livre livre livre.
Manuel Alegre, O canto e as Armas
sexta-feira, novembro 30, 2007
quinta-feira, novembro 29, 2007
Amanhã vamos estar no Rossio a distribuir esta tarjeta

http://escolapublica2.blogspot.com escolapublicablog@gmail.com
Exigimos respeito:
pela profissão docente
pelos encarregados de educação e pelos alunos
Revogação do ECD
Retirada do novo Estatuto do Aluno
A política do Ministério da Educação vai contra a Lei de Bases do Sistema Educativo – que legalidade?
O povo votou maioritariamente no Partido Socialista. Esperava estas políticas de destruição dos serviços públicos (Escolas e SAP’s) e esta abertura de todas as portas aos privados?
O governo Sócrates pratica uma política de direita em nome do Pacto de Estabilidade aplicando as directivas europeias indiscriminadamente contra o nível de vida dos portugueses e contra a Nação. Tudo está já decidido às mais altas esferas da globalização. O povo de cada nação é o que menos ordena.
O chamado Tratado de Lisboa põe em causa a nossa soberania e as leis nacionais. O povo quer saber que futuro lhe reserva a aprovação desse tratado. Fazem-nos acreditar que não podemos compreender o conteúdo do tratado por isso eles não o podem referendar. Não podem ou não lhes convém? Como pode servir o povo um tratado que não pode ser explicado ao povo?
Cada vez perdemos mais direitos no trabalho e somos usados como cobaias: somos os desdobráveis e os descartáveis deste sistema económico que não faz senão procurar desenfreadamente novas formas de obter lucros maiores.
O que é hoje ser um cidadão apostado em defender a democracia? Vamos olhar para o lado e fingir que o nosso poder de compra não se desvaloriza todos os dias? Vamos ignorar a nova classe de pobres e de precários? Que futuro desemprego reservam aos nossos filhos?
10 coisas sobre mim -- Desafio
Este desafio consiste em listar 10 factos não anteriormente mencionados neste blog.
1- Hoje logo de manhã vi a Manuela Ferreira Leite. Felizmente para ela eu ia a pé e ela é que ia de carro senão…
2- Tinha jurado a mim mesma não participar mais nestas correntes
3- Gosto de participar nas discussões políticas e nos debates do POUS, embora não pertença ao partido
4- Como durmo muito pouco sempre que posso ponho o despertador e durmo durante uma hora, porque senão já me tinha passado para o outro lado
5- Odeio ir ao cabeleireiro. Quando já não consigo ver nada mando uma tesourada na franja só para me aguentar mais uns meses sem lá ir
6- Este ano lectivo sou Presidente da Direcção de uma Associação de Pais
7- Tenho vitíligo mas agora já não lhe ligo nenhuma
8- Adorava poder comprar marijuana na farmácia
9 – O meu sonho era ter um café-convívio com boa música, livros à disposição e Internet, onde as pessoas pudessem conversar umas com as outras de olhos nos olhos
10- Tenho uma paixão eterna pelo Chico Buarque (ah, isto já tinha dito, não tinha?)
Seguem-se as vítimas desta brincadeira:
sábado, novembro 24, 2007
Em Defesa da Escola Pública: 24/Nov/2007

