segunda-feira, junho 30, 2008

domingo, junho 29, 2008

Nunca 30 000 foram tão poucos

Marcha da Indignação, 8/Março

Quem tivesse estado na manifestação dos professores, na Marcha da Indignação, começa a duvidar que lá tivessem estado 100 000. É que aqueles 100 000 ao pé dos 200 000 que no outro dia disseram que havia na manif da CGTP, passam a ser 300 000 ou coisa que o valha. Como não há-de haver quem facilite a vida aos miúdos na matemática para que se habituem a estas contagens sem as estranharem? Na manif de hoje, quem lá esteve diz que aquilo não eram mais do que 5 000, mas os números oficiais, os dos media que as pessoas ouvem, as que ouvem, voltaram a dizer que lá estavam 30 000!
Por que será que os media têm agora esta necessidade de fazer passar a mensagem que os trabalhadores estão na rua a manifestar-se em grande número pela CGTP? Este alinhamento, este sindicalismo instituído que cumpre agendas e calendários, e que só se agita quando ultrapassado pela massa, estrebucha de mansinho no seu canto de cisne. As forças por detrás dos media, congratulam-se com o facto e publicitam-no. A história da CGTP lhes agradecerá por terem registado que o movimento sindical não morreu sem luta e com o povo ainda a gritar na rua.
Conheço bem o programa de festas: contar as bandeiras, colocar em formatura, colocar um megafone na boca das Marias e vai disto avenida abaixo até ao discurso. Discurso. Palminhas acabou e alguém nos enganou. Hino, punhos no ar (cada vez menos), local para apanhar a camioneta de regresso a casa. Viagem de regresso já sem qualquer pressão na panela. Só cansaço. Pelo menos comeu-se qualquer coisa de borla com as senhas do sindicato. Esta gente há-de se cansar. Qualquer dia já ninguém mais virá.
Lembro-me dos tempos em que a Inter-sindical ia aos locais de trabalho organizar comités e convocava uma greve geral de trabalhadores se fosse preciso. Depois disso são inumeráveis as perdas dos direitos sofridas, as humilhações, o roubo escandaloso que fazem da força de trabalho, desvalorizando-a e exigindo que renda ainda mais, que os trabalhadores trabalhem mais horas, que produzam mais. Nenhuma greve geral. Para onde foi a ideia da greve geral? A UGT sempre pronta a negociar, não quer nada com greves, é um sindicalismo amarelo criado de propósito para tudo aceitar. A última unidade sindical de que há memória, foi a Plataforma Sindical dos Professores para forjar o acordo firmado pelo Memorando do Entendimento. Uma unidade sindical para tramar a classe levando-a apenas a adiar por uns meses o cumprimento das agendas e das directivas europeias convertidas nas políticas educativas do governo Sócrates, mais engenharias do que educativas, cosmética que, caso venha a ser implementada irá comprometer o futuro da escola pública portuguesa e falsear completamente os dados do estado do Ensino.
Mas os sindicatos não são o que os dirigentes querem que eles sejam. Têm lá dentro pessoas, trabalhadores, gente que sofre na pele as consequências dessas políticas. Até quando vão aguentar tamanha afronta? Como vão entender que tanta força que tiveram nas ruas seja assim desperdiçada e que acabem sempre perdendo alguma coisa em cada vitória anunciada? Que força é essa que constantemente perde direitos?

sábado, junho 28, 2008

sexta-feira, junho 27, 2008

Políticas Agrícolas da União Europeia

"Não consigo suportar esta situação. O tractor leva 100 litros de gasóleo, o que dá para um dia de trabalho. Ao fim do mês são mais 400 euros que gasto. Não queremos subsídios, porque esses foram criados para os grandes. Queremos que nos paguem o valor justo", dizia um agricultor de Rio Mau, Vila Verde. Por todo o recinto trocavam-se experiências de dificuldades. Como os incentivos à aquisição de quotas leiteiras "que agora nada valem" ou histórias de vitelos recém-nascidos, vendidos a 50 euros. O panorama é negro por todos os ramos. "O vinho está de rastos. As cooperativas não pagam e os particulares pagam pouco, a 27 cêntimos o quilograma".

"Esta situação não é mais suportável. Nos últimos dez anos, as políticas agrícolas foram no sentido de incentivar a deixar. As pessoas recebem para terem os campos parados. Por isso sofremos com a especulação dos preços aplicados aos cereais", dizia José Manuel Lobato, dirigente da Associação de Defesa dos Agricultores do Distrito de Braga. Novas manifestações estão na forja.

Agricultores são poucos até para manifs, Jornal de Notícias (ler mais)

quarta-feira, junho 25, 2008

Novo Código do Trabalho - O entendimento entre os patrões e os amarelos


Perguntas e Respostas

in Público, Ed. Impressa
25.06.2008

Os despedimentos individuais vão ser mais fáceis?

