
A ideia que não procura converter-se em palavra é uma má ideia, e a palavra que não procura converter-se em acção é uma má palavra.
"Todo indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e idéias por qualquer meio de expressão."

A ideia que não procura converter-se em palavra é uma má ideia, e a palavra que não procura converter-se em acção é uma má palavra.

Dedicado aos companheiros do Cheira-me a Revolução!
Obs. O tipo de barbas do coro parece o Pacheco Pereira mas não é o Pacheco Pereira
Realmente o epíteto de “kaótica” não me podia assentar melhor. Só me consigo organizar em situação limite. Até lá vou folgando as costas e pensando, apenas pensando como posso dar volta a isto. Pareço uma professora acossada desta era burocrática, afogada em papelada. O próprio espaço em que me movo é caótico: pilhas de papéis que vou guardando por considerar importantes para memória presente e futura; ainda tenho Expressos dos anos 80 para fazer recortes! Sacos de documentos para organizar, às vezes já separados por assuntos. Pastas de documentos que têm que estar à mão e por isso não podem estar arrumados. E, com o quarto destinado a ser escritório ocupado com mais caixotes de livros e papéis, é em plena sala de estar que tudo se espraia. Mas eis que de repente é preciso reunir documentação para uma reunião para o dia seguinte, suponhamos. Aí pareço um funcionário competente e o que me vale é a minha desarrumação desorganizada que vai-se a ver e tem uma lógica. Uma preciosa intuição que me faz ir aos sítios certos no momento oportuno e uma surpreendida descoberta da intenção que já se vinha construindo desde o primeiro papel guardado. Nessas aturas de aperto verdadeiras revoluções se operam nesta casa.


Constituição da Comissão Nacional para defender:
· Uma Política que reate com o 25 de Abril
· A União Livre das Nações Soberanas de toda a Europa
· A Ruptura com a União Europeia
Caros amigos e camaradas,
Realizou-se, no passado dia 13 de Setembro, em Lisboa, um Encontro em que participaram, entre outros, estudantes e docentes da zona de Lisboa, e operários e pequenos comerciantes da zona da Marinha Grande / Leiria.
Partilhando diferentes opiniões políticas – em resultado das suas experiências de vida e das correntes do movimento operário com que mais se identificaram ou ligaram – temos como base comum a assinatura de um Apelo para a constituição de uma “Comissão Nacional pela Ruptura com a União Europeia”, que foi subscrito por mais 70 militantes, trabalhadores e jovens.
Os militantes presentes na reunião tiveram também conhecimento da audiência concedida pelo secretário de Vladimir Spidla (Comissário europeu para o Emprego, os Assuntos Sociais e a Igualdade de Oportunidades) a uma delegação constituída por dirigentes sindicais de nove países europeus, no dia anterior, bem como da sua decisão em continuar a batalha política que os levou a ter aquela audiência, convocando nessa base um Encontro europeu.
(Os detalhes sobre os resultados desta delegação e a iniciativa do referido Encontro, serão oportunamente divulgados, logo que nos chegue mais informação.)
Após um debate fraterno e livre entre todos os presentes, foi aprovada a constituição dessa Comissão Nacional, tendo como base o texto que vos enviamos em anexo.
Aprovaram-se ainda um conjunto de iniciativas, visando desenvolver o trabalho político, que permita com que a Comissão em Defesa de uma política socialista, pela União Livre das Nações Soberanas de toda a Europa, de Ruptura com a UE, atinja os objectivos por todos pretendidos, contribuindo para abrir uma perspectiva política positiva ao conjunto dos trabalhadores portugueses.
Para planear a concretização das propostas aprovadas, terá lugar na próxima quarta-feira, dia 17 de Setembro, pelas 18 horas, no espaço que o POUS colocou à disposição destes militantes situado na:
Rua de Santo António da Glória, nº 52 B, cave C, em Lisboa
A reunião é naturalmente aberta, e, por conseguinte, serão bem-vindos todos quantos quiserem participar no desenvolvimento do trabalho, ou sugerir novas propostas que o enriqueçam.