Convívio/debate
Organizado pela Comissão de Defesa da Escola Pública (CDEP)
dia 24 de Novembro
entre as 15h e as 18h 30m
Sala da Universidade Senior, no Palácio Ribamar
(por baixo da Biblioteca Municipal de Algés)
Para reflectir sobre um conjunto de questões, nomeadamente:
1) Como se concretiza actualmente uma acção consequente em defesa da Escola Pública e dos seus trabalhadores?
2) Que balanço da intervenção política e cívica da CDEP?
3) Que acções deve a CDEP desenvolver para tornar as pessoas mais conscientes e mais interventivas, em simultâneo com a defesa dos direitos dos alunos, dos pais e dos trabalhadores do Ensino?
Para ter acesso aos documentos que esta Comissão tem produzido, consulte o blogue da CDEP em http://escolapublica2.blogspot.com
Como elementos de reflexão, propomos a leitura da Acta da reunião da CDEP, realizada em 24 de Outubro, bem como o boletim que foi editado também em Outubro.Trata-se de uma reunião aberta a todos quantos pretendem
Participe
quarta-feira, novembro 21, 2007
Inefável é o que não pode ser dito
Na minha terra, não há terra, há ruas;
mesmo as colinas são de prédios altos
com renda muito mais alta.
Na minha terra, não há árvores nem flores.
As flores, tão escassas, dos jardins mudam ao mês,
e a Câmara tem máquinas especialíssimas para desenraizar as árvores.
O cântico das aves — não há cânticos,
mas só canários de 3º andar e papagaios de 5º.
E a música do vento é frio nos pardieiros.
Na minha terra, porém, não há pardieiros,
que são todos na Pérsia ou na China,
ou em países inefáveis.
A vida na minha terra é que é inefável.
Inefável é o que não pode ser dito.
segunda-feira, novembro 19, 2007
Esteja às 8h 45m, do dia 20 de Novembro, próxima terça-feira, junto à entrada principal do Centro Cultural de Belém
vai decorrer a Conferência de encerramento do
Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos.
Participe na acção de informação aos delegados à Conferência!
Esteja às 8h 45m do dia 20 de Novembro, próxima terça-feira, junto à entrada principal do Centro Cultural de Belém. Sabemos que é muito cedo, mas é a única hipótese de entregar informação aos participantes na Conferência. A informação estará disponível em 3 línguas.
sexta-feira, novembro 16, 2007
Referendo pelo "Não" ao Novo Tratado Europeu: Não estamos sós!
Danemark : Le Mouvement populaire contre l’Union européenne appelle à exiger la tenue d’un référendum sur le nouveau traité européen pour voter non !
Paris, 2 et 3 février 2008 :
Conférence ouvrière européenne
“Non au nouveau traité européen”
- Il s’agit de réunir, sur la base d’une enquête menée dans tous les pays sur les conséquences de la politique de l’Union européenne, des militants ouvriers de toutes tendances qui combattent dans leur pays contre la tentative d’imposer aux peuples un « nouveau » traité européen reprenant et aggravant le projet de « Constitution » européenne rejeté il y a deux ans par les travailleurs et les peuples.
- Cet appel a d’ores et déjà été signé par 252 militants ouvriers de 16 pays : Allemagne, Belgique, Danemark, Espagne, France, Grande-Bretagne, Hongrie, Italie, Moldavie, Portugal, République tchèque, Roumanie, Serbie, Suède, Suisse et Turquie.
- La conférence ouvrière européenne se tiendra à Paris les 2 et 3 février 2008.
- Un bulletin est publié chaque mois sous la forme d’un numéro spécial d’Informations internationales (bulletin de l’Entente internationale des travailleurs et des peuples). Le premier numéro est déjà paru.
On peut se le procurer en s’abonnant à Informations internationales, Entente internationale des travailleurs et des peuples, 87, rue du Faubourg-Saint-Denis, 75010 Paris, ou en écrivant à : entente-europeenne-des-travailleurs@orange.fr
Informação retirada de:
INFORMATIONS INTERNATIONALES, 13 novembre 2007, N° 261
(Dossier d’informations hebdomadaire édité par
l’Entente internationale des travailleurs et des peuples)
quarta-feira, novembro 14, 2007
Poema pouco original do medo - Alexandre O'Neill

O medo vai ter tudo
pernas
ambulâncias
e o luxo blindado
de alguns automóveis
Vai ter olhos onde ninguém o veja
mãozinhas cautelosas
enredos quase inocentes
ouvidos não só nas paredes
mas também no chão
no teto
no murmúrio dos esgotos
e talvez até (cautela!)
ouvidos nos teus ouvidos
O medo vai ter tudo
fantasmas na ópera
sessões contínuas de espiritismo
milagres
cortejos
frases corajosas
meninas exemplares
seguras casas de penhor
maliciosas casas de passe
conferências várias
congressos muitos
ótimos empregos
poemas originais
e poemas como este
projetos altamente porcos
heróis
(o medo vai ter heróis!)
costureiras reais e irreais
operários
(assim assim)
escriturários
(muitos)
intelectuais
(o que se sabe)
a tua voz talvez
talvez a minha
com a certeza a deles
Vai ter capitais
países
suspeitas como toda a gente
muitíssimos amigos
beijos
namorados esverdeados
amantes silenciosos
ardentes
e angustiados
Ah o medo vai ter tudo
tudo
(Penso no que o medo vai ter
e tenho medo
que é justamente
o que o medo quer)
O medo vai ter tudo
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar
quase todos
a ratos
in Alexandre O'Neill,
Abandono Vigiado, 1960
retirado daqui


