Vão, pelo menos, ser mais rápidos. A CGTP afirma que se trata de tornar os despedimentos mais fáceis, o Governo contrapõe que o objectivo é simplificar os "modelos processuais" do despedimento individual para evitar o arrastamento dos casos. Mais: garante que, na substância, nada se altera - é assegurada a protecção legal dos trabalhadores e não mudam os motivos para despedimento com justa causa, que a empresa continua a ter que provar em tribunal.

O que era o despedimento por inadaptação que, afinal, o Governo deixou cair?

O despedimento por inadaptação já é hoje em dia possível, mas só quando estão em causa modificações tecnológicas ou de equipamentos. A intenção do Governo era que passasse a poder estar também ligado a "alterações na estrutura funcional do posto de trabalho". As confederações patronais aplaudiram a ideia, mas, para tentar conseguir um acordo com, pelo menos, uma central sindical, o Executivo acabou por deixar cair esta proposta que, a ser mantida, afastaria definitivamente a UGT de um acordo.

Os contratos a prazo mudam?

Sim. O contrato de trabalho a termo certo, que actualmente pode ser de três anos, renovável até um máximo de seis anos, volta a ter uma duração máxima de três anos. Neste aspecto, a posição do Governo corrige o alargamento adoptado pelo governo PSD/CDS em 2003.
Pode haver mexidas nos horários de trabalho?

Pode. Patrões e funcionários passam a ter possibilidade de negociar horários mais ajustados à actividade das empresas. É criado um "banco de horas" que pode alargar ou reduzir o horário semanal em função das necessidades da empresa. Os horários concentrados poderão implicar até mais quatro horas de trabalho por dia em quatro dias por semana ou em três dias consecutivos, mas essa discussão será objecto de contratação colectiva, por onde passarão igualmente matérias como formas de compensação do trabalho suplementar, que pode ser feita em tempo de descanso. Os limites horários podem ser acordados em equipas ou secções de empresas e serão aplicados a todos os trabalhadores se três quartos deles estiverem de acordo com a alteração.
O que muda nas férias?

Só há mudanças para os trabalhadores do sector do turismo. A Comissão do Livro Branco das Relações Laborais, em que o Governo assenta a sua proposta, dividiu-se sobre a matéria e a proposta apresentada por Vieira da Silva aos parceiros mantém tudo na mesma: 22 dias úteis, que podem chegar a 25 em função da assiduidade do trabalhador. No turismo, na falta de acordo, as férias poderão ser marcadas fora do período de 1 de Maio a 31 de Outubro, ainda que 25 por cento do tempo tenha que ser gozado nessa altura.

Há mudanças nas contribuições dos recibos verdes?

Sim. Até agora, as entidades patronais não contribuíam para a protecção social dos "recibos verdes" e estes trabalhadores eram penalizados por terem os encargos totalmente a seu cargo. A proposta do Governo, apresentada como forma de desincentivar o recurso a este tipo de trabalho, é de que os empregadores paguem uma taxa social de cinco pontos percentuais sobre os rendimentos presumidos dos trabalhadores, o que reduziria em igual valor a contribuição paga por estes. Além disso, é intenção do Executivo fundir o actual regime obrigatório (taxa de 25,4 por cento) e o alargado (32 por cento) num único regime com uma taxa de 24,6 por cento com protecção social que inclua o subsídio de doença. A contrapartida a esta descida de taxas é o alargamento da base de tributação: a nova taxa incidirá sobre 70 por cento das remunerações auferidas e não, como até aqui, sobre o escalão salarial escolhido pelo trabalhador.
O que muda nas contribuições?

As mexidas nas contribuições são uma "ferramenta" com a qual o Governo quer estimular a contratação sem prazo. Por um lado, as empresas que contratem sem prazo vêem reduzidas as contribuições de 23,75 por cento para 22,75 por cento. Por outro, quando se trate de contratos a prazo, é agravada a taxa em três pontos, de 23,75 para 26,75.
Há mudanças na contratação colectiva?

Sim. O Governo começou por propor que os contratos colectivos caducassem dez anos após a última publicação ou após o momento em que uma das partes o tivesse denunciado, mas acabou por passar a caducidade para cinco anos. O objectivo anunciado é dinamizar a contratação colectiva. Para evitar o vazio, o Governo propõe uma "arbitragem necessária" com o objectivo de rever a convenção colectiva através da mediação de um colégio de árbitros.
Patrão e trabalhador podem estabelecer acordos à margem do Código do Trabalho?