Saudações de Abril
Lisboa, 14 de Setembro de 2008
Pel’A Comissão Nacional
Carmelinda Pereira
(recebido por mail)


Como sei que vocês não vão ler por ser muito extenso, aqui vai uma notícia comentada por um professor do ensino secundário que tenho o prazer de conhecer pessoalmente e a quem pedi para colocar aqui n' O Pafúncio.
Dos noticiários:
[Vital Moreira, conhecido professor univeristário, constitucionalista, ex-membro e deputado do PCP, actualmente um destacado apoiante do governo do PS]
"A esquerda da esquerda, a esquerda 'de protesto' segue uma bizarra narrativa, em que ela própria não acredita, dizendo que se assiste à destruição do Estado social. Este Governo pede meças em defesa da escola pública", declarou o docente universitário.
Antes de lamentar que a oposição de esquerda confunda a defesa da escola pública com a recusa de mudanças, Vital Moreira sublinhou a importância da avaliação para que a escola pública não abandone para os privados "a dimensão da excelência".
"Não se trata apenas de tirar boas notas. A escola pública em relação aos privados tem a vocação da universalidade", frisou.
Vital Moreira sustentou também que as diferenças políticas entre a esquerda e a direita são "incontornáveis" ao nível da educação.
Depois de caracterizar a direita como portadora de valores como a responsabilidade individual e a favor da redução do Estado social, o constitucionalista frisou que a esquerda para ser fiel aos seus valores "tem de dar primazia à educação.
"O direito universal ao ensino continua a ser uma luta inacabada para combater a exclusão", considerou
Comentário: A defesa da escola pública era durante o século passado uma bandeira dos socialistas reformistas, quer estivessem no PS, quer noutras forças, que se designam como mais «radicais» mas sem o serem, além do discurso. O século XXI assistiu ao desmantelar da escola pública, tal como outras componentes do chamado «estado social», por aqueles mesmos que se proclamavam os seus lídimos defensores. O facto é por demais conhecido, não restando no «povo de esquerda» uma capacidade de resposta à altura do desafio, por causa da traição das elites (mais uma vez) às causas populares).
O facto da escola pública ser destruída tem a ver com a necessidade de criar mercado para o ensino privado. A escola pública passa a ser impedida de concorrenciar os privados. Tem apenas um papel supletivo, conforme está consignado nos acordos ao nível dos serviços (GATS) assinados em 99 pelos governos de todos os países da OMC (portanto todos os da UE de então). Nestes, incluía-se uma série de governos com «socialistas» e mesmo com «comunistas» (governo Jospin, em França).
Tudo que que Vital Moreira pode afirmar que a direita não esconde sob roupagens demagógicas a sua ansiedade em oferecer à gula dos privados os sectores rentáveis da escola pública; enquanto a esquerda à ele qual pertence actualmente tem «pudor» de o proclamar embora seu currículo no desmantelamento desta escola pública seja impressionante (vide os mais de mil e quinhentos estabelecimentos do ensino básico já extintos em dois anos, com enorme percentagem do interior norte) . Certamente, ela dispõe de arautos «muito encartados» para afirmar em juras solenes exactamente o contrário dos próprios factos!
Quanto ao PCP e BE, nem um nem outro são excessivamente alarmistas, mas o contrário; têm-se pautado por uma política tão moderada (nos actos, não verbalmente) que mais pareece conivência objectiva. Evidências? Os sindicatos da FENPROF do continente são dominados por estas duas correntes. Os sindicatos não fizeram mais do que desbaratar o potencial de luta, traindo a própria greve geral em 2005. Não fizeram nem fazem a união com as forças dos outros sindicatos de professores ou da função pública, para pressionar o governo, mas para apresentar um «ramalhete» de dirigentes a negociações, onde nada de importante o governo aceita negociar, mas os sindicatos continuam a fazer o frete. São simulacros de «negociação». O teatro assumiu foros de escândalo com a reviravolta pós- manifestação histórica de 8 de Março de 2008, em que os mesmos que a organizaram e foram porta-vozes da posição dos manifestantes na tribuna do Terreiro do Paço, vieram desdizer o compromisso solene aí assumido por eles perante o país e não apenas os 135 mil manifestantes. Estes senhores serviram o governo PS, no intuito de destruir a carreira docente, com tanto ou mais eficácia quanto a própria ministra!!
Agora continua a ficção de cenários de «luta» (infelizmente, entre aspas!) porque estão com olho nas eleições e sabem que não podem assustar o centrão, o eleitor PS que está descontente com o governo e está tentado a votar mais à esquerda.
É assim que esses senhores, da escola ideológica de Vital Moreira, quase todos, estão a oferecer a escola pública, para transformação numa negociata entre autarquias e privados, para poderem depois vir chorar lágrimas de crocodilo (autêntico!) enquanto abocanham nos seus respectivos «baluartes» municipais com os despojos do que já foi um sistema nacional e unificado de saberes, práticas, currícula, dispositivos institucionais.
TRISTISSIMO VERIFICAR AS PALHAÇADAS E CAMBALHOTAS DE UNS DE OUTROS E A AUSÊNCIA DE ESPÍRITO CRÍTICO DE MUITAS BOA GENTE, QUE AINDA SE DEIXA REALMENTE ENGANAR COM OS CANTOS DE SEREIA DAS «ESQUERDAS»... AFINAL O QUE FALTA É DAR-SE ATENÇÃO ÀS PROPOSTAS DE ALTERNATIVAS E DE LUTA CONCRETA.
CREIO QUE SOMENTE UMA ESQUERDA ANTI-CAPITALISTA E ANTI-AUTORITÁRIA, NESTE PAÍS, TEM CONDIÇÕES PARA O FAZER.
Manuel Baptista


Comissão Nacional pela Ruptura com a União Europeia
13 de Setembro, às 16 horas, na Biblioteca-Museu República e Resistência,
RUA ALBERTO DE SOUSA, Nº 31, EM LISBOA
(AO CIMO DA RUA DA BENEFICÊNCIA)
Na reunião do próximo sábado, em Lisboa – para a constituição de uma Comissão Nacional pela ruptura com a União Europeia – será também comunicado o resultado desta delegação e tomadas decisões para desenvolver em Portugal a continuidade deste processo. A diversidade dos membros que compõem esta delegação e a exigência dirigida à Comissão Europeia são demonstrativas da sua importância:
Hoje (12/09/2008) uma delegação de 18 dirigentes sindicais e militantes políticos, de 9 países, deslocou-se à Comissão Europeia, para exigir desta a anulação das sentenças do Tribunal Europeu de Justiça sobre os casos Laval, Viking e Rüffert, no seguimento do Encontro europeu de Estocolmo, realizado a 25 de Maio. (ver documento)
A delegação vai ser recebida em Bruxelas pelo secretário de Vladimir Spidla, Comissário europeu para o Emprego, os Assuntos Sociais e a Igualdade de Oportunidades.
A sua composição é a seguinte:
Irlanda – 2 membros do Sindicato da Construção Civil e 2 do Sindicato dos Electricistas
Bélgica – O presidente da FGTB Liège-Huy-Waremme e o Coordenador do Movimento de Defesa dos Trabalhadores Belgas
Suécia – O presidente do Movimento «Não à União Europeia», um membro da Direcção nacional do Sindicato dos Transportes da LO (a título pessoal) e o Secretário da região de Estocolmo do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (também membro da Direcção nacional deste sindicato)
Grã-Bretanha – Um membro do Sindicato dos Padeiros
Dinamarca – Um membro da Direcção do Sindicato da Construção Civil
França – Dois membros da Aliança Europeia dos Trabalhadores e dois membros do Partido Operário Independente
Alemanha – 3 membros da Comissão operária do Partido Social-Democrata alemão (SPD) ligados ao sector da Metalurgia, das Minas e dos Serviços Públicos
Espanha – Um membro da Federação UGT dos Serviços Públicos
Suíça – Um deputado ao Conselho Nacional da Federação Suíça, membro do PS.