Sim. Este aspecto foi um dos que mais controvérsia provocaram na anterior revisão da legislação laboral e teve a oposição do PS, mas acaba por manter-se. Os acordos assinados entre as partes não poderão ser mais desfavoráveis para o trabalhador do que o estipulado na lei num conjunto de 14 matérias que vão da protecção da maternidade, o trabalho de menores, a duração mínima de repouso até matérias como a segurança, higiene e saúde no trabalho.
O que muda nas licenças de maternidade?

Aumentam os tempos de licença e os incentivos aos pais. Nalguns casos, o acompanhamento dos filhos recém-nascidos ou adoptados poderá prolongar-se por um ano. Mantêm-se quatro meses de remuneração a cem por cento ou cinco meses a 80 por cento quando a utilização da licença não for partilhada, mas premeia-se o envolvimento de ambos os pais: é criada a possibilidade de a licença ser de cinco meses remunerados a cem por cento ou seis meses a 83 por cento desde que um dos meses seja gozado unicamente por cada um dos progenitores. Por outro lado, os pais podem pedir uma licença de parentalidade alargada que permita a cada cônjuge ter três meses adicionais de licença, apoiada neste período pela Segurança Social com 25 por cento da remuneração bruta. Os cinco dias úteis que o pai tem actualmente direito por nascimento de um filho passam a dez, metade dos quais a gozar logo após o nascimento, e estão previstos outros dez dias úteis opcionais remunerados a cem por cento e a gozar em simultâneo com a licença da mãe. O progenitor passa a ter direito a até três dispensas para se deslocar a consultas pré-natais. Os avós trabalhadores poderão faltar ao trabalho em substituição de netos menores, em substituição do pai e mãe trabalhadores. E os trabalhadores poderão também faltar ao trabalho para assistência aos pais. J.M.R.

Poucos se reconhecem

"Aquele que, num principado, não reconhece os males na origem não é verdadeiramente sábio, e esta qualidade é concedida a poucos". (Maquiavel)

Homem livre

Ao homem livre não faz falta um deus. Vladimir Nabokov

Medo de ficar parado

"Sempre que pensamos em mudar queremos tudo o mais rápido possível. Não tenha pressa pois as pequenas mudanças são as que mais importam. Por isso, não tenha medo de mudar lentamente, tenha medo de ficar parado." Provérbio Chines

Construímos sonhos em cima de pessoas

Às vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas... O tempo passa... e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais! Bob Marley

Morte de uma organização. Viva Lénine!

A morte de uma organização acontece quando os de baixo já não querem e os de cima já não podem. Vladimir Lénine

terça-feira, junho 24, 2008

O chefe manda mandadar

Cuidado!

Ouvi agora no telejornal:

Os mandatos estão a transformar-se em mandados

Não sei se de acordo com o novo acordo

Será o fim da língua portuguesa ou da democracia?

E quem era mandatado passa a ser mandadado?

Ou a fala do jornalista é um pau mandado?

Sic Notícias das altas da madrugada

Notícia:

«A hipótese de um leão andar à solta na Maia é muito remota.»

A evolução dos acontecimentos:

«Afinal parece que o leão à solta na Maia é… um cão.»

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DÁ-SE CÃO LEÃO DA RODÉZIA COM UM ANO A ALGUÉM QUE TENHA ESPAÇO PARA ELE CORRER , NÃO PODE ESTAR PRESO E TEM QUE SER NA ZONA DE AVEIRO.

http://aveiro-aveiro.olx.pt/cao-leao-da-rodezia-iid-4835986



Comparações...

Assim vai o mundo!!!


Dizem os americanos:


'We have George Bush, Stevie Wonder, Bob Hope, and Johnny Cash.'

Respondem os portugueses:

'We have José Sócrates, No Wonder, No Hope, and No Cash.'

segunda-feira, junho 23, 2008

Já não há vergonha!

Tachos, cunhas, escândalos, corrupção, ladroagem... PORTUGAL!!! A lista é infindável...

Este é o melhor e-email que recebi nos últimos tempos. Vou guardá-lo para sempre, mas antes decidi compartilhá-lo com os amigos, na esperança que os meus amigos:

1- Não façam o que estes maltrapilhos fazem;

2- Da próxima vez, antes de votarem o revejam;

3- O compartilhem com os vossos amigos;

4- Pensem se é isto que querem para o nosso País e para os vossos filhos.

ALGUMAS NOTICIAS JÁ SÃO ANTIGAS MAS DEIXAM A PENSAR...

Tachos e Cunhas

Verinha Sampaio

AS REFORMAS CHORUDAS

Corrupção em Portugal? Burrice?

Saúde dos Tugas

JUSTIÇA - por cá não há...


Chorar a rir para não chorar

domingo, junho 22, 2008

Vergonha é o que muitos não têm!

Sinto vergonha de mim, de Cleyde Canton e Rui Barbosa

declamado por Rolando Boldrin

no programa Sr Brasil da TV Cultura


ver video aqui
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