Reparem na data deste documento que em tempos recebi por mail. Não vos parece que se está a passar agora neste momento na Bolívia o que alguns já previam e advertiam?
27/11/2007
Declaración de
¡Ahora, ya!
¡Todos juntos contra la oligarquía separatista!
¡Unidad de los trabajadores, campesinos, jóvenes y sus organizaciones en defensa de la unidad de Bolivia y la agenda de Octubre!
Compañeros y compañeras:
Bolivia vive un momento crucial de su historia.
Las oligarquías, agentes del imperialismo, después de haber provocado los conflictos en Sucre manipulando el tema de la capitalía plena, ahora anuncian su decisión de desobediencia civil, de no reconocer las decisiones tomadas por la mayoría de los constituyentes (57%) en la sesión del 24 de noviembre en el liceo militar en Sucre, y acelerar la aplicación de sus autonomías; esto quiere decir, hacer explotar la unidad de Bolivia para mantener sus privilegios de socia menor del imperialismo.
El momento exige la mas amplia unidad de todos los sectores populares, sin distinción, para enfrentar a nuestro enemigo común: la derecha y detrás de ello el imperialismo, que quieren impedir que se avance en la aplicación de la agenda de octubre y acabar con el proceso revolucionario que, desde las jornadas de octubre de 2003 y mayo-junio de 2005, es impulsado por la aplastante mayoría explotada y oprimida del pueblo boliviano; ahora las oligarquías quieren llevarnos a una guerra civil para descuartizar a Bolivia!
Los trabajadores, los campesinos, los jóvenes, los pueblos originarios de todos los departamentos y regiones del país quieren una Bolivia unida y soberana!
¡Frente a la reacción separatista y pro imperialista combatamos juntos!
ES URGENTE QUE SE CONVOQUE A UNA ASAMBLEA NACIONAL, con representantes de todas las organizaciones obreras y populares, con delegados electos de todos los sectores, de las minas, fábricas, en el campo, la universidad para tomar las medidas de defensa contra la ofensiva de la derecha oligárquica pro imperialista!
¡Hay que sacar las lecciones de lo que ocurre!
La misma oligarquía que, a través sus partidos (PODEMOS; UN; etc) y sus comités cívicos, ha chantajeado al gobierno electo por el pueblo boliviano, exigiendo un referéndum autonómico - que fue derrotado con la victoria del NO - luego esta misma gente obstaculiza
Que
Pero, insistimos que no hay tarea más urgente que UNIR TODAS LAS FUERZAS OBRERAS, POPULARES, SINDICATOS, VECINOS, ORGANIZACIONES JUVENILES, INDIGENAS, en una palabra,
Compañeros y compañeras:
¡Lo que se pasa en Bolivia tiene relación directa con la lucha de los pueblos del mundo, en particular en América Latina, que resisten a la política de destrucción de las naciones comandada por el imperialismo estadounidense!
Hoy, el imperialismo y sus aliados quieren aislar y derrotar los procesos revolucionarios en curso en Venezuela y Ecuador, las luchas de los trabajadores y pueblo de Perú, Brasil, México y, dentro del mismo EE UU, contra la guerra interna y externa que hace Bush contra los pueblos del mundo.
Derrotar la ofensiva de la oligarquía en Bolivia, no solo es la condición para seguir el combate por la agenda de Octubre, sino también será un impulso para la lucha de los pueblos en todo el mundo.
¡
¡TODOS JUNTOS CONTRA
¡A
Uma utopia é uma possibilidade que pode efectivar-se no momento em que forem removidas as circunstâncias provisórias que obstam à sua realização. (Robert Musil)
Não ao novo Tratado europeu!
Revogação de todos os tratados!
Revogação do Tratado de Maastricht-Amesterdão,
Defesa e reconquista dos direitos e garantias
contidos nas legislações de cada um dos nossos países!